O Sono das Águas

Guimarães Rosa

Há uma hora certa,
no meio da noite,
uma hora morta,
em que a água dorme.
Todas as águas dormem:
no rio,
na lagoa,
no açude,
no brejão,
nos olhos d'água,
nos grotões fundos.

E quem ficar acordado,
na barranca,
a noite inteira,
há de ouvir a cachoeira
parar a queda e o choro,
que a água foi dormir...

Águas claras,
águas barrentas,
sonolentas,
todas vão cochilar.

Dormem gotas,
caudais,
seivas das plantas,
fios brancos,
torrentes.
O orvalho sonha nas placas das folhagens
e adormece.

Até a água fervida,
nos copos de cabeceira dos agonizantes...

Mas nem todas dormem,
nessa hora de torpor líquido e inocente.

Muitos hão de estar vigiando,
e chorando , a noite toda,
porque a água dos olhos
Essa... nunca tem sono...

Ter Coragem

John F. Kennedy

Ter coragem não é algo que
requeira qualificações excepcionais,
fórmulas mágicas,
nem combinações especiais de hora,
lugar e circunstância.
É uma oportunidade que mais cedo ou mais tarde
é apresentada para cada um de nós."

Uma Oração da Presença

Wagner Borges

Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente o ódio.

Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.

Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.

Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.

Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.

Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.

Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.

Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.

Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada Coração.

Que em cada amigo o teu coração faça festa e celebre o encanto da amizade Profunda que liga as almas afins.

Que em teus momentos de solidão e cansaço esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.

Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível tocando o centro do teu ser eterno.

Que um suave acalanto te acompanhe, na Terra ou no Espaço, e por onde quer que o Imanente Invisível leve o teu viver.

Que o teu coração sinta A PRESENÇA SECRETA DO INEFÁVEL!

Que os teus pensamentos, os teus amores, o teu viver, e a tua passagem pela vida sejam sempre abençoados por aquele AMOR QUE AMA SEM NOME.

Aquele Amor que não se explica, só se sente.

Que esse Amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.

Que esse Amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.

Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da PRESENÇA que está em ti e em todos os seres.

Que o teu viver seja pleno de PAZ E LUZ.

Pra que Gritar ?

Mahatma Gandhi

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:

"Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"

"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.

"Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?", questionou novamente o pensador.

"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar :

"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?"

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu :

"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância."

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas ?

Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê ?

Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.

Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.

E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.

Seus corações se entendem.

É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo :

"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Piano

Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, uma mãe levou seu pequeno filho a um concerto de Paderewski.

Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até ela para saudá-la.

Tomando a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito:

"PROIBIDA A ENTRADA"

Quando as luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá.

De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no centro do palco.

Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente catando as notas de "Cai, cai, balão".

Naquele momento, o grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi ao piano, e sussurrou no ouvido do menino:

-- "Não pare, continue tocando".

Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do baixo.

Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia.

Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa.

O público estava perplexo.

É assim que as coisas são com Deus.

O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar.

Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como uma música graciosamente fluida.

Mas, com as mãos do Mestre, as obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas.

Na próxima vez que você se determinar a realizar grandes feitos, ouça atentamente.

Você pode ouvir a voz do Mestre, sussurrando em seu ouvido:

-- "Não pare, continue tocando".

Sinta seus braços amorosos ao seu redor.

Saiba que suas fortes mãos estão tocando o concerto de sua vida.

Lembre-se, Deus não chama aqueles que são equipados.

Ele equipa aqueles que são chamados.

E Ele sempre estará lá para amar e guiar você a grandes coisas.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Borboleta Azul

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes.

As meninas sempre faziam muitas perguntas.

Algumas ele sabia responder, outras não.

Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina.

O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar.

Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.

Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.

— O que você vai fazer ? - perguntou a irmã.

— Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta.

— Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar.

Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la.

E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada !

As duas meninas foram então ao encontro do sábio, que estava meditando.

— Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta ?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu :

— Depende de você...ela está em suas mãos.

Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.

Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado.

Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não

conquistamos).

Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta azul...

Cabe a nós escolher o que fazer com ela.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

12 passos para evitar o estresse

  1. NÃO COMECE O DIA ATERRORIZADO: Acorde todos os dias com a sensação de que é sexta-feira.

  2. NÃO OCUPE PLENAMENTE O SEU TEMPO LIVRE: Se já tem um segundo emprego, não aceite um terceiro.

  3. NÃO FAÇA COMPRAS NO HORÁRIO DE PICO: Os supermercados podem ser uma boa ajuda para incrementar o seu estresse ao fazer compras em horários de pico (evite-os).

  4. COMPREENDA AS CRIANÇAS: Lembre-se que você já foi uma.

  5. NÃO ESTABELEÇA EXPECTATIVAS MUITO ALTAS: O esforço em demasia leva a resultados imperfeitos.

  6. PREOCUPAÇÃO TÊM FIM: Faça um esforço para descobrir as coisas que podem intensificar a sua alegria e os seus sentimentos de harmonia.

  7. NÃO SOFRA EM SILÊNCIO: Dividir os problemas com os outros reduz enormemente a pressão.

  8. SEMPRE ELOGIE O BOM TRABALHO DAS CRIANÇAS: Uma criança feliz acalenta a alma.

  9. NÃO COMUNIQUE-SE SOMENTE ATRAVÉS DO COMPUTADOR: Sempre que possível converse com as pessoas.

  10. EVITE CONFLITOS INÚTEIS.: Com o seu par, faça uma lista de hábitos negativos e irritantes do outro. Lutem juntos para vencê-los.

  11. FRENESI DE MUDANÇA: Mude lentamente. A direção é mais importante que a velocidade

  12. FIM: Não existe Fim. O que existe é uma oportunidade de começar novamente.

A Águia e o Pardal

O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza... Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe:

-- Por que estás a me vigiar, Andala?

-- Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites.

-- E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas?

-- Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho...

O pardal suspirou olhando para o chão... E disse:

-- Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te.

-- E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan.

-- Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas... Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente...

-- Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita!

E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente:

-- Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho. Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás livre! Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade. Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles. Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com tua escolha!

A águia

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas para a essa idade, aos 40 anos ela tem que dtomar uma séria e difícil decisão. Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue agarrar suas presas das quais se alimenta.

O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossuradas penas, e voar já é tão difícil! então, a águia só tem duas alternativas: morrer...

...ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar pra o alto de uma montanha e se recolherem um ninho próximo a um paredão onde ela necessite voar. Então, apos encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico em uma parede até arranca-lo.Após arranca-lo, espera nascer um novo bico, com o qual depois vai arrancar suas unhas

Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as novas penas .

E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovador e para viver então mais 30 anos.

Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo da vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

Bom vôo!

A arte de não adoecer

Dr. Dráuzio Varella

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em cncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para poder ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia!!!!!!!!

A Árvore generosa

Do original de Shel Silvertein, Adaptado por Fernando Sabino

Era uma vez uma Árvore que amava um Menino.

E todos os dias, o Menino vinha e juntava suas folhas.
E com elas fazia coroas de rei.
E com a Árvore, brincava de rei da floresta.

Subia em seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos!

Comia seus frutos.
E quando ficava cansado, o Menino repousava à sua sombra fresquinha.

O Menino amava a Árvore profundamente.
E a Árvore era feliz!

Mas o tempo passou e o Menino cresceu!
Um dia, o Menino veio e a Árvore disse:
"Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus
galhos, repousar à minha sombra e ser feliz!"

"Estou grande demais para brincar", o Menino
respondeu. "Quero comprar muitas coisas. Você tem algum dinheiro que possa me oferecer?"

"Sinto muito", disse a Árvore, "eu não tenho dinheiro.
Mas leve os frutos, Menino. Vá vendê-los na cidade,
então terá o dinheiro e você será feliz!"

E assim o Menino subiu pelo tronco, colheu os frutos e
levou-os embora.

E a Árvore ficou feliz!

Mas o Menino sumiu por muito tempo...
E a Árvore ficou tristonha outra vez.

Um dia, o Menino veio e a Árvore estremeceu tamanha a
sua alegria, e disse: "Venha, Menino, venha subir no meu
tronco, balançar-se nos meus galhos e ser feliz".

"Estou muito ocupado pra subir em Árvores", disse o menino.
"Eu quero uma esposa, eu quero ter filhos, pra isso é preciso que eu tenha uma casa. Você tem uma casa pra me oferecer?"

"Eu não tenho casa", a Árvore disse. "Mas corte meus
galhos, faça a sua casa e seja feliz."

O Menino depressa cortou os galhos da Árvore e levou-os
embora pra fazer uma casa.

E a Árvore ficou feliz!

O Menino ficou longe por um longo, longo tempo, e no
dia que voltou, a Árvore ficou alegre, de uma alegria tamanha que mal podia falar.
"Venha, venha, meu Menino", sussurrou, "Venha brincar!"

"Estou velho para brincar", disse o Menino, "e estou também muito triste." "Eu quero um barco ligeiro que me leve pra bem longe.
Você tem algum barquinho que possa me oferecer?"

"Corte meu tronco e faça seu barco", a Árvore disse.
"Viaje pra longe e seja feliz!"

O Menino cortou o tronco, fez um barco e viajou.

E a Árvore ficou feliz, mas não muito!

Muito tempo depois, o Menino voltou.

"Desculpe, Menino", a Árvore disse, "não tenho mais nada pra te oferecer. Os frutos já se foram."

"Meus dentes são fracos demais pra frutos", falou o Menino.

"Já se foram os galhos para você balançar", a Árvore disse.

"Já não tenho idade pra me balançar", falou o menino.

"Não tenho mais tronco pra você subir", a Árvore disse.
"Estou muito cansado e já não sei subir", falou o Menino.

"Eu bem que gostaria de ter qualquer coisa pra lhe
oferecer", suspirou a Árvore. "Mas nada me resta e eu sou apenas um toco sem graça. Desculpe..."

Já não quero muita coisa", disse o Menino, "só um lugar sossegado onde possa me sentar, pois estou muito cansado."

"Pois bem", respondeu a Árvore, enchendo-se de alegria."
"Eu sou apenas um toco, mas um toco é muito útil pra sentar e descansar."
"Venha, Menino, depressa, sente-se em mim e descanse."

Foi o que o Menino fez. E a Árvore ficou feliz!

A AMIZADE É UM SENTIMENTO QUE SE LEVA PARA SEMPRE...

A chave da felicidade

A faca mais perigosa é a cega, porque é a mais difícil de controlar.

Força bruta sem controle é ainda pior do que inútil: é destrutiva.

Com o poder vem a obrigação de exercer o controle. Suas ações são muito poderosas, especialmente quando consideradas ao longo do tempo. As "pequenas coisas" que você faz, dia após dia, somam-se e têm uma grande influência no seu mundo.

Seus pensamentos são também poderosos. Tudo que você faz começa com um pensamento. Para usar sabiamente o poder dos seus pensamentos e ações, você deve exercer criteriosamente o controle. O poder de seus pensamentos e ações está ali. Seu trabalho é controlar e dirigir esse poder. Sem esse controle você trabalha contra si mesmo.

Focalizando o controle, você pode alcançar uma incrível satisfação. Controle e equilíbrio podem ser a chave da sua felicidade e sucesso.

A cobra e o vagalume

Era uma vez uma cobra que perseguia um vaga-lume que nada mais fazia do que simplesmente brilhar.

Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.

Fugiu um dia, dois dias, mais outro e nada.

No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:

— Posso fazer três perguntas?, disse o vaga-lume.

— Pode. Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar, pode perguntar.

— Pertenço a sua cadeia alimentar?

— Não.

— Te fiz alguma coisa?

— Não.

— Então por que você quer me comer?

— PORQUE NÃO SUPORTO VER VOCÊ BRILHAR.....

Acostume-se ao sim.

Lourival Lopes

A mente acostuma-se ao que se lhe dá.

Se você prefere dizer não quando pode dizer Sim e vê mais os defeitos do que os acertos, o lado Negativo cresce e dificulta-lhe aceitar as coisas como são.

Quando você diz sim, o seu mundo interior solta-se, alegra-se; Quando você diz não, ele se fecha e lhe causa problemas.

O sim alivia, o não aperta.

O sim que você costuma dizer à vida faz a vida Dizer sim a você. Então, se possível, evite dizer: Não gosto, não quero, não vou, não tenho.

Quando você se abre para a vida, Ela se abre para você!

A distância

Já repararam irmãos, que na grande maioria das vezes as distâncias que nos separam verdadeiramente das outras pessoas são "materialmente" imperceptíveis porque são quase sempre nossos pensamentos e sentimentos que fazem este papel?

Que estamos "realmente" separados e distantes muitas vezes daqueles que convivem conosco? E muito mais "próximos" e "unidos" com aqueles que estão a distância?

Então reflitamos: O que nos separa e distancia verdadeiramente das pessoas?

Nos distanciamos daqueles que nos dirigem palavras, para nós, ofensivas.

Nos distanciamos daqueles que nos incomodam.

Nos distanciamos daqueles que nos ferem.

Então, pergunto-vos: foi a outra pessoa que nos ofendeu ou nossos ouvidos interpretaram ofensivas suas palavras?

Por que algumas pessoas nos incomodam?

Não será porque nos fazem ver nossos defeitos refletidos nas suas atitudes?

Por que algumas pessoas nos ferem?

Não será porque nos deixamos ferir?

Creiam, sempre há os dois lados em todas as questões.

Será que a nossa "distância afetiva" dessas determinadas pessoas vai mudar, transformar alguma coisa?

E todos sabemos que a nossa "tarefa" nesta terra é transformar, mudar e evoluir.

A distância concreta é fácil de diminuir, não é? O pensamento, a memória, o telefone... são tantos os artifícios para driblá-la. Porém, a distância do coração, das atitudes; essas são bem mais difíceis, porque requerem humildade.

Humildade para verdadeiramente ouvirmos, olharmos e fazermos um movimento receptivo e acolhedor na direção das pessoas que nos incomodam ou ofendem.

E "ser" humilde é um dos estados que o espírito humano ainda tem muita dificuldade em compreender e conseqüentemente atingir.

É mais fácil nutrirmos sentimentos negativos, pois temos mais forças para isso; do que para buscarmos o contrário e que necessita de muito trabalho interno, que é uma nova maneira de "olhar" o próximo.

Mas posso assegurar-lhes de que esse trabalho vale a pena, sua recompensa é a paz, a tranqüilidade na consciência.

Adversidade

Roberto Germano Ribeiro

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.

Seu pai, um "chef", levou-a ate a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na ultima pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

A filha deu um suspiro e esperou impaciente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.

Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela. Virando-se para ela, perguntou:

— Querida, o que você está vendo?

— Cenouras, ovos e café - ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.

Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.

Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

Ela perguntou humildemente:

— O que isto significa, pai?

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida a água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.

O pó de café, contudo, era incomparável.

Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.

— Qual deles é você? - ele perguntou a sua filha. - quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?

E você?

Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força?

Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável?

Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.

Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.

Como você lida com a adversidade?

A Elegância do Comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

Educação enferruja por falta de uso.

Seja a diferença, sendo quem você verdadeiramente é.

A fábula do burro

Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.

Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.

O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.

O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu.

A cada pá de terra que caía sobre suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

A vida vai te jogar muita terra nas costas. Principalmente se você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima.

Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante!

Recorde-se das 5 regras para ser feliz:

  1. Liberte o seu coração do ódio.
  2. Liberte a sua mente das preocupações.
  3. Simplifique a sua vida.
  4. Dê mais e espere menos.
  5. Ame-se mais e...aceite a terra que lhe jogam. Ela pode ser a solução, não o problema.

A Flor de Lótus

A flor-de-lótus é aquela que tem as raízes na lama, mas mantém suas pétalas impecavelmente brancas.

Ela precisa dos nutrientes que estão na lama para florescer. Isto é desapego, estar perto do que você mais desejaria estar livre e usar isso para fazer você crescer.

Aquela pessoa que agora está perto de nós é talvez o melhor professor que poderíamos ter, se fossemos capazes de ver o nutriente na sua presença.

Planos

Algumas vezes os melhores planos resultam em... nada. Algumas vezes a maior confiança em objetivos resulta em... nada. Algumas vezes as mais incríveis oportunidades resultam em... nada. Algumas vezes os mais profundos desejos resultam em... nada. Planos, confiança, oportunidades e desejos ou qualquer outro predicado que você tenha, não são suficientes para empurrar uma bolinha de gude - aquelas pequenas esferas de vidro já esquecidas em algumas regiões do Brasil. A despeito de todo o seu conhecimento em estratégia e tática, a despeito de toda a sua confiança em si mesmo ou em todos os seres do Olimpo, a despeito de tudo aquilo que a vida ofereça e a despeito de todo o desejo racional, emocional e instintivo do seu corpo, nada vai acontecer se você não fizer uma coisa - uma única coisa simples: agir.

Agir - agir sempre - e dar o primeiro passo da jornada é o que garante que as engrenagens do Universo sejam postas para funcionar. Mesmo uma ação pequena tem efeitos devastadores ao longo do tempo. Nada acontece antes de uma ação ser posta para funcionar. Na Bíblia, o livro mais vendido do planeta, a primeira frase é: No princípio criou Deus os céus e a terra. A frase não fala que no princípio Deus refletiu, ou teve autoconfiança, ou viu uma oportunidade, ou estabeleceu um objetivo, ou esperou a sorte, ou contou com sua equipe de trabalho. Nada disso. A frase usada tinha o verbo criar.

Tudo começa com a ação. Naturalmente, isso não significa que você deva agir cegamente; significa que você deve agir na hora de agir. Muitos de nós construímos castelos perfeitos em nossas mentes, mas não agimos para levantar uma pedra sequer. Imaginamos tudo o que poderíamos fazer, mas não fazemos coisa alguma, sempre buscando ótimas razões para tudo aquilo que não fazemos. Queremos melhorar nossas relações, desde que a outra pessoa mude, deixando a ação para ela. Objetivamos tornar a qualidade de nossos produtos superior, desde que os funcionários façam um trabalho melhor, deixando a ação para eles. Pensamos em melhorar nosso trabalho, desde que a empresa nos pague mais, deixando a ação para a corporação. Sonhamos com nossa próxima casa, que será construída no futuro, desde que aquele bilhete de loteria seja premiado, deixando a ação para a sorte.

Embora todas essas coisas possam acontecer, provocar mudanças positivas em nossa vida não é problema de outros. É problema nosso. Lembre-se de que as palavras "desde que" não estão marcadas no calendário. Sua vida está. Faça o que você puder agora, com aquilo que você já tem. Mesmo que pareça ser muito pouco. Mesmo que seja somente um gesto, uma palavra, um olhar. Nenhuma ação é pequena demais, desde que seja uma ação. Se existe somente barro, use-o para construir tijolos e os tijolos para construir as paredes do seu sonho. Se nem mesmo barro você tem, use sapé. Mas faça alguma coisa.

Hoje é o dia para você pegar seus melhores ou piores planos, seus prováveis e improváveis projetos e dar um passo, fazendo aquela ligação, visitando aquele cliente, redesenhando seu produto ou empresa, enviando aquele e-mail, dando aquele sorriso e aquele abraço, andando pelo chão-de-fábrica, assistindo uma palestra, indo ao parque com seu filho, enviando um cartão pelo correio (sim, eu disse correio, não pela internet) ou até conversando com você, no espelho de casa. Nada acontece somente por estar em sua mente. Preencha seus dias com ação que leve o Universo a devolver algum tipo de reação, e certos resultados, talvez até mesmo inesperados, sempre virão.

As suas ações são os melhores intérpretes de seus pensamentos, como disse John Locke. Esta é, realmente, a única diferença entre quem faz e quem somente observa, quem vive e quem gostaria de viver. Madre Teresa de Calcutá não passou 50 anos planejando como ajudar as pessoas pobres. Ela simplesmente ajudava, e o resto aconteceu normalmente. Portanto, faça algo agora.

Aldo Novak

Ajudando a Chorar

Giani

A menina chegou em casa atrasada para o jantar.

Sua mãe tentava acalmar o nervoso pai enquanto pedia explicações sobre o que havia acontecido.

A menina respondeu que tinha parado para ajudar Janie, sua amiga, porque ela tinha levado um tombo e sua bicicleta tinha se quebrado.

— E desde quando você sabe consertar bicicletas? - perguntou a mãe.

— Eu não sei consertar bicicletas! - disse a menina, eu só parei para ajuda-la a chorar.

Não muitos de nós sabemos consertar bicicletas. E quando nossos amigos caíram e quebraram, não as suas bicicletas mas suas vidas, poucas vezestivemos capacidade para conserta-la. Não podemos simplesmente consertar a vida de outra pessoa, embora isso seja o que nós gostaríamos de fazer.

Mas como a menina, nós podemos parar para lhes ajudar a chorar. Se isso é o melhor que nós podemos fazer... e isso é muito!

Alegria

Alegria é uma rede de amor com a qual você pode pegar almas.

Madre Teresa de Calcutá

Algumas maneiras de fazer alguém feliz!!!

Dê um beijo.
Um abraço.
Um passo em sua direção.
Aproxime-se sem cerimônia.
Dê um pouco de calor, do seu sentimento.
Sente-se perto e fique por algum tempo.
Não conte o tempo de se doar.
Liberte um imenso sorriso.
Rasgue o preconceito
Olhe nos olhos.
Aponte um defeito, com jeito.
Respeite uma lágrima.
Ouça uma história ou muitas, com atenção.
Escreva uma carta e mande.
Irradie simplicidade, simpatia, energia.
Num toque de três dedos, observe as "coincidências".
Não espere ser solicitado, preste um favor.
Lembre-se de um caso.
Converse sério ou fiado.
Conte uma piada.
Ache graça.
Ajude a resolver um problema.
Pergunte: Por quê? Como vai?
Como tem passado?
Que tem feito de bom?
Que há de novo? E preste atenção.
Sugira um passeio, um bom livro, um bom filme.
Diga de vez em quando, desculpe, muito obrigado,
Não tem importncia, que há de se fazer, dá-se um jeito.
Tente de alguma maneira ...

E não se espante se a pessoa mais feliz for você!!!

Algumas Regras Maneiras

1. Coma somente se tiver fome; durma somente se tiver sono e, em caso de dúvida, fique na sua e siga seu próprio nariz.

2. Abrace muito, beije mais ainda e ria, já que a vida é de graça.

3. Peça - sempre haverá alguém que lhe dará o que você está precisando.

4. Despeça-se do que já passou - quem vive de passado é museu.

5. Pare de se preocupar. Perdoe-se por suas burrices e fracassos.

6. Reze para agradecer, nunca para pedir.

7. Não perca tempo em discussões inúteis.

8. Ao invés de brigar, cante uma canção bonita, tome um banho frio ouvá dar uma volta de bicicleta no parque.

9. Desista de fazer a cabeça dos outros. Adote a filosofia cavalo na parada de 7 de setembro. "andando e sendo aplaudido". Cuide de si mesmo como se estivesse cuidando do seu melhor amigo.

10. Expresse a sua individualidade. Beba bastante água e faça ginástica três vezes por semana.

11. Mude algo em si mesmo todos os dias. Abra-se com alguém.

12. Faça alguma coisa que sempre desejou fazer, que pode fazer, mas que tinha vergonha.

13. Cometa erros novos. Simplifique sua vida. Deixe bagunçado. Pare de frescura!

14. Acredite no amor! Nunca pense que o amor é uma "água morna".

15. Grandes amizades não se perdem em pequenas disputas. Se perdidas, éporque não eram nem amizades, muito menos grande.

16. Leia o que está escrito.

17. Seja sempre muito feliz! Saiba que, muitas vezes a felicidade de quem está do seu lado depende da sua felicidade.

Almas que se encontram

Paulo Fuentes

Dizem que para o amor chegar não há dia, não há hora nem momento marcado para acontecer. Ele vem de repente e se instala no mais sensível dos nossos órgãos, o coração. Começo a acreditar que sim. Mas percebo também que pelo fato deste momento não ser determinado pelas pessoas, quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores. Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada.

Quando duas almas se encontram o que realça primeiro não é a aparência fisica, mas a semelhança d'almas. Elas se compreendem e sentem falta uma da outra. Se entristecem por não terem se encontrado antes, afinal tudo poderia ser tão diferente. No entanto sabem que o caminho é este e que não haverá retorno para as suas pretensões.

É como se elas falassem além das palavras, entendessem a tristeza do outro, a alegria, o desejo, mesmo estando em lugares diferentes. Quando almas afins se entrelaçam passam a sentir saudade uma da outra num processo contínuo de reaproximação até a consumação.

Almas que se encontram podem sofrer bastante também, pois muitas vezes tais encontros acontecem em momentos onde não mais podem extravasar toda a plenitude do amor que carregam, toda a alegria de amar e querer compartilhar a vida com o outro, toda a emoção contida à espera do encontro fatal.

Desejam coisas que se tornam quase impossíveis, mas que são tão simples de viver. Como ver o pôr-do-sol, caminhar por uma estrada com lindas árvores, ver a noite chegar, ir ao cinema e comer pipocas, rir e brincar, brigar às vezes, mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial. Amar e amar, muitas vezes sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo sem que a despedida se faça presente.

Porém muitas vezes elas se encontram em um tempo e em um espaço diferentes do que suas realidades possam permitir. Mas depois que se encontram ficam marcadas, tatuadas e ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas, elas jamais conseguirão se separar. E o mais importante: terão de se encontrar em algum lugar. Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas porquanto entenderão, por si só, a infinita necessidade que têm uma da outra para toda a eternidade.

A loja de Deus

Entrei e vi um Anjo no balcão. Maravilhado, disse-lhe:

— Santo Anjo do Senhor, o que tens?

Respondeu-me:

— Todos os dons de Deus.

Perguntei:

— Custa muito?

Respondeu-me:

— Não, é tudo de graça.

Contemplei a loja e vi jarros com sabedoria, vidros com fé, pacotes com esperança, caixinhas com salvação, potes com amor. Tomei coragem e pedi:

— Por favor, Santo Anjo, quero muito amor, todo o perdão, um vidro de fé, bastante felicidade e salvação eterna para mim e para minha família também.

Então, o Anjo do Senhor preparou-me um pequeno embrulho, tão pequeno, que cabia na palma da minha mão.

Maravilhado, mais uma vez, disse-lhe:

— É possível tudo estar aqui?

O Anjo respondeu-me sorrindo:

— Meu querido irmão, na loja de Deus não temos frutos. Apenas sementes.

A maior bronca que já levei

Tínhamos uma aula de Fisiologia na escola de medicina logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral. Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu?

Que nada. Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei.

"Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez", disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.

"Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta percentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros rofissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais. É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo sabendo ter investido nos melhores. Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de ".

Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre; afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto ?

Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não; só o tempo dirá a que grupo pertencemos.

Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos, se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto."

Amigos

Paulo Sant'ana

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo ! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos !

A gente não faz amigos, reconhece-os.

Amigo

Um filho perguntou a mãe:

Mãe, posso ir no hospital ver meu amigo? Ele está doente!

A mãe responde com uma pergunta:

Claro, mas o que ele tem?

O filho com a cabeça baixa, diz:

Tumor no cérebro.

A mãe furiosa diz:

E você quer ir lá pra quê? Vê-lo morrer?

O filho lhe da as costas e vai...

Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar.. dizendo:

Aí mãe, foi tão horrível, ele morreu a minha frente!

A mãe com raiva:

E agora?! Tá feliz?! Valeu a pena ter visto aquela cena?!

Uma última lágrima caiu de seus olhos e acompanhado de um sorriso, ele disse:

Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer...

EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA!!!

Moral da história:

A amizade não se resume só nas horas boas, de alegria e de festa . Amigo, é para todas as horas, boas ou ruins, tristes ou felizes!!

Não importa se você esteja longe ou perto. O importante é que você exista para que eu possa sentir sua a falta

Amigo Velho

Rachel de Queiroz

Pode haver nada mais confortável neste mundo do que um amigo velho? Não tem surpresa conosco, mas também não espera de nós o que não podemos dar. Não se escandaliza com o que fazemos, não se irrita, ou, se se irrita, é moderadamente ... Não precisa a gente lhe explicar nada, o mecanismo de novos interesses e até mesmo de novos amores, porque o velho amigo conhece todos os nossos mecanismos. Mas, além dessa capacidade de compreensão quase infinita, se o amigo velho nos é acima de tudo precioso é porque preciosos também somos nós para ele.

Amizade é quase amor...

Para se conservar uma belíssima Amizade, É necessário cultivá-la, Como se fosse um jardim de rosas raras.

Tem que colocar muitos sentimentos, Estar presente a todo o momento, E, ser amigo de verdade, Para se ter uma grande amizade.

Ser fiel e realmente verdadeiro E chegar sempre primeiro, Para lhe oferecer o mundo inteiro, Tudo com muito sentimento, E nunca esperar nenhum pagamento.

Amizade é simples, mas é coisa séria. É como um casamento sem papel, É uma união de amigos que se gostam, É para as horas amargas, E também para saborear o mel.

Amizade é sorrir para o amigo e o apoiar, Quando na verdade o que a gente queria era chorar.

Tem que haver entrega, solidariedade, Sem cobranças, muito carinho e confiança, Um ombro amigo, e muita atenção... Tem que dar tudo incondicionalmente, Sem restrição.

Tem que ser o equilíbrio da balança, Ser muito legal é fundamental! Dar apoio, participar da vida e dar calor, Amizade é quase amor!

Que sejamos amigos para sempre.

Amizade

Albert Einstein

Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas, enquanto houver amizade,
faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas, se a amizade permanecer,
um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos amigos de verdade,
a amizade nos reaproximará

Pode ser que um dia não mais existamos.
Mas, se ainda sobrar amizade,
nasceremos de novo.

Pode ser que um dia tudo acabe.
Mas, com a amizade
construiremos tudo novamente,
cada vez de forma diferente,
sendo único e inesquecível cada momento
que juntos viveremos e nos
lembraremos pra sempre.

Há duas formas para viver sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre;
A outra é acreditar que todas as coisas
São um milagre.

Ame sempre

Diz um conto chinês que um jovem foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por uma bela moça.

O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa:

— Ame-a.

E logo se calou.

Disse o rapaz:

— Mas, ainda tenho dúvidas...

— Ame-a, disse-lhe novamente o sábio.

E, diante do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:

— Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare O terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e Compreenda.

Simplesmente: Ame!

A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz avarento.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A vida sem AMOR... não tem sentido.

Anjo

O menino voltou-se para a mãe e perguntou:

-- Os anjos existem mesmo? Eu nunca vi nenhum. Como ela lhe afirmasse a existência deles, o pequeno disse que iria andar pelas estradas, até encontrar um anjo.

-- É uma boa idéia - falou a mãe. Irei com você.

-- Mas você anda muito devagar - argumentou o garoto. Você tem um pé aleijado. A mãe insistiu que o acompanharia. Afinal, ela podia andar muito mais depressa do que ele pensava. Lá se foram. O menino saltitando e correndo e a mãe mancando, seguindo atrás. De repente, uma carruagem apareceu na estrada. Majestosa, puxada por lindos cavalos brancos. Dentro dela, uma dama linda, envolta em veludos e sedas, com plumas brancas e cabelos escuros. As jóias eram tão brilhantes que pareciam pequenos sóis. Ele correu ao lado da carruagem e perguntou à senhora:

-- Você é um anjo?

Ela nem respondeu. Resmungou alguma coisa ao cocheiro que chicoteou os cavalos e a carruagem sumiu, na poeira da estrada. Os olhos e a boca do menino ficaram cheios de poeira. Ele esfregou os olhos e tossiu bastante. Então, chegou sua mãe que limpou toda a poeira, com seu avental de algodão azul.

-- Ela não era um anjo, não é, mamãe?

-- Com certeza, não. Mas um dia poderá se tornar um, respondeu a mãe. Mais adiante uma jovem belíssima, em um vestido branco, encontrou o menino. Seus olhos eram estrelas azuis e ele lhe perguntou.

-- Você é um anjo?

Ela ergueu o pequeno em seus braços e falou feliz:

-- Uma pessoa me disse ontem à noite que eu era um anjo. Enquanto acariciava o menino e o beijava, ela viu seu namorado chegando. Mais do que depressa, colocou o garoto no chão. Tudo foi tão rápido que ele não conseguiu se firmar bem nos pés e caiu.

-- Olhe como você sujou meu vestido branco, seu monstrinho! Disse ela, enquanto corria ao encontro do seu amado.

O menino ficou no chão, chorando, até que chegou sua mãe e lhe enxugou as lágrimas com seu avental de algodão azul. Aquela moça, certamente, não era um anjo. O garoto abraçou o pescoço da mãe e disse estar cansado.

-- Você me carrega?

-- É claro - disse a mãe. Foi para isso que eu vim. Com o precioso fardo nos braços, a mãe foi mancando pelo caminho, cantando a música que ele mais gostava. Então o menino a abraçou com força e lhe perguntou:

-- Mãe, você não é um anjo? A mãe sorriu e falou mansinho:

-- Imagine, nenhum anjo usaria um avental de algodão azul como o meu....

MORAL DA HISTÓRIA: Anjos são todos os que na Terra se tornam guardiões dos seus amores. São mães, pais, filhos, irmãos, amigos que renunciam a si próprios, a seus interesses, aos seus objetivos, aos seus desejos e até as suas vidas em benefício dos que amam. Às vezes, podem estar do nosso lado e não percebemos.

Autor: William J. Bennett

Antes do dia partir... O que valeu a pena hoje?

Sempre tem alguma coisa. Um telefonema. Um filme...

Paulo Mendes Campos, em uma de suas crônicas reunidas no livro "o amor acaba", diz que devemos nos empenhar em não deixar o dia partir inultilmente.

Eu tenho, há anos, isso como lema.

É pieguice, mas antes de dormir, quando a noite chega e o sono ainda não veio, eu penso: o que valeu a pena hoje? Sempre tem alguma coisa.

Um telefonema. Um filme. Um corte de cabelo que deu certo. Um e-mail inspirado...

Até uma briga pode ter sido útil, caso tenha iluminado o que andava escuro dentro da gente.

Já para algumas pessoas, ganhar o dia é ganhar mesmo:

Ganhar um aumento, ganhar na loteria, ganhar um pedido de casamento, ganhar uma partida, ou até um presente.

Mas para quem valoriza apenas as megavitórias, sobram centenas de outros dias em que, aparentemente, nada acontece, e geralmente são essas pessoas que vivem dizendo que a vida não é boa, e seguem cultivando sua angústia existencial com cachaça e uísque, mesmo já tendo seu super apartamento, sua bela esposa, seu carro do ano e um salário aditivado.

Nas últimas semanas, meus dias foram salvos por detalhes.

Uma segunda-feira valeu por uma música que não conhecia e alguém me mandou por e-mail... Linda... Que me arrepiou, me transportou para uma época legal da minha vida, me fez querer dividir aquele momento com pessoas que são importantes pra mim.

E assim correm os dias, presenteando a gente com uma música, um crepúsculo, um instante especial que acaba compensando 24 horas banais.

Claro que tem dias que não servem pra nada, dias em que ninguém nos surpreende, o trabalho não rende e as horas se arrastam melancólicas,sem falar naqueles dias em que tudo dá errado:

Batemos o carro... Somos multados, e pra melhorar, depois perdemos a chave do carro no cinema...

Pois estou pra dizer que até a tristeza pode tornar um dia especial, só que não ficaremos sabendo disso na hora, e sim lá adiante, naquele lugar chamado futuro, onde tudo se justifica.

É muita condescendência com o cotidiano, eu sei, mas não deixar o dia de hoje partir inutilmente é o único meio de a gente aguardar com entusiasmo o dia de amanhã...

desconheço a autoria

A parábola da rosa

Um certo homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente e, antes que ela desabrochasse, ele a examinou.

Ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou, Como pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?

Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa, e, antes que estivesse pronta para desabrochar, ela morreu.

Assim é com muitas pessoas.

Dentro de cada alma há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas.

Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos.

Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e, consequentemente, isso morre.

Nós nunca percebemos o nosso potencial. Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas; Alguém mais deve mostrá-la a elas.

Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas.

Esta é a característica do amor -- olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas.

Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajuda-a a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições.

Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, Elas superarão seus próprios espinhos.

Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.

(Autor Desconhecido)

A Paz é a ambição suprema do ser

A Paz é a ambição suprema do ser.
É serenidade e sabedoria.
Harmonia com a natureza e com o mundo.
É aceitar as diferenças como parte da experiência humana para
enriquecer os sentido e a percepção do outro.
Mais que meditação e silencio, é plena consciência.
Sentimento que se fortalece na união, expressão maior da vida.

A Pedra

Autor: Antonio Pereira (Apon)

O distraído nela tropeçou;
O bruto a usou como um projétil;
O empreendedor, usando-a, construiu;
O camponês, cansado da lida, dela fez assento;
Para as crianças foi brinquedo;
Drummond a poetizou;
Com ela Davi matou Golias;
O artista fez dela a mais bela escultura...
Em todos os casos, a diferença não era a pedra,
mas sim o homem!

Aprendendo a Amanhecer

Todo dia é um novo dia, cheio de novas possibilidades, novas pessoas e novas propostas.

A vida é um banquete. Se fechamos os olhos e ouvidos não conseguimos ver, nem escutar os sons e imagens que acontecem ao nosso redor.

Se fecharmos as portas do coração, somos incapazes de sentir afeto, amor e gratidão.

Deixamos assim, o trem da existência passar, enquanto pensamos nas perdas do passado e nas possibilidades do futuro.

A Vida é AGORA.

É essa tendência boba de pensar só nas perdas que nos faz perder ainda mais.

Por mais que a gente queira, ou não, as coisas vão continuar acontecendo.

Como um novo dia.

Amanhecendo.

Aprender

Brahma Kumaris

O objetivo do surfista não é chegar na praia mas desfrutar a onda. Estar ali de prontidão, atento ao humor do mar. Seja a onda violenta, desafiadora e imprevisível. Seja a onda perfeita em forma, tamanho e força. Aprender a enfrentar o risco de cair para aprender a vencer. Quando a mente expressa tal agilidade em responder à face dura e suave da vida, ela percebe que tudo acontece para fazê-la crescer. Ator-herói é aquele que valoriza mais o andar do que o chegar.

A Pressa

Um jovem e bem sucedido executivo dirigia por sua vizinhança, correndo demais em seu novo Jaguar. Observando crianças se lançando entre os carros estacionados, diminuiu um pouco a velocidade, quando achou ter visto algo.

Enquanto passava, nenhuma criança apareceu. De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do Jaguar. Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo. Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um veiculo estacionado e gritou:

— Por que você fez isso... que besteira você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro, aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro seu moleque... Por que você fez isto?

— Por favor senhor me desculpe, eu não sabia mais o que fazer! Implorou o pequeno menino. Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local.

Lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados.

— É o meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e eu não consigo levantá-lo.

Soluçando, o menino perguntou ao executivo:

— O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim.

Movido internamente muito além das palavras, o jovem motorista engolindo "no imenso" dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas.

Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem.

— Obrigado e que meu Deus possa abençoá-lo. A grata criança disse a ele.

O homem então viu o menino se distanciar... empurrando o irmão em direção a sua casa. Foi um longo caminho de volta para o Jaguar... um longo e lento caminho de volta.

Ele nunca consertou a porta amassada. Deixou amassada para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atenção.

Às vezes, somos assim andamos rápido e não percebemos que Deus sussurra em nossas almas e fala aos nossos corações. Algumas vezes quando nos não temos tempo de ouvir, Ele tem que jogar um tijolo em nós.

Ciente disso agora, a sua escolha: ouvir o sussurro ou esperar pelo tijolo ?

A Prova

Olhem o que um professor é capaz de fazer. O fato narrado abaixo é real e aconteceu em um curso de Engenharia da USJT (Univ. São Judas Tadeu), tornando-se logo uma das "lendas" da faculdade...

Na véspera de uma prova, 4 alunos resolveram chutar o balde: iriam viajar. Faltaram a prova e então resolveram dar um "jeitinho". Voltaram a USJT na terça, sendo que a prova havia ocorrido na segunda. Então dirigiram-se ao professor:

- Professor, fomos viajar, o pneu furou, não conseguimos consertá-lo, tivemos mil problemas, e por conta disso tudo nos atrasamos, mas, gostaríamos de fazer a prova.

O professor, sempre compreensivo:

The Architect Transcript

The Architect: Hello, Neo.

Neo: Who are you?

The Architect: I am the Architect. I created the matrix. I've been waiting for you. You have many questions, and although the process has altered your consciousness, you remain irrevocably human. Ergo, some of my answers you will understand, and some of them you will not. Concordantly, while your first question may be the most pertinent, you may or may not realize it is also irrelevant.

Neo: Why am I here?

The Architect: Your life is the sum of a remainder of an unbalanced equation inherent to the programming of the matrix. You are the eventuality of an anomaly, which despite my sincerest efforts I have been unable to eliminate from what is otherwise a harmony of mathematical precision. While it remains a burden to sedulously avoid it, it is not unexpected, and thus not beyond a measure of control. Which has led you, inexorably, here.

Neo: You haven't answered my question.

The Architect: Quite right. Interesting. That was quicker than the others.

The responses of other Neos appear on the monitors: "Others? What others? How many? Answer me!"

The Architect: The matrix is older than you know. I prefer counting from the emergence of one integral anomaly to the emergence of the next, in which case this is the sixth version.

Again, the responses of the other Ones appear on the monitors: "Five versions? Three? I've been lied too. This is bullshit."

Neo: There are only two possible explanations: either no one told me, or no one knows.

The Architect: Precisely. As you are undoubtedly gathering, the anomaly's systemic, creating fluctuations in even the most simplistic equations.

Once again, the responses of other Neos appear on the monitors: "You can't control me! Fuck you! I'm going to kill you! You can't make me do anything!

Neo: Choice. The problem is choice.

The scene cuts to Trinity fighting an agent, and then back to the Architect's room

The Architect: The first matrix I designed was quite naturally perfect, it was a work of art, flawless, sublime. A triumph equaled only by its monumental failure. The inevitability of its doom is as apparent to me now as a consequence of the imperfection inherent in every human being, thus I redesigned it based on your history to more accurately reflect the varying grotesqueries of your nature. However, I was again frustrated by failure. I have since come to understand that the answer eluded me because it required a lesser mind, or perhaps a mind less bound by the parameters of perfection. Thus, the answer was stumbled upon by another, an intuitive program, initially created to investigate certain aspects of the human psyche. If I am the father of the matrix, she would undoubtedly be its mother.

Neo: The Oracle.

The Architect: Please. As I was saying, she stumbled upon a solution whereby nearly 99.9% of all test subjects accepted the program, as long as they were given a choice, even if they were only aware of the choice at a near unconscious level. While this answer functioned, it was obviously fundamentally flawed, thus creating the otherwise contradictory systemic anomaly, that if left unchecked might threaten the system itself. Ergo, those that refused the program, while a minority, if unchecked, would constitute an escalating probability of disaster.

Neo: This is about Zion.

The Architect: You are here because Zion is about to be destroyed. Its every living inhabitant terminated, its entire existence eradicated.

Neo: Bullshit.

The responses of other Neos appear on the monitors: "Bullshit!"

The Architect: Denial is the most predictable of all human responses. But, rest assured, this will be the sixth time we have destroyed it, and we have become exceedingly efficient at it.

Scene cuts to Trinity fighting an agent, and then back to the Architects room.

The Architect: The function of the One is now to return to the source, allowing a temporary dissemination of the code you carry, reinserting the prime program. After which you will be required to select from the matrix 23 individuals, 16 female, 7 male, to rebuild Zion. Failure to comply with this process will result in a cataclysmic system crash killing everyone connected to the matrix, which coupled with the extermination of Zion will ultimately result in the extinction of the entire human race.

Neo: You won't let it happen, you can't. You need human beings to survive.

The Architect: There are levels of survival we are prepared to accept. However, the relevant issue is whether or not you are ready to accept the responsibility for the death of every human being in this world.

The Architect presses a button on a pen that he is holding, and images of people from all over the matrix appear on the monitors

The Architect: It is interesting reading your reactions. Your five predecessors were by design based on a similar predication, a contingent affirmation that was meant to create a profound attachment to the rest of your species, facilitating the function of the one. While the others experienced this in a very general way, your experience is far more specific. Vis-a-vis, love.

Images of Trinity fighting the agent from Neo's dream appear on the monitors

Neo: Trinity.

The Architect: Apropos, she entered the matrix to save your life at the cost of her own.

Neo: No!

The Architect: Which brings us at last to the moment of truth, wherein the fundamental flaw is ultimately expressed, and the anomaly revealed as both beginning, and end. There are two doors. The door to your right leads to the source, and the salvation of Zion. The door to the left leads back to the matrix, to her, and to the end of your species. As you adequately put, the problem is choice. But we already know what you're going to do, don't we? Already I can see the chain reaction, the chemical precursors that signal the onset of emotion, designed specifically to overwhelm logic, and reason. An emotion that is already blinding you from the simple, and obvious truth: she is going to die, and there is nothing that you can do to stop it.

Neo walks to the door on his left The Architect: Humph. Hope, it is the quintessential human delusion, simultaneously the source of your greatest strength, and your greatest weakness.

Neo: If I were you, I would hope that we don't meet again.

The Architect: We won't.

A ressonância Schumann

(o tempo passando mais rápido ??)

Leonardo Boff

Não apenas as pessoas mais idosas, mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi Carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base real?

Pela ressonância Schumann se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância(dai chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz.

Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um simulador Schumann recuperavam o equilíbrio e a saúde.

Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo. O coração da Terra disparou.

Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançadores, como a irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra.

Não pretendo reforçar esse tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formam uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera. Porque somos isso, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.

Se queremos que a Terra reencontre seu equilíbrio, devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade, com mais amor, que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anticultura dominante, que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. Precisamos respirar juntos com a Terra, para conspirar com ela pela paz.

Sono

Você dormiu bem essa noite? Teve insônia? Está sentindo apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores? A vida está monótona e sem perspectivas? Você está trabalhando apenas para sobreviver e não sabe o que fazer com seu tempo livre? São os sintomas típicos da "depressão", não é mesmo?

Para esse quadro, um terapeuta espanhol vem receitando uma coisa simples mas que, às vezes, assusta: um amante!

E para quem sai da consulta escandalizado, o terapeuta explica:

"Amante é "aquilo que nos apaixona", é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso amante é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes, encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na espiritualidade, na boa mesa, no estudo ou no prazer do passatempo predileto... Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz namorar a vida e nos afasta do triste destino de "ir levando".

E o que é "ir levando"? É ter medo de viver, é vigiar a forma como os outros vivem, é tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com "ir levando"! Procure um amante, seja também um amante e um protagonista ... da sua vida..."

Acredite: o trágico não é morrer, mas desistir de viver. Por isso, sem mais delongas, procure um amante! Para estar satisfeito, ativo, jovem e feliz, é preciso namorar a vida!

A Arte de Viver Bem

Içami Tiba

Não exija dos outros o que eles não podem lhe dar,
Mas cobre de cada um a sua responsabilidade.

Não deixe de usufruir o prazer,
Mas que não faça mal a ninguém.

Não pegue mais do que você precisa,
Mas lute pelos seus direitos.

Não olhe as pessoas só com os seus olhos,
Mas olhe-se também com os olhos delas.

Não fique ensinando sempre,
Você pode aprender muito mais.

Não desanime perante o fracasso,
Supere-se o transformando em aprendizado.

Não se aproveite de quem se esforça tanto,
Ele pode estar fazendo o que você deixou de fazer.

Não estrague um programa diferente com seu mau humor,
Descubra a alegria da novidade.

Não deixe a vida se esvair pela torneira,
Pode faltar aos outros...

O amor pode absorver muitos sofrimentos,
Menos a falta de respeito a si mesmo!

Se você quer o melhor das pessoas,
Dê o máximo de si,
Já que a vida lhe deu tanto.

Enfim, agradeça sempre,
Pois a gratidão abre
As portas do coração.

Dois Anjos

Dois Anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família muito rica. A família era rude e não permitiu que os Anjos ficassem no quarto de hóspedes da mansão. Em vez disso, deram aos Anjos um espaço pequeno no frio sótão da casa.

À medida que eles faziam a cama no duro piso, o Anjo mais velho viu um buraco na parede e o tapou.

Quando o Anjo mais jovem perguntou: por que? O Anjo mais velho respondeu:

"As coisas nem sempre são o que parecem".

Na noite seguinte, os dois anjos foram descansar em outra casa, de um casal muito pobre, mas o senhor e sua esposa eram muito hospitaleiros. Depois de compartilhar a pouca comida que a família pobre tinha, o casal permitiu que os Anjos dormissem na sua cama onde eles poderiam ter uma boa noite De descanso.

Quando amanheceu, ao dia seguinte, os anjos encontraram o casal banhado em lágrimas. A única vaca que eles tinham, cujo leite havia sido a única entrada de dinheiro, jazia morta no campo.

O Anjo mais jovem estava furioso e perguntou ao mais velho: "como você permitiu que isto acontecesse? O primeiro homem tinha de tudo e, no entanto, você o ajudou"; o Anjo mais jovem o acusava. "A segunda família tinha pouco, mas estava disposta a Compartilhar tudo, e você permitiu que a vaca morresse".

"As coisas nem sempre são o que parecem," respondeu o anjo mais velho. "Quando estávamos no sótão daquela imensa mansão, notei que havia ouro naquele buraco da parede. Como o proprietário estava obcecado com a avareza e não estava disposto a compartilhar sua boa sorte, fechei o buraco de maneira que ele nunca mais o encontraria. Depois, ontem à noite, quando dormíamos na casa da família pobre, o anjo da morte veio em busca da mulher do agricultor. E Eu lhe dei a vaca em seu lugar."

As coisas nem sempre são como parecem.

Algumas vezes, isso é exatamente o que acontece quando as coisas não saem da maneira como esperamos. Se você tiver fé, somente necessita confiar que seja quais forem as coisas que aconteçam, sempre serão uma vantagem para você. E talvez você venha A compreender isto só um pouco mais tarde...

As duas pulgas

Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento. O que lembra a história de duas pulgas.

Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a Outra:

-- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.

E elas contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:

-- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.

E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:

-- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.

E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:

-- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?

-- Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.

-- E por que é que estão com cara de famintas?

-- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?

-- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.

Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:

-- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?

-- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.

-- O que as lesmas têm a ver com pulgas?

-- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me deu o diagnóstico.

-- E o que a lesma sugeriu fazer?

-- "Não mude nada. Apenas sente no cocuruto do cachorro. o único lugar que a pata dele não alcança".

MORAL: Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.

As estatísticas do amor

Os ingleses nunca foram famosos por serem grandes amantes, mas isso não os impediu de ter um certo interesse pelo assunto, mesmo que o seu interesse tenha um fundo digamos assim "mercantil", uma cadeia de floriculturas localizada na cidade de Londres resolveu criar um instituto de pesquisas para pesquisar os hábitos dos casais do mundo todo e conseguir expandir seus negócios para além das fronteiras do Reino Unido. Detalhe, o nome do instituto é "lovehurts".

O instituto contratou milhares de pessoas no mundo todo e em cada país desenvolveu pesquisas para chegar a conclusões sobre o relacionamento de homens e mulheres. Nunca na história foi feito um levantamento tão complexo e completo sobre o que leva uma pessoa a se interessar pela outra, as diferenças e expectativas de cada sexo.

Quando o amor foi colocado em números muitas surpresas e curiosidades surgiram como:

1) 92% dos homens do mundo todo preferem mulheres de cabelos longos (embora 62% desses 92% confessem que mulheres de cabelo chanel ou mais curtos também tenham sua graça)

2) 36% das mulheres do mundo preferem homens de olhos claros (desses 36%, 44% das mulheres preferem olhos azuis e 56% olhos verdes).

3) 43% das virginianas acabam namorando taurinos (e 37% com sagitarianos, 10% com leoninos), 35% dos cancerianos preferem as leoninas (e 25% as geminianas, 30% as cancerianas, 7% as taurinas e 3% outros signos), 51% das cancerianas se casam com pessoas do mesmo signo (e 24% com virginianos, 16% com geminianos), 20% dos piscianos se apaixonam por librianas (e 17% por escorpianas e 12 % por piscianas), só 10% dos aquarianos se casam com geminianas (em compensação 39% deles se casam com leoninas), 34% dos arianos se interessam por escorpianas (e 26% por sagitarianas), só 2% das escorpianas se interessam por homens do mesmo signo (e 80% delas tem afinidade com pessoas do signo de leão), 28% das leoninas se interessam por homens do mesmo signo (e 35% por piscianos) e 56% dos leoninos se interessam por mulheres do mesmo signo, 70% das sagitarianas acabam se casando com capricornianos (e 13% com virginianos), 41% das capricornianas se sentem atraídas por homens de áries (e 23% por geminianos),32% das geminianas sentem atraç ão por taurinos e só 4% das arianas se casam com aquarianos.

Foram feitos experimentos em boates,bares, restaurantes, faculdades e áreas de convivência do mundo todo com homens e mulheres divididos por faixa etária, com a mesma proporção de pesquisados nos dois sexos e com os estilos e preferências dos mais variados possíveis, os pesquisadores cadastravam o nome de cada pessoa e outros ficavam observando quem paquerava quem, quem ficava com quem e etc.

No final da noite era feito um levantamento de quem se relacionou ou se interessou por quem e chegou aos mais variados resultados como:

a) 56% das louras preferem os morenos e 47% dos morenos preferem as louras

b) 59% dos homens preferem mulheres mais novas e 65% das mulheres preferem os homens mais velhos

c) 85% dos homens afirmaram que a beleza física é o principal fator de atração e só 47% disseram o mesmo, 32% dos homens afirmaram que a primeira coisa que reparam numa mulher são seus seios, 25% sua bunda, 20% seus cabelos, 17% seus olhos, 10% suas pernas e só 6% no que ela tem a dizer, do lado das mulheres 37% afirmaram que a primeira coisa que reparam num homem é no seu estilo e forma de se portar (se o estilo do homem combina com o dela e se o homem tem aparência e gestos gentis ou condizentes com suas expectativas), 25% no seu corpo de uma forma geral (as mulheres afirmam que o tórax do homem é algo muito desejável e atraente), 23% no que ele tem a dizer e da forma que diz e 15% pelo olhar (note que é pelo olhar e não pela cor dos olhos.)

Muitos casais foram formados a partir dessas pesquisas e os pesquisadores acompanharam de perto o desenrolar dos relacionamentos e encontrou-se os seguintes resultados:

1) Só 16% dos relacionamentos que começaram numa boate duraram mais de 1 mês, desses 16% só 10% viraram namoros sérios, 75% dos relacionamentos que começaram com um almoço ou um jantar em restaurantes duraram mais de um mês, 80% deles tornaram-se namoros sérios e desses 80%, 20% viraram casamentos.

2) 12% das pessoas que se conheceram pela primeira vez e se relacionaram acabaram transando, desses 12% só 8% viraram namoros sérios e 2% dessas mulheres engravidaram embora menos de 1% tenham se casado com o respectivo par.

3) 41% dos casais que se formam nas universidades são da mesma sala, desses 41%, 39% são de pessoas que sentam lado a lado ou na frente ou atrás um do outro. 17% dos casais que se namoram nos tempos da faculdade se casam.

4) No ambiente de trabalho só 15% das pessoas acabam tendo relacionamentos e desses 15%, 71% são relacionamentos extraconjugais.

5) 8% dos homens afirmaram que o seu maior interesse nas mulheres é o casamento, 9% amizade, 35% namoro e 58% o sexo, 22% das mulheres afirmaram que o seu maior interesse no homem era a companhia, 35% pelo carinho, 33% pelo sexo, 7% pela amizade e 3% afirmaram que não precisam de homem para nada.

Depois de muitos anos e milhões de libras gastas nas suas pesquisas o instituto "Lovehurts" ajudou aos administradores da cadeia de floriculturas a aumentar em até 700% suas vendas, aprenderam a colocar seus produtos nos lugares certos e a incentivar as pessoas na hora certa, ajudou a popularizar as flores como algo romântico e a desenvolveu flores com cheiros e cores que estimulam os sentidos das pessoas no mundo todo, ajudou a reatar relacionamentos e a criar outros, estima-se até que o numero de namoros e casamentos tenha aumentado no Reino Unido e a taxa de natalidade também .

Por isso se um dia você receber flores de alguém, lembre-se que existe muita coisa em jogo nesse simples ato romântico.

As maçãs de Adam

Tradução de Sergio Barros do texto de Kim Aaron

Uma tarde, meu filho chegou em casa, voltando da escola e me perguntou:

— As pessoas são todas iguais mesmo que sua pele seja de cor diferente?

Pensei durante um momento, então eu disse:

— Vou lhe explicar, se você puder esperar por uma parada rápida na mercearia. Tenho algo interessante para mostrar-lhe.

Na mercearia, eu falei que precisávamos comprar maçãs.

Fomos à seção de frutas onde compramos algumas maçãs vermelhas, maçãs verdes e maçãs amarelas.

Em casa, enquanto colocávamos as maçãs na fruteira, eu falei ao Adam:

— Agora eu posso responder sua pergunta.

Coloquei uma maçã de cada tipo sobre a mesa: primeiro uma maçã vermelha, seguida por uma maçã verde e então uma maçã amarela. Então olhei para Adam, que estava sentado no outro lado da mesa e falei:

— Adam, as pessoas são como essas maçãs. Todas têm cores,formas e tamanhos diferentes. Veja, algumas maçãs levaram algumas batidas e estão machucadas. Por fora não podemos garantir que estão tão deliciosas quanto as outras.

Enquanto eu estava falando, Adam estava examinando cada uma delas, cuidadosamente. Então, tomei cada uma das maçãs, as descasquei e recoloquei sobre a mesa, mas em lugares diferentes e perguntei:

— Tá bom, Adam, diga-me qual é a maçã vermelha, a maçã verde e a maçã amarela.

E ele disse:

— Eu não posso falar. Agora elas me parecem todas iguais.

— Dê uma mordida em cada uma.

Veja se isso lhe ajuda a descobrir qual é qual.

Deu grandes mordidas, e então um sorriso enorme estampou em seu rosto quando me disse:

— As pessoas são como as maçãs!

São todas diferentes, mas do lado de fora. Por dentro são as mesmas.

— Certo!, concordei. Cada pessoa tem sua própria personalidade mas são, basicamente, iguais.

Ele entendeu totalmente. Eu não precisei dizer nem fazer qualquer coisa mais. E agora, quando mordo numa maçã, sinto um sabor um pouco mais doce do que antes.

As Palavras

Cuide das palavras que você profere, porque:
Uma palavra impensada pode provocar a discórdia.
Uma palavra cruel pode destruir uma vida.
Uma palavra amarga pode provocar ódio.
Uma palavra brusca pode romper um relacionamento.
Uma palavra agradável pode suavizar o caminho.
Uma palavra a tempo pode poupar um esforço.
Uma palavra alegre pode iluminar o dia.
Uma palavra com amor e carinho pode mudar uma atitude...
Com uma palavra podemos perder Ou ganhar um amigo!

A Transformação do Milho Duro

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer. Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice, uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos - Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, um filho, um amigo ou o emprego. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, doenças e sofrimentos cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio, uma maneira de apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pipoca dentro da panela, ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não consegue imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece completamente diferente, como nunca havia sonhado.

Piruá é o milho que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente e se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

E você, o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?

A última corda

ERA UMA VEZ um grande violinista chamado PAGANINI. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo. Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

DE REPENTE, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, DE REPENTE, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobadilhada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não pára.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

Seu nome corre através do tempo. Ele não é apenas um violinista genial. É o símbolo do profissional que continua diante do impossível.

A Verdade

Luis Fernando Veríssimo

Uma donzela estava um da sentada à beira de um riacho deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida.

O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:

— Agora me lembro, não era um homem, eram dois.

E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:

— Então está com o terceiro!

Pois se lembrava que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.

— "Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo e a deixou desfalecida" - gritaram os aldeões, "Matem-no!"

— "Esperem!", gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. "Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!"

E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos.

O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo "Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor". E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.

Todos se viraram contra a donzela e gritaram: "Rameira! Impura! Diaba!", e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço.

Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:

— A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?

O pescador deu de ombros e disse:

— A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.

M a r t h a
martha carrer cruz gabriel
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A vida

Henfil

Por muito tempo eu pensei que a minha vida
fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho,
algo a ser ultrapassado antes de começar a viver.
Um trabalho não terminado,
uma conta a ser paga.
Aí sim,a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão
que esses obstáculos eram a minha vida .

Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!

Assim,aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar,especial o suficiente para passar seu tempo;
Lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que
você termine a faculdade;
Até que você volte para a faculdade;
Até que você perca 5 quilos;
Até que você ganhe 5 quilos;
Até que você tenha tido filhos;
Até que seus filhos tenham saído de casa;
Até que você se case;
Até que você se divorcie;
Até sexta à noite;
Até segunda de manhã;
Até que você tenha comprado um carro
ou uma casa nova;
Até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
Até o próximo verão, outono, inverno;
Até que você esteja aposentado;
Até que a sua música toque;
Até que você tenha tomado seu drinque;
Até que você esteja sóbrio de novo;
Até que você morra;
E Decida que não há hora melhor para ser feliz do
que AGORA MESMO...

Lembre-se: Felicidade é uma viagem, não um destino

Benditas sejam as mãos

Alencar Medeiros, texto do livro "A felicidade está em suas mãos"

Benditas sejam as mãos
Que tecem os fios da vida...

Mãos que oram e pedem;
Mãos que oferecem guarida;
Mãos que aproximam
E mãos que agradecem;
Mãos que a dor aliviam
E mãos que curam feridas;
Mãos que aplaudem
E mãos que acariciam;
Mãos que escrevem sábios dizeres
E mãos que pintam poesia;
Mãos que tocam as cordas
Sensíveis do coração;
Mãos que trabalham e suam,
Mãos que plantam o trigo,
Mãos que fazem o pão...

Benditas sejam, ó mãos, que regem
A grande orquestra da Vida!

E o Biggs estava certo

Mario Prata

Não é de hoje que admiro a esperteza de Ronald Biggs. Tudo que ele fez na vida - honesta ou desonestamente -, o fez maravilhosamente. Afinal, estamos diante de um assaltante de 50 milhões de dólares. E mais: o homem é inglês.

E agora, aos 71 anos, doente e encarcerado em uma cadeira de rodas, chegou à brilhantíssima idéia de que é mais fácil (seguro, tranqüilo e civilizado) passar o resto da sua vida numa prisão inglesa do que solto nas ruas do Rio de Janeiro.

Não é mesmo um gênio? Sua Majestade vai se encarregar da sua saúde e da sua garantia de vida. Fora uns altíssimos trocados que o jornal mais do que sensacionalista The Sun, vai lhe pagar para ele contar a sua vida.

Fora o filme que isso vai dar. Fora o Rio de Janeiro com sua mulatas maravilhosas que ele tão bem conheceu e que vão virar estrelas internacionais.

Ao sair do Rio, neste domingo, abraçado à neta brasileira - com nome europeu, Ingrid - chorou. Acho que ele estava chorando não só por deixar a neta e o filho, mas por deixar este País que foi maravilhoso com ele. Como bandido, aqui ele era tratado como um senador impune e impoluto.

Admiro a saída de cena de Mr. Biggs. Aos 71 anos, sentiu na própria carne que isto aqui não é um país sério para idosos. Preferiu a cerveja inglesa, o chato fog, um cheio de horários pub. A modorrenta BBC. A voltar a torcer pelo Chelsea.

Uma pena meu pai - que morreu há 20 dias - não ter assaltado um banco na Inglaterra anos trás. Seus últimos anos de vida teriam sido bem mais interessantes.

Mesmo que encarcerado numa cidadezinha montanhosa da Inglaterra.

Sim, porque aos velhos brasileiros, só resta o cárcere da própria casa mantida com a ajuda dos filhos, pois a aposentadoria é realmente uma piada.

A medicina faz tudo para conservar nossos pais. E o faz brilhantemente.

Mas a sociedade, não. Uma pessoa com mais de 80 anos aqui neste país não tem absolutamente nada para fazer a não ser ficar sentado na varanda, olhando para a rua, esperando o próprio enterro passar.

O Estado, além de uma aposentadoria que envergonha a pessoa que trabalhou durante 50 anos pelo País, não lhe oferece absolutamente nada. O máximo que faz é deixar ele vendo televisão ad eternum. E o velhinho fica ali, definhando, definhando. Misturando, num mesmo horário Sérgio Mallandro e ACM.

Tudo bem, dirá você, ele não paga ônibus. Mas quem é de 80 anos que consegue entrar - e sentar - num ônibus? E mais: pegar ônibus para ir aonde? Tente levar seu avô ao campo de futebol: ele morre esmagado na entrada. Na praia não tem mais pernas para fugir dos cachorros.

Coloque o velhinho numa fila médica... Perguntem quanto custa um plano de saúde para um cara dessa idade. E se ele quiser fazer um seguro de vida, quem é que segura?

Tente explicar para um velhinho a forma, a fórmula e o regulamento dos nossos campeonatos de futebol. Tente. Como é que ele vai entender que gols fora valem em dobro, aqui no Brasil? E que não tem mais returno?

Tente explicar para ele que senador não pode ser preso? Principalmente o presidente do Senado. Mais fácil: tente explicar que 100 reais não são 100 contos, nem muito menos 100 cruzados novos. Tente.

Mas tente, você que é filho, neto ou bisneto de um deles. Porque você pode ter certeza que só a família tem algum carinho e respeito por ele. O Estado quer mais é que ele morra.

Sábio foi o Biggs, repito. Preferiu a masmorra inglesa à pachorrenta e inútil vida dos nossos pais e do nosso País.

Me desculpem os mais jovens pelo desabafo, mas é que eu estou achando que eu já deveria ter assaltado um trem pagador. Na Inglaterra, é claro.

Quando eu morrer, não me enterrem na Lapinha. Quando eu morrer, me enterrem em Liverpool.

A Vida

ALBERT EINSTEIN

A vida é como jogar uma bola na parede:

Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;

Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;

Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;

Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.

Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma que você não esteja pronto a recebê-la.

A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda.

Tudo o quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos.

Tenha pensamentos que sejam como as abelhas.

Transcrição: Tadeu Artur Cavedem

Os pensamentos vão e vêm, constantemente; e os bons, como as abelhas que procuram o néctar das flores para fazer o mel, partem em busca da felicidade.

Esses pensamentos trazem-lhe o "mel da felicidade", quando você tem boa apreciação da vida, aceita que há amor nas pessoas, que as dificuldades são mestras, que tem um bom futuro, que a vida é eterna e que deus é o melhor que existe.

Fuja dos maus pensamentos. Eles são abelhas que picam.

A sua felicidade cresce com os pensamentos positivos.

Caminhos da Liberdade

Autor desconhecido

Quando cortas uma flor para ti, começas a perdê-la, porque murchará em tuas mãos e não se fará semente para outras primaveras.

Quando aprisionas um passarinho para ti, começas a perdê-lo, porque não mais cantará no bosque para ti nem criará outros passarinhos em seu ninho.

Quando guardas teu dinheiro começas a perdê-lo, porque o dinheiro não vale por si, mas pelo o que com ele se pode fazer.

Quando não arriscas tua liberdade para tê-la, começas a perdê-la, porque a liberdade que tens se comprova quando te atiras optando e decidindo.

Quando não deixas partir o teu filho para a vida, começas a perdê-lo, porque nunca o verás voltar para ti livre e maduro.

Não existe preço para a liberdade, mas uma belíssima recompensa para quem a utiliza com despreendimento de alma -- ter para sempre, junto à si a fidelidade daqueles que livres dos grilhões, se comprazem em serem seus eternos admiradores!

Quem ama liberta com a certeza da volta espontânea ao aconchego. Aprende no caminho da vida a padadoxal lição da experiência: sempre ganhas o que deixas e perdes o que reténs.

martha carrer cruz gabriel
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Caminhos

Conceição

  Percorremos muitos
  E longos caminhos
  Caminhos de possibilidades,
  De conquistas, de fragilidade...
  
  Sempre buscamos
  O inexplicável, o incompreendido...
  Muitos desses caminhos
  Nos levam ao mundo dos sonhos
  Dos devaneios, do inesquecível.
  
  Precisamos percorrê-los
  E vivê-los com intensidade
  O que vamos encontrar?
  Não importa
  O que importa é que
  Caminhemos sempre
  
  A cada caminho
  Vivemos e crescemos
  Sonhamos e acreditamos
  Sofremos e aprendemos
  
  Nos tornamos fortes, capazes
  Dignos e merecedores.
  Nos tornamos verdadeiramente
  Especiais.

Todas as cartas de amor são ridídulas

Álvaro de Campos

  Todas as cartas de amor são
  Ridículas.
  Não seriam cartas de amor se não fossem
  Ridículas.
  
  Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
  Como as outras,
  Ridículas.
  
  As cartas de amor, se há amor,
  Têm de ser
  Ridículas.
  
  Mas, afinal,
  Só as criaturas que nunca escreveram
  Cartas de amor
  É que são
  Ridículas.
  
  Quem me dera no tempo em que escrevia
  Sem dar por isso
  Cartas de amor
  Ridículas.
  
  A verdade é que hoje
  As minhas memórias
  Dessas cartas de amor
  É que são
  Ridículas.
  
  (Todas as palavras esdrúxulas,
  Como os sentimentos esdrúxulos,
  São naturalmente
  Ridículas.)

Um dia de verão

Num dia de verão, eu estava na praia, espiando duas crianças na areia. Trabalhavam muito, construindo um castelo de areia molhada com torres, passarelas e passagens internas.

Quando estavam perto do final, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma. Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa: em vez de chorar, correram para a praia fugindo da água, rindo, de mãos dadas, e começaram a construir outro castelo.

Compreendi que havia recebido ali uma importante lição: tudo em nossas vidas, todas as coisas que gastam tanto o nosso tempo e de nossa energia para serem construídas, tudo é passageiro, tudo é feito de areia; o que permanece é só o relacionamento que temos com as outras pessoas.

Mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir ou apagar o que levamos tanto tempo para construir. E quando isso acontecer, somente aquele que tiver as mãos de outro alguém para segurar, será capaz de rir e recomeçar.

Círculo de amor

Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento. Mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim parou seu carro e se aproximou. O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada.

Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. Ele iria aprontar alguma?

Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto. Ele pôde ver que ela estava com muito medo e disse:

-- "Eu estou aqui para ajudar madame. Por que não espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome é Bryan".

Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora era ruim o bastante. Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro.

Logo ele já estava trocando o pneu. Mas ele ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos. Enquanto ele apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele.

Contou que era de St.Louis e só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda. Bryan apenas sorriu enquanto se levantava. Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Bryan não tivesse parado.

Bryan não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho para ele.

Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe ajudara bastante. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo.

Ele respondeu:

-- Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda que precisar. E acrescentou: "... e pense em mim".

Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.

Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem, indo pra casa, desaparecendo no crepúsculo.

Algumas milhas abaixo a senhora encontrou um pequeno restaurante. Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante sujo. A cena inteira era estranha para ela. A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pôde apagar. A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude.

A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Bryan.

Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem dólares, a senhora se retirou. Já tinha partido quando a garçonete voltou.

A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia Ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de $100 dólares.

Havia lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu. Dizia:

-- "Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar não deixe este círculo de amor terminar com você".

Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir.

Aquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.

Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bebê para o próximo mês, como estava difícil!

Ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:

"Tudo ficará bem; eu te amo, Bryan".

Colheres!

Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o CÉU e INFERNO.

Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. O sofrimento era grande.

Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento.

Como Se Faz Um Inferno

Joaquim Saturnino da Silva

Sim, o inferno existe. Ele é individual, pessoal e intransferível. Cada pessoa carrega o seu onde quer que vá, feito por ela própria, da mesma forma que carrega o paraíso quando escolheu a opção oposta.

A receita para fazer um inferno é simples.

As pessoas nascem sabendo como se faz isso e o fazem sem perceber que sabem como fazê-lo.

Em todo caso, para aqueles que ainda não possuem seu inferno, aqui vai a receita de como montá-lo de forma eficiente e eficaz:

Comece por aceitar todas as idéias prontas que surgem. Acredite que tudo que vem da televisão é verdadeiro. Minta, minta bastante. Nunca, em hipótese alguma, pare para questionar alguma coisa. Pensar com critérios sérios, escolhendo com bom senso, agindo sinceramente consigo mesmo, são espécies de "contra receita" para fazer um inferno. Ou seja, haverá fracasso na sua criação.

Atenção! Isto é importante: jamais seja sincero.

Falar demais e pensar de menos é um aditivo importante no processo. Os desentendimentos que isso causa, pode acelerar a construção do inferno, sensivelmente.

Endividar-se além das possibilidades do ganho, é outro comportamento importante, para obter êxito no pleito. Portanto, poupança nem pensar.

Ao invés de dedicar-se na tarefa de descobrir as capacidades inatas em si mesmo, passando apenas a sentir inveja daqueles que o fazem, é algo que colabora demais na construção infernal.

Acreditar naquelas pregações baratas cujo único objetivo é o saldo de uma conta bancária, ajuda demais. O processo é mais rápido, para aquelas pessoas que emprestam sua fé para os outros, por preguiça de procurar ela mesma a verdade.

Outro componente infalível na receita, é sempre procurar trabalhar no que não gosta, ou não tentar - ao menos - descobrir algo para gostar no trabalho que faz.

Acreditar no que dizem os políticos, sem pesquisar se há alguma verdade ali e depois vote naquele que achar mais simpático, carismático, eloqüente e, como diria o sábio povo da roça, "escorregadio". Interessante neste caso é que não haverá colaboração apenas para a construção do inferno da própria pessoa que o deseja, mas também, para a coletividade no entorno.

Sim, existem pessoas que laboram pela construção de um inferno coletivo. Mas isso, na verdade, é apenas uma "aglomeração" de infernos próximos. As guerras acontecem dessa forma. Seus arquitetos são exímios construtores de inferno.

Outra parte importante da receita: ignore os conselhos paternos.

Agora existem ingredientes sutis na receita. Fazem parte da categoria dos sentimentos.

Cultivar a indiferença, dizendo que nada tem a ver com o problema que afeta as outras pessoas. Aceitar o ciúme como algo normal, extrapolando na ilusão da propriedade sobre o outro, arrasando relacionamentos, é certeza da construção de um inferno bastante sólido, cuja reversão custará um oceano de lágrimas.

Ampliar o repertório de desculpas. Afinal, aquele que passa fome faz isso por conta própria. Isso é algo assim como o rabo do elefante afirmando que não pertence ao elefante, simplesmente por que não o pode ver por inteiro.

Esta parte da receita, sozinha, é capaz de montar um inferno amplo, pois os preteridos da vida, sempre acabam por se voltar contra tudo e todos, indiscriminadamente. Esse é o famoso "inferno que vem a cavalo".

Deixar as crianças por si mesmas entregues a toda sorte de vicissitudes é algo que, não apenas ajuda a criar um inferno, mas faz com que ele se amplie geometricamente, como se tivesse vida própria.

Não fazer agora o que deve ser feito agora, perdendo-se o momento adequado, é algo que auxilia demais. Mesmo porque, depois, a inutilidade do arrependimento é um fardo do qual será impossível se livrar, aliás, esse é o inferno agregado.

Porém, se o objetivo é criar o paraíso, apenas inverta a receita.

Como uma Folha

Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva a menor provocação.

Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.

Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva, me entregou uma folha de papel lisa e me disse: - amasse-a!

Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.

— Agora - voltou a dizer-me - deixe-a como estava antes.

É óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentei, o papel ficou cheio de pregas. Então, disse-me o professor:

— O coração das pessoas é como esse papel... a impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.

Assim aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro da folha de papel amassada.

Compaixão

Dalai Lama Tenzin Gyatso

  "Rancor, ódio, ciúme:
  Não é possível encontrar a paz com eles.
  Podemos resolver muitos de nossos
  Problemas por meio da compaixão e do amor.
  Só assim nos desarmaremos e
  Encontraremos a verdadeira felicidade.
  
  Uma das maiores virtudes
  É a compaixão.
  A compaixão não pode ser comprada
  Numa loja de departamentos
  Ou fabricada por máquinas.
  Ela advém do crescimento interior.
  
  Sem paz de espírito,
  É impossível haver paz no mundo."

Com quem se parecem os anjos

Com aquela velhinha que devolveu sua carteira outro dia?

Com aquele motorista que disse que seus olhos iluminam o mundo quando você sorri ?

Com aquela criancinha que lhe mostrou a maravilha das coisas simples?

Com aquele homem pobre que lhe agradeceu a esmola com o olhar mais grato possível?

Com aquele homem rico que lhe mostrou que tudo é possível se você apenas acreditar?

Com aquele estranho que apareceu bem na hora em que você estava perdido?

Com aquele amigo que lhe tocou o coração quando você pensava que não tinha amigos para ajudá-lo?

Com o sorriso de bom dia dado por algum desconhecido?

Os anjos aparecem em todos os tamanhos e formas, todas as idades e tipos de peles.

Alguns têm sardas, outros têm covinhas....

Alguns têm rugas e outros não.....

Eles aparecem disfarçados como amigos, inimigos, professores, estudantes, amantes e tolos....

Eles não levam a vida seriamente e conseguem ser muito leves.

Eles não deixam endereços e nada pedem em retorno.

Às vezes usam chinelos, não mostram as asas.

Outras vezes pedem para lavar e passar..

Eles são difíceis de achar quando seus olhos estão fechados.

Mas estão em toda parte quando você escolher vê-los.

Confiança

Provérbio Chinês

Quando há confiança, nenhuma prova é necessária. Quando não há, nenhuma é possível.

Confia Sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, Segue para frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. Crê e trabalha/luta.

Esforça-te no bem e espera com paciência. Tudo passa e tudo se renova na Terra, Mas o que vem do céu permanecerão. De todos os infelizes, Os mais desditosos são os que perderam A confiança em Deus e em si mesmos, Porque o maior infortúnio é sofrer A privação da fé e prosseguir vivendo.

Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te.

Brilha a alvorada além da noite. Hoje, É possível que a tempestade te amarfanhe O coração e te atormente o ideal, Aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte...

Não te esqueças, Porém, de que amanhã será outro dia.

Conflito de Gerações

Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:

1) "Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus."

2) "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível."

3) "Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais seus pais.O fim do mundo não pode estar muito longe."

4) "Essa juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."

Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases. Revelou, então, a origem delas:

— A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.).

— A segunda é de Hesíodo (720 a.C.).

— A terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.

— E a quarta estava escrita em um vaso de argila descobertonas ruínas da Babilônia (Atual Bagdá) e tem mais de 4000 anos de existência.

Donde conclui-se, portanto... que NADA MUDOU!

Para a Conscientização da Mulher

"... há moças que na época de namoro mantém o coração preenchido de amor, de candura, e os lábios sempre sorridentes, e, uma vez formando seu lar, mudam completamente, como se ficassem enfeitiçadas."

Masaharu Taniguchi

O poder de transformar água em vinho:

O que transforma uma vida insípida em algo semelhante a uma bebida refrescante, em algo que oferece mais alento à alma que um doce vinho, são palavras de amor, fisionomia e atitudes que transbordam amor. Se isso for sempre mantido pelas senhoras no lar, o marido não terá outra mulher nem sairá para beber. Entretanto, há moças que na época de namoro mantém o coração preenchido de amor, de candura, e os lábios sempre sorridentes, e, uma vez formando seu lar, mudam completamente, como se ficassem enfeitiçadas.

Transforma-se numa mulher que reclama, que franze as sobrancelhas, que grita, azedando o melhor vinho, amargando a mais refrescante bebida. Por quê? Experimente refletir. Será que você não se transformou numa mulher semelhante? Numa mulher que, com uma só palavra, faz surgir nuvens negras e cria um mundo de total escuridão?

Mulher que fortalece a vida

Não desejo que as mulheres sejam assim. Do mesmo modo que basta o Sol aparecer para que a maior escuridão se transforme imediatamente num mundo resplandecentemente iluminado, desejo que as mulheres sejam alguém que, só de aparecer, remova a escuridão e faça brilhar a luz da felicidade. Tal mulher fortalece a vida e tem o poder de levantar o marido prestes a tombar, cansado de carregar o fardo da vida. O sorriso dessa mulher tem o poder mágico de fazer com que o marido se sinta reconfortado, bem como de melhorar a circulação sangüínea dele e dar-lhe ânimo, coragem e renovada esperança. É maravilhoso possuir uma alegre esposa. (...)

Conselhos para criar filhos

  Se eu tivesse meu filho para criar de novo,
  Eu pintaria mais com meus dedos e apontaria muito menos com eles.
  Eu passaria menos tempo corrigindo e mais tempo conversando.
  Eu tiraria meus olhos do meu relógio e prestaria mais atenção em quão 
  rápido o tempo está se passando.
  
  Eu me importaria em saber menos, e saberia me importar mais.
  Eu passaria mais tempo brincando com eles.
  Eu ficaria menos sério e me divertiria mais.
  
  Eu correria mais com eles e olharia mais as estrelas.
  Eu seria menos firme, mas, firmaria mais meu amor por eles.
  Eu reformaria a auto estima, e deixaria a reforma da casa para depois.
  Eu amaria menos a força, e viveria mais a força do amor.

Conselhos

Mahatma Gandhi

Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...

Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para você, se pudesse, o respeito a àquilo que é indispensável: Além do pão. o trabalho. Além do trabalho, a ação.

E, quando tudo mais faltasse, um segredo: O de buscar no interior de si mesmo a resposta e força para encontrar a saída.

Construindo pontes

Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.

Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.

Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.

Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.

Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.

Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.

— Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.

Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.

Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.

O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.

O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!

Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.

Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.

No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.

O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias".

E o carpinteiro respondeu: "eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir." ;

E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?

Pense nisso!

As pessoas que estão ao seu lado, não estão aí por acaso.

Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação.

Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam e infelicitam os seres.

Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você.

E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade. Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja.

Conversa com meu avô

Oi vô, tudo bem? Hoje resolvi escrever algo para você, sabe, às vezes eu penso muito em ti, eu sei que não pode me escutar agora, mas certamente os anjos vão fazer com que essa carta chegue até você. Vô não sei se algum dia vou conseguir ser como você, quero dizer ser avô sabe, ainda nem tenho um filho e o tempo voa, talvez quando o meu filho tenha um filho eu já nem esteja aqui, assim como você não está mais, mas vô você tá no meu coração, eu ainda me lembro muito bem de você, do seu chapéu, você nunca saia de casa sem ele.

Ainda me lembro daquela musiquinha que você cantava, lembra, aquela do preguinho:

"Ai preguinho, ai preguinho, ai preguinho que furou a minha carça e me fez um buraquinho..."

Como isso é especial para mim,ai se você soubesse...

Lembro-me de você sentado lá na praça esperando a mamãe te buscar, parece que foi ontem que você me pegava no colo, lembro da sua gargalhada, ela me fazia rir também.

Você tinha um quadro de Moisés abrindo o mar vermelho na parede do seu quarto, nunca me esqueci disso, Vô se você me conhecesse agora, se a gente estivesse junto agora, eu ia te contar tanta coisa, tudo que eu descobri da vida e ia escutar as suas histórias, como elas eram gostosas de ouvir, lembro que eu te pedia benção e você me falava: "Deus te abençoe meu filho" e ele me abençoou meu avô querido, eu sou um homem muito feliz, você fez uma família maravilhosa para gente, obrigado!

Vô eu acho que sempre carregamos algo dos nossos familiares além do sangue que corre nas nossas veias, tenho certeza que esse amor que eu tenho pelas pessoas vem de você também, nascemos na beira do mar e aprendemos que a vida é como a maré, ás vezes alta e ás vezes baixa....

Que coisa maravilhosa é a gente lembrar de uma pessoa com alegria, acho que se um dia eu conseguir que se lembrem de mim com tanta saudade e tanta gratidão como eu me lembro de você, minha vida terá valido a pena

Vô, eu vou indo, vou continuar a minha jornada, tenho que viver, fica com Deus e eu te amo!

Um beijo grande do seu neto.

André Luis Aquino

Coração!

Um jovem estava no centro da cidade, proclamando ter o coração mais belo da região. Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração. Não havia marca ou qualquer outro defeito. Todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto.

O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração. De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse:

— Por que o coração do jovem não é tão bonito quanto o meu?

A multidão e o jovem olharam para o coração do velho, que estava batendo com vigor, mas tinha muitas cicatrizes. Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não encaixavam direito, causando muitas irregularidades. Em alguns pontosdo coração, faltavam pedaços.

O jovem olhou para o coração do velho e disse:

— O senhor deve estar brincando... compare nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!

— Sim, - disse o velho. - olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja, cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas. Muitas delas deram-me também um pedaço dopróprio coração para que eu colocasse no meu, mas, como os pedaçosnão eram exatamente iguais, há irregularidades. Mas eu as estimo, porque me fazem lembrar do amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaçosdo meu coração a quem não me retribuiu. Por isso, há buracos. Eles doem. Ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas... um dia espero que elas retribuam, preenchendo esse vazio. E aí, jovem? Agora você entende o que é a verdadeira beleza?

O jovem ficou calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ele aproximou-se do velho. Tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu ao velho, que retribuiu o gesto. O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, mas mais belo que nunca.

Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado.

Como deve ser triste passar a vida com o coração intacto.

Corra mais riscos

Texto de Leo Buscaglia. Retirado do livro "Vivendo, Amando e Aprendendo".

Rir é arriscar-se a parecer tolo.

Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.

Estender a mão aos outros é arriscar-se a se envolver.

Mostrar os seus sentimentos é expor a sua humanidade.

Expor suas idéias e sonhos diante do povo é arriscar a sua perda.

Amar é arriscar-se a não ser amado.

Tentar é arriscar-se ao fracasso.

Mas os riscos têm que ser corridos, pois o maior perigo na vida é não arriscar nada.

A pessoa que não arrisca nada não faz nada, não tem nada e não é nada.

Pode evitar o sofrimento e o pesar, mas não pode aprender, sentir, mudar, crescer, viver ou amar.

Acorrentado por suas certezas e vícios, é um escravo.

Sacrificou o seu maior predicado, que é a sua liberdade individual.

Só a pessoa que arrisca é livre.

Crença na Grandeza Interior

Lourival Lopes, Extraído de "Sabedoria todo dia".

Hoje, diga assim:

"Dentro de mim há forças e virtudes que jamais experimentei. São tão poderosas que podem me dar serenidade, mesmo num vendaval. São Deus dentro de mim."

A crença na grandeza interior, força, poderes e virtudes é a mais poderosa arma contra os problemas, os desânimos, as tristezas. Um só estampido dessa "arma" interna acerta o alvo e elimina os tormentos.

Empregue bem os seus poderes e virtudes.

O pulso firme e o tiro certo destroem os problemas.

Crescer Juntos

Se você sabe voar, não jogue fora suas asas com pena dos que não sabem.

Não seja infeliz ou pobre, não enfraqueça porque existem tantos infelizes e desprovidos.

Não é descendo que você levanta os que estão a baixo. Suba, traga-os junto de ti e mostre-lhes o caminho.

A lâmpada apagada jamais iluminará a escuridão.

Crescimento em Grupo

Um membro de um determinado grupo, sem nenhum aviso deixou de participar.

Após algumas semanas, o mestre do grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O mestre encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante de um brilhante fogo.

Supondo a razão para a visita, o homem saudou-lhe, conduziu-lhe a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando.

O mestre se fez confortável mas não disse nada. No silêncio sério, contemplou a dança das chamas em torno da lenha ardente. Após alguns minutos, o mestre examinou as brasas, cuidadosamente apanhou uma brasa ardente e deixou-a de lado. Então voltou a sentar-se e permaneceu silencioso e imóvel. O anfitrião prestou atenção a tudo, fascinado e quieto.

Então foi-se diminuindo a chama da solitária brasa, houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou de vez. Logo estava frio e morto. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o cumprimento inicial.

O mestre antes de se preparar para sair, recolheu a brasa fria e inoperante e colocou-a de volta no meio do fogo. Imediatamente começou a incandescer uma vez mais com a luz e o calor dos carvões ardentes em torno dela.

Quando o mestre alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:

-- Obrigado tanto por sua visita quanto pelo sermão. Eu estou voltando ao convívio do grupo.

Cuide das Palavras

  Cuide das palavras que você profere, porque:
  Uma palavra impensada pode provocar a discórdia.
  Uma palavra cruel pode destruir uma vida.
  Uma palavra amarga pode provocar ódio.
  Uma palavra brusca pode romper um relacionamento.
  Uma palavra agradável pode suavizar o caminho.
  Uma palavra a tempo pode poupar um esforço.
  Uma palavra alegre pode iluminar o dia.
  Uma palavra com amor e carinho pode mudar uma atitude...
  Com uma palavra podemos perder
  Ou ganhar um amigo!

Cuide de Suas Responsabilidades

Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria.

Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil no grande caminho da vida.

No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.

Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.

O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.

O segundo levaria uma corça rara.

O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.

O trio recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a pequena viajem de três milhas; no entanto, no meio do caminho, começaram a discutir.

O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar;este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.

O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada viajante permanecia atento as obrigações que diziam respeito aos outros,através de observações acaloradas e incessantes.

Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho olvida a própria tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho.

Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado.

O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, e o bolo se perde totalmente no chão.

Desapontados e irritadiços, os três rapazes voltam a presença do pai,apresentando cada qual a sua queixa de derrota.

O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:

-- Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso. O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias. Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas.

O Bode Expiatório

Conta uma antiga lenda que na idade média um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade, o autor do crime era pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento se procurou um "bode expiatório" para acobertar o verdadeiro assassino.

O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: a forca.

Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história.

O juiz, que também foi comprado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que este provasse sua inocência.

-- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor: vou escrever num pedaço de papel a palavra "inocente" e no outro pedaço a palavra "culpado". Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O senhor decidirá seu destino - determinou o juiz.

Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu "culpado" de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance de o acusado se livrar da forca.

Não havia alternativas para o pobre homem. O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem pensou alguns segundos e, pressentindo a "vibração", aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou na boca e engoliu. Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.

-- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber o seu veredicto?

-- É muito fácil. - respondeu o homem - basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o contrário.

Imediatamente o homem foi liberado.

Moral da história: Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar até o último momento. Saiba que, para qualquer problema, há sempre uma saída.

Não desista, não entregue os pontos, não se deixe derrotar. Vá em frente apesar de tudo e de todos, creia que pode conseguir.

Decálogo da Serenidade

João XXIII - Ângelo Joseph Roncalli

Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma só vez.

Hoje, apenas hoje, procurarei ter o máximo cuidado na minha convivência, cortês nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir à força ninguém, senão a mim mesmo.

Hoje, apenas hoje, serei feliz. Na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo, mas também já neste.

Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que sejam todas as circunstâncias a se adaptarem aos meus desejos.

Hoje, apenas hoje, dedicarei 10 minutos do meu tempo à uma boa leitura, recordando que assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura é necessária para a vida da alma.

Hoje, apenas hoje, farei uma boa ação, e não direi a ninguém.

Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado, talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei, e fugirei de dois males, a pressa e a indecisão.

Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunstâncias mostrem ao contrário, que a Providência de Deus se ocupa de mim, como se não existisse mais ninguém no mundo.

Hoje, apenas hoje, não terei nenhum temor, de modo especial não terei medo de gozar o que é belo, e de crer na bondade.

Definições

Autor desconhecido

O sorriso...
é o cartão de visita das pessoas saudáveis.
Distribua-o gentilmente.

O diálogo...
é a ponte que liga as duas margens, do eu à do tu.
Transmite-o bastante.

O amor...
é a melhor música na partitura da vida.
Sem ele, você será um eterno desafinado.

A bondade...
é a flor mais atraente do jardim de um coração bem cultivado.
Plante estas flores.

A alegria...
é o perfume gratificante, fruto do dever cumprido.
Esbanje-o, o mundo precisa dele.

A paz da consciência...
é o melhor travesseiro para o sono da tranqüilidade.
Viva em paz consigo mesmo.

A fé...
é a bússola certa para os navios errantes, incertos, buscando as praias
da eternidade.
Utilize-a.

A esperança...
é o vento bom enfunando as velas do nosso barco.
Chame-o para dentro do seu cotidiano.

Depende de Mim

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está à minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.

O Amor

Que apesar de todas as dificuldades, apesar de algumas tristezas que insistem, que mesmo com essa montanha erguida, o sol possa ser seu presente mais doce.

Desejo ao seu coração o querer que ele quer. Que nas palavras que ele sussurra dentro do seu peito, sejam ouvidas aquelas que têm sabor de liberdade.

Que você esteja atento para o sopro da sua vontade real, e jamais desista dos seus passos em direção à verdade.

Desejo que a sua percepção acorde mais plena no calor de um sol novo e renovador. Que ele lhe encoraje às atitudes que estão querendo respirar.

Aquelas que sempre são substituídas. Aquelas que não se arrojam por ter os pesos de conceitos por demais antigos.

Desejo que você aceite seu tempo, seja ele qual for. Que sinta serenidade na espera necessária para que a semente plantada brote no tempo certo.

Desejo então que sua flor seja inteira, e mesmo que inicialmente pequena e frágil, ela lhe traga as luzes de uma estrada azul. Que a sua sabedoria esteja despertada aguardando com tranquilidade o desabrochar da sua flor.

Em paz, em cadência ritmada, com o aprendizado que vem chegando. Em mais suaves permissões a você. Em muito mais reconhecimento da sua coragem.

Desejo à você um sol diferente.

Espalhando seu sorriso pela densidade das nuvens, simplificando o aspecto complicado de alguns momentos e mostrando-lhe a fonte essencial para a sua sede.

Desejo que a cada instante você desnude mais seu coração e deixe que nele vibre em tom maior: o AMOR.

O amor na sua expressão mais simples. Que não mede, não faz contas e que tem o poder de lhe erguer acima de todas as montanhas escuras.

Desiderata

Vá placidamente por entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas. Fale a sua verdade calma e claramente; e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes; também eles têm a sua história. Evite as pessoas barulhentas e agressivas. Elas são tormento para o espírito. Se você se comparar a outros, pode tornar-se vaidoso e amargo; porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você.

Desfrute suas conquistas assim como seus planos. Mantenha-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde; é o que realmente se possui na sorte incerta dos tempos. Exercite a cautela nos negócios; porque o mundo é cheio de artifícios. Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe; muitas pessoas lutam por altos ideais; e por toda à parte a vida é cheia de heroísmo. Seja você mesmo. Principalmente não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor, porque em face de toda aridez e desencantamento ele é perene como a grama. Aceite gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência às coisas da juventude.

Cultive a força do espírito para proteger-se num infortúnio inesperado.

Mas não desgaste com temores imaginários. Muitos medos nascem da fadiga e da solidão. Acima de uma benéfica disciplina, seja bondoso consigo mesmo.

Você é filho do Universo não menos que as árvores e as estrelas.

Você tem o direito de estar aqui. E, quer seja claro ou não pra você, sem dúvida o Universo se desenrola como deveria. Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja sua forma de concebe-lo, e, seja qual for a sua lida e suas aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenha-se em paz com sua alma. Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este é ainda um mundo maravilhoso. Esteja atento.

*do latim desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração. (Esse texto foi encontrado na velha igreja Saint Paul, Baltimore, datado de 1692)

Deus fala comigo

Masaharu Taniguchi

  Deus fala comigo:
  Se você necessita de Mim,
  Já estou perto de você,
  Você não consegue Me Ver,
  Mas vê tudo através da Minha luz.
  Você não sabe que está junto de Mim,
  Mas estou trabalhando dentro das suas mãos.
  Você não consegue compreender de que modo trabalho dentro de você,
  Mas estou trabalhando em seu interior.
  Você não consegue perceber a Minha presença,
  Mas estou trabalhando em seu interior.
  
  Não sou simplesmente um símbolo espiritual fantástico,
  Nem uma existência misteriosa.
  Sou a serenidade absoluta.
  Abandone o egoísmo,
  Perceberá que Eu sou o "verdadeiro você".
  Você apenas sente isso e crê nisso.
  Mas Eu estou aí.
  Eu consigo ouvi-lo e responder-lhe.
  Quando você necessitar de Mim,
  Já estarei aí com você.
  Mesmo que você negue a minha existência,
  Eu já estou aí.
  Por mais que sinta tomado pela solidão.
  Eu sempre estou junto de você.
  Eu sou seu Pai, sua Mãe.
  Estou sempre junto de você.
  Sou Amor, o próprio Amor.
  Quando você ama,
  Estou sempre aí.
  Sou a Paz, não sinto ódio de ninguém.
  Mesmo que você esteja odiando,
  Estou dentro de você e amo até esse seu inimigo.
  
  Sou a Paz.
  Mesmo que pareça estar ocorrendo uma guerra,
  Aqui existe a Paz infinita.
  Quando você mergulhar fundo em Mim,
  Aí encontrará sempre a Paz infinita.
  
  Mesmo que você não creia em Mim,
  Creio que você é "Filho de Deus", uma pessoa maravilhosa.
  Desperte!
  Conscientize-se da sua Imagem Verdadeira!
  Você é "Filho de Deus".
  Sua fé pode vacilar,
  Mas a Minha fé em você jamais vacilará!!!

FONTE DE LUZ, Revista. Janeiro de 1997. Pg 05

Três textos sobre o "Dia da mentira"

Jason Figueira

Você sabe por que 1º de abril é o Dia da Mentira?

Você sabe por que 1º de abril é o Dia da Mentira? Há muitas explicações. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado em 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril. Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX determinou que o Ano Novo seria comemorado no dia 1º de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e quiseram manter a tradição. Só que os gozadores passaram a ridicularizar os conservadores, enviando presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.

O Dia da Mentira

Átila

Desde que me conheço por gente 1º de abril é denominado "Dia da Mentira". É interessante notarmos que para algumas pessoas mentira e verdade' são relativas. O que para uma pessoa se apresenta como uma revoltante mentira, para outra é recebido sem maiores exasperações... Este relativismo cresceu até o ponto de marcar diversas gerações e segmentos de nossa sociedade. Por exemplo:

a política - Instituído o "É dando que se recebe" , o desvio de verbas da merenda escolar para a construção de jardins nas casas de alguns privilegiados... - a fome e as necessidades das pessoas são relativas - os fins justificam os meios!

a ética - Liberação total' dos meios de comunicação, principalmente a TV, para a exibição de cenas de sexo, violência, propagandas maravilhosas sobre o álcool e fumo, utilizando-se até de mensagens subliminares - enganar e usar as pessoas é relativo - os fins justificam os meios!

alguns segmentos da moda - Tornaram-se instrumentos de vulgarização do ser humano - homens e mulheres - ludibriar e usar as pessoas, mais uma vez, é relativo - os fins justificam os meios!

e até a religião - Onde a confusão entre as mensagens, posturas e propostas têm trazido engano e alienação - cegar e usar as pessoas é relativo - os fins justificam os meios!

Por isso creio que este "Dia da Mentira", mesmo sendo folclórico, pode incitar nossas mentes a uma avaliação rápida, não só do relativismo no cenário nacional, mas também sua influência sobre nossas próprias vidas, nossa realidade interior. Quantas pessoas assumiram este "Tudo é relativo" como estilo de vida e se encontraram num labirinto existencial sem limites ou opções! Pessoas que perderam, ou estão perdendo totalmente, seus valores, o norte, o rumo! Vejo pais que instituíram este relativismo' como padrão de comunicação no lar , no relacionamento conjugal, para a vida de seus próprios filhos... filhos... Trato de jovens que foram alvo deste tipo de educação quase que semanalmente. Pessoas preciosas, mas que tiveram cedo demais a liberdade total incompatível com sua imaturidade. E ainda por cima não receberam as coordenadas emocionais, físicas, espirituais e acabaram perdendo (e se perdendo...) a alegria e o prazer da vida. Alegria que, talvez, seus próprios pais não sabem onde encontrar. " Tudo é relativo " é BASTANTE RELATIVO! Basta vermos os resultados disso.

Um livro que tem fascinado minha vida e influenciado diretamente na educação dos meus próprios filhos e na maneira como trabalho com os jovens e adolescentes de nossa comunidade é a Bíblia. É incrível como podemos encontrar nela respostas para os mais variados problemas e questionamentos cotidianos: Vida com qualidade total ( ISO 9000 J ), relacionamentos interpessoais, educação de filhos, sexo, alegria, ansiedade, estresse, angústia, beleza interior e exterior, culinária, etc., etc. ... UFA! Ela tem muito a dizer sobre verdade - mentira - relativismo : Quando deixamos o relativismo tomar conta de nosso sistema de valores o caos se instala. Não podemos viver ignorando que nos mais "insignificantes" atos da natureza existem regras bem definidas, verdades absolutas que se não forem respeitadas trarão conseqüências terríveis. Experimente trocar a verdade da lei da gravidade pelo relativismo. "Bem, este negócio de gravidade na Terra é relativo. Se eu pular deste 56º andar nada me acontecerá, porque já assumi que esta lei é relativa para mim!" PODE? Da mesma maneira os relacionamentos com o meu próximo e comigo mesmo se desenrolam por meio de verdades absolutas que quando ignoradas trazem muita amargura e tristezas. A Bíblia trata também destas regras. Define onde termina a verdade e começa a mentira. Milhares de pessoas podem testemunhar que isto é a pura verdade, pois descobriram o conteúdo certo para tapar a lacuna! Incentivo você a parar um momento, dedicar um pouco de sua atenção ao que a Bíblia tem para dizer. Leia, estude, pense, questione e aplique. Estou certo que grandes resultados poderão ser vistos em pouco tempo.

1º de abril, "Dia da Mentira". Que eu e você possamos ter coragem de nos permitirmos uma avaliação séria. Aproveitarmos esta oportunidade para olharmos no espelho , antes que o futuro nos traga as tristezas e conseqüências de termos visto o tempo simplesmente passar sob uma atuação ineficaz de nossa parte. Chico Buarque cantou: " Eu bem que avisei a ela, o tempo passou na janela só Carolina não viu. Eu bem que avisei sorrindo, o tempo passou, ai que lindo, só Carolina não viu".

Vamos refletir? Vamos reavaliar para mudar?

O mês da mentira

É dia primeiro de abril e todo mundo vêm com aquelas piadinhas mais escabrosas dizendo, hoje é o "dia da mentira". Quais foram as piadinhas que você ouviu dessa vez? Só vale as que foram feitas esse mês. Não me venha com as piadinhas feitas por políticos na época da eleição porque não valem.

Para muitas pessoas o dia da mentira é o mês de abril inteiro. Outras prolongam isso para os 365 dias do ano. Uns fazem do seu namoro ou casamento um primeiro de abril eterno. A disputa entre os dois é para ver quem mente mais e melhor para o cônjuge. Outros vivem o dia da mentira em seus negócios. No seu trabalho, passam sempre uma imagem quando a situação é completamente diferente.

No filme "O mentiroso", o personagem principal, Jim Carey, vive um advogado de sucesso que é muito requisitado devido à sua facilidade em "transformar" as situações em favor de seus clientes. Ele se utiliza de artifícios que na maioria das vezes omitem a verdade ou são descaradamente mentirosos. Seu filho, cansado das promessas de levá-lo para passear, faz um pedido. Ele deseja que o pai -- pelo menos por um dia — deixe de mentir. Começam então os problemas do personagem que se vê em muitos apuros por falar a verdade em todos os lugares. Seus problemas culminam no Tribunal, quando ele precisa defender seu cliente falando a verdade.

Na ficção essa história é engraçada, mas no dia a dia, esse problema afeta diretamente o ser humano que se acostuma a contar mentiras. Só que, como diz o ditado, "a mentira tem perna curta" e muitos se vêem em apuros quando a verdade vem à tona. Abraham Lincoln disse certa vez: "Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo, e algumas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo". O destino da pessoa que engana e mente não é nada bom, como diz a Bíblia:

"Mas os homens maus e enganadores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados". Segundo livro de Timóteo, capítulo 3 verso 13

É difícil compreender porque os homens escolheram um dia para a mentira. Por que não "o dia da verdade"? A bíblia fala: "e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Até presidiários experimentam a verdade que é Jesus e são libertos de seus pecados mesmo estando encarcerados. A verdade liberta mas a mentira aprisiona.

Seja livre, viva a verdade!

Um verdadeiramente grande abraço,

Surpreenda-se

Por Paulo Roberto Gaefke

Descubra, em primeiro lugar, o que você tem de bom para oferecer ao mundo.

Sabe aquele seu sorriso que encanta a todos?

Ou aquele seu jeito de falar sempre educadamente, com carinho e atenção?

Quem sabe não seja a sua facilidade de cuidar dos doentes (do corpo e da alma)?

Pode ser, que todo mundo goste mesmo é da sua disposição e admirem ou até mesmo invejem a sua atitude sempre firme.

Hoje é dia de descobertas.

Coloque um desafio diferente para a sua vida.

Desafie-se!

Prove-se!

Não seja pessimista ou otimista demais, caia na real e use a sua força, a sua fé, a sua determinação para buscar, ainda hoje, uma saída, uma conquista, uma mudança, por menor que seja, na sua vida rotineira.

Aliás, esse é o maior desafio para muita gente: sair da rotina. A maioria sente-se incapaz de mudar o roteiro de sua vida, sair daquele velho trajeto que acostumou a fazer todos os dias.

Tem muita gente que é infeliz, porque aceitou e acostumou-se com a infelicidade.

Porque botou na cabeça que não merece ser feliz, que sua vida não tem solução.

E isso não é verdade porque tudo pode ser diferente.

Então aqui vai uma proposta. Um desafio: faça algo diferente na sua vida.

Pode ser na maneira de vestir-se. Pode ser na mudança do cheiro (perfume) de sempre.

Pode ser no jeito de falar. Pode ser no jeito de andar.

Pode ser no trajeto de casa para o trabalho ou vice-versa.

Que tal, só para variar, pegar um ônibus ou um trajeto errado?

Faça alguma coisa para sair da rotina:

Surpreenda a pessoa amada, mande flores, um cartão animado, uma mensagem fonada.

Surpreenda seus pais e pendure-se no pescoço deles enchendo-os de beijos.

Surpreenda um amigo e diga o quanto ele é importante na sua vida.

Surpreenda seu chefe e termine seu serviço com mais eficiência.

Surpreenda seus professores e tire nota máxima em todas ás provas.

Surpreenda a você mesmo, e perceba que você é feliz com o que já possui.

Reconheça que possui qualidades maravilhosas que andam escondidas por algum trauma sofrido.

Por fim, surpreenda Deus, mostrando que você não é apenas um ser pedinte, um mendigo da esmola divina, e agradeça pelo que tem.

Dia de Faxina

Estava precisando fazer uma faxina em mim... Jogar alguns pensamentos indesejados para fora, lavar alguns tesouros que andavam meio enferrujados...

Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.

Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões... Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei; Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li. Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas... E as coloquei num cantinho, bem arrumadas.

Fiquei sem paciência!... Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste... Mas lá também havia outras coisas... e belas!

Um passarinho cantando na minha janela... aquela lua cor-de-prata, o pôr do sol!... Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças. Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas.

Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei aspalavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante!

Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão.

Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: o amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos... como foi bom relembrar tudo aquilo!

Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.

Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurada bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar... e de recomeçar...

Dias iguais

Quando todos os dias ficam iguais, é porque deixamos de perceber as coisas boas que aparecem em nossas vidas.

Paulo Coelho, O Alquimista

Dicas para ser mais criativo

Distanciamento

De vez em quando te afasta, relaxe um pouco, para que quando voltar ao teu trabalho teu julgamento esteja mais seguro. Distancia-te um pouco e o trabalho aparentará menor e num relance poderão ser percebidas faltas de harmonia e as proporções são vistas mais prontamente.

Leonardo da Vinci

Every now and then go away, have a little relaxation, for when you come back to your work your judgment will be surer. Go some distance away because then the work appears smaller and more of it can be taken in at a glance and a lack of harmony and proportion is more readily seen. Leonardo da Vinci

Pintor, escultor, arquiteto, engenheiro, cientista, inventor e escritor italiano. Nasceu em 15 de Abril de 1452, Vinci, perto de Florença, tipo humano Áries, signo Fogo, regência Marte, pedra Rubi e flor Violeta. Faleceu em 2 de maio de 1519, Castelo de Cloux, Amboise, França com 67 anos e 17 dias de idade. É considerado o maior nome do Renascimento, ao lado de Michelangelo.

Por volta de 1466 torna-se aprendiz do pintor e escultor florentino Andre a del Verrocchio.

Entre 1482 e 1499 vive em Milão, onde pinta o afresco A Última Ceia (1495-1497) e faz um projeto urbanístico para a cidade, com rede de canais e sistemas de esgoto e abastecimento de água. Nesse período, estuda perspectiva, ótica, proporções e anatomia.

Nos estudos científicos antecipa muitas descobertas e invenções modernas, como o helicóptero e o pára-quedas.

De volta a Florença, pinta Mona Lisa (1503-1506), sua obra mais famosa.

Entre 1513 e 1517, vive em Roma, envolve-se em intrigas do Vaticano e decide juntar-se à corte do rei francês Francisco I.

Em Tratado da Pintura, Leonardo defende a supremacia da pintura sobre todas as outras artes, por ser a única indispensável à exploração científica da natureza.

Sua arte influencia toda a história da pintura que se segue: supera o pensamento medieval, dominado pelos valores religiosos, e coloca o homem no centro da criação.

Diversos Amores

Muito se fala em amor e de como ele deve ser, muito se fala em sentimento e de como sentimos saudade, solidão ou paixão, muito se fala em sonhos e decepções, mas muito pouco se fala do que realmente interessa. O que é um homem para uma mulher e uma mulher para um homem?

Quando o amor acontece dentro da gente (podem até falar bem ou mal do amor, mas ele não escolhe credo, raça, condição social, idade ou qualquer outra coisa, o amor pode até às vezes ser cruel, porém ele é justo) muita coisa muda, aquilo que pensávamos ser inconcebível ou que nunca faríamos muitas vezes acabamos aceitando e fazendo, aprendemos que a nossa verdade não é mesma verdade do outro (e nem precisava ser), aprendemos a dividir desde um doce sorvete até as nossas mais amargas dores, a provocar sorrisos e a enxugar lágrimas, quando o mar estiver agitado e estivermos no meio de uma tempestade a única certeza que temos será que nos braços do nosso amor é que vamos nos sentir seguros.

Um homem para uma mulher e uma mulher para um homem são o complemento sentimental um do outro, enquanto ela chora ele enxuga as lágrimas e põem de volta um sorriso nos lábios dela, andar de mãos dadas é andar na mesma velocidade, é ajustar os ritmos, num encontro marcado enquanto ela espera ele corre para chegar a tempo.

Já perdi as contas de quantas vezes gostei de alguém, de quantas vezes até mesmo me apaixonei pela mesma pessoa, já perdi as contas de quantas vezes me decepcionei com esses amores, mas os meus sentimentos de carinho por elas sempre foram muito maiores,o amor vem do fundo da minha alma e não da superfície do meu pensamento, já não luto mais contra ele, se o meu olhar brilha, é porque parte desse brilho é pelo meu amor, se eu estou sorrindo nesse momento, é porque parte desse sorriso também é graças ao meu amor e se chorar no próximo segundo, as lágrimas não serão só minhas, serão também pelo meu amor.

O complemento sentimental é algo que experimentamos algumas vezes na vida (e como é inesquecível), sabe quando mesmo com a luz apagada é como se ela ainda estivesse acesa (visão e tato se misturam numa coisa só), mesmo lendo o que foi escrito pelas mãos é como se pudéssemos estar ouvindo a voz da pessoa, temos a nítida impressão que aquela moça ou moço que caminha a nossa frente é o nosso amor (por trás o cabelo é igual, pelas costas parece ser quem pensamos) e essa dúvida só é desfeita quando vemos que o rosto não é o mesmo, damos um sorriso, estamos sempre querendo que ele(a) esteja por perto.

Homem e mulher foram feitos um para o outro e se complementam em todos os sentidos e sentimentos, enquanto o homem tem a força à mulher tem a delicadeza, o homem pode até ir mais longe, mas a mulher enxerga mais adiante mesmo quando está mais atrás, lado a lado , ombro a ombro e lábios nos lábios, ele não é nada sem ela e ela será muito mais com ele.

As Duas Caixas

Tenho em minhas mãos duas caixas que Deus me deu para guardar.

Ele disse:

-- Coloque todas as suas tristezas na preta e todas as suas alegrias na dourada.

Eu entendi suas palavras e, nas duas caixas, tanto minhas alegrias quantominhas tristezas guardei.

Mas, embora a dourada ficasse cada dia mais pesada, a preta continuava tão leve quanto antes.

Curioso, abri a preta.

Eu queria descobrir o porquê, e vi na base da caixa um buraco pelo qual minhas tristezas saiam.

Mostrei o buraco a Deus e pensei alto:

"gostaria de saber onde minhas tristezas podem estar..."

Ele sorriu gentilmente para mim e disse:

-- Meu filho, elas estão aqui comigo!

Perguntei:

-- Deus, por que me deu as caixas? Por que a dourada inteira e a preta com o buraco?

-- Meu filho, a dourada é para você contar suas bênçãos... E a preta é para você deixar ir embora suas mágoas e tristezas...

Lembre-se sempre de guardar seus momentos mais felizes e deixar ir embora as tristezas!

Educação

O colunista, Sydney Harris, acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.

Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:

— Ele sempre te trata com tanta grosseria?

— Sim, infelizmente é sempre assim.

— E você é sempre tão atencioso e amável com ele?

— Sim, sou.

— Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?

— Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos ´próprios donos´. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam, e sim nós que transformamos os ambientes.

NINGUÉM PODE ESTRAGAR O SEU DIA, A MENOS QUE VOCÊ PERMITA!

Elegância

Mary Cincinnati

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.

É elegante a gentileza...

Atitudes gentis, falam mais que mil imagens...

Abrir a porta para alguém... é muito elegante.

Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.

Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...

Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras".

Educação enferruja por falta de uso.

E, detalhe: não é frescura!

É loucura

  Odiar todas as rosas
  Porque uma te espetou...
  
  Entregar todos os teus sonhos
  Porque um deles não se realizou
  
  Perder a fé em todas as orações
  Porque numa não foste atendido
  
  Desistir de todos os esforços
  Porque um deles fracassou
  
  Condenar todas as amizades
  Porque uma te traiu...
  
  Descrer de todo amor
  Porque um deles te foi infiel.
  
  Jogar fora todas as chances de ser feliz
  Porque uma tentativa não deu certo.
  
  Espero que na tua caminhada
  Não cometa estas loucuras
  Lembrando que sempre
  Há uma outra chance...
  Uma outra amizade
  Um outro amor
  Uma nova força
  É só ser perseverante e
  Procurar ser mais feliz a cada dia
  A glória não consiste em
  
  Jamais cair, mas sim de erguer-se toda vez que for necessário!

E-mail Urgente

Silvana Duboc

  Pare!
  Não me delete!
  Sou o e-mail mais urgente
  Que hoje você vai receber
  E só precisará de um minuto e meio para me ler.
  Não acelere o cursor
  Leia-me com calma por favor.
  Trago em mim registradas
  Algumas daquelas palavras
  Que você busca sem cessar
  E se tiver paciência e deixar
  Na sua caixa de entrada elas vão repousar.
  Não sou poesia nem piada
  Não sou tragédia nem provocação desaforada
  Não sou nenhum pedido, nem mensagem repassada
  Não vou travar seu computador
  Não sou um vírus avassalador.
  Eu vim aqui apenas para lhe falar de amor.
  Abra no seu Outlook uma pastinha
  Que seja só minha
  E nela vá depositando
  As tais palavras que eu estou lhe enviando.
  
  Paz e amizade
  Paciência e boa vontade
  Amor e lealdade
  Calma e dignidade
  Justiça e sinceridade
  Garra e honestidade
  Perseverança e humildade.
  
  Com certeza hoje eu fui
  O e-mail mais importante que você recebeu.
  Só peço a Deus que você tenha notado
  E que tenha entendido o meu recado.

Envelhecer e Crescer Saber Viver

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.

Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro.

Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim. Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser.

Ela disse:

— Hei, bonitão, meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?

Eu ri, e respondi entusiasticamente:

— É claro que pode!, e ela me deu um gigantesco apertão.

Não resisti e perguntei-lhe:

— Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade?, e ela respondeu brincalhona:

— Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar.

— Está brincando, eu disse.

Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:

— Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!

Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um milkshake de chocolate. Nos tornamos amigos instantaneamente.

Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo" compartilhar sua experiência e sabedoria comigo.

No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse. Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida!

No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Jamais esquecerei o que ela nos ensinou.

Ela foi apresentada e se aproximou do podium.

Quando ela começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas no chão. Frustrada e um pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse simplesmente:

— Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então me deixem apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei.

Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou:

— Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de jogar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir o sucesso. Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia. Segundo, você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam! Terceiro, há uma enorme diferença entre envelhecer e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos.

Qualquer um, mais cedo ou mais tarde ficará mais velho. Isso não exige talento nem habilidade, é uma conseqüência natural da vida. A idéia é crescer através das oportunidades. E por último, não tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As únicas pessoas que tem mêdo da morte são aquelas que tem remorsos.

Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "A Rosa". Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária.

O fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás.

Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu sono.

Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente será, se realmente desejar.

Lembre-se: "envelhecer é inevitável, mas crescer é opcional!"

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Epíteto

  "Se te apresentam um alimento que desejas,
  Estende a mão e te serve;
  Se ele passar ao longe,
  Deixa-o ir embora;
  Se ainda não está ao teu alcance,
  Espera, que ele virá.
  Serve-te só do que queres.
  Se tiveres a coragem de fazer isso
  Com relação a filhos, a uma esposa,
  A um emprego, à riqueza,
  Vais compartilhar a festa
  Com os próprios deuses..."

Cultivando Amizades

Costuma-se dizer que ninguém pode escolher a família em que nasce. Mas é possível selecionar os amigos, que são como a extensão da vida. Aamizade, um dos sentimentos mais nobres que existem, nasce de forma espontânea, pura e vai se desenvolvendo até chegar à maturidade. Caracteriza-se por uma afinidade muito grande com alguém, baseada no amor, no carinho, na ternura, no respeito, na compreensão, na troca e na ajuda. É um sentimento muito sincero, que não depende da idade, de dinheiro e de posição social.

O amigo é um dom precioso. A própria Bíblia diz que "quem encontrou um amigo encontrou um tesouro". A amizade é um sentimento limpo, verdadeiro e profundo. Instiga a pessoa ao apoio e ao incentivo, quando as coisas estão bem. E à correção, com muito jeito e carinho, quando estão erradas. Amigo é aquele que está sempre presente, que adivinha o pensamento do outro, sem melindrá-lo; que é sincero e faz da amizade um ponto positivo na vida.

No relacionamento diário, entra-se em contato com muitas pessoas. Mas o amigo torna-se alguém diferente, especial e único. E visto com outros olhos - uma pessoa por quem a gente torce, vibra e sofre. Está presente nosbons e nos maus momentos; é amado e tratado com muita sinceridade. Além da afinidade, a amizade sólida baseia-se no convívio, na compreensão e na manifestação desses sentimentos profundos.. Por essa razão, é um processo. Não nasce pronta. A relação deve ser construída e trabalhada dia a dia, por ambas as partes, porque exige reciprocidade. E como cultivar uma planta que, se não for regada com freqüência, morre.

A amizade, quando não cultivada, desfalece, esfria e acaba.

Quem gosta de outra pessoa não deve ter orgulho. Quando se é amigo, relevam-se os defeitos e até o gênio difícil e a impaciência do outro.A compreensão é uma característica da amizade. Os sentimentos são livres e descontraídos, expressos sem cobranças. Numa grande amizade, as pessoas são fiéis. Ao amigo se fazem confidências, que, às vezes,não foram feitas a ninguém. Há uma entrega do que se é, pois nãohá traição nem mesquinharias. O amigo sempre está pronto para tudoe se pode contar com ele em qualquer momento ou situação de vida.

Mais que um irmão, o amigo é a oportunidade que Deus dá a cada um para encontrar sua metade. Com ele, a pessoa pode se revelar verdadeiramente: dizer não, sem medo de ferir; sim, sem medo de bajular; e as verdades, sem medo de ofender. Isso porque se acredita na amizade, por ela ser isenta de paixão. Num relacionamento assim, não existe inveja, orgulho, rancor ou grandes mágoas. A verdadeira amizade é eterna, como o amor.

Com o amigo, inexiste a censura e o medo de ser por ele conhecido a fundo. Nesse relacionamento, tudo vem à tona: as fraquezas, os limites, os defeitos, mas também as grandezas de alma e os aspectos positivos. Tudo é aceito, partilhado e vivenciado para o crescimento de ambos.

A amizade é uma ligação espiritual, que deixa a impressão de que sempre se conheceu o amigo. Isso ocorre porque ele preenche a outra metade dapessoa. Da mesma forma que se encontra o amor, encontra-se também o amigo. Trata-se de uma preferência de identificação, de carinho, de ternura e de vontades.

Atualmente, existem poucas pessoas que têm amigos e se fazem amigas. Há, também, as que vivem no seu próprio mundo, em que ninguém entra. Outras, por timidez, insegurança ou desconfiança, temem se arriscar, privando-se de uma das melhores coisas que Deus criou. Aqueles que são profundamente infelizes com certeza não conseguiram experimentar a alegria de uma verdadeira amizade. Não se abriram para o outro e morrerão sufocadospelo seu egoísmo.

A infelicidade existente no mundo resulta da incapacidade de as pessoas criarem vínculos de amizade e confiarem nas outras. Elas pensam só em si mesmas, revelando um egoísmo exacerbado. Não se dão ao trabalho de tentar construir uma amizade. Não se arriscam. Preferem ficar sozinhas. Háuma carência de sentimentos positivos relacionados às outras pessoas. Por que é tão difícil alguém encontrar o lado positivo do outro?

Quando os homens descobrirem o valor da amizade, a vida se tornará melhor, porque vale a pena sentir a felicidade de contar incondicionalmente com alguém.

Errar

Um homem esperto não comete todos os erros sozinho. Dá oportunidade a outros também.

Winston Churchill

A Escola dos Bichos

A importância de valorizar as diferenças foi registrada em uma fábula muito citada, chamada A Escola dos Bichos, do educador Dr.R.H. Reeves:

Era uma vez um grupo de animais que decidiu fazer algo de heróico para resolver os problemas de um "Novo Mundo", de modo que fundaram uma escola.

Adotaram um currículo de atividades que incluía corrida, alpinismo, natação e vôo.

Para tornar mais fácil a administração, todos os animais participaram de todos os cursos.

O pato era excelente em natação, na verdade melhor do que o professor, e conseguiu boas notas em vôo, mas não se deu bem em corrida.

Como ele era muito lento na corrida, precisou ficar após as aulas para praticar mais, inclusive abandonando a natação. E manteve este esquema até que seu pé de pato ficou muito machucado, e ele no máximo conseguia nadar um pouco, dentro da média. Como ele estava dentro da média, de acordo com o objetivo da escola, ninguém se importou com o problema, fora o próprio pato.

O coelho começou em primeiro lugar na aula de corrida, mas sofreu um colapso nervoso por causa das dificuldades com a natação.

O esquilo mostrou-se excelente em alpinismo, mas ficou frustrado com a aula de vôo, porque seu professor o obrigava a começar do chão, sem permitir a decolagem do alto das árvores. Também passou a sofrer de câimbras por excesso de esforço físico, e acabou tirando "C" em alpinismo e "D" em corrida.

A águia era um aluno problema, e teve de ser castigada severamente. Na aula de alpinismo ela ganhou de todos, mas insistia em atingir o alto com suas próprias técnicas.

No final do ano, uma cobra que conseguia nadar muito bem, e também sabia correr, praticar alpinismo e até voar um pouquinho tirou a média mais alta e foi considerada a melhor aluna.

Os cachorros-do-mato fugiram da escola e não pagaram as mensalidades, porque a direção se recusava a incluir cavar e farejar no currículo.

Eles mesmos ensinaram seus filhos a latir, e mais tarde uniram-se aos porcos e tatus para fundar uma escola particular.

Fonte: Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, de Stephen Covey

Espere um tempo

Autor desconhecido

  Não apresses a chuva,
  ela tem seu tempo de cair e saciar a sede da terra;
  
  Não apresses o pôr do Sol,
  ele tem seu tempo de anunciar o anoitecer até seu último raio de luz;
  
  Não apresses tua alegria,
  ela tem seu tempo para aprender com a tua tristeza;
  
  Não apresses teu silêncio,
  ele tem seu tempo de paz após o barulho cessar;
  
  Não apresses teu amor,
  ele tem seu tempo de semear mesmo nos solos mais áridos do teu coração;
  
  Não apresses tua raiva,
  ela tem seu tempo para diluir-se nas águas mansas da tua consciência;
  
  Não apresses o outro, pois ele tem seu
  tempo para florescer aos olhos do Criador;
  
  Não apresses a ti mesmo,
  pois precisas de tempo para sentir a tua própria evolução.
  
  Autor desconhecido
  
  Não apresses a chuva,
  ela tem seu tempo de cair e saciar a sede da terra;
  
  Não apresses o pôr do Sol,
  ele tem seu tempo de anunciar o anoitecer até seu último raio de luz;
  
  Não apresses tua alegria,
  ela tem seu tempo para aprender com a tua tristeza;
  
  Não apresses teu silêncio,
  ele tem seu tempo de paz após o barulho cessar;
  
  Não apresses teu amor,
  ele tem seu tempo de semear mesmo nos solos mais áridos do teu coração;
  
  Não apresses tua raiva,
  ela tem seu tempo para diluir-se nas águas mansas da tua consciência;
  
  Não apresses o outro, pois ele tem seu
  tempo para florescer aos olhos do Criador;
  
  Não apresses a ti mesmo,
  pois precisas de tempo para sentir a tua própria evolução.

eu estou estressado?

Manter seu estresse interior em segredo não é fácil. Pessoas estressadas fazem uma série de coisas inacreditavelmente inoportunas com seus corpos. A especialista de comunicação em negócios, Barbara Pachter, aponta que aquilo que você não diz é o que diz mais sobre você. Ela listou em seu livro /O Poder dos Confrontos Positivos/ as dez principais dicas não verbais que dizem "eu estou estressado":

1. Apontar o dedo para os outros

2. Evidenciar a língua/lamber os lábios quando estiver falando

3. Apertar as mãos

4. Balançar

5. Utilizar expressões faciais inflexíveis

ó. Utilizar movimentos muito amplos ou não utilizar gestos de nenhuma maneira /mãos na cintura

7. Esmurrar a palma da mão

8. Balançar o pé quando está sentado

9. Olhar para o chão quando está falando

10. Brincar com moedas no bolso

Verifique esses comportamentos na sua próxima reunião de funcionários e veja se você pode reconhecer quem está estressado. Esperemos que não seja você.

Estratégia

Dizem que certa vez, estava um cego sentado no passeio, com um boné em seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por Favor Ajudem-me, Sou Cego".

Um criador de publicidade que passava por ele, parou e observou umas poucas moedas no boné. Sem lhe pedir permissão, pegou o cartaz, deu volta, pegou um giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira sobre os pés do cego e se foi.

Pela tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmolas, e seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu seus passos e lhe perguntou se tinha sido ele que escreveu seu cartaz e sobretudo, o que ele tinha escrito. O publicitário lhe respondeu:

— Nada que não esteja certo com seu anúncio, mas com outras palavras. Sorriu e seguiu seu caminho.

O novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera, e não Posso Vê-la!"

Mudemos de estratégia quando as coisas não nos saem bem, e veremos que o resultado poderá ser diferente.

Coisas que Aprendi

Eu aprendi:

Que não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto;

Que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e jamais conseguirei convencê-las que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.

Eu aprendi:

Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da minha vida;

Que por mais que você corte o pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos de nosso caminho.

Eu aprendi:

Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência;

Que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei;

Que eu preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou de ser controlado por eles.

Eu aprendi:

Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem;

Que perdoar exige muita prática; condenar é mais fácil ! Que há muita gente que gosta de mim, mas que não conseguem expressar isso.

Eu aprendi:

Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar a minha vida.

Que eu posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel;

Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis. Será uma tragédia para o mundo se eu conseguir convencê-la disso.

Eu aprendi:

Que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso;

Que não é bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro;

Que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi:

Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que fiz quando adulto.

Que numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver.

Que , quando duas pessoas discutem não significa que elas se odeiem. E quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Eu aprendi:

Que por mais eu queira proteger meus filhos, eles vão se machucar e eu também serei machucado, isso faz parte da vida;

Que minha existência pode mudar para sempre em poucas horas, por causa de gente que nunca vi antes;

Que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Eu aprendi:

Que a palavra amor perde o sentido, quando usada sem critério;

Que certas pessoas vão embora de qualquer maneira; quer você queira ou não;

Que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir pessoas,e saber lutar pelas coisas que acredita.

Eu não gostava do papa João Paulo II

Arnaldo Jabor

Escrevo enquanto vejo a morte do papa na TV. E me espanto com a imensa emoção mundial. Espanto-me também comigo mesmo: "Como eu estou sozinho!" - pensei.

Percebi que tinha de saber mais sobre mim, eu, sozinho, sem fé nenhuma, no meio deste oceano de pessoas rezando no Ocidente e Oriente. Meu pai, engenheiro e militar, me passou dois ensinamentos: ele era ateu e torcia pelo América Futebol Clube. Claro que segui seus passos. Fui América até os 12 anos, quando "virei casaca" para o Flamengo (mas até hoje tenho saudade da camisa vermelha, garibaldina, do time de João Cabral e Lamartine Babo), e parei de acreditar em Deus.

Sei que "de mortuis nihil nisi bonum" ("não se fala mal de morto"), mas devo confessar que nunca gostei desse papa. Por quê? Não sei. É que sempre achei, nos meus traumas juvenis, que papa era uma coisa meio inútil, pois só dava opiniões genéricas sobre a insânia do mundo, condenando a "maldade" e pedindo uma "paz" impossível, no meio da sujeira política.

Quando João Paulo entrou, eu era jovem e implicava com tudo. Eu achava vigarice aquele negócio de fingir que ele falava todas as línguas. Que papo era esse do papa? Lendo frases escritas em partituras fonéticas... Quando ele começou a beijar o chão dos países visitados, impliquei mais ainda. Que demagogia! - reinando na corte do Vaticano e bancando o humilde...

Um dia, o papa foi alvejado no meio da Praça de São Pedro, por aquele maluco islâmico, prenúncio dos tempos atuais. Eu tenho a teoria de que aquele tiro, aquela bala terrorista despertou-o para a realidade do mundo. E o papa sentiu no corpo a desgraça política do tempo. Acho que a bala mudou o papa. Mas, fiquei irritadíssimo quando ele, depois de curado, foi à prisão "perdoar" o cara que quis matá-lo. Não gostei de sua "infinita bondade" com um canalha boçal. Achei falso seu perdão que, na verdade, humilhava o terrorista babaca, como uma vingança doce.

E fui por aí, observando esse papa sem muita atenção. É tão fácil desprezar alguém, ideologicamente... Quando vi que ele era "reacionário" em questões como camisinha, pílula e contra os arroubos da Igreja da Libertação, aí não pensei mais nele... Tive apenas uma admiração passageira por sua adesão ao Solidariedade do Walesa, mas, como bom "materialista", desvalorizei o movimento polonês como "idealista", com um Walesa meio "pelego". E o tempo passou.

Depois da euforia inicial dos anos 90, vi que aquela esperança de entendimento político no mundo, capitaneado pelo Gorbachev, fracassaria. Entendi isso quando vi o papai Bush falando no Kremlin, humilhando o Gorba, considerando-se "vitorioso", prenunciando as nuvens negras de hoje com seu filhinho no poder. Senti que o sonho de entendimento socialismo-capitalismo ia ser apenas o triunfo triste dos neoconservadores. O mundo foi piorando e o papa viajando, beijando pés, cantando com Roberto Carlos no Rio. Uma vez, ele declarou: "A Igreja Católica não é uma democracia." Fiquei horrorizado naquela época liberalizante e não liguei mais para o papa "de direita".

Depois, o papa ficou doente, há dez anos. E eu olhava cruelmente seus tremores, sua corcova crescente e, sem compaixão nenhuma, pensava que o pontífice não queria "largar o osso" e ria, como um anti-Cristo.

Até que, nos últimos dias, João Paulo II chegou à janela do Vaticano, tentou falar... e num esgar dolorido, trágico, foi fotografado em close, com a boca aberta, desesperado.

Essa foto é um marco, um símbolo forte, quase como as torres caindo em NY. Parece um prenúncio do Juízo Final, um rosto do Apocalipse, a cara de nossa época. É aterrorizante ver o desespero do homem de Deus, do Infalível, do embaixador de Cristo. Naquele momento, Deus virou homem. E, subitamente, entendi alguma coisa maior que sempre me escapara: aquele rosto retorcido era o choro de uma criança, um rosto infantil em prantos! O papa tinha voltado ao seu nascimento e sua vida se fechava. Ali estava o menino pobre, ex-ator, ex-operário, ali estavam as vítimas da guerra, os atacados pelo terror, ali estava sua imensa solidão igual à nossa. Então, ele morreu. E ontem, vendo os milhões chorando pelo mundo, vendo a praça cheia, entendi de repente sua obra, sua imensa importância. Vendo a cobertura da Globo, montando sua vida inteira, seus milhões de quilômetros viajados, da África às favelas do Nordeste, entendi o papa. Emocionado, senti minha intensíss ima solidão de ateu. Eu estava fora daquelas multidões imensas, eu não tinha nem a velha ideologia esfacelada, nem uma religião para crer, eu era um filho abandonado do racionalismo francês, eu era um órfão de pai e mãe. Aí, quem tremeu fui eu, com olhos cheios d'água. E vi que Karol Wojtyla, tachado superficialmente de "conservador", tinha sido muito mais que isso. Ele tinha batido em dois cravos: satisfez a reacionaríssima Cúria Romana implacável e cortesã e, além disso, botou o pé no mundo, fazendo o que italiano nenhum faria: rezar missa para negões na África e no Nordeste, levando seu corpo vivo como símbolo de uma espiritualidade perdida. O conjunto de sua obra foi muito além de ser contra ou a favor da camisinha. Papa não é para ficar discutindo questões episódicas. É muito mais que isso. Visitou o Chile de Pinochet e o Iraque de Saddam e, ao contrário de ser uma "adesão alienada", foi uma crítica muito mais alta, mostrando-se acima de sórdidas políticas seculares, levando consigo o Espírito, a idéia de Transcendência acima do mercantilismo e de ditaduras. E foi tão "moderno" que usou a "mídia" sim, muito bem, como Madonna ou Pelé.

E nisso, criticou a Cúria por tabela, pois nenhum cardeal sairia do conforto dos palácios para beijar pé de mendigo na América Latina. João Paulo cumpriu seu destino de filósofo acima do mundo, que tanto precisa de grandeza e solidariedade.

Sou ateu, sozinho, condenado a não ter fé, mas vi que se há alguma coisa de que precisamos hoje é de uma nova ética, de um pensamento transcendental, de uma espiritualidade perdida. João Paulo na verdade deu um show de bola.

Terça-feira, 5 de abril de 2005 Fonte: http://txt.estado.com.br/colunistas/jabor.html

Eu posso fazer mais que isso!

A mãe de 26 anos parou ao lado do leito de seu filhinho, que estava morrendo de leucemia. Embora o coração dela estive pleno de tristeza e angústia, ela também tinha um forte sentimento de determinação. Como qualquer outra mãe, ela gostaria que seu filho crescesse e realizasse seus sonhos. Agora, isso não seria mais possível, por causa da leucemia terminal.

Mas, mesmo assim, ela ainda queria que o sonho de seu filho se transformasse realidade. Ela tomou a mão de seu filho e perguntou:

"Billy, você alguma vez já pensou o que você gostaria de ser quando crescer? Você já sonhou o que gostaria de fazer com sua vida?".

"Mamãe, eu sempre quis ser um bombeiro quando eu crescer."

A mãe sorriu e disse:

"Vamos ver se podemos transformar esse sonho em realidade."

Mais tarde, naquele mesmo dia, ela foi ao corpo de bombeiros local, na cidade de Phoenix, Arizona, onde se encontrou com um bombeiro de enorme coração, chamado Bob.

Ela explicou a situação de seu filho, seu último desejo e perguntou se seria possível dar ao seu filhinho de seis anos uma volta no carro dos bombeiros em torno do quarteirão.

O bombeiro Bob disse "Veja, NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO! Se você estiver com seu filho pronto às sete horas da manhã, na próxima quarta-feira, nós o faremos um bombeiro honorário por todo o dia. Ele poderá vir para o quartel, comer conosco, sair para atender as chamadas de incêndio!".

"E se você nos der as medidas dele, nós conseguiremos um uniforme verdadeiro para ele, com chapeú, com o emblema de nosso batalhão, um casaco amarelo igual ao que vestimos e botas também. Eles são todos confeccionados aqui mesmo na cidade e conseguiremos eles rapidamente".

Três dias depois, o bombeiro Bob pegou o garoto Billy, vestiu-o em seu uniforme de bombeiro e escoltou-o do leito do hospital até o caminhão dos bombeiros. Billy ficou sentado na parte de trás do caminhão, e foi levado até o quartel central.

Ele estava no céu.

Ocorreram três chamados naquele dia na cidade de Phoenix e Billy acompanhou todos os três. Em cada chamada ele foi em um veículo diferente: no caminhão tanque, na van dos paramédicos e até no carro especial do chefe do corpo de bombeiros. Ele também foi filmado pelo programa de televisão local.

Tendo seu sonho realizado, todo o amor e atenção que foram dispensadas a ele acabaram por tocar Billy tão profundamente que ele viveu três meses mais que todos os médicos haviam previsto.

Uma noite, todas as suas funções vitais começaram a cair dramaticamente e a enfermeira-chefe, que acreditava no conceito de que ninguém deveria morrer sozinho, começou a chamar ao hospital toda a família.

Então, ela lembrou do dia que Billy tinha passado como um bombeiro, e ligou para o chefe e perguntou se seria possível enviar algum bombeiro para o hospital naquele momento de passagem, para ficar com Billy.

O chefe dos bombeiros respondeu:

"NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO! Nós estaremos aí em cinco minutos. E faça-me um favor? Quando você ouvir as sirenes e ver as luzes de nossos carros, avise no sistema de som que não se trata de um incêndio. É apenas o corpo de bombeiros vindo visitar, mais uma vez, um de seus mais distintos integrantes. E você poderia abrir a janela do quarto dele? Obrigado!".

Cinco minutos depois, uma van e um caminhão com escada Magirus chegaram no hospital, extenderam a escada até o andar onde estava Billy e 16 bombeiros subiram pela escada até o quarto de Billy. Com a permissão da mãe, eles o abraçaram e seguraram e falaram para ele o quanto eles o amavam.

Com um sopro final, Billy olhou para o chefe e perguntou "Chefe, eu sou mesmo um bombeiro?"

"Billy, você é um dos melhores", disse o chefe.

Com estas palavras, Billy sorriu e fechou seus olhos pela última vez.

E você, diante do pedido de seus amigos, filhos e parentes, tem respondido

"EU POSSO FAZER MAIS QUE ISSO!" Reflita se sua vida tem sido em serviço ao próximo, e tome uma decisão hoje mesmo.

Questão teológica sobre a existência do mal

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:

-- Deus fez tudo que existe?

Um estudante respondeu corajosamente:

-- Sim, fez!

-- Deus fez tudo mesmo?

-- Sim professor! - respondeu o jovem.

O professor replicou:

-- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.

O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado, mais uma vez, que a Fé era um mito. Outro estudante levantou sua mão e disse:

-- Posso lhe fazer uma pergunta professor?

-- Sem dúvida - respondeu-lhe o professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:

-- Professor, o frio existe?

-- Mas que pergunta é essa? Claro que existe. Você por um acaso nunca sentiu frio?

O rapaz respondeu:

-- Na verdade professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando falta o calor. E a escuridão, existe? - continuou o estudante.

O professor respondeu:

-- Mas é claro que sim.

O estudante replicou:

-- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado lugar do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente neste local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente o jovem perguntou ao professor:

-- Diga, professor, o mal existe?

Ele respondeu:

-- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes, violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.

Então o estudante respondeu:

-- O mal não existe professor ou, ao menos, não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz!!!

MUITO OBRIGADO!

Faça como os passarinhos

  Faça como os passarinhos. Comece o dia cantando.
  A música é o alimento para o espírito.
  Cante qualquer coisa, cante desafinado, mas cante!
  Cantar dilata os pulmões e abre a alma para tudo de bom que a vida tem
  por oferecer.
  Se insistir em não cantar, ao menos ouça muita música e deixe-se
  absorver por ela.
  Ria da vida.
  Ria dos problemas.
  Ria de você mesmo.
  Ria das coisas boas que lhe acontecem.
  Ria das besteiras que fez.
  Ria abertamente para que todos possam se contagiar com a sua alegria.
  Não se deixe abater pelos problemas. Se você se convencer de que está
  bem,
  vai acabar acreditando e se sentindo bem. O bom
  humor, assim como o mau humor, é contagiante. Qual deles você escolhe?
  Leia coisas positivas. Leia bons livros, poesias,
  pois a poesia é a arte de aceitar a alma. Pratique algum esporte.
  O peso da cabeça é muito grande e ter que ser contrabalançado com alg=
  uma
  coisa.
  Você certamente vai se sentir bem disposta, mais animada e mais jovem.
  Encare suas obrigações com satisfação. É maravilhoso quando se go=
  sta do
  que faz.
  Ponha amor em tudo o que estiver ao seu alcance.
  Quando for fazer alguma coisa, mergulhe de cabeça.
  Não viva emoções mornas, próprias de pessoas mornas.
  Não deixe as oportunidades que a vida oferece. Elas não voltam.
  Nenhuma barreira é intransponível se você estiver disposto a lutar.
  Não deixe que os problemas acumulem.
  Resolva-os logo!
  Fale.
  Converse.
  Escute.
  Brigue.
  O que mata é o silêncio e o rancor.
  Exteriorize tudo, deixe que as pessoas saibam que você as estima,
  as ama, precisa delas, principalmente em família.
  Amar não é vergonha.

Mensagem extraída de um texto escrito por Benjamin Franklin

Inveja, rancor, ciúme, ódio

Certo dia, um professor atento ao comportamento dos seus alunos observou que poderia ajudá-los a resolver alguns problemas de cunho íntimo, e propôs uma atividade.

Pediu a todos que levassem uma sacola e algumas pedras, de vários tamanhos e formas para a próxima aula.

No dia seguinte, orientou que cada um escolhesse uma pedra e escrevesse nela o nome de cada pessoa de quem sentiam mágoa, inveja, rancor, ou ciúme. A pedra deveria ser escolhida conforme o tamanho do sentimento.

Depois que todos haviam terminado a tarefa, o professor pediu que colocassem as pedras na sacola e a carregassem junto ao corpo para todos os lugares onde fossem, dia e noite.

Se alguma pessoa viesse a lhes causar sofrimento ainda intenso, eles poderiam substituir a pedra por uma maior. E se uma nova pessoa os magoasse, deveriam escolher uma nova pedra, escrever o nome dela e colocar na sacola.

E quem resolvesse o problema com algumas das pessoas cujos nomes haviam escrito nas pedras, poderiam retirar a pedra e lançá-la fora.

Assim foi feito. Algumas sacolas ficaram cheias e pesadas, mas ninguém reclamou.

Naturalmente, com o passar dos dias, o conteúdo das sacolas aumentou em vez de diminuir.

O incômodo de carregar aquele peso se tornava cada vez mais evidente.

Com o passar dos dias os alunos começaram a mostrar descontentamento. Afinal de contas, estavam sendo privados de muitos movimentos, pois as pedras pesavam, e alguns ferimentos surgiram, provocados pelas saliências de algumas pedras.

Para não esquecer a sacola em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.

Passado algum tempo, os alunos pediram uma reunião com o professor e falaram que não dava mais para continuar a experiência, pois estavam cansados de carregar aquele peso morto, e alguns ferimentos incomodavam.

O professor, que já aguardava pelo momento, falou-lhes com sabedoria: essa experiência foi criada para lhes mostrar o tamanho do peso espiritual que a mágoa, a inveja, o rancor ou o ciúme, ocasionam.

Quem mantém esses sentimentos no coração, perde precioso tempo na vida, deixa de prestar atenção em fatos importantes, além de provocar enfermidades como conseqüência.

Esse é o preço que se paga todos os dias para manter a dor e os sentimentos negativos que desejamos guardar conosco.

Agora a escolha é sua. Vocês têm duas opções: jogam fora as pedras ou continuam a mantê-las diariamente, desperdiçando forças para carregá-las.

Se vocês optarem pela paz íntima terão que se livrar desses sentimentos negativos.

Um a um, os alunos foram se desfazendo das pesadas sacolas, e todos foram unânimes em admitir que estavam se sentindo mais leves, em todos os sentidos.

A proposta era de deixar com as pedras os ressentimentos que cada uma delas representava. E isso dava a cada um a sensação de alívio.

Por fim todos se abraçaram e confessaram que naquele gesto simples descobriram que não vale a pena perder tempo e saúde carregando um fardo inútil e prejudicial.

Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.

Felicidade é sorrir para a vida.

Frederico Pereira

  Felicidade é sorrir para a vida.
  É permitir-se um momento de puro êxtase.
  Por pequenas coisas que nos acontecem, E que às vezes não percebemos.
  Estão sempre a nossa volta:
  Um olhar que nos descobre,
  O aperto de mão caloroso de um amigo,
  O sorriso do estranho que agradece a nossa atenção,
  Um lindo pôr-do-sol,
  A chuva caindo no telhado,
  Um pássaro,
  Uma flor...
  Como é bom parar de vez em quando E notar o que se passa pertinho da gente...
  E então sorrir, destes momentos, e ser feliz!

Felizes para Sempre

-- Vó?

-- Oi?

-- O que acontece depois do "Felizes para Sempre?" A avó até se ajeitou na cadeira. Já sabia o que acontecia quando aquelas perguntas começavam.

-- Como é que você falou, meu bem?

-- O que acontece depois do "Felizes para Sempre" das historinhas. A princesa encontra o príncipe e vivem felizes-para-sempre..., termina sempre assim... Por que eu não vejo ninguém ser feliz para sempre, então?

Ai, ai, ai, pensou a avó.

-- Sabe, minha querida, tem uma tribo antiga de índios, lá no Novo México, que não acredita na passagem do tempo.

Fez menção de perguntar o que aquilo tinha a ver com a sua pergunta, mas a avó colocou a mão na sua boca, como se dissesse, espera.

-- Esses índios acreditam que existem apenas dois mundos: O mundo das coisas visíveis, e o mundo das coisas invisíveis.

-- No mundo das coisas visíveis, encontramos o que construímos: a casa, o carro, esse tricô aqui que você sempre interrompe...

-- E no mundo das coisas invisíveis?

-- No mundo das coisas invisíveis, encontramos tudo o que não transformamos em realidade; os sonhos, as idéias, as dificuldades, tudo o que ainda está lá, para ser realizado, e que a gente sempre deixa para depois...,

-- Depois eu vou estudar, depois eu vou tentar, depois eu vou fazer meu sonho se tornar realidade... as pessoas sempre esperam pelo futuro, a época em que serão "felizes para sempre"...

-- E os índios?

-- Bem, eles são mais espertos e mais avançados do que nós... como eles não acreditam no tempo, então não acreditam também no futuro, e se não acreditam no futuro, não passam a vida inteira esperando por ele.

A menina acendeu aquele vasto sorriso, que usava sempre que as historinhas da vovó clareavam as suas dúvidas.

-- O que eles fazem então?

-- Acho que eles tratam de serem felizes todo dia.

-- Mas eles não tem coisas chatas para fazer?

-- Que coisas chatas?

-- Essas que a gente faz todo dia: arrumar a cama, fazer lição de casa,arrumar a casa, comer verduras...

-- Lógico que fazem.

-- Como é que podem ir para escola se não acreditam no futuro? Meu pai sempre fala que trabalha e fica mal humorado para que a família tenha "um futuro melhor" ... que temos que estudar para termos "um futuro melhor"...

-- E o futuro fica mesmo melhor?

-- Não sei, ele não chegou ainda... Riram gostosamente.

-- Sabe, querida, o que esses índios acham, é que a felicidade, o "felizes para sempre" só existe nessa passagem, das coisas irrealizadas para as coisas realizadas. Esse é um modelo mais bacana de felicidade: é como se a felicidade fosse um quebra-cabeças que a gente monta todo dia... só que é um quebra-cabeças diferente.

-- Como ele é?

-- Ele é feito todo dia, com coisas que a gente consegue realizar... as peças são invisíveis, e a gente deve procurar por cada uma delas até encontrar. Aí a gente traz as coisas do mundo invisível para o mundo realizado. É como uma oficina. Uma Oficina de Felicidade.

Finalmente, a pergunta mais difícil:

-- Você é feliz, vovó?

Sorriu, suavemente.

-- Sou, minha querida.

-- Mesmo sendo sozinha?

-- Mas eu não sou sozinha. Eu tenho você, sua mãe, e uma porção de gente no meu coração, querida. Nunca estou sozinha.

-- Quando eu ficar velhinha, eu vou ser feliz, então?

-- Não, meu bem. Quando você ficar criança é que vai ser feliz.

-- Mas eu já sou criança.

-- Então, não se esqueça de ser criança quando você crescer, tá bom?

-- Combinado.

-- Então vai brincar de construir felicidade, vai...

Não precisou falar duas vezes. Saiu correndo brincar. E a avó continuou trançando, em seu tricô, a delicada trama da vida.

Fernando Pessoa

  Onde você vê um obstáculo,
  alguém vê o término da viagem
  e o outro vê uma chance de crescer.
  
  Onde você vê um motivo pra se irritar,
  Alguém vê a tragédia total
  E o outro vê uma prova para sua paciência.
  
  Onde você vê a morte,
  Alguém vê o fim
  E o outro vê o começo de uma nova etapa...
  Onde você vê a fortuna,
  Alguém vê a riqueza material
  E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.
  
  Onde você vê a teimosia,
  Alguém vê a ignorância,
  Um outro compreende as limitações do companheiro,
  percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
  
  E que é inútil querer apressar o passo do outro,
  a não ser que ele deseje isso.
  Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.
  
  "Porque eu sou do tamanho do que vejo.
  E não do tamanho da minha altura."

Ferreiro

Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.

Uma bela tarde, um amigo que o visitara - e que se compadecia de sua situação difícil - comentou:

"É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado".

O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro:

"Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito?

Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente".

O ferreiro deu uma longa pausa, acendeu um cigarro e continuou:

"Às vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.

Mais uma pausa e o ferreiro concluiu: "Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: "Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser - mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas".

Filtro solar!

Nunca deixem de usar filtro solar. Se eu pudesse dar só uma dica sobre o Futuro seria esta: use filtro solar. Os benefícios a longo prazo do uso de Filtro solar estão provados e comprovados pela ciência. Já o resto de meus Conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência Errante. Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...

Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba Que "pré-ocupação" é tão eficaz quanto mascar chiclet e para tentar resolver Uma equação de álgebra. As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de Coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, que te pegam no ponto Fraco às 16h de uma terça-feira modorrenta.

Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.

Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros, não ature gente de coração Leviano. Use fio dental. Não perca tempo com inveja. Às vezes, se está por Cima; às vezes, por baixo... A peleja é longa e, no fim, é só você contra Você mesmo.

Estique-se, não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As Pessoas mais interessantes que conheço não sabiam aos 22 o que queriam Fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda Não sabem.

Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos: você vai sentir falta Deles. Faça o que fizer, não se auto-congratule demais e nem seja severo Demais com você. As suas escolhas têm sempre metade das chances de dar Certo. É assim com todo mundo.

Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder mesmo. Não tenha Medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o mais Incrível instrumento que você jamais vai possuir. Dance... Mesmo que não Tenha onde, além de seu próprio quarto.

Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando estarão indo Embora, de vez. Seja legal com os seus irmãos. Eles são a melhor ponte com O seu passado e, possivelmente, quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.

Entenda que amigos vão e vêm. Mas nunca abra mão de uns poucos e bons.

Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e destinos de Vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das Pessoas que conheceu quando jovem. Viaje. Aceite certas verdades Inescapáveis: os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também Vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era Jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças Respeitavam os mais velhos.

Respeite os mais velhos e não espere que ninguém segure a sua barra. Talvez Você arrume uma boa aposentadoria privada, talvez case com um bom partido, Mas não esqueça que um dos dois pode, de repente, acabar. Não mexa demais Nos cabelos, senão quando você chegar aos 40, vai aparentar 85.

Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um Jeito de pescar o passado do lixo, de esfregá-lo, repintar as partes feias E reciclar tudo por mais do que vale.

Mas no filtro solar, acredite!

Flores para o Dia das Mães

Quando meu marido anunciou calmamente que, após onze anos de casamento, havia dado entrada em nosso divórcio e estava saindo de casa, meu primeiro pensamento foi para os meus filhos. O menino tinha apenas cinco anos e a menina, quatro. Será que eu conseguiria nos manter unidos e passar para eles um sentido de "família"? Será que eu, criando-os sozinha, conseguiria manter o nosso lar e ensinar-lhes a ética e os valores dos quais certamente precisariam para a vida? A única coisa que eu sabia era que precisava tentar.

Freqüentávamos a igreja todos os domingos. Durante a semana, eu arranjava tempo para rever os deveres de casa com eles e, freqüentemente, discutíamos a importância de fazermos as coisas certas. Isso me tomava tempo e energia quando eu tinha pouco de ambos para dar. Mas o pior era não saber se realmente estavam absorvendo tudo aquilo tudo.

Ao entrarmos na igreja no Dia das Mães, dois anos após o divórcio, notei carrocinhas cheias de vasos com os as mais lindas flores ladeando o altar. Durante o sermão, o pastor disse que, a seu ver, ser mãe era uma das tarefas mais difíceis da vida e que merecia não só reconhecimento como, também, recompensa. Assim, pediu que cada criança fosse até a frente da igreja para escolher uma linda flor e entrega-la à mãe como símbolo do quanto era amada e estimada.

De mãos dadas, meu filho e minha filha percorreram o corredor com as outras crianças. Juntos, refletiram sobre qual planta trazer para mim. Nó havíamos passado momentos muito difíceis e esse pequeno gesto de valorização era tudo que eu precisava.. Olhei aquelas lindas begônias, as margaridas douradas e os amores-perfeitos violetas e pus-me a planejar onde plantar o que quer que escolhessem para mim, pois certamente trariam uma linda flor como demonstração do seu amor.

Meus filhos levaram a tarefa muito a sério e olharam cada vaso. Muito depois de as outras crianças já terem retornado aos seus lugares e presenteado suas mães com uma linda flor, meus dois ainda escolhiam. Finalmente, com um grito de alegria, acharam algo bem no fundo. Com sorrisos exuberantes a iluminar seus rostos, avançaram satisfeitos pelo corredor até onde eu estava sentada e me presentearam com a planta que haviam escolhido como demonstração de seu apreço por mim pelo Dia das Mães.

Fiquei olhando estarrecida para aquele pequeno ser roto, murcho e doentio que meu filho estendia em minha direção. Aflita aceitei o vaso de suas mãos. Era óbvio que os dois haviam escolhido a menor planta, a mais doente de todas ¾ nem flor tinha. Olhando para rostinhos sorridentes, percebi o orgulho que sentiam daquela escolha e, sabendo o quanto haviam demorado para selecionar aquela planta em especial, sorri e aceitei a lembrança.

Mais tarde, no entanto, tive de perguntar ¾ de todas aquelas flores maravilhosas, o que os havia feito escolher justamente aquela para me dar?

Todo orgulhoso, meu filho declarou:

Forças Interiores

Que o teu caminhar seja firme e seguro, rumo ao futuro e ao que ele representa. Que não te percas olhando para trás e tropeçando sobre os teus próprios passos. Que ao vacilar durante o teu andar, possas te apoiar em teus próprios erros, transformá-los em conhecimento e que eles te incentivem e te motivem a seguir andando. Conhecer-te é o melhor caminho, tirar o melhor de suas possibilidades, alicerçar-se em teus conhecimentos, olhar-te e aceitar-te da maneira que és, saber que a ajuda chega a medida que nos esforçamos para tê-la.

Temos a nossa disposição, todos os meios que nos possibilitam um andar firme e seguro rumo a nós mesmos, rumo ao conhecimento, rumo a paz interior, basta que para isso, consigamos conhecer todas as nossas limitações e termos a coragem necessária para enfrentarmos todos os obstáculos e fazermos destes obstáculos, trampolins para uma visão maior que nos possibilitem olhar para dentro de nosso próprio interior, procurarmos nossos próprios caminhos e seguir por eles passo a passo, sem querermos ir além de nossa possibilidade, nossa potencialidade e com certeza elas se ampliarão.

Temos dentro de nós mesmos, todas as respostas e todos os meios para sobreviver, todos os meios para nos curarmos, todos os meios para sermos felizes, basta que direcionemos todos os nossos pensamentos, sadiamente, para objetivos nobres.

Ao trilharmos nosso caminho em direção ao auto-conhecimento, conheceremos toda nossa força ao nos despirmos da necessidade de sempre pedir e de nos apoiarmos na comodidade, conheceremos nossa capacidade de produzir.

A preguiça mental leva à falta de atos, leva a ociosidade que, por sua vez, leva os seres a postura cômoda de sempre esperar que os outros façam por ela o que ela própria tem capacidade de fazer.

Continue andando e que teus passos sejam firmes, seguros e que a força que te habita possa brotar do teu íntimo e que teus passos então se tornem livres.

Gansos

No Outono, quando se vê bandos de gansos voando rumo ao sul, formando um grande "V" no céu, indaga-se sobre o que a ciência já descobriu sobre o porquê de voarem desta forma?

Sabe-se que, quando cada ave bate as asas, move o ar para cima, ajudando a sustentar a ave imediatamente de trás. Ao voar em forma de "V", o bando se beneficia de pelo menos 71% a mais de força de vôo do que uma ave voando sozinha.

Pessoas que têm a mesma direção e sentido de comunidade podem atingir seus objetivos de forma mais rápida e fácil, pois viajam beneficiando-se de impulso mútuo.

Sempre que um ganso sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessários para continuar voando sozinho. Rapidamente, ele entra outra vez em formação para aproveitar o deslocamento de ar provocado pela ave que voa imediatamente à sua frente.

Se tivéssemos o mesmo sentido dos gansos, manter-nos-íamos em formação com os que lideram o caminho para onde também desejamos seguir.

Quando o ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro ganso assume a liderança.

Vale a pena nos revezarmos em tarefas difíceis, e isto serve tanto para as pessoas quanto para os gansos que voam rumo ao sul. Os gansos de trás gritam, encorajam os da frente para que mantenham a velocidade.

Finalmente, quando um ganso fica doente ou ferido por um tiro e cai, dois gansos saem da formação e o acompanham para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que consiga voar novamente, ou até que morra. Só então levantam vôo sozinhos ou em outra formação, a fim de alcançar seu bando.

Se tivéssemos o sentido dos gansos, também ficaríamos sempre ao lado do outro para cuidarmos dele.

Gente Chata

Gente chata essa que quer ser séria, profunda, visceral. Putz, coisa pentelha! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado do Schopenhauer? Deixe a urgência para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota. Ria dos próprios defeitos, tire sarro de suas inabilidades.

Ignore o que o boçal do seu chefe proferiu. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. E nada pessoal também. Pior o Michael Jackson! Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, objetivos claramente traçados, mas não consegue rir quando tropeça? Que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?

Quanto tempo faz que você não vai ao cinema, não joga videogame, maçã do amor no circo ou parque de diversões nem se fala. Também valem beijo no portão, amasso no carro, essas coisas. Sim, porque é bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E aí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Em suma: desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas a realidade já é dura; piora se for densa. Dura e densa, ruim. Brincar é legal.

Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não se descontrolar, não demonstrar o que sente, não chorar nem comer danoninho, não andar descalço. É muito não. Dá pra ser feliz com tanto não? Pagar as contas, ser bem-sucedido, amar, ter filhos, saber beber, levar a gata pra jantar e depois pro motel, resolver os seus pepinos e os abacaxis dos outros, dar atenção ao tio doente e lembrar do seguro do carro que vence amanhã - tarefa brava. Piora, muito, com o peso de todos aqueles nãos.

Tenha fé em uma coisa: dá certo ser adulto e idiota. Aliás, tudo fica bem mais fácil se for regado a idiotice, bom humor e muitas gargalhadas. Manuel Bandeira foi um grande homem e um grande poeta. Disse certa vez: "E por que essa condenação da piada, como se a vida fosse só feita de momentos graves ou só nesses houvesse teor poético?". Estava certo. E viva a abobrinha!!! Empine pipa!!! Adultos podem (e devem) contar piadas, ir ao fliperama, passear no parque, gostar dos Simpsons, beliscar a bunda da mulher, sair pelados pela cozinha e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, pra começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que são, passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou fingir um sorriso que acaba trazendo outros verdadeiros e de repente tudo está fluindo bem, a seu favor - então o sorriso se torna grande. A briga, a dívida, a dor, a mágoa, a dúvida, a raiva, tudinho vai passar, então pra que tanta gravidade? Já fez tudo o que podia para resolver o problema? Parou, chorou, respirou fundo, comeu chocolate e pediu arrêgo? Ótimo, hora da idiotice: entre na Internet, jogue pebolim, coma um churrasco grego, vá por um caminho diferente, cantarole no trnsito! Tá numa de empinar pipa no sábado? Vá. E suje a roupa na grama, por favor. Quer conversar com sua namorada imitando o Pato Donald, mas acha muito boçal? E é, mas e daí? Você realmente acha que ela vai gostar menos de você por isso? Ela não vai, tenha certeza. Só vai gostar mais, porque é delicioso estarmos com quem sorri e ri de si mesmo. E não se surpreenda se chegar em casa e a encontrar fantasiada de Margarida, só pra variar o clichê champagne-morangos-lingerie.

Eu fico chateado por não ser tão idiota quanto gostaria; tenho uma mania horrível de, sem querer, recair na seriedade. Então o mundo fica cinza e cada lágrima ganha o peso de uma bigorna. Nessas horas não preciso de cenhos franzidos de preocupação. Nessas horas tudo de que preciso é uma bela, grande e impagável idiotice. Aquelas besteiras que o colega ao lado sempre solta. Como sair pra jogar paintball - ou, melhor ainda, me olhar fixamente no espelho até notar como fico feio com os olhos vermelhos e o nariz escorrendo.

Como fico ridículo quando esqueço que tudo passa. E como meu sorriso é bonito! Bom mesmo é ter o problema na cabeça, o sorriso na boca e paz no coração!!!!. Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e, que tal batata frita com sorvete agora mesmo, no happy hour??? Tenha um dia perfeito, um final de semana maravilhoso, uma vida feliz e nunca deixe de ser criança!"

(Ailin Aleixo, colunista da revista Vip, onde este artigo foi originalmente publicado.)

Gentileza

Um rico resolve presentear um pobre por seu aniversário e ironicamente manda preparar uma bandeja cheia de lixo e sujeiras.

Na presença de todos, manda entregar o presente, que é recebido com alegria pelo aniversariante, que gentilmente agradece e pede que lhe aguarde um instante, pois gostaria de poder retribuir a gentileza".

Joga fora o lixo, lava e desinfeta a bandeja, enche-a de flores, e devolve-a com um cartão, onde está a frase:

"A gente dá o que tem de melhor .."

Ou seja:

Não perca sua serenidade. A raiva faz mal à saúde, o rancor estraga o fígado, a mágoa envenena o coração.

Domine suas reações emotivas. Seja dono de si mesmo. Não jogue lenha no fogo de seu aborrecimento. Esqueça e passe adiante, para não perder sua serenidade. Não perca sua calma. Pense, antes de falar, e não ceda à sua ipulsividade.

"Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra" - William Shakespeare

Os oceanos são feitos de gotas d'água...

Os oceanos são feitos de gotas d'água...

Para ser ouvido, fale,

Para ser compreendido, exponha claramente suas idéias sem jamais abrir mão daquelas que julga fundamentais apenas para que os outros o aceitem.

Acima de tudo, busque o prazer antes do sucesso, a auto-realização antes do dinheiro,

O fazer bem feito antes de pensar em obter qualquer recompensa.

Nenhum reconhecimento externo vai substituir a alegria de poder ser você mesmo.

Para poder recomeçar sempre, perdoe-se pelos fracassos e erros que cometer, aprenda com eles e, a partir deles, programe suas próximas ações.

Nunca se deixe iludir que será possível fazer tudo num dia só ou quando tiver todos os recursos: tal dia nunca virá.

Para se manter motivado, sonhe.

Para realizar, planeje, pensando grande e fazendo pequeno, um pouco a cada dia e todos os dias um pouco,

Porque são pequenas gotas d'água que fazem todo o grande oceano...

Gratifique-se

  Conclua um projeto que estava pendente há tempos.
  Surpreenda alguém dando um pouco mais do que era esperado.
  
  Aproveite o tempo para aprender algo novo.
  Ofereça sua companhia ou conforto a alguém que precise.
  
  Ensine o que você sabe a alguém.
  Procure entender um ponto-de-vista oposto ao seu.
  Elogie alguém com sinceridade.
  
  Saia para uma boa caminhada.
  Organize os papéis na sua mesa.
  Arrisque-se, apesar de seus medos.
  
  Diga obrigado a alguém.
  Preste atenção quando outros estiverem falando.
  Faça algo divertido, apenas pelo prazer de fazê-lo.
  
  Seja mais paciente consigo mesmo e com as pessoas ao seu redor.
  A vida é tão especial quanto você a faz.
  
  Gratifique-se hoje e veja quão brilhante você pode fazer o seu amanhã.

Um Presente para Você

Se eu pudesse deixar algum presente para você, deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que nos foi ensinado pelo tempo a fora.

Lembraria dos erros que foram cometidos, como sinais para que não mais repetissem.

A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho, além do trabalho, a ação.

E quando tudo mais faltasse, para você eu deixaria, se pudesse, um segredo. O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída...

A História do Burro

Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Depois de muito pensar, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Então chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço. O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês olhou para o fundo do poço e se surpreendeu. A cada pá de terra que caía sobre suas costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

A vida vai te jogar muita terra nas costas, principalmente, se você já estiver dentro de um poço. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante!

A história do lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

— Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

— Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

— Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca.

Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

Hoje, Amanhã e Sempre

Cleide Canton Garcia

  Se olhares para o tempo que se foi
  Com a convicção de ter aprendido,
  Com a serenidade do dever cumprido,
  Com o sorriso do amor doado,
  Com o prazer de ter sido amado,
  Sem mágoa pela dor sentida,
  Sem os queixumes da partida
  Sem o ranço da ignorância,
  Sem vestígios de intolerância,
  Verás:
  
  Que o dia de hoje é o mais ditoso,
  Que o teu viver é maravilhoso,
  Que o teu sonho hás de realizar,
  Que não perdes por esperar!
  
  Não permitas que teu coração
  Se esconda na desilusão.
  Não deixes que tua doçura
  Se corrompa na amargura.
  
  Confia naquilo que podes!
  Nunca te acomodes!
  Aceita o que não modificas!
  Invista no que edificas!
  
  Voa nas asas da tua liberdade!
  Pois não há maldade alguma
  Em ter bem vivido e sentir saudade!

Hoje é Tudo o que Temos

Um dos aspectos mais perturbadores da ansiedade é a preocupação com o futuro. Soren Kierkegaard disse: "Que é a ansiedade? O dia seguinte."

O capítulo ainda não escrito de nossa vida é que perturba a maioria de nós. Jesus nos oferece a solução: deixe que o amanhã cuide de si; viva hoje ao máximo. A mensagem de Cristo é que se vivermos hoje da maneira que ele sugere, o amanhã será mais glorioso do que jamais ousamos imaginar, pois o que fazemos hoje está inseparavelmente relacionado com o que acontecerá amanhã.

Podemos influenciar o futuro através de como lidamos com o que está acontecendo. Jesus diz que há oportunidade suficiente hoje para vermos o seu poder em operação contra o mal. Concentre-se nessa realidade e o amanhã será uma oportunidade de êxito. Uma vez que o nosso "amanhã" último, a vida eterna, esteja seguro, podemos viver sem reservas cada dia. A maioria de nós se preocupa tanto com o futuro que não desfruta o presente. Preocupamo-nos com o que virá e falhamos em experimentar o que É.

Prosseguimos em preparação como se um novo plano, relacionamento ou oportunidade tornará tudo diferente. É bom fazer planos, mas não a ponto de esquecer a voz de deus nos momentos mais difíceis da vida.

As sementes da colheita do amanhã são plantadas hoje. A maneira de as cultivarmos é que determinará o que colheremos. Não se esqueça de viver... hoje. Hoje é tudo o que temos. Não se esqueça de viver!

Homem-macaco

Eu estava de passagem pela Universidade de Fordhan, Nova York. Meu colega, Jesuíta americano, ao saber que eu gostava de escrever estorinhas leves para jovens, propôs um passeio a Long Island, onde veria alguma coisa sensacional, inesperada e até nunca sonhada por ninguém... Fez-me entrar no carro e saímos...

De fato, o que vi neste passeio é um caso único. Uma fábrica de sapatos projetada só para deficientes físicos. Todas as máquinas foram desenvolvidas pelo proprietário da empresa, Mister Henry Viscardi. Lá se viam máquinas acionadas só por um toco de braço, outras só pelos pés ou alguma perna atrofiada. Havia uma, a que mais me comoveu, manipulada pela boca de um operário tetraplégico!

Henry Viscardi, o dono e criador dessa maravilha de amor, era também deficiente físico. Nascera com as pernas atrofiadas do joelho para baixo e tinha apenas um esboço de pés.

Quando criança, andava com as mãos, segurando dois tocos de madeira, calçados com borracha de pneu. Esse seu modo de andar lhe valeu o apelido de "homem-macaco", dado pelos meninos da escola. Cada vez que o chamavam assim, ele saía, pulando com seus tocos de madeira, para ir chorar junto da professora.

Um dia, esta resolveu dar-lhe uma sacudidela moral, dizendo:

— Você pode pôr um fim a tudo isso se quiser! É um garoto muito inteligente e pode ser o primeiro da classe. Quando tal acontecer, todos irão respeitá-lo.

Foi dito e feito. Passou a enfrentar aquela situação (ver-se chamado de "homem- macaco") sem lágrimas nem agressividade. Mas, sobretudo, começou a caprichar nos estudos, em pouco tempo estava em primeiro lugar! Acabou-se a zombaria. Ele terminou o primário e o colegial. Entrou para a faculdade e formou-se em engenharia. Casou-se e teve quatro filhas! Abriu uma indústria de sapatos e, em poucos anos, acumulou uma imensa fortuna!

Um dia, no seu carrão milionário, adaptado por ele próprio para ser controlado inteiramente com as mãos, viu um deficiente físico arrastando-se pelas ruas de Nova York. Aquilo doeu-lhe e lhe sugeriu uma grande idéia. Começou a planejar máquinas especiais para deficientes. Foram meses e meses de trabalho, debruçado sobre as pranchetas. ..

E a fábrica saiu do papel.

Lá estava eu percorrendo seus pavilhões, saudado por dezenas e dezenas de sorrisos de deficientes... mas não havia deficiência alguma naqueles sorrisos, porque vinham de homens e mulheres muito felizes.

Henry Viscardi é um grande católico, mas sua fábrica, que leva o nome tão bem empregado de "Abilities" (Habilidade), tem emprego para toda s as religiões e todos se amam com o mesmo sorriso de felicidade! "Eu que conheci bem o sofrimento aprendi a socorrer os que sofrem.", diz Henry.

Há muitas pessoas sofredoras que, talvez, encontrassem paz e felicidade se procurassem ajudar alguém que sofre tanto ou mais do que elas. Esta é a lição maravilhosa, inesquecível, do milionário deficiente físico que, do alto dos seus milhões de dólares, debruçou-se sobre outros deficientes e os ajudou a encontrar o seu lugar na vida. A Lição do " Homem-macaco"!

Ilusões do amanhã

Autor: PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)

  Por que eu vivo procurando
  Um motivo de viver,
  Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
  
  Procuro em todas, mas todas não são você
  Eu quero apenas viver
  Se não for para mim que seja pra você
  
  Mas as vezes você parece me ignorar
  Sem nem ao menos me olhar
  Me machucando pra valer
  
  Atrás dos meus sonhos eu vou correr
  Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
  
  Se a vida dá presente pra cada um
  O meu, cadê?
  
  Será que esse mundo tem jeito?
  Esse mundo cheio de preconceito.
  
  Quando estou só, preso na minha solidão
  Juntando pedaços de mim que caíam ao chão
  Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou
  
  Talvez eu seja um tolo,
  Que acredita num sonho
  Na procura de te esquecer
  
  Eu fiz brotar a flor
  Para carregar junto ao peito
  E crer que esse mundo ainda tem jeito
  
  E como príncipe sonhador
  Sou um tolo que acredita ainda no amor.

Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado pela sociedade de excepcional. Mas como irão ver, excepcional é a sua sensibilidade. Ele tem 28 anos, com idade mental de 15.

É triste não ter amigos?

Voltaire

  É triste não ter amigos?
  Ainda mais triste é não ter inimigos,
  porque quem não tem inimigos,
  é sinal de que não tem nem talento que faça sombra,
  nem caráter que impressione,
  nem coragem para que o temam,
  nem honra contra qual murmurem,
  nem bens que lhe cobicem,
  nem coisa alguma que invejem.

Interrompendo as buscas

Martha Medeiros.

ASSISTINDO AO ÓTIMO "CLOSER - Perto demais" , me veio à lembrança um poema chamado " Salvação " , de Nei Duclós, que tem um verso bonito que diz: " Nenhuma pessoa é lugar de repouso " . Volta e meia este verso me persegue, e ele caiu como uma luva para a história que eu acompanhava dentro do cinema, em que quatro pessoas relacionam-se entre si e nunca se dão por satisfeitas, seguindo sempre em busca de algo que não sabem exatamente o que é. Não há interação com outros personagens ou com as questões banais da vida. É uma egotrip que não permite avanço, que não encontra uma saída - o que é irônico, pois o maior medo dos quatro é justamente a paralisia, precisam estar sempre em movimento. Eles certamente assinariam embaixo: nenhuma pessoa é lugar de repouso.

Apesar dos diálogos divertidos, é um filme triste. Seco. Uma mirada microscópica sobre o que o terceiro milênio tem a nos oferecer: um amplo leque de opções sexuais e descompromisso total com a eternidade - nada foi feito pra durar. Quem não estiver feliz, é só fazer a mala e bater a porta. Relações mais honestas, mais pr áticas e mais excitantes. Deveria parecer o paraíso, mas o fato é que saímos do cinema com um gosto amargo na boca.

Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas - sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir m ão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo " leve dois, pague um " , também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas.

Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Quando se está há muitos anos com a mesma pessoa, há grande chance de ela conhecer bem você, já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradi ções, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?

Longas relações conseguem atravessar a fronteira do estranhamento, um vira pátria do outro. Amizade com sexo também é um jeito legítimo de se relacionar, mesmo não sendo bem encarado pelos caçadores de emoções. Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma rela ção calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor.

Lenço Amarelo

Este é um texto de Moacir Simões, foi lido por Olga Bongiovanni no programa de 29 de março de 2001.

Era uma vez um jovem que se encontrava em um trem e mostrava-se muito ansioso, nervoso e caminhava de um lado para o outro.

Então um senhor que já a algum tempo o observava disse-lhe:

— Rapaz, por que estás tão inquieto?

O rapaz respondeu:

— Não adianta contar-lhe pois não podes me ajudar. E continuou ansioso, andando de um lado para o outro.

O senhor, mais uma vez tentou conversar com ele dizendo:

Meu rapaz, conte-me o que está te angustiando tanto. Talvez eu possa te ajudar.

Então o jovem falou:

— Há muito tempo atrás deixei meu pai, minha casa e fui morar longe. Tentar uma vida independente, mas, agora resolvi voltar e então escrevi, pedindo para meu pai receber-me de volta e avisei-lhe que estaria nesse trem. Se ele concordasse com minha volta, pedi que amarrasse um lenço amarelo em um galho bem alto da árvore que fica na frente da casa. Agora, o que está me angustiando é que estou chegando e tenho receio de que não tenha nenhum lenço, então saberei que ele não me perdoou e assim, seguirei em viagem.

O senhor, então lhe falou:

— Fique tranqüilo que eu ficarei na janela e olharei prá você.

Quando se aproximou do lugar onde o rapaz morava, o senhor colocou-se na janela.

Passando o trem, o rapaz perguntou:

— E então? Vês um lenço amarelo na árvore?

O homem respondeu:

— Não. Eu não vejo um lenço amarelo... Mas, muitos lenços amarelos... Um em cada galho da árvore!!!

Lençol Sujo

Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

— Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! - Está precisando= de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado.

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:

— Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:

— Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, Será que a outra vizinha ensinou??? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu:

— Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela! E assim é.

Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos. Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir; verifique seus próprios defeitos e limitações.

Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.

Só assim poderemos ter real noção do real valor de nossos amigos. Lave sua vidraça. Abra sua janela.

Lição de Vida : Perdoar ou pedir perdão?

Quem pede perdão mostra que ainda crê no amor.

Quem perdoa mostra que ainda existe amor para quem crê.

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais importante.

É sempre importante saber que:

Perdoar é o modo mais sublime de crescer.

E pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar...

autor desconhecido

Lição Viva

Era uma tarde de domingo ensolarada na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar mini-golf.

Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou:

— Quanto custa a entrada?

O bilheteiro respondeu prontamente:

— São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos.

— A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm?

Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete.

O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:

— O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares.

O pai, sem perturbar-se, disse:

— Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade.

Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e justo. Nesses dias de tanta corrupção e descaso para com o ser humano, vale a pena refletirmos sobre que exemplo temos sido para os outros.

Sejamos, assim, cartas vivas de lições nobres para serem lidas e copiadas pelos que convivem conosco.

Lições do Viver

Se a desilusão atingir sua alma, devastando seus sonhos e ofuscando novas possibilidades, pense na infinidade de caminhos que podem se abrir para você em apenas um dia, uma hora, um minuto.

Se a frustração acariciar friamente sua face, fazendo-te cair diante dos obstáculos, olhe para trás e veja o quanto você já caminhou e o quanto cresceu colhendo em cada trilha amigos sinceros, amores, experiências inesquecíveis.

Se as palavras de insulto e humilhação agredirem a sua integridade, lembre-se de que elas são frutos putrefatos da maldade e da inveja, vire-se e continue a caminhar sem dar ouvidos aos fracos de alma que as pronunciam:

Um dia eles entenderão porque são completamente sós.

Se a preocupação com os encargos do dia-a-dia tomar sua mente e enfraquecer o seu corpo, despertando o nervosismo e o estresse, olhe o horizonte e tente descobrir as saídas para os problemas ao invés de lamentar e achar que eles são piores do que realmente são.

Se o vazio e a insegurança invadirem o seu peito, suba em uma cadeira, abra os braços, feche os olhos e repita para si mesmo "eu posso voar." você é capaz de tudo desde que acredite em si mesmo.

Se a solidão sussurrar em seus ouvidos palavras melancólicas, não se esqueça de que em cada dia, em cada instante, você conhece pessoas novas e que uma delas, no futuro, será o grande amor da sua vida, aquela pessoa que te fará acreditar em noites iluminadas, que estará sempre ao seu lado e juntos vocês terão muito a aprender.

Se a tristeza insistir em te acompanhar, saiba enxergar a felicidade nas pequenas coisas da vida, numa conversa com os amigos, na brincadeira com o cachorro, ou no jogo de damas com seu avô.

Rotina é uma palavra que não existe, pois cada dia traz consigo pequenas surpresas e cada pequeno gesto guarda uma imensa felicidade.

E depois de tudo isso, olhe para si mesmo e veja o quão especial você é, imagine o quanto pode fazer pelo mundo e pelas pessoas, valorize as suas qualidades e tente corrigir seus defeitos (o que é realmente difícil) e saiba o quanto é privilegiado por poder caminhar, cair e aprender comos erros, por ser capaz de escrever uma história única, como nenhuma outra.

Livro da Vida

  As páginas da vida são Cheias de surpresas...
  Há capítulos de alegria, mas também de tristezas,
  Há mistérios e fantasias,sofrimentos e decepções...
  Por isso, não rasgue páginas e nem solte capítulos,
  Não se apresse a descobrir os mistérios.
  Não perca as esperanças, Pois muitos são os finais felizes.
  E nunca se esqueça do principal:
  NO LIVRO DA VIDA, O AUTOR É VOCÊ!

A lógica de Einstein

Albert Einstein

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.

De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim,quebrá-lo e libertar o amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:

-- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!

Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:

-- Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram:

-- Pode nos dizer como?

-- É simples: - respondeu o velho.

-- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

Luz na escuridão

Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai.

Tentando imitá-lo, tomou um instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo.

Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego.

Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava mais das cores. Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro.

Ia para a escola e todos se admiravam da sua memória. De verdade, ele não estava feliz com seus estudos. Queria ler livros. Escrever cartas, como os seus colegas. Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos. Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crianças cegas

Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases. Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma história curta enchia muitas páginas. O processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca. Queria mais. Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo. O amor à música aguçou seu desejo pela leitura. Queria ler também notas musicais.

Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema. Ouviu falar de um capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro. A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz.

Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto. Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.

Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o. Suportou muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo.

Com persistência, Louis Braille foi mostrando seu método. Os meninos do instituto se interessavam. À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender. Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.

O método Braille estava pronto.

O sistema permitia também ler e escrever música. A idéia acabou por encontrar aceitação. Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo: "Tenho certeza de que minha missão na Terra terminou."

Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu. Nos anos seguintes à sua morte, o método se espalhou por vários países. Finalmente, foi aceito como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não enxergam.

Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.

Há quem use suas limitações como desculpa para não agir nem produzir. No entanto, como tudo deve nos trazer aprendizado, a sabedoria está, justamente, em superar as piores condições e realizar o melhor para si e para os outros.

A Lamparina

Madre Tereza de Calcutá

Algumas de minhas irmãs trabalham na Austrália.

Numa reserva, entre os aborígines, havia um homem bastante velho. Posso assegurar-lhes que vocês nunca viram uma situação de pobreza tão alarmante como a desse pobre ancião. Todos o ignoravam. Seu lar era desarrumado e sujo.

Mãe - Profissão triunfante

Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.

Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.

— O que eu pergunto é se tem um trabalho, insistiu o funcionário.

— Claro que tenho um trabalho, exclamou Anne. Sou mãe.

— Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. Vou colocar Dona de casa, disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica.

A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.

— Qual é a sua ocupação? perguntou.

Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:

— Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas.

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.

Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.

— Posso perguntar, disse-me ela com novo interesse, o que faz exatamente?

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:

— Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas).

Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda???), o grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para não dizer 24...).

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe - uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.

Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (uma bebé de seis meses), testando uma nova tonalidade de voz.

Senti-me triunfante!

Maternidade... que carreira gloriosa!

Assim, as avós deviam ser chamadas Doutora- Senior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas, as bisavós: Doutora-Executiva-Senior e as tias: Doutora-Assistente.

Mais ou menos

  A gente pode morar numa casa mais ou menos,
  Numa rua mais ou menos,
  Numa cidade mais ou menos,
  E até ter um governo mais ou menos.
  A gente pode dormir numa cama mais ou menos,
  Comer um feijão mais ou menos,
  Ter um transporte mais ou menos,
  E até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
  A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
  Tudo bem.
  O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum:
  É amar mais ou menos,
  É sonhar mais ou menos,
  É ser amigo mais ou menos,
  É namorar mais ou menos,
  É ter fé mais ou menos,
  E acreditar mais ou menos.
  Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
  Pense nisso...
  "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um
  pode começar agora e fazer um novo fim".

O Sol

Pablo Picasso

"Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há também aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol."

Marcas no Coração

Um jovem estava no centro da cidade, proclamando ter o coração mais belo da região. Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração.Não havia marca ou qualquer outro defeito. Todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto.

O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração. De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse:

— Por que o coração do jovem não é tão bonito quanto o meu?

A multidão e o jovem olharam para o coração do velho, que estava batendo com vigor, mas tinha muitas cicatrizes. Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não encaixavam direito, causando muitas irregularidades. Em alguns pontos do coração, faltavam pedaços.

O jovem olhou para o coração do velho e disse:

— O senhor deve estar brincando... compare nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!

— Sim, - disse o velho. - olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja, cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas. Muitas delas deram-me também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no meu, mas, como os pedaços não eram exatamente iguais, há irregularidades. Mas eu as estimo, porque me fazem lembrar do amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não me retribuiu. Por isso, há buracos. Eles doem. Ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas... um dia espero que elas retribuam, preenchendo esse vazio. E aí, jovem? Agora você entende o que é a verdadeira beleza?

O jovem ficou calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ele aproximou-se do velho. Tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu ao velho, que retribuiu o gesto. O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, mas mais belo que nunca.

Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado.

Como deve ser triste passar a vida com o coração intacto.

Menino no Mundo

Loyola Rodrigues

  O homem no mundo é sempre um menino
  tão perdido em meio ao mundo vão;
  o homem no mundo cumpre o destino
  de andar buscando em vão a razão.
  
  O homem no mundo é pois descontente:
  perde o que tem, não acha o que busca,
  ora se perde na escuridão,
  ora é a luz fortíssima que o ofusca.
  
  Umas vezes rindo, outras chorando,
  tão perdido em meio ao mundo vão,
  o homem no mundo cumpre o destino
  de buscar a idade da razão.
  
  O homem no mundo é sempre um menino
  tão perdido em meio ao mundo vão.
  

Meu Coração e Minha Língua

Meu coração e minha língua fizeram um trato: quando meu coração estiver enfurecido, minha língua guardará silêncio.

As palavras respondem aos sentimentos, e os sentimentos às idéias. Por isso é impossível dominar nossas palavras se não somos senhores de nossos sentimentos; e estes sentimentos irão se acalmando segundo a força de nossas idéias.

A um coração que não se domina, responderão palavras violentas e ferinas; a um coração fechado em si, sucederão palavras e atitudes que depreciam os demais.

Por conseguinte, me calarei quando meu coração não estiver sossegado e em calma; não falarei, pois seguramente me arrependerei do que disser ou, pelo menos, do modo como o disser, ou do momento em que o disser.

Se em geral o coração não costuma ser bom conselheiro, menos o será quando não estiver em paz e não se sentir senhor de si mesmo.

Meu nome é Felicidade

Faço parte da vida daqueles que tem amigos, pois ter amigos é ser Feliz.

Faço parte da vida daqueles que vivem cercados por pessoas como você,pois viver assim é ser Feliz!

Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva, por isso chamado presente.

Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do Amor, que acreditam que para uma história bonita não há ponto final.

Eu sou casada sabia?

Sou casada com o Tempo. Ah! O meu marido é lindo! Ele é responsável pela resolução de todos os problemas. Ele reconstrói corações, ele cura machucados, ele vence a Tristeza...

Juntos, eu e o Tempo tivemos três filhos: A Amizade, a Sabedoria, e o Amor.

A Amizade é a filha mais velha. Uma menina linda, sincera, alegre. A Amizade brilha como o sol. A Amizade une pessoas, pretende nunca ferir, sempre consolar.

A do meio é a Sabedoria, culta, íntegra, sempre foi mais apegada ao Pai, o Tempo. A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos!

O caçula é o Amor. Ah! como esse me dá trabalho! É teimoso, às vezes só quer morar em um lugar... Eu vivo dizendo: Amor, você foi feito para morar em dois corações, não em apenas um. O Amor é complexo, mas é lindo, muito lindo! Quando ele começa a fazer estragos eu chamo logo o pai dele, o Tempo, e aí o Tempo sai fechando todas as feridas que o Amor abriu!

Uma pessoa muito importante me ensinou uma coisa: Tudo no final sempre dá certo, se ainda não deu, é porque não chegou o final.

Por isso, acredite sempre na minha família. Acredite no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e, principalmente no Amor.

Aí, com certeza um dia, eu, a Felicidade, baterei à sua porta !!! Tenha Tempo para os Sonhos: eles conduzem sua carruagem para as Estrelas.

Milagre de vida

Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada. Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe.

Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer. A gravidez se desenvolveu normalmente. No tempo certo, vieram as contrações.

Primeiro, a cada cinco minutos; depois a cada três; então, a cada minuto uma contração. Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas.

Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana.

Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu.

Só que ela estava muito mal.

Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary.

Os dias passaram. A menininha piorava.

O médico disse aos pais:

— "Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças".

Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral. Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê. Hoje, os planos eram outros.

Enquanto isso, Michael todos os dias pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha.

— "Eu quero cantar pra ela", ele dizia.

A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI. Entretanto, Karen decidiu. Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito.

Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva. Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior, para disfarçar a idade, e rumou para o hospital. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali. Mas Karen insitiu:

— "Ele não irá embora até que veja a sua irmãzinha!"

Ela levou Michael até a incubadora. Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha:

— "Você é o meu sol, o meu único sol.

— Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro..."

Nesse momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e se estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar cantando.

— "Você não sabe, querida, quanto eu te amo. — Por favor, não leve o meu sol embora..."

Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave.

— "Continue, querido!", pediu Karen, emocionada.

— "Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços..."

O bebê começou a relaxar.

— "Cante mais um pouco, Michael."

A enfermeira começou a chorar.

— Você é o meu sol, o meu único sol. — Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro... — Por favor, não leve omeu sol embora...

No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para casa.

O Woman's Day Magazine chamou essa história de "O milagre da canção de um irmão". Os médicos chamaram simplesmente de milagre. Karen chamou de milagre do amor de Deus.

NUNCA ABANDONE AQUELE QUE VOCÊ AMA. O AMOR É INCRIVELMENTE PODEROSO.

Dois modos de viver a vida

Albert Einstein

"Existem dois modos de viver a vida: um como se nada fosse um milagre, outro, como se tudo fosse um milagre."

Milho de pipoca

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

Assim acontece com a gente.

As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.

Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de Uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem e acham que Seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente,vem o fogo.

O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder O emprego ou ficar pobre.

Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, Depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento Diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez Mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua cascaDura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para Si.

Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A Pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo Poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!

E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela Mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de Pipoca que se recusa a estourar.

São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a Mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito Delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não Estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida Inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão Dar alegria para ninguém.

Extraído do livro O amor que acende a lua de Rubem Alves

"Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda as Perguntas..."

Há momentos

Clarice Lispector

  "Há momentos na vida em que sentimos tanto
  a falta de alguém que o que mais queremos
  é tirar esta pessoa de nossos sonhos
  e abraçá-la.
  
  Sonhe com aquilo que você quiser.
  Seja o que você quer ser,
  porque você possui apenas uma vida
  e nela só se tem uma chance
  de fazer aquilo que se quer.
  
  Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
  Dificuldades para fazê-la forte.
  Tristeza para fazê-la humana.
  E esperança suficiente para fazê-la feliz.
  
  As pessoas mais felizes
  não têm as melhores coisas.
  Elas sabem fazer o melhor
  das oportunidades que aparecem
  em seus caminhos.
  
  A felicidade aparece para aqueles que choram.
  Para aqueles que se machucam.
  Para aqueles que buscam e tentam sempre.
  E para aqueles que reconhecem
  a importância das pessoas que passam por suas vidas.
  
  O futuro mais brilhante
  é baseado num passado intensamente vivido.
  Você só terá sucesso na vida
  quando perdoar os erros
  e as decepções do passado.
  
  A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
  duram uma eternidade.
  A vida não é de se brincar
  porque um belo dia se morre."

Morada no Céu

Um homem muito rico morreu e foi recebido no céu.

O anjo guardião levou-o por várias alamedas e foi lhe mostrando as casas e moradias. Passaram por uma linda casa com belos jardins.

O homem perguntou:

— Quem mora aí?

O anjo respondeu:

— É o Raimundo, aquele seu motorista que morreu no ano passado.

O homem ficou pensando:

"puxa! O Raimundo tem uma casa dessas! Aqui deve ser muito bom!"

Logo a seguir surgiu outra casa ainda mais bonita.

— E aqui, quem mora? - perguntou o homem.

O anjo respondeu:

— Aqui é a casa da Rosalina, aquela que foi sua cozinheira.

O homem ficou imaginando que, tendo seus empregados magníficas residências, sua morada deveria ser no mínimo um palácio. Estava ansioso por vê-la. Nisso o anjo parou diante de um barraco construído com tábuas e disse:

— Esta é a sua casa!

O homem ficou indignado:

— Como é possível! Vocês sabem construir coisa muito melhor.

— Sabemos - responde o anjo - mas nós construímos apenas a casa. O material é você mesmo que seleciona e nos envia lá de baixo. Você só enviou isso!

Moral da história: cada gesto de amor e partilha é um tijolo com o qual construímos a eternidade. Tudo se decide por aqui mesmo, nas escolhas e atitudes de cada dia.

A Revolução da Sua Vida

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na = portaria um cartaz enorme no qual estava escrito:

"faleceu ontem a pessoa que impedia seu crescimento na empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém mas, depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando seu crescimento na empresa.

A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.

Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

-- "quem será que estava atrapalhando o meu progresso? Ainda bem que esse infeliz morreu!"

Um a um, os funcionários, agitados, aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e, após isso, ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.

Dentro do caixão havia um espelho...

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo!

Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.

Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.

Sua vida não muda quando seu chefe muda.

Quando sua empresa muda.

Quando seus pais mudam.

Quando seu parceiro(a) muda.

Sua vida muda quando você muda!

Você é o único responsável por sua vida.

Mulheres no Espelho

Aos 3 anos: se olha no espelho e vê uma rainha!

Aos 8 anos: se olha no espelho e vê a cinderela ou a bela adormecida.

Aos 15 anos: se olha no espelho e se vê como a cinderela do Tchan ou a Tiazinha adormecida, ou se está na TPM vê gordura, espinhas, cabelo espigado. (Mãe, me ajuda, como é que eu vou sair com esta cara horrorosa!!)

Aos 20 anos: se olha no espelho e se vê muito magra, muito gorda, muito alta, muito baixa. Muito peito, pouca bunda, mas diz "Lari - Lara" e decide sair para trabalhar assim mesmo.

Aos 30 anos: se olha no espelho e se vê muito magra, muito gorda, muito alta, muito baixa. Muito peito, pouca bunda, cabelos brancos, mas não tem tempo para consertar tudo e sai para jantar com o marido assim mesmo.

Aos 40 anos: se olha no espelho e se vê muito magra, muito gorda, muito alta, muito baixa, muito peito, pouca bunda, cabelos brancos, cheias de rugas, mas pensa, "Vou marcar uma plástica" e vai para o casamento da filha assim mesmo.

Aos 50 anos: se olha no espelho e diz, "Estou saudável!" e sai para passar o dia com os netos.

Aos 60 anos: se olha no espelho e lembra dos amigos que nem com óculos conseguem se olhar no espelho, e vai para o nordeste numa excursão com outras sessentonas.

Aos 70 anos: se olha no espelho e vê sabedoria, paciência e bom-humor, e vai fazer um curso de história da arte.

Aos 80 anos: mais do que nunca, adora o que vê no espelho. Coloca um chapéu roxo e vai se divertir pelo mundo.

Mulheres

Autor: Arnaldo Jabor

As mulheres, antigamente, ficavam trancadas dentro de casa e se tratavam e ficavam bonitas apenas para os seus homens. Aí começaram a dar liberdade pras danadas e deu no que deu. O mundo ganhou vida, além da beleza, é claro. Pode continuar a ler, minha querida, que as barbaridades vão parar por aqui. Pode parar de me achar machista, machão ou coisa parecida.

Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função de você. Vivem e pensam em você o dia inteiro, a vida inteira. Se você, mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente. Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar um sujeito igual a ele, de bigode e tudo. Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.

Já dizia a velha frase que "atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". O dito está envelhecido. Hoje eu diria que "na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". É você, mulher, quem impulsiona o mundo. É você quem tem o poder, e não o homem. É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias. É mesmo para você que vai o ouro extraído lá na lama.

Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens. E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua, nas telenovelas. Só homens. Já pensou? Filmes só com homens? Romance sem uma Capitu ou uma Madame Bovary? Um casamento sem noiva? Um mundo sem cinturas e saboneteiras? Um mundo sem sogras?

E, aos homens, um abraço.

Nada acontece por acaso!

"...O maior erro do ser humano, é tentar tirar da cabeça aquilo que não sai do coração..."

Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome.

Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta.

Em vez de comida, pediu um copo de água.

Ela pensou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite.

Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou:

-- Quanto lhe devo?

-- Não me deves nada - respondeu ela. E continuou:

-- Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa.

Ele disse:

-- Pois te agradeço de todo coração.

Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte. Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.

Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente.

Os médicos locais estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade.

Chamaram o Dr.Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos.

Imediatamente, vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente. Reconheceu imediatamente aquela mulher. Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida. Passou a dedicar atenção especial àquela paciente.

Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha.

O Dr. Kelly pediu a administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos para aprová-la. Ele a conferiu, depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente.

Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos.

Mas finalmente abriu a fatura algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte:

"Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite

ass.: Dr.Howard Kelly."

Lágrimas de alegria correram dos olhos da mulher e seu coração feliz rezou assim:

"Graças meu Deus porque teu amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos."

Não descuide do amor.

Lourival Lopes

Ele é poderoso medicamento na cura das dores da alma.

Entenda isto. Sendo deus amor, sempre que há amor no nosso coração h= á também deus.

Pela sua energia positiva, deus anula a energia negativa causada pelo sofri= mento e aí vem o alívio.

Se você sofre, não se revolte.

Procure amar os outros.

Eles lhe devolverão também amor.

Este amor que sai e que entra dará paz a você.

Ninguém pode suprimir a ânsia do coração a não ser com amor. Nã= o lute contra o coração. Siga as suas leis.

Valorizar o amor é aprender a viver.

Reclamações

Luiz Almeida Marins Filho

Não reclame constantemente. Quando a gente reclama muito, se habitua a reclamar cada vez mais e acaba se transformando numa pessoa azeda. É insuportável conviver com uma pessoa que só vive se queixando.

Nem tudo é fácil...

Cecília Meireles

  É difícil fazer alguém feliz,
  Assim como é fácil fazer triste.
  
  É difícil dizer eu te amo,
  Assim como é fácil não dizer nada.
  
  É difícil ser fiel,
  Assim como é fácil se aventurar.
  
  É difícil valorizar um amor,
  Assim como é fácil perdê-lo para sempre.
  
  É difícil agradecer por hoje,
  Assim como é fácil viver mais um dia.
  
  É difícil abrir os olhos e enxergar o que de bom a vida te deu,
  Assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
  
  É difícil se convencer de que se é feliz,
  Assim como é fácil achar que sempre falta algo.
  
  É difícil fazer alguém sorrir,
  Assim como é fácil fazer chorar.
  
  É difícil se pôr no lugar de alguém,
  Assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
  
  É difícil ver o trem partindo,
  Assim como é fácil pedir para ficar quem quer te levar.
  
  Se você errou,
  Peça desculpas!
  É difícil pedir perdão?
  Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
  
  Se alguém errou com você,
  Perdoa-o!
  É difícil perdoar?
  Mas quem disse que é fácil se arrepender?
  
  Se você sente algo,
  Diga!
  É difícil se abrir?
  Mas quem disse que é fácil
  Encontrar alguém que queira escutar?
  
  Se alguém reclama de você,
  Ouça!
  É difícil ouvir certas coisas?
  Mas quem disse que é fácil ouvir você?
  
  Se alguém te ama,
  Ame-o!
  É difícil se entregar?
  Mas quem disse que é fácil ser feliz?
  
  Nem tudo é fácil na vida,
  Mas com certeza nada é impossível!
  
  Precisamos acreditar, ter fé
  E lutar para que não apenas sonhemos,
  Mas também tornemos
  Sonhos em realidade!

O Obstáculo mais Difícil da Vida

Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria.

Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil no grande caminho da vida.

No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.

Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.

O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.

O segundo levaria uma corça rara.

O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.

O trio recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a pequena viajem de três milhas; no entanto, no meio do caminho, começaram a discutir.

O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.

O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada viajante permanecia atento as obrigações que diziam respeito aos outros, através de observações acaloradas e incessantes.

Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho, olvida a própria tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho.

Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado.

O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, e o bolo se perde totalmente no chão.

Desapontados e irritadiços, os três rapazes voltam a presença do pai, apresentando cada qual a sua queixa de derrota.

O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:

— Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso. O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias. Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas.

Nosso grande medo

Nelson Mandela

Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da conta. É nossa luz, não nossa escuridão, o que nos amedronta.

Novo Fim

Chico Xavier

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim!

Nunca se justifique

Nunca se justifique. Os amigos não precisam, e os inimigos não acreditam.

ditado árabe

O abacaxi

João trabalhava em uma empresa há muitos anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa.

Um belo dia, ele procura o dono da empresa para fazer uma reclamação:

— Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado.

O Juca,que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu.

O patrão escutou atentamente e disse:

— João, foi muito bom você vir aqui.

Antes de tocarmos nesse assunto, tenho um problema para resolver e gostaria da sua ajuda.

Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço.

Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

João, meio sem jeito, saiu da sala e foi cumprir a missão.

Em cinco minutos estava de volta.

— E aí, João?

— Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.

— E quanto custa?

— Isso eu não perguntei, não.

— Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários?

— Também não perguntei isso, não.

— Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?

— Não sei, não...

— Muito bem, João. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um pouco.

O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Juca. Deu a ele a mesma orientação que dera a João:

— Juca, estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda.

Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.

Em oito minutos o Juca voltou.

— E então? - indagou o patrão.

— Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal; e se o senhor preferir, tem também laranja, banana e mamão. O abacaxi é vendido a R$1,50 cada; a banana e o mamão a R$1,00 o quilo; o melão R$ 1,20 a unidade e a laranja a R$ 20,00 o cento, já descascado. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles darão um desconto de 15%. Aí aproveitei e já deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo - explicou Juca.

Agradecendo as informações,o patrão dispensou-o.

Voltou-se para o João, que permanecia sentado ao lado, e perguntou-lhe:

— João, o que foi mesmo que você estava me dizendo?

— Nada sério, não, patrão. Esqueça. Com licença.

E o João deixou a sala...

Tem muita gente assim. Acomodada, que não faz absolutamente nada além do que foi estritamente pedido ou solicitado. São pessoas que acham "que já fazem demais" e sentem-se os eternos injustiçados. Num mercado competitivo como o do mundo atual, quem for melhor, quem se esforçar mais, quem se interessar realmente pelo que faz, é óbvio, que vai galgar postos no ambiente de trabalho. Não se restrinja, não se limite, amplie seus horizontes. Só assim você vai se destacar e ter sucesso na sua vida profissional.

O Amigo

O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar em clima de gratidão...

Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.

A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.

Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar os entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.

Em geral, pensamos que nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.

A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.

Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá-los como são.

Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.

Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.

Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.

Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.

O Amor Não Morre

Letícia Thompson

O amor não morre. Ele se cansa muitas vezes. Ele se refugia em algum recanto da alma tentando se esconder do tédio que mata os relacionamentos.

Não é preciso confundir fadiga com desamor. O amor ama. Quem ama, ama sempre. O que desaparece é a musicalidade do sentimento. A causa? O cotidiano, o fazer as mesmas coisas, o fato de não haver mais mistérios, de não haver mais como surpreender o outro. São as mesmices: mesmos carinhos, mesmas palavras, mesmas horas... o outro já sabe!

Falta magia. Falta o inesperado.

O fato de não se ter mais nada a conquistar mostra o fim do caminho. Nada mais a fazer. Muitas pessoas se acomodam e tentam se concentrar em outras coisas, atividades que muitas vezes não têm nada a ver com relacionamentos. Outras procuram aventuras. Elas querem, a todo custo, se redescobrir vivas; querem reencontrar o que julgam perdido: o prazer da paixão, o susto do coração batendo apressado diante de alguém, o sono perdido em sonhos intermináveis e desejos infindos.

Não é possível uma vida sem amor. Ou com amor adormecido.

Se você ama alguém, desperte o amor que dorme! Vez ou outra, faça algo extraordinário. Faça loucuras, compre flores, ofereça um jantar, ponha um novo perfume...

Não permita que o amor durma enquanto você está acordado sem saber o que fazer da vida. Reconquiste! Acredite: reconquistar é uma tarefa muito mais árdua do que conquistar, pois vai exigir um esforço muito maior. Mas... sabe de uma coisa? Vale a pena! Vale muito a pena!

Boa festa do amor!

O Amor, Quando Se Revela

Fernando Pessoa

  O amor, quando se revela,
  Não se sabe revelar.
  Sabe bem olhar p'ra ela,
  Mas não lhe sabe falar.
  
  Quem quer dizer o que sente
  Não sabe o que há-de dizer.
  Fala: parece que mente...
  Cala: parece esquecer...
  
  Ah, mas se ela adivinhasse,
  Se pudesse ouvir o olhar,
  E se um olhar lhe bastasse
  Pra saber que a estão a amar!
  
  Mas quem sente muito, cala;
  Quem quer dizer quanto sente
  Fica sem alma nem fala,
  Fica só, inteiramente!
  
  Mas se isto puder contar-lhe
  O que não lhe ouso contar,
  Já não terei que falar-lhe
  Porque lhe estou a falar...

O Amor ...

"O amor não é algo que o faz sair do chão e o transporta para= lugares que você nunca viu. O nome disso é avião. O amor é outra= coisa."

"O amor não é uma coisa que você esconde dentro de si e não= mostra para ninguém. Isso se chama vibrador tailandês de três= velocidades. O amor é outra coisa."

"O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala.= O nome disso é bronquite asmática. O amor é outra coisa."

"O amor não é uma coisa que chega de repente e o transforma em ref= ém. Isso se chama seqüestrador. O amor é outra coisa."

"O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por= onde passa. Isso se chama pombo com caganeira. O amor é outra coisa."

"O amor não é uma coisa que você pode prender ou botar pra fora de= casa quando bem entender. Isso se chama cachorro. O amor é outra coisa."=

"O amor não é uma coisa cinza que lançou uma luz sobre ti, o levou= pra ver as estrelas e o trouxe de volta com algo dele dentro de você.= Isso se chama alienígena. O amor é outra coisa."

"O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado,= poderia mudar o que está diante de você. Isso se chama ontrole remoto= da TV. O amor é outra coisa."

Amor sem Ilusão

Conta-se que um jovem caminhava pelas montanhas nevadas da velha Índia, absorvido em profundos questionamentos sobre o amor, sem poder solucionar suas ansiedades.

Ao longo do caminho, à sua frente, percebeu que vinha em sua direção um velho sábio.

E porque se demorasse em seus pensamentos sem encontrar uma resposta que lhe aquietasse a alma, resolveu pedir ao sábio que o ajudasse.

Aproximou-se e falou com verdadeiro interesse:

— Senhor, desejo encontrar minha amada e construir com ela uma família com bases no verdadeiro amor. Todavia, sempre que me vem à mente uma jovem bela e graciosa e eu a olho com atenção, em meus pensamentos ela vai se transformando rapidamente. Seus cabelos tornam-se alvos como a neve, sua pele rósea e firme fica pálida e se enche de profundos vincos. Seu olharvivaz perde o brilho e parece perder-se no infinito. Sua forma física se modifica acentuadamente e eu me apavoro.

Desejo saber, meu sábio, como é que o amor poderá ser eterno, como falam os poetas?

Nesse mesmo instante aproxima-se de ambos uma jovem envolta em luto, trazendo no rosto expressões de profunda dor. Dirige-se ao sábio e lhe fala com voz embargada:

— Acabo de enterrar o corpo de meu pai que morreu antes de completar 50 anos. Sofro porque nunca poderei ver sua cabeça branca aureolada de conhecimentos.

Seu rosto marcado pelas rugas da experiência, nem seu olhar amadurecido pelas lições da vida. Sofro porque não poderei mais ouvir suas histórias sábias nem contemplar seu sorriso de ternura. Não verei suas mãos enrugadas tomando as minhas com profundo afeto.

Nesse momento o sábio dirigiu-se ao jovem e lhe falou com serenidade:

— Você percebe agora as nuanças do amor sem ilusões, meu jovem?

O amor verdadeiro é eterno porque não se apega ao corpo físico, mas se afeiçoa ao ser imortal que o habita temporariamente. É nesses sentimentos sem ilusões nem fantasias que reside o verdadeiro e eterno amor.

A lição do velho sábio é de grande valia para todos nós que buscamos as belezas da forma física sem observar as grandezas da alma imortal.

O sentimento que valoriza somente as aparências exteriores não é amor, é paixão ilusória.

O amor verdadeiro observa, além da roupagem física que se desgasta e morre, a alma que se aperfeiçoa e a deixa quando chega a hora, para prosseguir vivendo e amando, tanto quanto o permita o seu coração imortal.

Pense nisso!

As flores, por mais belas que sejam, um dia murcham e morrem... Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados.

O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja, um dia envelhece e morre. Mas as virtudes do espírito que dele se liberta continuam vivas nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, no frasco do coração.

O Auto-retrato

Mário Quintana

  No auto retrato que me faço
  -- Traço a traço --
  As vezes me pinto nuvem,
  As vezes me pinto árvore...
  
  As vezes me pinto coisas
  De quem nem há mais lembrança...
  Ou coisas que não existem
  Mas que um dia existirão...
  
  E desta lida, em que busco
  - Pouco a pouco -
  Minha eterna semelhança,
  
  No final, que restará?
  Um desenho de criança...
  Corrigido por um louco!

O bordado

Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito.

Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que ela estava fazendo.

Ela respondia que estava bordando.

Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.

Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada, e repetia:

— Mãe, o que a senhora está fazendo?

Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso.

Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada.

Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:

— Filho, saia um pouco para brincar e, quando terminar meu trabalho, eu chamo você, coloco-o sentado em meu colo e deixarei que veja o trabalho da minha posição, está bem?

Mas, com toda aquela curiosidade infantil, eu continuava a me perguntar lá de baixo:

"Por que ela usa alguns fios de cores escuras e outros claros? Por que eles me parecem tão desordenados e embaraçados? Por que estavam cheios de pontas e nós? Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?"

Bem mais tarde, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:

— Filho, venha aqui e sente-se em meu colo; quero lhe mostrar uma coisa.

É claro que fui correndo, louco pra ver a sua "obra" acabada.

Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia acreditar!

Lá de baixo parecia tão confuso e, agora, vendo de cima, vi uma paisagem maravilhosa! Como podia ser?

Então, minha mãe me disse:

— Filho, vendo de baixo, tudo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo...

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:

— Pai, o que estás fazendo?

Ele parece responder:

— Estou bordando a sua vida, filho.

E eu continuo perguntando:

— Mas está tudo tão confuso, Pai, tudo em desordem... Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros... Por que não são mais brilhantes?

O Pai parece me dizer:

— Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim, e Eu farei bem o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e, então, você vai ver o plano da sua vida da minha posição!

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando...

O Brilhante e o Opaco

Millôr Fernandes

O vaga-lume, de vago lume esverdeado, fazia voltas e voltas em torno de si mesmo, no encanto indisfarçável de seu próprio brilho. E, enquanto revoava pela escuridão da mata, de galho em galho dos arbustos, pensava com seus botões (luminosos):

— Sou todo uma esmeralda só, brilhante e viva. Deus, Todo-Poderoso, ao me fazer um inseto noturno e me dar essa luz, evidentemente quis que eu fosse superior a todos os outros insetos, guia e Orientador da mata.

E voava e voava e brilhava e brilhava e pensava e pensava:

— Haverá, em toda a mata, outro como eu? Pois dentro do verde que pisco ainda há outro mistério: ninguém sabe se apago-e-acendo ou se acendo-e-apago.

Voava mais e, descrevendo parábolas de luz por entre as flores, mais se envaidecia na comparação com os outros habitantes da floresta:

— Pobres irmãos inferiores, eu vim para protegê-los das trevas. Vocês, grilos de asas cinzentas e sem brilho, formigas que trabalham e suam sem um instante de luz e fulgor, mariposas que por serem opacas, qualquer luz liquido, míseras lagartas imitadores de acordeões sem som. Aranhas destinadas a serem feias tecelãs de sedas que jamais verão prontas,cupins que perdem as asas e ficam tontos até morrer, oh! Para vocês todos, aqui está minha luz verde. Imitem-me os que puderem, sigam meu brilho maravilhoso os que estiverem perdidos nos caminhos.

E voou mais alto e se comparou às estrelas:

— Sou uma de vocês, irmãs! Pisco no céu, como vocês! Sou a Vésper, a estrela da noite, sou Alba, a estrela da manhã. Faço parte da constelação da selva, vivo, vivo!

Foi descendo de novo quando, súbito sentiu uma lufada de ar que o envolvia, algo pegajoso que o segurava e logo estava fechado numa atmosfera nojenta e escorregadia. Sua luz iluminou um pouco a escuridão intensa e ele viu, em volta, centenas de insetos, apertados uns contra os outros, num cubículo úmido e sujo.

Uma lesma sonolenta, levantou a cabeça e gritou com voz rouca e irritada:

— Idiota, idiota, se não fosse você, com essa mania de iluminação noturna, o sapo-boi jamais teria nos engolido no escuro. Vamos, idiota, apaga essa luz que eu quero dormir!

Oceanos

Os oceanos são feitos de gotas d'água...

Para ser ouvido, fale,

Para ser compreendido, exponha claramente suas idéias sem jamais abrir mão daquelas que julga fundamentais apenas para que os outros o aceitem.

Acima de tudo, busque o prazer antes do sucesso, a auto-realização antes do dinheiro,

O fazer bem feito antes de pensar em obter qualquer recompensa.

Nenhum reconhecimento externo vai substituir a alegria de poder ser você mesmo.

Para poder recomeçar sempre, perdoe-se pelos fracassos e erros que cometer, aprenda com eles e, a partir deles, programe suas próximas ações.

Nunca se deixe iludir que será possível fazer tudo num dia só ou quando tiver todos os recursos: tal dia nunca virá.

Para se manter motivado, sonhe.

Para realizar, planeje, pensando grande e fazendo pequeno, um pouco a cada dia e todos os dias um pouco,

Porque são pequenas gotas d'água que fazem todo o grande oceano...

O desafio da montanha

Olhe para o alto e veja sua montanha, A montanha que está aí, dentro de você.

São imensos os desafios: o medo da solidão, A desconfiança, os conflitos, a dúvida, O desconhecido, a insegurança, o compromisso, as tempestades que surgem no horizonte.

Mas em você, bem dentro de você, há forças poderosas que precisam ser despertadas, canalizadas.

Está o divino em forma de entusiasmo, está o humano em forma de ousadia, está a esperança feita de entusiasmo e ousadia.

Olhe para o alto e ouse ser aquilo que você deseja ser.

Olhe para o alto e ouse ser alguém maior do que já foi até agora.

Olhe para o alto e ouse Ter grandes esperanças acreditando poder transformar utopias em sonhos e sonhos em realidade.

Olhe para o alto e ouse fazer de cada desafio um motivo para reforçar em si o espírito de luta, garra e determinação de vencer.

Por isso, avance, esforce-se o mais que puder e, quando chegar ao topo, olhe para baixo, e sentirá a satisfação de ter a montanha a seus pés.

Terá o prazer supremo da conquista e, no coração, terá a alegria imensa de saber que outros o seguirão para escalar outras montanhas.

Ofendendo-se

As pessoas maduras não se abalam por causa de comentários indelicados de outras pessoas. De vez em quando as pessoas dizem coisas para nos testar e fazem comentários do tipo: "você não trabalha duro!" ou "você come demais!" ou ainda "todo mundo sabe que você casou com ele por dinheiro!". Às vezes, essas coisas são ditas por inveja, mas com freqüência, são ditas para provocar uma reação. Qualquer que seja o motivo, a melhor maneira de lidar com isso é sorrir e, ou não dizer nada, ou concordar com a pessoa.

Assim sendo, da próxima vez que seu vizinho o vir em seu carro novo e disser: "você não trabalha quase nada e, ainda assim, eles lhe pagam uma fortuna!", simplesmente sorria e responda: "não é maravilhoso?". Você não tem de explicar nada sobre suas responsabilidades e sobre o tempo que fica "ralando" no trabalho. Não precisa justificar. Apenas sorria e deixe isso para lá.

Quando a sua cunhada observar coisas do tipo: "você está sempre tirando férias!", concorde com ela.

Diga: "sim, adoro tirar férias!". Se o seu primo disser: "puxa, você deve ter gasto uma nota nessa piscina", sorria e fale: "pode apostar que sim. É que detesto piscinas baratas"!

Não se deixe perturbar. Você não vai ganhar nada discutindo com seu primo, sua cunhada, seu vizinho ou com quem quer que seja. Quando encontrar com pessoas assim, concorde com elas de uma maneira gentilmente natural. Se você começar a tentar se defender, estará frito.

Em poucas palavras: somente pessoas que "pensam pequeno" fazem comentários desagradáveis; e somente pessoas que também "pensam pequeno" se ofendem. Seja alguém que "pensa grande".

O Fósforo e a Vela

Chegou o dia em que o fósforo disse à vela:

— Eu tenho a tarefa de acender-te.

Assustada a vela respondeu:

— Não, isto não! Se eu estou acesa, então os meus dias estão contados. Ninguém vai mais admirar a minha beleza.

O fósforo perguntou:

— Tu preferes passar a vida inteira, inerte e sozinha, Sem ter experimentado a vida?

— Mas queimar dói e consome as minhas forças, sussurrou a vela insegura e apavorada.

— É verdade, - respondeu o fósforo - Mas é este o segredo da nossa vocação. Nós somos chamados para ser luz! O que eu posso fazer é pouco. Se não te acender, eu perco o sentido da minha vida. Eu existo para acender o fogo. Tu és uma vela: tu existes para iluminar os outros, para aquecer. Tudo o que tu ofereceres através da dor, do sofrimento e Do seu empenho será transformado em luz. Tu não te acabarás consumindo-te pelos outros. Outros passarão o teu fogo adiante. Só quando tu te recusares, então morrerás!

Em seguida, a vela afinou o seu pavio e disse cheia de expectativa:

— Eu te peço, acende-me.

O Furo no Barco

Um homem foi chamado à praia para pintar um barco.

Trouxe com ele tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer.

Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Percebeu que havia um vazamento, e decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.

No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque.

O pintor ficou surpreso:

— O senhor já me pagou pela pintura do barco - disse ele.

— Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco.

— Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!

— Meu caro amigo, você não compreendeu. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu: Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu estava fora de casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois me lembrei que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Jamais terei dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua "pequena" boa ação.

Ajude, ampare, enxugue as lágrimas, conserte os vazamentos, sempre!

O Futuro

Lourival Lopes Extraído de "Sabedoria todo dia" Transcrição/formatação: Tadeu Artur Cavedem

Não pensem em ter um futuro ruim.

Nunca afirme: "não me é possível ser feliz", "nada de bom pode me acontecer", "o ruim sempre Me aparece" e assim por diante.

Na mente presa ao negativo predominam as imagens de Dificuldade sobre as deprogresso e alegria. Então, afirme:

"tenho forças para tudo vencer, e nada me prejudicará" e "é Fácil as coisas virem até mim".

Quando voltada para a confiança, a calma, a esperança, A mente faz surgir o bem no que vai vir.

Pense positivamente.

O bom futuro é o fruto do bom agir de hoje.

O Homem é como uma Casa

Apparicio Torelly

O homem é como uma casa. Tal e qual.

Há casas que são uma fachada. Atrás de um belo e suntuoso frontispício, escondem um interior e uns fundos miseráveis.

Em compensação, há homens de aparência rude, de mãos calejadas e rostos cheios de sulcos que, no entanto, ao se lhes penetrar no íntimo, revelam uma alma hospitaleira, repleta de bondade sincera e de celestial tranqüilidade.

Há uns velhotes, baixinhos e atarracados, com o cabelo virado nas pontas que lembram essas mansardas coloniais de telhado de beira, com a sala de visita atulhada de objetos antigos, alguns muito bonitos e bem trabalhados, mas que atualmente, não têm a menor utilidade. Por exemplo: um castiçal de prata para velas de sebo, que ainda não tomou conhecimento da existência do mercado das lâmpadas fluorescentes.

Dois irmãos gêmeos são dois prédios iguais, construídos pelo mesmo arquiteto, com o mesmo material. Um cidadão com mais de dois metros de altura é um arranha-céu, sem elevador.

Um homem doente é uma casa avariada. Um homem com muitas doenças é um hospital.

O barbeiro é uma espécie de jardineiro, encarregado de podar as vegetações que nascem na frente da casa. Há barbas piores do que tiririca ou carrapicho rasteiro.

Um homem, uma casa.

Alguns senhores do interior, parados na avenida, uma aldeia.

Um senhor que tem algumas amizades e as explora familiarmente, é uma casa de pensão.

Um cavalheiro muito amável e muito cortês, mas que assalta sem piedade as pessoas que a ele recorrem, é um hotel de luxo.

Os irmãos siameses são dois prédios contíguos.

Um grão-fino, de flor no peito, é um bangalô, muito bem arranjadinho, com jardim na frente, mas hipotecado até os alicerces.

Há homens palácios.

Há homens taperas.

Há homens residenciais.

O tipo mais simpático, porém, é aquele que nos paga o almoço regado a finos líquidos. Este é o armazém de secos e molhados.

O homem que não se irritava

Em uma cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.

Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.

Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.

Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito.

A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir.

Mas ela serviu todos os demais, e quando chegou a vez dele, foi para outra mesa.

Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.

Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.

Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação.

Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: o que o senhor deseja?

Ao que ele respondeu, naturalmente: a senhora não me serviu a sopa.

Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o: servi, sim senhor!

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos...

Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e silêncio total.

Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente: a senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!

Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.

O Laço e o Abraço

Maria Beatriz Marinho dos Anjos

Meu Deus! Como é engraçado!

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço.

Uma fita dando voltas? Enrosca-se.

Mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço é assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.

É assim que é o laço: um laço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando devagarzinho, desmancha, desfaz o laço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita?

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.- e saem as duas partes, iguais meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.

Então o amor é isso. Não prende, não escraviza, não aperta, nãosufoca.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

O lençol sujo

Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranqüilo.

Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou atráves da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

O Maior Presente

O maior presente que o passar dos anos nos traz é a sabedoria e o aprendizado da vida que são um legado que recebemos de presente do tempo para nos anos vindouros usarmos da melhor forma, não nos evitará as dores, mastalvez nos ajude a sentir a dor de uma maneira menos dolorosa, não nos evitará problemas, mas talvez nos ajude a solucioná-los mais rápido, não nos evitará cometer erros, mas talvez a cometê-los com menos freqüência.

Com o passar dos anos o coração passa a pulsar mais lentamente, em parte por estar mais tranqüilo e suave e em parte porque desacelera o ritmo enos permite admirar melhor o que está a passar dentro de nós e a ver através de nossos olhos, as janelas da alma, o que se passa com o mundo a nossa volta.

Funciona mais ou menos como um trem que desliza pelos trilhos de uma ferrovia, a vida é o trem e nós somos passageiros desse trem, os trilhos são os caminhos que temos a percorrer e que fazem parte de nosso destino, ao nascemos o trem sai da estação nos levando consigo e ao sair da estação vai a todo vapor e bem rápido, nós passageiros sentados nesse tremolhamos pela janela a paisagem, mas como ele está muito veloz não somos capazes de perceber os pormenores dela, as árvores passam rápido demais e não podemos contemplá-las, as pessoas a beira de ferrovia passam rápido e não conseguimos vê-las direito e assim acontece com tudo que passa pela janela do trem.

Com o passar dos anos esse trem começa a perder velocidade e as paisagense pessoas que passam por nossa janela estão cada vez mais visíveis e podemos perceber melhor o que se passa ao longo de nossa vida e dos trilhos desse trem.

O nosso trem da vida pode parar em algumas estações e pegar alguns passageiros para viajarem conosco e tornarem nossa viagem menos solitária, esses passageiros podem ser alguns amigos e os amores de nosso coração, mas todos algum dia irão descer em alguma outra estação antes do nossofim da linha.

Quando o trem chega a estação final ele está bem lento e quase parando, você já viu tudo que tinha que ver ou lhe era permitido e quando descermos do trem para encontrar nosso destino derradeiro teremos a certeza que nossa missão foi cumprida e nosso coração já pode parar de bater.

O passar dos anos não nos torna mais velhos e sim menos jovens, a juventude tem a eloqüência e a disposição, as idades mais maduras tem a paciência e a sabedoria, o passar dos anos piora nossa visão, porem já aprendemos a enxergar com os olhos do coração, piora nossa memória, porém sabemos melhor o que esperar de nós mesmos, da vida e das outras pessoas.

O mais importante

Alberto Becker

Um jovem rei, com um desejo muito grande de conhecer as coisas da vida, do mundo, convocou os sábios e filósofos de seu reino. Eles deveriam anotar e registrar tudo o que considerassem importante sobre a vida. O pedido do rei foi levado muito a sério. Após quarenta anos de muito trabalho e pesquisa, de muita reflexão e anotações, retornaram ao rei, trazendo mil livros, nos quais estava registrado tudo o que consideravam importante para a vida.

O rei, que agora estava com sessenta anos, pediu aos seus sábios que fizessem um resumo do seu trabalho, pois ele não teria mais condições de ler mil livros aos sessenta anos. Após dez anos, os sábios retornaram novamente ao rei, trazendo um resumo das coisas mais importantes da vida em cem livros. Novamente o rei, já mais idoso, reagiu dizendo: Cem livros ainda é demais. Com setenta anos não posso mais ler e refletir sobre as coisas mais importantes da vida.

Deu nova tarefa aos seus sábios e filósofos dizendo: Anotem realmente só o essencial. Realizada a tarefa, voltaram ao rei, mas agora com um único livro. O rei, no entanto, estava à beira da morte. O desejo de conhecer as coisas mais importantes da vida ainda estava bem presente na vida do rei, apesar de sua idade avançada, fraqueza e doença. Pediu então aos sábios e filósofos que resumissem todos estes anos de trabalho, pesquisa e estudo em uma única frase. O rei queria conhecer, antes de morrer, quais as descobertas e conclusões de seus sábios.

O resumo apresentado pelos sábios foi este:

"O ser humano nasce, vive, sofre e morre, e o mais importante na vida e o que sobrevive a tudo é o amor recebido e o amor presenteado".

O Cirurgião e o Mecânico

Um mecânico está desmontando o cabeçote de uma moto quando vê na oficina um cirurgião cardiologista muito conhecido. Ele está olhando o mecânico trabalhar. O mecânico pára e pergunta:

— Hei, doutor, posso fazer uma pergunta pro senhor?

O cirurgião um tanto surpreso concorda e vai até a moto na qual o mecânico está trabalhando. O mecânico se levanta e começa:

— Doutor, olhe este motor. Eu abro seu coração, tiro válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente e, quando eu termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo. Por que é, então, que eu ganho tão pouco e o senhor ganha tanto se o nosso trabalho é praticamente o mesmo?

O cirurgião dá um sorriso, se inclina e fala baixinho ao mecânico:

— Tente fazer isso com o motor funcionando!

O Melhor de Você

Benjamin Franklin

  A melhor coisa que você pode dar ao inimigo, é o seu perdão. 
  Ao adversário, sua tolerância. 
  Ao amigo, sua atenção 
  Ao filho, bons exemplos 
  Ao pai, sua consideração 
  A mãe, comportamento que a faça sentir orgulhosa. 
  A todos os homens, caridade. 
  A você próprio, respeito.

O Milagre de um Novo Dia

Maria José

Hoje eu me levantei cedo pensando no que tenho para fazer antes que o relógio marque meia noite.

Eu tenho responsabilidades para cumprir hoje.

Eu sou importante.

É minha função escolher que tipo de dia terei hoje.

Hoje eu posso reclamar porque está chovendo ou posso agradecer às águas por lavarem energias pesadas.

Hoje eu posso ficar triste por não ter muito dinheiro ou posso me sentir encorajado para administrar minhas finanças sabiamente, mantendo-me longe de desperdícios.

Hoje eu posso reclamar sobre minha saúde ou posso dar graças a Deus por estar vivo.

Hoje eu posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo que eu queria quando estava crescendo, ou posso ser grato a eles por terem permitido que eu nascesse.

Hoje eu posso lamentar decepções com amigos ou posso observar oportunidades de ter novas amizades.

Hoje eu posso reclamar por ter que trabalhar ou posso vibrar de alegria por ter um trabalho que me põe ativo.

Hoje eu posso choramingar por ter que ir à escola ou abrir minha mente com entusiasmo para novos conhecimentos.

Hoje eu posso sentir tédio com trabalho doméstico ou posso agradecer a Deus por ter me dado a bênção de um teto que abriga meus pertences, meu corpo e minha alma.

Hoje eu posso olhar para o dia de ontem e lamentar as coisas que não saíram como eu planejei ou posso alegrar-me por ter o dia de hoje para recomeçar.

O dia de hoje está à minha frente esperando para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que pode dar-lhe forma.

Depende de mim como será o dia de hoje diante de tudo que encontrarei.

A escolha está em minhas mãos:

Hoje eu posso enxergar minha vida vazia ou posso alegremente receber o Milagre de Um Novo Dia!

O mistério do abraço

Freundschaft

Dizem os orientais que, quando abraçarmos uma pessoa querida a quem amamos, devemos fazer da seguinte forma: inspirando e expirando três vezes, e aí sua felicidade se multiplicará pelo menos dez vezes.

O efeito terapêutico do abraço é inegável. Diante disso não podemos esperar para abraçarmos a quem queremos bem. Se você estiver sentindo um vazio interior, tente abraçar o seu amigo, deslizando delicadamente a mão sobre as costas dele, para que o possa sentir junto a você.

Nos momentos de dor ou de alegria é que vemos o bem que um grande e demorado abraço nos causa. Pelo abraço, transmitimos emoções, recebemos carinho, trocamos afeto, compartilhamos alegria, amenizamos dores, demonstramos amizade, doamos amor, expressamos nossa humanidade.

É tempo de enlaçarmos nossos braços num terno, profundo e afetuoso abraço!

O monge e o escorpião

Um Monge e seus discípulos iam por uma estrada. Quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O Monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.

Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem do rio, tomou um ramo de árvore, correu adiantando-se à correnteza, entrou, recolheu o escorpião e o salvou.

Ao voltar, o Monge juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e sem entender nada. Então perguntaram:

Um dia de cada vez

Um turista visitou uma catedral onde um artista trabalhava em um mosaico enorme. Uma vasta parede vazia estava à frente do artista e o turista perguntou:

— Você não fica preocupado com todo este espaço que você precisa cobrir? Não se preocupa sobre quando conseguirá terminar?

O artista respondeu simplesmente:

— Eu sei o que posso fazer a cada dia. A cada manhã, marco a área que farei e não me permito preocupar com o espaço que falta. Eu assumo um dia de cada vez e um dia o mosaico estará terminado. Muitos dos grandes obstáculos que atrasam o nosso momento são como esta grande parede. Nós podemos nos preocupar com o enorme quadro que temos que criar. Ou podemos simplesmente começar a enchê-lo com as imagens maravilhosas e únicas - a impressão de nossas vidas - fazendo o melhor que podemos a cada dia que nos é dado. E, no final, teremos montado o melhor quadro.

Onde você começa? O melhor lugar para começar é exatamente onde você está hoje.

O Mulherão

Este é um texto de Martha Medeiros, colaboradora do jornal gaúcho Zero Hora, a maior cronista brasileira da atualidade e autora de vários livros. Esta belíssima crônica, escrita com a habitual leveza e sensibilidade de Martha, foi lida por Olga Bongiovanni no programa de 8 de março de 2001, Dia Internacional da Mulher.

Peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar no tamanho dos seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bumbum e cor dos olhos. Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1,80m, siliconada, sorriso colgate.

Mulherões, dentro desse conceito, não existem muitas: Vera Fischer, Malu Mader, Letícia Spiller, Adriane Galisteu, Lumas e Brunas.

Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma em cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar, e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 100 reais.

Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos na natação, busca os filhos na natação, leva os filhos para cama, conta histórias, dá um beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, é quem de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava a roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.

Mulherão é quem cria os filhos sozinha, quem dá expediente de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação. Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios. Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.

Lumas, Brunas, Carlas, Luanas e Sheilas: mulheres nota 10 no quesito lindas de morrer, mas mulherão é quem mata um leão por dia.

Martha Medeiros (Jornal Zero Hora / RS)

O Mundo é um Livro

O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê apenas uma página desse livro.

Santo Agostinho

O Nó do Afeto

Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes também que se fizessem presentes o máximo de tempo possível... Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças. Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque, quando ele saía para trabalhar, era muito cedo, e o filho ainda estava dormindo. Quando voltava do serviço, já era muito tarde, e o garoto não estava mais acordado. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir, indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles. A diretora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.

O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de as pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros.Aquele pai encontrou a sua, que era simples, mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo. Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento; simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias.É válido que nos preocupemos com as pessoas, mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso.

Para que haja a comunicação é preciso que as pessoas "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras. É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó... Um nó cheio de afeto e carinho.

E VOCÊ... JÁ DEU ALGUM NÓ AFETIVO HOJE? ESTE É O MEU NÓ PARA VOCÊ!!!

O Pior Analfabeto

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht

O piquenique das tartarugas

Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram sete anos para prepararem-se para seu passeio. Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado. Durante o segundo ano da viagem encontraram um lugar ideal!

Por aproximadamente seis meses limparam a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos. Então descobriram que tinham esquecido o sal. Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram. Após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida das tartarugas. A pequena tartaruga laamentou, chorou, e esperneou.

Concordou em ir mas com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A família consentiu e a pequena tartaruga saiu.

Três anos se passaram e a pequena tartaruga não tinha retornado. Cinco anos... Seis anos... Então, no sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha não agüentava mais conter sua fome. Anunciou que ia comer e começou a desembalar um sanduíche.

Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou:

Ahhãããããã! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal.

Descontando os exageros da estória, na nossa vida as coisas acontecem mais ou menos da mesma forma. Nós desperdiçamos nosso tempo esperando que as pessoas vivam à altura de nossas expectativas. Ficamos tão preocupados com o que os outros estão fazendo, que deixamos de fazer nossas próprias coisas.

O Poder da Validação

Stephen Kanitz

Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes, nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator relaxa e parte tranqüilo para o resto do espetáculo.

Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada artigo que escrevo e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.

Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros.

Segurança não depende da gente, depende dos outros.

Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera. Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o significado seja outro.

Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor. Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente.

Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: "Você tem significado para mim". Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Amo você!".

Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.

Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a própria insegurança que não temos tempo para sair validando os outros.

ESTAMOS TÃO PREOCUPADOS EM MOSTRAR QUE SOMOS O "MÁXIMO" que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "MÁXIMO" são ELES.

Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o "ter" e não o "ser".

Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se ou dominar os outros em busca de poder. Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são e não pelo que gostaríamos que fossem.

Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.

Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão polegar para cima, um "valeu cara, valeu".

Oração das Mães

Senhor, fazei que eu me lembre mais das minhas responsabilidades do que dos meus privilégios.

Que eu saiba amar meus filhos sem intenção alguma de possuí-los.

Que eu conquiste o respeito dos meus filhos em lugar de exigi-lo.

Que eu seja compassiva e compreensiva ante os defeitos deles, sendo forte também em corrigi-los, não tendo nunca amor de "vista grossa" o triste falso amor que sabe apenas fazer todas as vontades das crianças.

Que eu tente projetar no coração de meus filhos a vossa imagem de Pai e que a minha imagem de mãe seja um reflexo de vossa imagem de Pai.

Que eu os faça crescer, estes meus filhos, bem mais por dentro do que por fora.

Que eu saiba dialogar bem mais do que ensinar.

Que a fertilidade do meu ventre não seja maior do que a sublime fecundidade da minha alma de mãe.

E que esta alma de mãe seja uma cópia do vosso grande coração de Pai.

Amém.

O Rei e Suas Quatro Esposas

Era uma vez, um rei que tinha quatro esposas.

Ele amava demais a quarta esposa, e vivia lhe dando lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele lhe dava de tudo e sempre do melhor.

Ele também amava muito sua terceira esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.

Ele também amava sua segunda esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.

A primeira esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, ele e o reino. Mas, ele não amava a primeira esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.

Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo. Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou:

"É, agora eu tenho quatro esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?" - Então, ele perguntou à quarta esposa:

— Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?

— De jeito nenhum! - Respondeu a quarta esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.

A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.

Tristemente, o rei então perguntou para a terceira esposa:

— Eu também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?

— Não! Respondeu a terceira esposa. A vida é boa demais! Quando você morrer, eu vou é casar de novo.

O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor. Ele perguntou então à segunda esposa:

— Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo,para me fazer companhia?

— Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede! - Respondeu a segunda esposa. O máximo que eu posso fazer é enterrar você!

Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez ele ficou arrasado. Daí, então, uma voz se fez ouvir:

— Eu partirei com você e o seguirei por onde você for.

O rei levantou os olhos e lá estava a sua primeira esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida. Com o coração partido, o rei falou:

— Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia.

Na verdade, nós todos temos quatro esposas nas nossas vidas. Nossa quarta esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos. Nossa terceira esposa é a nossa posse, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros. Nossa segunda esposa é nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar. E nossa primeira esposa é a nossa alma, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a riqueza, o poder e os prazeres do nosso ego. Apesar de tudo, nossa alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde formos.

Então, cultive, fortaleça, bendiga, enobreça sua alma agora! É o maior presente que você pode dar ao mundo e a si mesmo. Deixe-a brilhar!

Os Ipês

Thoureau, que amava muito a natureza, escreveu que se um homem resolver viver nas matas para gozar o mistério da vida selvagem será considerado pessoa estranha ou talvez louca. Se, ao contrário, se puser a cortar as árvores para transformá-las em dinheiro (muito embora vá deixando a desolação por onde passe), será tido como homem trabalhador e responsável. Lembro-me disso todas as manhãs, pois na minha caminhada para o trabalho passo por um ipê rosa florido. A beleza é tão grande que fico ali parado, olhando sua copa contra o céu azul. E imagino que os outros, encerrados em suas pequenas bolhas metálicas rodantes, em busca de um destino, devem imaginar que não funciono bem.

Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade.

Alegram-se em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal - abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está prá chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e triunfante exaltação do cio.

Conheci os ipês na minha infância, em minas, os pastos queimados pela geada, a poeira subindo das estradas secas e, no meio dos campos, os ipês solitários, colorindo o inverno de alegria. O tempo era diferente, moroso como as vacas que voltam em fim de tarde. As coisas andavam ao ritmo da própria vida, nos seus giros naturais. Mas agora, de repente, esta árvore de outros espaços irrompe no meio do asfalto, interrompe o tempo urbano de semáforos, buzinas e ultrapassagens, e eu tenho de parar ante esta aparição do outro mundo. Como aconteceu com moisés, que pastoreava os rebanhos do sogro, e viu um arbusto pegando fogo, sem se consumir. Ao se aproximar para ver melhor, ouviu uma voz que dizia: "tira as sandálias dos teus pés, pois a terra em que pisas é santa". Acho que não foi sarça ardente. Deve ter sido um ipê florido.

De fato, algo arde, sem queimar, não na árvore, mas na alma. E concluo que o escritor sagrado estava certo. Também eu acho sacrilégio chegar perto e pisar as milhares de flores caídas, tão lindas, agonizantes, tendo já cumprido sua vocação de amor.

Mas sei que o espaço urbano pensa diferente. O que é milagre para alguns é canseira para a vassoura de outros. Melhor o cimento limpo que a copa colorida. Lembro-me de um pé de ipê, indefeso, com sua casca cortada a toda volta. Meses depois, estava morto, seco. Mas não importa.

O ritual de amor no inverno espalhará sementes pela terra e a vida triunfará sobre a morte, o verde arrebentará o asfalto. A despeito de toda a nossa loucura, os ipês continuam fiéis à sua vocação de beleza, e nos esperarão tranqüilos. Ainda haverá de vir um tempo em que os homens e a natureza conviverão em harmonia.

Agora são os ipês rosa. Depois virão os amarelos. Por fim, os brancos.

Cada um dizendo uma coisa diferente. Três partes de uma brincadeira musical, que certamente teria sido composta por vivaldi ou mozart, se tivessem vivido aqui.

Primeiro movimento, "ipê rosa", andante tranqüilo, como o coral de bach que descreve as ovelhas pastando. Ouve-se o som rural do órgão.

Segundo movimento, "ipê amarelo", rondo vivace, em que os metais, cores parecidas com as do ipê, fazem soar a exuberância da vida.

Terceiro movimento, "ipê branco", moderato, em que os violoncelos falam de paz e esperança. Penso que os ipês são uma metáfora do que poderíamos ser. Seria bom se pudéssemos nos abrir para o amor no inverno...

Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês.

E diga-lhes que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles nem o ouvirão e não responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto. Quem sabe acontecerá com você o que aconteceu com moisés, e sentirá que ali resplandece a glória divina...

Os Macados

Rubem Alves

Vou contar para vocês uma estória. Não importa se verdadeira ou imaginada. Por vezes, para ver a verdade, é preciso sair do mundo da realidadee entrar no mundo da fantasia... Um grupo de psicólogos se dispôs a fazer uma experiência com macacos. Colocaram cinco macacos dentro de uma jaula. No meio da jaula, uma mesa. Em cima da mesa, pendendo do teto, um cacho de bananas.

Os macacos gostam de bananas. Viram a mesa. Perceberam que, subindo na mesa, alcançariam as bananas. Um dos macacos subiu na mesa para apanhar uma banana. Mas os psicólogos estavam preparados para tal eventualidade: com uma mangueira deram um banho de água fria nele. O macaco que estava sobre a mesa, ensopado, desistiu provisoriamente do seu projeto.

Passados alguns minutos, voltou o desejo de comer bananas. Outro macaco resolveu comer bananas. Mas, ao subir na mesa, outro banho de água fria. Depois de o banho se repetir por quatro vezes, os macacos concluíram que havia uma relação causal entre subir na mesa e o banho de água fria. Como o medo da água fria era maior que o desejo de comer bananas, resolveram que o macaco que tentasse subir na mesa levaria uma surra. Quando um macaco subia na mesa, antes do banho de água fria, os outros lhe aplicavam a surra merecida.

Aí os psicólogos retiraram da jaula um macaco e colocaram no seu lugar um outro macaco que nada sabia dos banhos de água fria. Ele se comportou como qualquer macaco. Foi subir na mesa para comer as bananas. Mas, antes que o fizesse, os outros quatro lhe aplicaram a surra prescrita. Sem nada entender e passada a dor da surra, voltou a querer comer a banana e subiu na mesa. Nova surra. Depois da quarta surra, ele concluiu: nessa jaula, macaco que sobe na mesa apanha. Adotou, então, a sabedoria cristalizada pelos políticos humanos que diz: se você não pode derrotá-los, junte-se a eles.

Os psicólogos retiraram então um outro macaco e o substituíram por outro. A mesma coisa aconteceu. Os três macacos originais mais o último macaco, que nada sabia da origem e função da surra, lhe aplicaram a sovade praxe. Este último macaco também aprendeu que, naquela jaula, quem subia na mesa apanhava.

E assim continuaram os psicólogos a substituir os macacos originais por macacos novos, até que na jaula só ficaram macacos que nada sabiam sobre o banho de água fria. Mas, a despeito disso, eles continuavam a surrar os macacos que subiam na mesa.

Se perguntássemos aos macacos a razão das surras, eles responderiam: é assim porque é assim. Nessa jaula, macaco que sobe na mesa apanha... Haviam se esquecido completamente das bananas e nada sabiam sobre os banhos. Só pensavam na mesa proibida.

Vamos brincar de "fazer de conta". Imaginemos que as escolas sejam as jaulas e que nós estejamos dentro delas... Por favor, não se ofenda, é só faz-de-conta, fantasia, para ajudar o pensamento. Nosso desejo original é comer bananas. Mas já nos esquecemos delas. Há, nas escolas, uma infinidade de coisas e procedimentos cristalizados pela rotina, pela burocracia, pelas repetições, pelos melhoramentos. À semelhança dos macacos, aprendemos que é assim que são as escolas. E nem fazemos perguntas sobre o sentido daquelas coisas e procedimentos para a educação das crianças. Vou dar alguns exemplos.

Primeiro, a arquitetura das escolas. Todas as escolas têm corredores e salas de aula. As salas servem para separar as crianças em grupos, segregando-as umas das outras. Por que é assim? Tem de ser assim? Haverá uma outra forma de organizar o espaço, que permita interação e cooperação entre crianças de idades diferentes, tal como acontece na vida? A escola não deveria imitar a vida?

Programas. Um programa é uma organização de saberes numa determinada sequência. Quem determinou que esses são os saberes e que eles devem ser aprendidos na ordem prescrita? Que uso fazem as crianças desses saberes na sua vida de cada dia? As crianças escolheriam esses saberes? Os programas servem igualmente para crianças que vivem nas praias de Alagoas, nas favelas das cidades, nas montanhas de Minas, nas florestas da Amazônia, nas cidadezinhas do interior?

Os programas são dados em unidades de tempo chamadas "aulas". As aulas têm horários definidos. Ao final, toca-se uma campainha. A criança tem de parar de pensar o que estava pensando e passar a pensar o que o programa diz que deve ser pensado naquele tempo. O pensamento obedece às ordens das campainhas? Por que é necessário que todas as crianças pensem as mesmas coisas, na mesma hora, no mesmo ritmo? As crianças são todas iguais? O objetivo da escola é fazer com que as crianças sejam todas iguais?

A questão é fazer as perguntas fundamentais: por que é assim? Para que serve isso? Poderia ser de outra forma? Temo que, como os macacos, concentrados no cuidado com a mesa, acabemos por nos esquecer das bananas...

Rubem Alves, 65, é educador e escritor

Os porcos-espinho

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.

Os porcos espinhos, percebendo esta situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhariam e se protegeriam mutuamente.

Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor. E, por isso, eles tornaram a se afastar uns dos outros, voltando assim a morrer congelados.

Precisavam fazer uma escolha urgentemente. Desapareceriam também da face da terra morrendo todos congelados, ou aceitavam os espinhos de seus semelhantes?

Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam assim, a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor um do outro.

Sobreviveram...

O melhor relacionamento não é aquele que reúne membros perfeitos, mas aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue perdão pelos próprios defeitos.

"Aqueles que nos são mais próximos são os que mais machucamos."

Os Quatro Elementos

Autor desconhecido

E disse o mestre:

— Seja terra - a terra recebe os dejetos de homens e animais, e não é perturbada por isto; muito pelo contrário, transforma as impurezas em adubo, e fertiliza o campo.

— Seja água - a água limpa a si mesma, e limpa tudo aquilo que toca. Seja água em torrente.

— Seja fogo - o fogo faz a madeira podre transformar-se em luz e calor. Seja o fogo que queima e purifica.

— Seja vento - o vento espalha as sementes sobre a terra, faz o fogo arder com mais brilho, empurra as nuvens para que a água caia sobre todos os homens.

Se você tiver a paciência da terra, a pureza da água, a força do fogo, e a justiça do vento, você está livre.

  M a r t h a
  martha carrer cruz gabriel
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  www.ociocriativo.com.br

Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas

Pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar.

Quando o grão de areia penetra as células do nácar, começam a trabalhar e cobrir o grão com camadas para proteger o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola vai se formando ali no seu interior.

Uma ostra que não foi ferida, nunca vai produzir pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém?

Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?

Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas?

Já sentiu duros golpes de preconceito?

Já recebeu o troco da indiferença?

Então, produziu uma pérola.

Cubra suas mágoas com várias camadas de amor.

Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de sentimento.

A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas alimentando-as com de sentimentos pequenos, não permitindo que cicatrizem.

Assim, na prática, o que vemos são muitas "ostras vazias" não por que não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.

Fabrique pérolas você também!

Os Versos que te Dou

J. G. De Araújo Jorge

  Ouve estes versos que te dou, eu os fiz
  Hoje que sinto o coração contente
  Enquanto o teu amor for meu somente,
  Eu farei versos... e serei feliz...
  
  E hei de fazê-los pela vida afora
  Versos de sonho e amor, e hei depois
  Relembrar o passado de nós dois...
  ... esse passado que começa agora...
  
  Estes versos repletos de ternura
  São versos meus, mas que são teus, também...
  Sozinha, hás de escutá-los sem ninguém
  Que possa perturbar nossa ventura...
  
  Quando o tempo branquear os teus cabelos
  Hás de um dia, mais tarde, revivê-los,
  Nas lembranças que a vida não desfez...
  
  E ao lê-los... com saudade em tua dor...
  Hás de rever, chorando, o nosso amor,
  Hás de lembrar, também, de quem os fez...
  
  Se nesse tempo eu já tiver partido
  E outros versos quiseres, teu pedido
  Deixa ao lado da cruz para onde eu vou...
  
  Quando lá, novamente, então tu fores,
  Podes colher do chão todas as flores
  Pois são versos de amor que ainda te dou.

O Tempo

Para os erros, o perdão. Para os fracassos, uma nova chance. Para um amor impossível, o tempo

Ouça, por favor

Quando peço para você me ouvir e você começa a me dar conselhos, não está fazendo o que eu pedi.

Quando peço para você me ouvir e você começa a me dizer por que eu não deveria me sentir assim, está ferindo meus sentimentos.

Quando peço para você me ouvir e você acha que precisa fazer alguma coisa para resolver o meu problema, você não me ajudou, por mais estranho que pareça.

Não fale nem faça - apenas ouça.

Conselhos são baratos. Com pouco dinheiro, você compra uma revista, um jornal ou um livro cheios de conselhos. E isso eu posso fazer por conta própria. Não sou incapaz.

Talvez me desanime e hesite com frequência, mas não sou incapaz.

Quando você faz por mim alguma coisa que eu posso e preciso fazer por conta própria, você contribui para o meu medo e a minha insegurança.

Mas, quando você aceita como um fato natural que eu sinta o que sinto, por mais irracional que seja, aí eu não preciso me preocupar em convencer você e posso entender o que está por trás desse sentimento irracional.

E, quando isso estiver claro, as respostas serão óbvias e não precisarei de conselhos.

Sentimentos irracionais fazem sentido quando entendemos o que está por trás deles.

Talvez seja por isso que rezar funciona às vezes para algumas pessoas - porque Deus é mudo e não dá conselhos, nem tenta consertar as coisas. Deus apenas ouve e deixa você descobrir as coisas por conta própria.

Então, por favor, apenas ouça, apenas ouça.

E se quiser falar, espere um pouco a sua vez - e eu ouvirei você.

Histórias para aquecer o coração dos adolescentes

Ouvir Estrelas

Olavo Bilac

  "Ora, direis ouvir estrelas! Certo
  Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
  Que, para ouví-las, muitas vezes desperto
  E abro as janelas, pálido de espanto...
  
  E conversamos toda a noite, enquanto
  A via Láctea, como um pálio aberto,
  Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
  Inda as procuro pelo céu deserto.
  
  Direis agora! "Tresloucado amigo!
  Que conversas com elas? Que sentido
  Tem o que dizem, quando estão contigo?"
  
  E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
  Pois só quem ama pode ter ouvido
  Capaz de ouvir e de entender estrelas".

Ouvir: Escutar Atentamente

Norm Anderson

Ouvir é "fazer um esforço consciente para escutar." É "prestar atenção" a uma outra pessoa.

Ouvir é fundamental para uma boa comunicação e parte vital do relacionamento íntimo. Inclui prestar atenção a mensagens que são enviadas através de uma variedade de meios.

Ouvir é importante porque torna a comunicação possível e esta é essencial para o desenvolvimento de relacionamentos. Assim, ouvir é algo de grande importância. Quando alguém envia mensagens sem que haja alguém para lhes dar atenção e fazer um esforço para recebê-las, a comunicação não acontece.

Há outra grande razão para que o ouvir seja tão importante: nós aprendemos quando ouvimos. Quando as pessoas deixam de ouvir umas às outras, raramente os relacionamentos se desenvolvem. Os mal-entendidos são freqüentes, o trabalho em equipe é deficiente e os erros são comuns. As pessoas podem estar tão concentradas em enviar mensagens que dedicam pouco ou nenhum tempo para ouvir as mensagens que estão sendo emitidas pelos outros. A insensibilidade em relação aos outros é freqüente e as pessoas, não raro, se distanciam emocionalmente.

Quando o ouvir é deficiente, é virtualmente impossível que as pessoas se conheçam e compreendam umas às outras. Ao contrário, elas se sentem ignoradas, como se os pensamentos que expressam não sejam importantes o bastante para que alguém lhes preste a devida atenção. As pessoas se sentem sozinhas ou isoladas. A frustração torna-se comum e cresce o nível de estresse. As pessoas querem se expressar, compartilhar suas idéias com outras. Elas querem e necessitam ser ouvidas.

Isto nos faz voltar à necessidade de atenção, o chamado respeito. Ouvir também é uma forma de cuidado, quando alguém dedica tempo para ouvir, demonstra que se importa.

Resultados do estímulo de ouvir: as pessoas se sentem importantes. A comunicação positiva aumenta. Nós aprendemos. Cresce o entendimento interpessoal. O trabalho em equipe melhora, Diminuem os erros e enganos.

"Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se." - Tiago 1.19

Paganini

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saiam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível.

Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou. Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas.

O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar.

Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo. Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram oohhh! Que ecoou pela abobadilha daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra.

O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.Mas Paganini não pára.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva.

O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio. Paganini atinge a glória. Seu nome corre através do tempo.

Ele não é apenas um violinista genial. É o símbolo do profissional que continua diante do impossível.

Não importa o tipo de problemas que você está tendo. Pode ser problema pessoal, conjugal, familiar, qualquer coisa que esteja afetando a sua auto-estima ou seu desempenho profissional. Tenha certeza de uma coisa: nem tudo está perdido. Ainda existe uma corda e é tocando nela que você exercerá seu talento. Tocando nela é que você irá vibrar.

Aprenda a aceitar que a vida sempre lhe deixará uma última corda. Quando sentir desânimo, nunca desista. Ainda existirá a corda da persistência inteligente, do "tentar mais uma vez ", do dar um passo a mais com um enfoque novo. Desperte o Paganini que existe dentro de você e avance para vencer. Vitória é a arte de você continuar, onde os outros resolvem parar.

Quando tudo parece ruir, dê uma chance a você e vá em frente. Toque na corda da motivação e tire sons de resultados positivos. Mas antes pergunte: quem motiva o motivador? Isto é: quem motiva seu cérebro, que motiva sua mão, que toca seu violino?

Não se frustre, não se desespere... lembre-se: ainda existe a última corda: a do aprender de novo para deslumbrar e gerar soluções. Nunca a vida lhe quebrará todas as cordas. Se os resultados estão mal, é a sua oportunidade de tocar a última corda, a da imaginação que reinventa o futuro com inovação contínua.

É sempre a corda esquecida que lhe dará o maior resultado.

Mas, se por acaso, você se sentir no "fundo do poço", esta é a sua chance de tocar na melhor corda do universo: Deus.

Paciência e Perseverança

Paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem.

John Quincy Adams

Paixões

Voltaire

As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios,
Fazendo-os navegar;
outras vezes podem fazê-los naufragar,
mas se não Fossem elas,
não haveria viagens nem aventuras nem novas descobertas.

Paixões

Voltaire

  As paixões são como ventanias
  que enfurnam as velas dos navios,
  Fazendo-os navegar;
  outras vezes podem fazê-los naufragar,
  mas se não Fossem elas,
  não haveria viagens nem aventuras nem novas descobertas.

Para combater a contrariedade

Extraído de Cem Impulsos Positivos Para Viver Melhor, de Eduardo Criado

O Dr. John Sain Schindler recomenda um método fácil e simples de ser usado, ainda que provoque risos em alguém. Diz ele:

"Sempre que enfrentar uma irritação que lhe bate à porta, experimente a estratégia de formar o circulo mágico com o indicador e o polegar e, pondo-o à sua frente, diga: para o diabo que o carregue. Não permitirei que isso me aflija."

Para você estar passando adiante

Ricardo Freire

Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo.

Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela Internet.

O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando.

Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral. Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha nas pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo. Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim!, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito. Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo obrigados a estar emigrando para algum lugar onde não vão estar nos obrigando a estar ouvindo frases assim o dia inteirinho.

Sinceramente: nossa paciência está estando a ponto de estar estourando. O próximo "Eu vou estar transferindo a sua ligação" que eu vá estar ouvindo pode estar provocando alguma reação violenta da minha parte. Eu não vou estar me responsabilizando pelos meus atos.

As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia. Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing. Daí a estar pensando que "We'll be sending it tomorrow" possa estar tendo o mesmo significado que "Nós vamos estar mandando isso amanhã" acabou por estar sendo só um passo.

Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações.

A gravidade da situação só começou a estar se evidenciando quando o diálogo mais coloquial demonstrou estar sendo invadido inapelavelmente pelo gerundismo. A primeira pessoa que inventou de estar falando "Eu vou tá pensando no seu caso" sem querer acabou por estar escancarando uma porta para essa infelicidade lingüística estar se instalando nas ruas e estar entrando em nossas vidas. Você certamente já deve ter estado estando a estar ouvindo coisas como "O que cê vai tá fazendo domingo?", ou "Quando que cê vai tá viajando pra praia?", ou "Me espera, que eu vou tá te ligando assim que eu chegar em casa".

Caramba! O que a gente pode tá fazendo pra que as pessoas tejam entendendo o que esse negócio pode tá provocando no cérebro das novas gerações? A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o "a nível de", o "enquanto", o "pra se ter uma idéia" e outros menos votados.

A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito?

Pedro e seu machado

Pedro, um lenhador, após um grande trabalho em uma área de desmatamento, se viu desempregado. Após tanto tempo cortando árvores, entrou no corte! A madeireira precisou reduzir custos...

Saiu, então, à procura de nova oportunidade de trabalho. Seu tipo físico, porém, muito franzino, fugia completamente do biotipo de um lenhador. Além disso, o machado que carregava era desproporcional ao seu tamanho. Aqueles que conheciam Pedro, entretanto, julgavam-no um ótimo profissional.

Em suas andanças, Pedro chegou a uma área reflorestada que estava começando a ser desmatada. Apresentou-se ao capataz da madeireira como um lenhador experiente. E ele o era! O capataz, após um breve olhar ao tipo miúdo do Pedro e, com aquele semblante de selecionador implacável, foi dizendo que precisava de pessoas capazes de derrubar grandes árvores, e não de "catadores de gravetos".

Pedro, necessitando do emprego, insistiu. Pediu que lhe fosse dada uma oportunidade para demonstrar sua capacidade. Afinal, ele era um profissional experiente! Com relutância, o capataz resolveu levar Pedro à área de desmatamento. E só fez isso pensando que Pedro fosse servir de chacota aos demais lenhadores. Afinal, ele era um fracote...

Sob os olhares dos demais lenhadores, Pedro se postou frente a uma árvore de grande porte e, com o grito de "madeira", deu uma machadada tão violenta que a árvore caiu logo no primeiro golpe. Todos ficaram atônitos!

Como era possível tão grande habilidade e que força descomunal era essa, que conseguira derrubar aquela grande árvore numa só machadada? Logicamente, Pedro foi admitido na madeireira. Seu trabalho era elogiado por todos, principalmente pelo patrão, que via em Pedro uma fonte adicional de receita.

O tempo foi passando e, gradativamente, Pedro foi reduzindo a quantidade de árvores que derrubava. O fato era incompreensível, uma vez que Pedro estava se esforçando cada vez mais.

Um dia, Pedro se nivelou aos demais. Dias depois, encontrava-se entre os lenhadores que menos produziam... O capataz que, apesar da sua rudeza, era um homem vivido, chamou Pedro e o questionou sobre o que estava ocorrendo. "Não sei", respondeu Pedro, "nunca me esforcei tanto e, apesar disso, minha produção está decaindo".

O capataz pediu, então, que Pedro lhe mostrasse o seu machado. Quando o recebeu, notando que ele estava cheio de "dentes" e sem o "fio de corte", perguntou ao Pedro: "Por que você não afiou o machado?".

Pedro, surpreso, respondeu que estava trabalhando muito e por isso não tinha tido tempo de afiar a sua ferramenta de trabalho. O capataz ordenou que Pedro ficasse no acampamento e amolasse seu machado. Só depois disso ele poderia voltar ao trabalho. Pedro fez o que lhe foi mandado.

Quando retornou à floresta, percebeu que tinha voltado à forma antiga conseguia derrubar as árvores com uma só machadada.

A lição que Pedro recebeu cái como uma luva sobre muitos de nós, preocupados em executar nosso trabalho ou, pior ainda, julgando que já sabemos tudo o que é preciso, deixamos de "amolar o nosso machado", ou seja, deixamos de atualizar nossos conhecimentos.

Sem saber por que, vamos perdendo posições em nossas empresas ou nos deixando superar pelos outros. Em outras palavras, perdemos a nossa potencialidade.

Muitos avaliam a experiência que possuem pelos anos em que se dedicam àquilo que fazem. Se isso fosse verdade, aquele funcionário que aprendeu, em 15 minutos, a carimbar os documentos que lhe chegam às mãos, depois de 10 anos na mesma atividade poderia dizer que tem 10 anos de experiência. Na realidade, tem 15 minutos de experiência repetida durante dez anos.

A experiência não é a repetição monótona do mesmo trabalho, e sim a busca incessante de novas soluções, tendo coragem de correr riscos que possam surgir. É "perder tempo" para afiar o nosso machado.

Pegadas na Areia

Uma noite eu tive um sonho... Sonhei que estava andando na praia com o Senhor, e através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia, um era meu e outro era do Senhor.

Quando a ultima cena da minha vida passou diante de nós, olhei para traz, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes no caminho da vida havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isto aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me, então perguntei ao Senhor:

-- Senhor, Tu me disseste que uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o meu caminho, mas notei que durante as maiores tribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que necessitava de Ti, tu me deixastes...

O Senhor respondeu:

-- Meu precioso filho, Eu Te Amo e jamais te deixaria nas horas de tua prova e de teu sofrimento. Quando vistes na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí, que Eu te carreguei nos braços.

Peixe Fresco

Os japoneses adoram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo gastavam para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco.

E os japoneses não gostaram do gosto daqueles peixes. Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.

Entretanto, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e, é claro, eles não gostaram do peixe congelado.O peixe congelado, porém, tornou os preços mais baixos. Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, como sardinhas. Depois de certo tempo, pela falta de espaço, os peixes paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, embora, vivos.

Os japoneses ainda podiam notar a diferença no sabor. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.

Então, como os japoneses resolveram este problema?

Como eles conseguiram levar aos consumidores peixes com gosto de puro frescor ?

Se nós estivéssemos trabalhando em consultoria para as empresas de pesca, o que recomendaríamos?

Quando as pessoas atingem seus objetivos, tais como, quando encontram um(a) namorado(a) maravilhoso(a), começam com sucesso numa empresa nova, pagam todas as suas dívidas ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões.

Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, se dedicarem tanto, então relaxam. Elas passam pelo mesmo problema que os ganhadores de loteria que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros que nunca trabalharam e de donas de casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.

Para essas situações, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, existe solução. L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50. "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador". Quanto mais inteligente, persistente e competitivo somos, mais gostamos de um bom problema. Se nossos desafios estão em um determinado tamanho e conseguimos, passo a passo, conquista-los, ficamos muito felizes. Pensamos em novos desafios e nos sentimos com mais energia.

Ficamos excitados em tentar novas soluções. Nos divertimos. Permanecemos vivos!

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas, ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo".

Os peixes são desafiados!

Portanto, ao invés de evitar desafios, devemos pular dentro deles.

Massacremo-los. Se nossos desafios são muito grandes e numerosos, não devemos desistir e, isto sim, nos reorganizar buscando mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.

Se alcançamos nossos objetivos, buscamos objetivos maiores. Uma vez que nossas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas , vamos ao encontro dos objetivos do nosso grupo, da sociedade e até mesmo da humanidade.

Devemos criar o nosso sucesso pessoal e não se acomodar nele. E, com recursos, habilidades e destrezas, fazer a diferença.

Vamos por um tubarão em nossos tanques e observar quão longe, realmente, podemos chegar.

Somos obrigados a acordar conosco, todos os dias de manhã...

E, como vamos fazer isto pelo resto das nossas vidas, é melhor que façamos com prazer.

Muito prazer !!!

Pensamentos

James Allen

Hoje estamos no lugar aonde nos trouxeram os nossos pensamentos; amanhã estaremos aonde os nossos pensamentos nos levarem.

Perdão

Anthony Strano, Discovering Spirituality, Eternety Ink, Australia, 1999

Perdoar a nós mesmos significa não fazer o mesmo erro de novo, não inventar caminhos convenientes para nos desculpar.

Mesmo o perdão e a compaixão de Deus não podem ser sentidos pela pessoa que tenha endurecido seu próprio coração contra os outros.

Se quisermos ser perdoados precisamos estar dispostos a perdoar primeiro. Acoragem de agir primeiro é o sinal daquele que é realmente justo.

Quem perdoa primeiro não só prova sua justiça mas especialmente provaseu amor.

Perfeição

No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais.

Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas a escolas comuns.

Em um jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.

Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou ele:

— Onde está a perfeição em meu filho Shaya? Se tudo o que DEUS faz, é feito com perfeição. Mas meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então onde está a perfeição de Deus?

Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai..

Mas ele continuou:

— Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança. Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Shaya:

— Uma tarde Shaya e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que Shaya conhecia, estavam jogando beisebol. Shaya perguntou-me: você acha que eles me deixariam jogar? Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria no time. Mas entendi que se Shaya pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei se Shaya poderia jogar.

O menino deu uma olhada ao redor buscando a aprovação de seus companheiros de time. Mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:

— Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava... Acho que ele pode entrar em nosso time e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.

Fiquei admirado quando Shaya abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar...

No final da oitava rodada, o time de Shaya marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três. No final da nona rodada, o time de Shaya marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Shaya foi escalado para continuar. O time deixaria Shaya de fato rebater nesta circunstância e jogar fora a chance de ganhar o jogo?

Surpreendentemente, foi dado o bastão a Shaya. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém quando Shaya tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Shaya pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Shaya balançou desajeitadamente e o perdeu.

Um dos companheiros do time de Shaya foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador. O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Shaya. Quando veio o lance, Shaya e o seu companheiro de time balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Shaya estaria fora e isso teria terminado o jogo, ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a em uma curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.

Então todo o mundo começou a gritar:

— Shaya, corra para a primeira base. Corra para a primeira. Nunca em sua vida ele tinha corrido... Mas saiu em disparada para a linha de base, com os olhos arregalados e assustados. Até que ele alcançasse a primeira base,o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base o que colocaria Shaya para fora, pois ele ainda estava correndo. Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base.

Todo o mundo gritou: Corra para a segunda, corra para a segunda base Shaya correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.

Quando Shaya alcançou a segunda base, a curta parada adversária, colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram: Corra para a terceira.

Quando Shaya contornou a terceira base, os meninos de ambos os times correram atrás dele gritando:

— Shaya, corra para a base principal. Shaya correu para a base principal,pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para o time dele.

— Naquele dia, disse o pai com lágrimas caindo sobre sua face, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus.

— Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!.

O fato é verdadeiro e ao mesmo tempo nos causa tanta estranheza.

Entretanto, há pessoas que enviam mil piadas por e-mail e elas se espalham como fogo, mas quando enviamos mensagens sobre algo bom, as pessoas pensam duas vezes antes de compartilhá-las. É preocupante que coisas grotescas, vulgares e obscenas cruzem livremente o ciberespaço, mas se você decidir passar adiante esta mensagem, não a enviará para muitos de sua lista de endereços, porque não está seguro quanto ao que eles acreditam, ou o que pensarão de você..

Estamos mais preocupados sobre o que as outras pessoas pensam de nós, do que com o que Deus espera de nós.

Mas, tenhamos a certeza que, se quisermos, poderemos transformar Nossas vidas e fazer sempre o melhor para todas as pessoas.

Um ótimo dia para você, com as bênçãos de Deus sobre sua vida!

Pessoas foram feitas para se amar

Pessoas foram feitas para se amar.
Coisas foram feitas para se usar.
O problema do mundo é que:
Usamos as pessoas e amamos as coisas.

Pessoas Especiais

D. Beisser

As pessoas especiais são aquelas que têm a habilidade de dividir suas vidas com os outros.

Elas são honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas, e sempre dão por certo que o amor é parte de tudo.

As pessoas especiais são aquelas que têm a habilidade de doar aos outros, e de ajudá-los com as mudanças que surgem em seus caminhos.

Elas não têm medo de ser vulneráveis; elas acreditam que são únicas e têm orgulho em ser quem são.

As pessoas especiais são aquelas que permitem-se o prazer de estar próximo aos outros e importar-se com a felicidade deles.

Elas vieram para entender que o amor é o que faz a diferença na vida.

As pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida bela.

Pessoas São um Presente

Vamos falar de gente, de pessoas...

Existe, acaso, algo mais espetacular do que gente?

Pessoas são um presente. Algumas tem um embrulho bonito, como os presentes de Natal, Páscoa ou festa de aniversário.

Outras vêm em embalagem comum.

E há as que ficaram machucadas no correio...

De vez em quando uma Registrada. São os presentes valiosos.

Algumas pessoas trazem invólucros fáceis.

De outras, é dificílimo, quase impossível, tirar a embalagem. É fita durex que não acaba mais...

Mas... a embalagem não é o presente. E tantas pessoas se enganam, confundindo a embalagem com o presente.

Por que será que alguns presentes são complicados para a gente abrir? Talvez porque dentro da bonita embalagem haja muito pouco valor. E bastante vazio, bastante solidão. A decepção seria grande.

Também você amigo. Também eu. Somos um presente para os outros. Você para mim, eu para você.

Triste se formos apenas um presente-embalagem: muito bem empacotado e quase nada, lá dentro!

Quando existe verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser mera embalagem e passamos à categoria de reais presentes.

Nos verdadeiros encontros humanos, acontecem coisas muito comoventes e essenciais: mutuamente nos vamos desembrulhando, desempacotando, revelando...

Você já experimentou essa imensa alegria da vida? A alegria profunda que nasce da alma, quando duas pessoas se comunicam virando um presente uma para outra? Conteúdo interno é segredo para quem deseja tornar-se Presente aos irmãos de cada estrada e não apenas embalagem...

Um presente assim não necessita de embalagem. É a verdadeira alegria que a gente sente e não consegue descrever, só nasce no verdadeiro encontro com alguém. A gente abre, sente e agradece a Deus.

Pessoas São um Presente!

Pessoas são música

José Oliva

Elas entram na vida da gente e deixam sinais.

Como a sonoridade do vento ao final da tarde.

Como os ataques de guitarras e metais presentes em cada clarão da manhã.

Olhe a pessoa que está ao seu lado e você vai descobrir, Olhando fundo, que há uma melodia brilhando no disco do olhar.

Procure escutar.

Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, interpretadas.

Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que Foram criadas, para tocarem suas vidas com toda essa magia de serem músicas.

E de poderem alçar todos os vôos, de poderem vibrar com as notas, de poderem cumprir, Afinal, todo o sentido que a elas foi dado pelo compositor.

Pessoas são músicas como você.

Está ouvindo? Como você.

Pessoas têm que fazer sucesso. Mesmo que não estejam nas paradas.

Mesmo que não toquem no rádio.

Pontes, muros e cercas

Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas tudo agora havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.

Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta:

-- Estou procurando trabalho, talvez você tenha algum serviço para mim. - disse o homem.

-- Sim, disse o fazendeiro. - Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho, na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta!

-- Acho que entendo a situação. - disse o homem. - mostre-me onde estão a pá e os pregos!

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro. Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho.

Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:

-- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.

Mas as surpresas não pararam por ali. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos.

Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo disse:

-- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.

De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O homem que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.

-- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.

E o homem respondeu:

-- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...

Já pensou como ascoisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas de trabalho e principalmente nossos inimigos... o que você está esperando? Que tal começar agora?!

"a única vez que você não pode falhar é na última vez que tentar."

Por falar em dar

  Dar não é fazer amor.
  Dar é dar.
  Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete.
  Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais.
  Dar é bom.
  Melhor do que dar, só dar por dar.
  Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
  Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto.
  Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante, e dar relaxa.
  Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
  Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.
  Dar é bom, na hora.
  Durante um mês.
  Para as mais desavisadas, talvez anos.
  Mas dar é dar demais e ficar vazia.
  Dar é não ganhar.
  É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
  É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
  É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
  "Que cê acha amor?".
  Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
  Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão.
  Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua.
  Se você for chata, suas amigas perdoam.
  Se você for brava, suas amigas perdoam.
  Até se você for magra, as suas amigas perdoam.
  Mas... experimente ser amada."

Veríssimo

Precisando de amor

Luis Fernando Veríssimo

Quem não gosta de ser amado?

Ser paparicado?

Receber atenção especial, presentinhos e beijinhos doces?

Quem não gosta de surpresinhas gostosas, beijo na boca e abraços apertados? Quem é que de livre e espontânea vontade prefere a solidão a uma boa companhia?

Ora, todo mundo quer uma boa companhia e de preferência para o todo sempre.

Mas conviver com essa "boa companhia" diariamente por 3, 5, 10, 15, 25 anos é que é o difícil.

No começo dos relacionamentos e até 1 ano de vida amorosa, tudo são mais ou menos flores.

Brigas e discussões, (caia fora dessa fria).

Não adianta você dizer que depois de três meses apenas que "encontrou o amor de sua vida", porque o amor precisa de convivência para ser devidamente testado.

Nesse mundo maluco e agitado, as pessoas estão se encontrando hoje, se amando amanhã e entrando em crise depois de amanhã.

Uma coisa frenética e louca que tem feito muita gente, que se julgava equilibrada, perder os parafusos e fazer muita besteira.

Paixão, loucura e obsessão, três dos mais perigosos ingredientes que estão crescendo nos relacionamentos de hoje em dia por causa da velocidade das informações e o medo de ficar sozinho.

As pessoas não estão conseguindo conviver sozinhas com seus defeitos, vícios e qualidades, e partem desesperadamente para encontrar alguém, a tal da alma gêmea, e se entregam muitas vezes aos primeiros pares de olhos que piscam para o seu lado.

Vale tudo nessa guerra, chat, carta, agência, festas e até roubar o parceiro de alguém. É uma guerra para não ficar sozinho.

Medo?

Com medo de se encarar no espelho e perceber as próprias eficiências?

Com medo de encarar a vida e suas lutas?

Então a pessoa consegue alguém (ou acha que está nascendo um grande amor), fecha os olhos para a realidade e começa a viver um sonho, trancado em si.

Mesmo, nos quartos e no seu egoísmo, a pessoa transfere toda a sua carência para o (a) parceiro (a), transfere a responsabilidade de ser feliz para uma pessoa que na verdade ela mal conhece.

Então, um belo dia, vem o espanto, a realidade, o caso melado, o "falso amor" acaba, e você que apostou todas as suas fichas nesse romance fica sem chão, sem eira nem beira, e o pior: muitas vezes fica sem vontade de viver.

Pobre povo desse século da pressa!

Precisamos urgentemente voltar o costume "antigo" de "ter tempo", de dar um tempo para o tempo nos mostrar quem são as pessoas.

Namorar é conhecer, é reconhecer, é a época das pesquisas, do reconhecimento...

Se as pessoas não se derem um tempo, não buscarem se conhecer mais, logo em breve teremos milhares de consultórios lotados de "depressivos" e cemitérios cada vez mais cheios de suicidas "seres cansados de si mesmos...". Faça um bem para si mesmo e para os outros, quando iniciar um relacionamento procure dar tempo para tudo: passeie muito de mãos dadas, converse mais sobre gostos e preferências, conheça a família e mostre a sua, descubra os hábitos e costumes.

Parece careta demais?

Que nada, isso é a realidade que pode salvar relacionamento e muitas vidas. Pense nisso e se gostar, passe essa mensagem para frente; quem sabe se juntos, não ajudamos alguém carente de amor a encontrar um motivo para ser feliz?

Muita pretensão?

Não, só vontade de te ver feliz.

Precisa-se de um amigo

Vinícius de Moraes

  Não precisa ser homem, basta ser humano,
  basta ter sentimentos, basta ter coração.
  
  Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
  
  Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaros,
  de sol, de lua, de canto, dos ventos
  e das canções da brisa.
  
  Deve ter amor, um grande amor por alguém,
  ou então sentir falta de não ter esse amor.
  
  Deve amar o próximo e respeitar
  a dor que os passantes levam consigo.
  
  Deve guardar segredo sem se sacrificar.
  
  Não é preciso que seja de primeira mão,
  nem é imprescindível que seja de segunda mão.
  
  Pode já ter sido enganado,
  pois todos os amigos são enganados.
  
  Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro,
  mas não deve ser vulgar.
  
  Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e,
  no caso de assim não ser,
  deve sentir o grande vazio que isso deixa.
  
  Deve ter ressonâncias humanas,
  seu principal objetivo deve ser o de ser amigo.
  
  Deve sentir pena das pessoas tristes e
  compreender o imenso vazio dos solitários.
  
  Deve gostar de crianças e lamentar
  os que não puderam nascer.
  
  Que saiba conversar de coisas simples,
  de orvalho, de grandes chuvas
  e de recordações da infância.
  
  Precisa-se de um amigo para não enlouquecer,
  para contar o que se viu de belo e triste durante o dia,
  dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
  
  Deve gostar das ruas desertas, de poças de água
  e dos caminhos molhados, de beira de estrada,
  de mato depois da chuva,
  de se deitar no capim.
  
  Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver,
  não porque a vida é bela,
  mas porque já se tenha um amigo.
  
  Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
  
  Para não se viver debruçado no passado
  em busca de memórias perdidas.
  
  Que bata nos ombros sorrindo e chorando,
  mas que nos chame de amigo,
  para se ter consciência de que ainda se vive.

Presente de natal

Um dia, Alfredo acordou em uma véspera de Natal, muito contente, pois uma data muito importante estava para chegar. Era o dia do aniversário do menino Jesus, e é lógico, o dia em que o Papai Noel vinha visitá-lo todos os anos.

Com seus cinco aninhos, esperava ansiosamente o cair da noite, para voltar a dormir e olhar o seu pé de meia que estava frente a porta, pois não tinha árvore de Natal. Dormiu muito tarde, para ver se conseguia pegar aquele velhinho no "flagra", mas como o sono era maior do que sua vontade, dormiu profundamente.

Na manhã de Natal, observou que seu pé de meia não estava lá, e que não havia presente algum em toda a sua casa. Seu pai desempregado, com os olhos cheios de água, observava atentamente ao seu filho, e esperava tomar coragem para falar que o seu sonho não existia, e com muita dor no coração o chama:

-- Alfredo meu filho, venha cá!

-- Papai?

-- Pois não filho?

-- O Papai Noel se esqueceu de mim...

Falando isso, Alfredo abraça seu pai e os dois se põem a chorar, quando Alfredo fala:

-- Ele também esqueceu do senhor papai?

-- Não meu filho. O melhor presente que eu poderia ter ganho na vida está em meus braços, e fique tranqüilo pois eu sei que o papai Noel não esqueceu de você.

-- Mas todas as outras crianças vizinhas estão brincando com seus presentes...

-- Ele pulou a nossa casa...

-- Pulou não... O seu presente está te abraçando agora, e vai te levar para um dos melhores passeios da sua vida!

E assim, foram para um parque e Alfredo brincou com seu pai durante o resto do dia, voltando somente no começo da noite. Chegando em casa muito sonolento, Alfredo foi para o seu quarto, e "escreveu" para o Papai Noel:

"Querido Papai Noel, Eu sei que é cedo demais para pedir alguma coisa, mas quero agradecer o presente que o senhor me deu. Desejo que todos os Natais que eu passe, faça com que meu pai esqueça de seus problemas, e que ele possa se distrair comigo, passando uma tarde maravilhosa como a de hoje. Obrigado pela minha vida, pois descobri que não são com brinquedos que somos felizes, e sim, com o verdadeiro sentimento que está dentro de nós, que o senhor desperta nos Natais. De quem te agradece por tudo, Alfredo."

E foi dormir...

Entrando no quarto para dar boa-noite ao seu filho, o pai de Alfredo viu a cartinha, e a partir desse dia, não deixou que os seus problemas afetassem a felicidade dele, e começou a fazer que todo dia fosse um Natal para ambos.

Se uma criança de cinco anos, conseguiu perceber que os melhores presentes que se pode receber não são materiais, porque nós não fazemos o mesmo? Que todos façamos com que cada dia seja um Natal, valorizando a amizade, carinho e todos os sentimentos bons que existem dentro de nós.

Afinal, as únicas coisas que poderemos levar desta vida, são os sentimentos e as recordações que ficarão guardadas em nossos corações, não é verdade???

E precisamos lembrar, também, do verdadeiro sentido do Natal, do protagonista desta "festa": uma criança humilde, que nasceu há quase 2000 anos e foi o responsável pelo destino da humanidade.

Às vezes nos pegamos envolvidos com tantas coisas que acabamos esquecendo dele, do "aniversariante". Não se esqueça de agradecê-lo pelos "presentes" que Ele tem lhe dado!!! E o melhor "presente" que você pode ofertá-lo é o seu amor e a sua vida!!!

Autor Desconhecido

Se eu pudesse deixar algum presente a você

Mahatma Gandhi

Se eu pudesse deixar algum presente a você, Deixaria aceso o sentimento De amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender Tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...

Lembraria os erros que foram cometidos Para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para você, se pudesse, O respeito àquilo que é indispensável: Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação.

E, quando tudo o mais faltasse, um segredo: O de buscar no interior de si mesmo A resposta e a força para encontrar a saída.

Idade para ser feliz

Existe somente uma idade @@ para a gente ser feliz.

Somente uma época na vida de cada pessoa @@ Em que é possível sonhar e fazer planos @@ E ter energia bastante para realiza-los.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida @@ E viver apaixonadamente @@ E desfrutar tudo com toda intensidade @@ Sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente @@ Pode criar e recriar a vida @@ a nossa própria imagem e semelhança @@ e vestir-se com todas as cores @@ e experimentar todos os sabores @@ e entregar-se a todos os amores @@ sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem @@ Em que todo desafio é mais um convite a luta @@ Que a gente enfrenta com toda disposição @@ De tentar algo novo, de novo e de novo @@ E quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente @@ Chama-se presente. @@ E tem a duração do instante que passa.

Procura-se uma alma de criança

Maria Eugenia

Procura-se uma alma de criança que foi vista, pela última vez, dentro de nós mesmos, há muitos anos atrás...

Ela pulava, ria e ficava feliz com seus brinquedos velhos...

Ela exultava quando ganhava brinquedos novos, dando vida à latinhas, barbantes, tampinhas de refrigerantes, bonecas, soldadinhos de chumbo, figurinhas... Ela batia palmas quando ia ao circo, quando ouvia músicas de roda, quando seus pais lhe compravam sorvete: "chikabon, tombon, eskibon".

... tudo danado de bom!

Ela se emocionava ao ouvir histórias contadas pela mãe ou quando lia aqueles livrinhos de pano que a madrinha lhe dava quando ia visitá-la.

Ela chorava quando arranhavam seus brinquedos: aquele aparelho de chá cheio de xícaras, com que servia as bonecas ou aqueles carrinhos de guindaste, tratores e furgões. Ela fazia beiço quando a professora a colocava de castigo, mas era feliz com seus amigos, sua pureza, sua inocência, sua esperança, sua enorme vontade de ser uma grande figura humana, que não somente sonhasse, mas que realizasse coisas importantes num futuro que lhe parecia ainda tão longínquo.

Onde ela foi?

Pra que lado ela foi?

Quem a ver, que venha nos falar... ainda é tempo de fazermos com que ela reviva, retomando um pouco da alegria de nossa infância e deixando a alma dar gargalhadas pois, afinal "ainda que as uvas se transformem em passas, o coração é sempre uma criança disposta a pular corda".

Em Busca do Boi

Conta uma história da tradição budista que, um monge entrou em um vilarejo montado em um boi, e os habitantes da vila lhe perguntaram onde estava indo.

Ele então respondeu que estava em busca de um boi.

As pessoas se entreolharam, intrigadas, e então começaram a rir. O monge se foi. No dia seguinte, de novo montando um boi, o monge voltou ao vilarejo. E de novo as pessoas lhe perguntaram o que buscava.

"Procuro um boi", foi novamente a resposta. Outra vez o monge se foi, em meio ao riso de todos.

No terceiro dia o fato se repetiu: "o que busca?" e o monge, montado no boi, disse ser um boi o que buscava. Só que a piada já perdera a sua graça e as pessoas protestaram, dizendo: "olhe aqui, você é um monge, supostamente uma pessoa santa, sábia, e mesmo assim você vem aqui à procura de um boi quando, o tempo todo, é sobre um boi que você esta sentado." ao que replicou o monge: "também assim é a sua procura de deus." e assim é conosco. Tantas e tantas vezes saímos em busca de algo que estava conosco o tempo todo, sem que nos déssemos conta. Achamos que a nossa realização está em outro trabalho, outra profissão, outra família, outros amigos... e chegamos por vezes a partir em uma busca inútil quando, se olhássemos com um pouco mais de atenção - talvez com um pouco mais de boa vontade - para aquilo que já temos, descobriríamos que o " boi" que tanto procurávamos estava nos carregando todo o tempo.

É preciso olhar para frente, sim, traçar metas, segui-las. Mas sem perder a noção do potencial de realização e felicidade que esta bem aqui, na nossa realidade presente.

Se você aprender a olhar para sua própria vida, pode descobrir que sua esposa, ou seu marido, ainda conserva muito daquilo que fez você se apaixonar há 10, 20, 50 anos.

Que sua profissão continua tendo muito em comum com suas idéias de vida - apesar de seu desgaste, de seu cansaço.

Que seu trabalho ainda guarda chances e as perspectivas que tanto prometiam. Estão apenas um tanto encobertas pela poeira do tempo que passou, enquanto você esteve ocupado demais para aproveitá-las.

A felicidade precisa ser perseguida. Mas muitas, muitas vezes, sofremos e choramos sentados sobre ela.

(A. D.)

Punir e educar

Quando o telefone tocou Santiago não poderia imaginar a notícia que lhe seria dada.

-- Senhor Santiago? - perguntou uma voz severa.

-- Sim. - respondeu apreensivo.

-- Sou o delegado Lima.

Seu filho Fábio foi preso em flagrante, minutos atrás, quando furtavaum CD de uma loja em um Shopping. Embora o delegado continuasse falando, nada mais foi registrado por Santiago.

O choque da notícia atingiu-o como um violento soco.

Ficou calado, segurando o telefone mesmo depois do término da ligação.

Não podia crer naquilo.

-- Por quê? - perguntava a si mesmo.

Enquanto dirigia-se para a delegacia onde estava detido o filho, pensava nos sacrifícios que fizera ao longo dos anos para oferecer à família conforto e bem-estar.

Longas e extenuantes jornadas de trabalho.

Anos e anos sem férias.

Economias e empréstimos bancários para garantir aos filhos tudo que lhes era essencial e necessário para crescerem fortes e felizes.

Não podia lhes dar tudo o que queriam, mas fazia o possível para oferecer-lhes tudo o que precisavam.

Priorizava a saúde e a educação dos pequenos.

Tratava-os com amor e com atenção, mesmo quando chegava tarde do trabalho e os encontrava às turras e fazendo manhas.

Sabia que não era um pai perfeito.

Reconhecia em si mesmo defeitos e vícios, mas não conseguia encontrar justificativa para a atitude do filho.

Por que Fábio teria feito aquilo?

Sentia-se mortificado de vergonha.

Seu filho, um ladrão!

Onde teriam ido parar os ensinamentos e os valores que acreditara ter incutido na cabeça daquele menino?

A dor inicial foi cedendo lugar à ira, e quando Santiago chegou à delegacia e foi levado à presença do filho não se conteve.

Sem dizer nenhuma palavra esbofeteou a face do rapaz na frente dos policiais que ali estavam.

Fábio não reagiu, nem disse nada.

Lágrimas escorreram pelo seu rosto.

Depois dos procedimentos burocráticos inevitáveis, o rapaz foi liberado e eles partiram silenciosos para casa.

Durante o trajeto nada foi dito.

Na realidade, Santiago estava arrependido pela sua reação brutal, mas= não conseguia encontrar uma forma de contornar a situação.

Fábio, por sua vez, estava envergonhado e sentia-se a última das criaturas.

Acreditava não ser merecedor nem mesmo do perdão do pai pelo seu gesto impensado.

Quando chegou em casa, Fábio trancou-se no quarto.

Santiago largou seu corpo no sofá, pesadamente.

Levou alguns instantes para dar-se conta da urgente necessidade de conversar com o filho.

Tomado por um impulso, correu até o quarto de Fábio e, como ele não respondia aos seus chamados, arrombou a porta.

Graças à providência divina, chegou a tempo de evitar uma tragédia ainda maior.

A severa punição que infligira publicamente ao filho, e que agora atormentava a sua própria consciência, estimulara o desequilibrado rapaz a buscar a fuga da vida pelas vias equivocadas do suicídio.

Jamais puna quando estiver irado.

Nos momentos de raiva somos capazes de ferir até mesmo as pessoas que amamos.

A melhor forma de educar é fazer com que crianças e jovens repensem suas atitudes e aprendam com os próprios erros.

Pense nisso!

Qual é o problema?

Bons administradores são aqueles que fazem as melhores perguntas, e não os que repetem suas melhores aulas"

Stephen Kanitz

Um dos maiores choques de minha vida foi na noite anterior ao meu primeiro dia de pós-graduação em administração. Havia sido um dos quatro brasileiros escolhidos naquele ano, e todos nós acreditávamos, ingenuamente, que o difícil fora ter entrado em Harvard, e que o mestrado em si seria sopa. Ledo engano. Tínhamos de resolver naquela noite três estudos de caso de oitenta páginas cada um. O estudo de caso era uma novidade para mim. Lá não há aulas de inauguração, na qual o professor diz quem ele é e o que ensinará durante o ano, matando assim o primeiro dia de aula. Essas informações podem ser dadas antes. Aliás, a carta em que me avisaram que fora aceito como aluno veio acompanhada de dois livros para ser lidos antes do início das aulas.

O primeiro caso a ser resolvido naquela noite era de marketing, em que a empresa gastava boas somas em propaganda, mas as vendas caíam ano após ano. Havia comentários detalhados de cada diretor da companhia, um culpando o outro, e o caso terminava com uma análise do presidente sobre a situação.

O caso terminava ali, e ponto final. Foi quando percebi que estava faltando algo. Algo que nunca tinha me ocorrido nos dezoito anos de estudos no Brasil. Não havia nenhuma pergunta do professor a responder. O que nós teríamos de fazer com aquele amontoado de palavras? Eu, como meus quatro colegas brasileiros, esperava perguntas do tipo "Deve o presidente mudar de agência de propaganda ou demitir seu diretor de marketing?". Afinal, estávamos todos acostumados com testes de vestibular e perguntas do tipo "Quem descobriu o Brasil?". Harvard queria justamente o contrário. Queria que nós descobríssemos as perguntas que precisam ser respondidas ao longo da vida.

Uma reviravolta e tanto. Eu estava acostumado a professores que insistiam em que decorássemos as perguntas que provavelmente iriam cair no vestibular. Adorei esse novo método de ensino, e quando voltei para dar aulas na Universidade de São Paulo, trinta anos atrás, acabei implantando o método de estudo de casos em minhas aulas. Para minha surpresa, a reação da classe foi a pior possível. "Professor, qual é a pergunta?", perguntavam-me. E, quando eu respondia que essa era justamente a primeira pergunta a que teriam de responder, a revolta era geral: "Como vamos resolver uma questão que não foi sequer formulada?".

Temos um ensino no Brasil voltado para perguntas prontas e definidas, por uma razão muito simples: é mais fácil para o aluno e também para o professor. O professor é visto como um sábio, um intelectual, alguém que tem solução para tudo. E os alunos, por comodismo, querem ter as perguntas feitas, como no vestibular. Nossos alunos estão sendo levados a uma falsa consciência, o mito de que todas as questões do mundo já foram formuladas e solucionadas. O objetivo das aulas passa a ser apresentá-las, e a obrigação dos alunos é repeti-las na prova final.

Em seu primeiro dia de trabalho você vai descobrir que seu patrão não lhe perguntará quem descobriu o Brasil e não lhe pagará um salário por isso no fim do mês. Nem vai lhe pedir para resolver "4/2 3D ?". Em toda a minha vida profissional nunca encontrei um quadrado perfeito, muito menos uma divisão perfeita, os números da vida sempre terminam com longas casas decimais. Seu patrão vai querer saber de você quais são os problemas que precisam ser resolvidos em sua área. Bons administradores são aqueles que fazem as melhores perguntas, e não os que repetem suas melhores aulas.

Uma famosa professora de filosofia me disse recentemente que não existem mais perguntas a ser feitas, depois de Aristóteles e Platão. Talvez por isso não encontramos solução para os inúmeros problemas brasileiros de hoje. O maior erro que se pode cometer na vida é procurar soluções certas para os problemas errados. Em minha experiência e na da maioria das pessoas que trabalham no dia-a-dia, uma vez definido qual é o verdadeiro problema, o que não é fácil, a solução não demora muito a ser encontrada. Se você pretende ser útil na vida, aprenda a fazer boas perguntas mais do que sair arrogantemente ditando respostas. Se você ainda é um estudante, lembre-se de que não são as respostas que são importantes na vida, são as perguntas.

Dicas de Nuno Cobra

Qualidade de vida é o assunto do momento. Isto mostra que as pessoas estão deixando de festejar os avanços tecnológicos para festejar a própria vida. Este é o verdadeiro progresso da humanidade: perceber sua existência pessoal. Ou seja, se colocar em primeiro lugar na agenda, antes dos compromissos do dia-a-dia, se cuidando e se protegendo. O alcance deste fundamental objetivo só acontece ao concluir que:

1º) Você vale a pena

2º) E que você é a pessoa mais importante que existe.

Agora se você quer saber como anda o seu nível de qualidade de vida. Veja se está incorporando no seu cotidiano, as seguintes dicas para se ter um bom nível de qualidade de vida.

Quinze dicas para melhorar sua qualidade de vida

1º) Busque um sono melhor, mais profundo e reparador.

2º) Envolva-se com uma alimentação mais adequada com seu gasto calórico.

3º)Introduza o movimento na sua vida.

4º) Encontre um tempo por menor que seja para o relaxamento e a meditação.

5º)Tenha a atitude simples de buscar estar presente com sua cabeça aonde está o seu corpo.

6º) Ao acordar antes do café da manhã tome um copo d'agua.

7º) Faça respirações profundas e tranqüilas sempre que se perceber vivo.

8º) Espreguice e boceje várias vezes por dia.

9º) Contemple mais a vida que nos cerca e pense menos. Não leve a vida muito a sério.

10º) Traga ao seu mundo social mais amigos. Pessoas queridas são fatores fundamentais para adquirir uma vida melhor com mais resultado e qualidade.

11º) Se possível more perto do trabalho.

12º) Após o almoço tenha mais momentos de divertimento e recreação.

13º) Não se irrite no trânsito. Irritar-se no trânsito produz uma péssima qualidade de vida, porque o trânsito está muito inserido no nosso dia-a-dia.

14º)Tenha uma boa alimentação mental. Não esqueça de que para onde vai a sua cabeça, a vida corre atrás. Pense coisas boas, que a vida assim também será da mesma forma.

15º) Evite o ódio, a raiva e a mágoa porque estes são venenos que atingem você e não o adversário; pois levam para a corrente circulatória hormônios que irão destruir uma boa perspectiva de vida. Seja esperto, não odeie as pessoas. Não porque seja bom para elas, mas porque é melhor para sua saúde e felicidade.

Você também poderá acrescentar outros itens que considerar importantes.

Quando encontrar o amor

Carlos Drummond de Andrade

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino - o amor.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxuga-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

É uma dádiva.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixa-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.

Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Quase

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Receber emails faz bem a saúde

Certa vez recebi uma mensagem a qual dizia que receber e-mails faz bem à saúde.

Inclusive parece que isto já foi até comprovado. Se isto tem algum embasamento científico não sei, mas se eu olhar para os meus sentimentos não tenho dúvida alguma de que isto é uma realidade.

Fico impressionado por conhecermos pessoas com disposição e disponibilidade para serem generosas e afetivas, dizendo-nos palavras de conforto, ajuda e incentivo. Quem não gosta do computador é porque ainda não se familiarizou com as possibilidades de aconchego que ele pode proporcionar.

Já me disseram que ele não substitui um bom abraço. Mas vou lhes dizer que nas últimas semanas tenho me sentido muito abraçado. São pessoas que me encaminham poemas, músicas e crônicas.

Chamam isto de amizade virtual????

Pois vou lhes dizer que algumas pessoas de virtual não têm nada, pois já colocaram no concreto, de maneira palpável, seu afeto.

Onde eu poderia imaginar uma coisa assim?

Em pouco tempo muitas pessoas entraram no meu computador, deram o seu recado e saíram.

Outras se mantém constantes e já não fazem somente parte da agenda do computador.

Confesso que ocupam um lugar cativo no meu coração. Espero suas mensagens como se eu fosse um adolescente a espera dos "amigos".

Se isto realmente é coisa de adolescente vou lhes dizer que para algumas coisas não deveríamos crescer nunca!

Lógico, como tudo na vida, a intensidade e a freqüência com que usamos este recurso, este tipo de possibilidade de encontro e relacionamento, devem ser levados em consideração.

O inesperado de sermos surpreendidos com uma mensagem carinhosa que vem carregada de afeto causa uma verdadeira corrente interna de energia, a qual pode, em muitos momentos, ser terapêutica. Num determinado momento pode até parecer enfadonha ou sem propósito, extensa demais, demorada demais para "abrir", mas podem ter certeza que quando você menos espera lá estará você precisando daquela palavrinha ou daquela imagem.

Às vezes você já nem espera um retorno e de repente lá está a mensagem que tanto esperava.

Você pode até dizer que também recebemos muita porcaria através do computador.

Mas não é assim também na vida?

Nossa tarefa é fazermos a seleção do que é bom ou ruim.

O que sei é que não tenho esquecido muitos nomes devido a duas palavras fundamentais: iniciativa e investimento.

Estas pessoas passaram a ter espaço garantido na minha vida. Algumas vezes fica difícil responder a todos na hora em que se quer. Mas estou certo que vale a pena dedicarmos parte do nosso tempo para espalhar carinho e amor com um simples comando de enviar.

Receita de bem viver

Ralph Waldo Emerson

Receita de bem viver, rir muito e com freqüência: ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; merecer a consideraçãode críticos honestos; suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza; encontrar o melhor nos outros; deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim de uma remida condição; saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque nós vivemos. Isso é ter tido sucesso.

Revenue to live well, laugh a lot and frequently: win the intelligent people's respect and the children's affection; deserve the consideration of honests criticals; support the false friends betrayal; appreciate the beauty; find the best in the other ones; leave the world a little better,be for a healthy child, a stonemason garden of a remitted condition; know that at least a life breathed easier because we lived. That is to have had success.

Ralph Waldo Emerson

Ensaísta, poeta, conferencista, filósofo e orador norte-americano. Nasceu em 25 de maio de 1803, Boston, Massachusetts, tipo humano Gêmeos, signo Ar, regência Mercúrio, pedra Ágata e flor Esporeira. Faleceu em 27 de Abril de 1882, Concord com 78 anos e 337 dias de idade. Uma das principais figuras do pensamento e da literatura norte americanos.

Reuniu elementos do passado e deu-lhes forma literária, exercendo importante influência nas obras de vários autores norte americanos, como Henry David Thoreau, Herman Melville, Walt Whitman, Emily Dickinson, Henry James e Robert Frost.

O início de sua vida foi marcado pela pobreza, pela frustração e pela doença. Filho de um ministro da Igreja Unitária, Emerson, depois de estudos na Universidade de Harvard, ordenou-se pastor em 1829. Insatisfeito com essa atividade, abandonou-a em 1832. A seguir, viajou durante um ano pela Europa. Ao voltar, iniciou sua carreira como escritor e conferencista. Emerson morreu em 27 de abril de 1882.

As fontes do pensamento de Emerson podem ser identificadas em muitos movimentos intelectuais - Platonismo, neoplatonismo, puritanismo, poesia do Renascimento, misticismo, idealismo, ceticismo e romantismo. Seu estilo em prosa, em seus melhores exemplos, mostra-se ágil, simples e econômico.

Seu primeiro livro, Natureza (1836), foi recebido com certo entusiasmo, sobretudo pela juventude de seu tempo. A obra expressava os princípios mais importantes de um novo movimento filosófico denominado transcendentalismo. Pouco depois de sua publicação, formou-se um grupo de discussão, tendo Emerson como líder. Esse grupo recebeu mais tarde o nome de Clube Transcendental, e publicou uma influente revista, The Dial (O Quadrante), dedicada à literatura e à filosofia. O próprio Emerson dirigiu o periódico de 1842 a 1844.

Nos dois volumes dos Ensaios (1841 e 1844) talvez se encontre a parte mais característica e duradoura da obra de Emerson. Em Homens representativos (1850), Emerson reuniu uma série de ensaios semicríticos e semibiográficos sobre Platão, Swedenborg, Montaigne, Shakespeare, Napoleão e Goethe.

Sua obra poética segue modelos convencionais, caracterizando-se pela economia de recursos e simplicidade de imagens. Os dois volumes de poesia que apareceram durante sua vida, Poemas (1846) e Dia de maio (1867) contêm alguns dos melhores versos da poesia norte-americana do séc. XIX.

Sobrevivência

Jogue fora todos os números não essenciais para sua Sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.

Freqüente, de preferência, seus amigos alegres. Os "baixo-astrais" puxam você para baixo.

Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer Coisa.

Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.

Curta coisas simples.

Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.

Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente.

A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo.

Esteja vivo, enquanto você viver.

Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: família, animais, Lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.

Seu lar é o seu refúgio.

Aproveite sua saúde.

Se for boa, preserve-a,

Se está instável, melhore-a,

Se está abaixo desse nível, peça ajuda.

Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país Estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.

Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as Oportunidades.

E se lembre sempre que:

A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, Mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego...

De tanto rir...

De surpresa...

De êxtase...

De felicidade...

Recomeçar

Por Paulo Roberto Gaefke

  Não importa onde você parou,
  em que momento da vida você cansou,
  o que importa é que sempre é possível
  e necessário "Recomeçar".
  
  Recomeçar é dar uma nova
  chance a si mesmo.
  É renovar as esperanças na vida
  e o mais importante:
  acreditar em você de novo.
  
  Sofreu muito nesse período?
  Foi aprendizado.
  
  Chorou muito?
  Foi limpeza da alma.
  
  Ficou com raiva das pessoas?
  Foi para perdoá-las um dia.
  
  Sentiu-se só por diversas vezes?
  É por que fechaste a porta até para os outros.
  
  Acreditou que tudo estava perdido?
  Era o início da tua melhora.
  
  Pois é !
  Agora é hora de iniciar,
  de pensar na luz,
  de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
  
  Que tal um novo emprego?
  Uma nova profissão?
  Um corte de cabelo arrojado, diferente?
  Um novo curso,
  ou aquele velho desejo de apender a pintar,
  desenhar,
  dominar o computador,
  ou qualquer outra coisa?
  
  Olha quanto desafio.
  Quanta coisa nova nesse mundão
  de meu Deus te esperando.
  
  Tá se sentindo sozínho ?
  Besteira !
  Tem tanta gente que você afastou
  com o seu "período de isolamento",
  tem tanta gente esperando apenas um
  sorriso teu para "chegar" perto de você.
  
  Quando nos trancamos na tristeza nem
  nós mesmos nos suportamos.
  Ficamos horríveis.
  O mal humor vai comendo nosso fígado,
  até a boca ficar amarga.
  
  Recomeçar !
  Hoje é um bom dia para começar
  novos desafios.
  
  Onde você quer chegar?
  Ir alto.
  Sonhe alto,
  queira o melhor do melhor,
  queira coisas boas para a vida.
  pensamentos assim trazem para nós
  aquilo que desejamos.
  
  Se pensarmos pequeno,
  coisas pequenas teremos.
  
  Já se desejarmos fortemente o melhor
  e principalmente lutarmos pelo melhor,
  o melhor vai se instalar na nossa vida.
  
  E é hoje o dia da Faxina Mental.
  
  Joga fora tudo que te prende ao passado,
  ao mundinho de coisas tristes,
  fotos,
  peças de roupa,
  papel de bala,
  ingressos de cinema,
  bilhetes de viagens,
  e toda aquela tranqueira que guardamos
  quando nos julgamos apaixonados.
  Jogue tudo fora.
  Mas, principalmente,
  esvazie seu coração.
  Fique pronto para a vida,
  para um novo amor.
  
  Lembre-se somos apaixonáveis,
  somos sempre capazes de amar
  muitas e muitas vezes.
  Afinal de contas,
  nós somos o "Amor".
  
  "Porque sou do tamanho daquilo que vejo,
  e não do tamanho da minha altura."

Reconhecimento e Mérito

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava um determinado espécime. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.

Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:

-- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não estej a melhor, será necessário sacrificá-lo. Neste momento, o porco escutava toda a conversa.

No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.

O porco se aproximou do cavalo e disse:

-- Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!

No segundo dia, deram o medicamento e foram embora.

O porco se aproximou do cavalo e disse:

-- Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar!

Um, dois, três... No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:

Infelizmente vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:

-- Cara é agora ou nunca, levanta logo! Coragem!

Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico!

Corre, corre mais! Você venceu, Campeão!

Então de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou :

-- Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa... Vamos matar o porco!

"Quantas vezes isso acontece dentro de uma empresa e ninguém consegue perceber, que o coitado do porco é que merecia todo o mérito pelo sucesso".

Saber viver é uma arte! Seja um artista em sua vida!

Reformar o eu

Primeiro considera profunda e sinceramente Se tens que reformar teu próprio interior. Se concluíres que sim, Saibas, desde já, que não será tarefa fácil. Terás teu próprio eu como teu maior adversário Nessa grande reforma. Se, mesmo assim, Decidires que teu tempo de mudança chegou, Não cometas o erro de tentar, Porque tentar, apenas, é pouco! Faça ou não faça!

Entretanto, Se te julgas suficientemente forte Para vencer teu dragão interior, Então, começa pelo coração! E não deixes pedra sobre pedra, Sequer aqueles entulhos de sentimentos Tão carinhosamente guardados Para quando um dia possas vir a utilizá-los.

Desfaz-te dos antigos quadros que já nada dizem, Apenas doem, Pregados com pregos enferrujados na parede da alma... Abre as janelas de tuas aspirações Para o sol da manhã de um novo dia de realizações, E deixa a luz purificadora do sol das ousadias Invadir os cantos escuros de tuas preocupações - por perigos, talvez imaginários - Onde escondias tuas dores irreveladas.

Ouve os trinados dos pássaros de teus sonhos A te entoarem novas e reveladoras melodias. Abre a porta de tua mansão do passado, E vejas o caminho dos teus ideais Abrindo-se em felizes e brilhantes futuros, Enfeitados pelas flores das muitas alegrias Que te esperam ao longo da jornada.

Caminha por ele. Não! Não leves nada! Não cedas à tentação de levar contigo Aquela enganadora linda caixinha de veludo, Que contém doces lembranças de um passado feliz. Ela será o teu veneno, E te fará verter lágrimas Por algo que não pode ser revivido nem alterado, Quando deverias sorrir Pelo verdejante vale de alegrias Que te aguarda e com as quais nem sonhas.

Abre as janelas de teus embolorados projetos Há tanto adiados E deixa o frescor da brisa de novas metas Estabelecerem novos rumos para tua vida. Pinta de cores novas e alegres Teus ensombrecidos porões, E deixa que a luz de novas promessas de vida os ilumine E invadam os nichos de tuas reticências.

Não temas a noite silenciosa de tuas incertezas, Nem as chuvas ocasionais de tuas tristezas. Elas virão, com certeza. Mas, noites podem ser belas, Se, ao contrário de olhares para a escuridão Que nada transmite, Decidires olhar para o céu e contar estrelas, E vê-las como purpurinas Com que Deus enfeita a festa Da descoberta do encontro com teu próprio eu.

Chuvas podem ser revigorantes, Se decidires não apenas Olhar para os rios de tuas atribulações, Transbordantes de preocupações, Mas te detiveres a observar Os novos ramos de esperança de vida Que nascem após a tormenta.

Abre as portas daquele armário de espelhos, Onde guardavas apenas os reflexos de tuas boas intenções, E olhando tua própria imagem refletida, Faze valer a pena ser tu A única coisa de valor que vale a pena ser guardada ali. Desfaça-te de tudo o que possa ser apenas miragens, E vá à feira de novas aspirações, Onde poderás adquirir novos adornos para tua alma.

Não te deixes iludir por muitos brilhos. Procura as coisas simples, Porque serão sempre as mais verdadeiras. Sai de tua pálida estada Nas sombras da saudade e da desesperança E vai para a luz irradiante do sol das novas perspectivas.

E quando estiveres caminhando Pela estrada do encontro com teu próprio coração, Olha, de vez em quando, para o alto, Para o cimo das montanhas, Porque é lá que nascerá, para sempre, a cada manhã, O raiar de um novo dia!

Regras da Vida

Guerdjef

O pensador russo Guerdjef, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver, dizia em sua tese:

Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente, vale como principal". Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris. Dizem, os experts em comportamento, que quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza, aprendeu a viver com qualidade interna. Ei-las:

1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2. Aprenda a dizer NÃO sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

3. Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser, você mesmo.

6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer, tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

13. É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.

14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

17. A rigidez é boa na pedra não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

19. Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

20. Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é o que se fizer!

Resista

Resista um pouco mais, mesmo que as feridas latejem e que a sua coragem esteja cochilando.

Resista mais um minuto e será fácil resistir aos demais.

Resista mais um instante, mesmo que a derrota seja um ímã...mesmo que a desilusão caminhe em sua direção.

Resista mais um pouco, mesmo que os invejosos digam para você parar... Mesmo que sua esperança esteja no fim.

Resista mais um momento, mesmo que você não possa avistar ainda a linha de chegada... mesmo que as inseguranças brinquem de roda à sua volta.

Resista um pouco mais, mesmo que a sua vida esteja sendo pesada como a consciência dos insensatos, e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas.

Resista, porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço e essa manhã bonita, ensolarada, sem algemas nascerá para você em breve, desde que você resista.

Resista, porque estou sentado na arquibancada do tempo, torcendo ansioso para que você vença e receba de DEUS a coroa que você merece A FELICIDADE...

Reverência ao Destino

Carlos Drummond de Andrade

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem uma opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação. Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo te deixa irritado. Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar. Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?" Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém das nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado. Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a consciência acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras. Difícil é segui-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber. Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo. Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como és e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho.

Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

Rir e recomeçar

São pequenas as coisas com que aprendemos muito: num dia de verão, eu estava na praia, espiando duas crianças na areia. Trabalhavam muito, construindo um castelo de areia molhada com torres, passarelas e passagens internas. Quando estavam perto do final do projeto, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma.

Achei que as crianças iriam cair no choro, depois de tanto esforço e cuidado. Mas tive uma surpresa: em vez de chorar, elas correram para a praia, fugindo da água, rindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo.

Compreendi que havia recebido ali uma importante lição: tudo em nossas vidas, todas as coisas que gastam tanto de nosso tempo e de nossa energia para construir, tudo é passageiro, tudo é feito de areia; o que permanece é só o relacionamento que temos com as outras pessoas.

Mais cedo ou mais tarde, uma onda virá e destruirá ou apagará o que levamos tanto tempo para construir. E quando isso acontecer, somente aquele que tiver as mãos de outro alguém para segurar será capaz de rir e recomeçar.

Aprender é descobrir aquilo que você já sabe

  Aprender é descobrir aquilo que você já sabe.
  Fazer é demonstrar que você sabe.
  Ensinar é lembrar aos outros que eles sabem tanto quanto você.
  Somos todos aprendizes, fazedores, professores."

Richard Bach

Saber viver

No meio do barulho e da agitação, caminhe tranqüilo, pensando na paz que você pode encontrar no silêncio. Procure viver em harmonia com as pessoas que estão ao seu redor, sem abrir mão de sua dignidade.

Fale sua verdade, clara e mansamente. Escute a verdade de outros, pois eles também têm a sua própria história.

Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.

Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso o tornaria superficial e amargo.

Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar. Mantenha o interesse no seu trabalho, pois por mais humilde que seja, ele é um verdadeiro tesouro.

Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.

Mas, não fique cego para o bem que sempre existe, há muita gente lutando por nobres causas.

Seja você mesmo e, sobretudo, não simule afeição... Aceite com carinho o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.

Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.

Você merece estar aqui, e mesmo que não perceba, a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.

Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der.

No meio de seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve no mais profundo do ser, a harmonia e a paz.

Acima de toda mesquinhez e falsidade, o mundo ainda é belo.

Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros sua felicidade.

Sacanagem

Martha Medeiros

Por causa do Dia dos Namorados, junho é o momento ideal para falar de Sacanagem.

Se dei a impressão de que o assunto será ménage a trois, sexo selvagem e Práticas perversas, sinto muito desiludí-lo. Pretendo, sim, é falar das Sacanagens que fizeram com a gente.

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma Vez, geralmente antes dos 30 anos.

Não contaram para nós que amor não é racionado nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja e que A vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.

Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece Carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente Cresce através da gente mesmo.

Se estivermos em boa companhia, é só mais rápido.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas Pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram Que isso tem nome: anulação, que só sendo indivíduos com personalidade Própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de Hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os Que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, E que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.

Ninguém nos disse que chinelos velhos também têm seu valor, já que não nos Machucam, e que existe mais cabeças tortas do que pés.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para Todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.

Não nos contaram que estas fórmulas dão erradas, frustram as pessoas, são Alienantes, e que poderíamos tentar outras alternativas menos convencionais.

Sexo não é sacanagem.

Sexo é uma coisa natural, simples, só é ruim quando feito sem vontade.

Sacanagem é outra coisa.

É nos condicionarem a um amor cheio de regras e princípios, sem ter o Direito à leveza e ao prazer que nos proporcionam as coisas escolhidas por Nós mesmos.

Saudação de amigo

  Quero ser o teu amigo
  Nem de mais e nem de menos
  Nem tão longe, nem tão perto
  Na medida mais precisa que eu puder
  Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida
  Da maneira mais amiga
  Da maneira mais discreta, sem jamais te sufocar
  Sem forçar tua vontade, sem jamais te aprisionar
  E saber quando falar e saber quando calar
  Nem ausente, nem presente por demais
  Fraternalmente ser amigo e dar-te a paz
  A paz que o mundo não dá, a paz de Jesus
  A paz esteja com você!
  E comigo também!

Saudade

Miguel Falabella

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o escritório e ela para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ele ainda usa camisa xadrez. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupado, se ela tem assistido às aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzibier, se ela continua preferindo Fanta, se ela continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ele continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua detestando o Mc Donald's, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem os pensamentos, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ele esta com outra, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

Seja otimista

As grandes realizações do nosso século, aconteceram quando alguém resolveu vencer o impossível...

— Nas navegações encontramos um colombo determinado a seguir viagems pelo mar, mesmo estando cansado de ouvir que o mar acabava e estava cheio de monstros terriveis.

— Santos dumont foi taxado de louco tantas vezes que nem ligava mais para os comentários até fazer subir o seu 14 bis...

— Einstein foi ridicularizado na Alemanha...

— Ford foi ignorado por banqueiros e poderosos que não acreditavam em carros em série...

— "essa idéia de alcançar a lua é impossível" (citado por um cientista em 1926)...

— "qualquer pessoa que viajar a uma velocidade de 45km/h irá se sufocar" (prognóstico feito em 1840)...

— "Não existe nenhuma combinação possivel que possa formar uma máquina com a qual os homens possam voar" (1901, poucos anos antes do 1º avião decolar)...

...Acredite, sonhos podem se tornar realidade!

Seja um idiota

Arnaldo Jabor

A idiotice é vital para a felicidade

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?

Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!

Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.

Ignore o que o boçal do seu chefe disse.

Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.

Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche

Será que você sabe

  Oi! Você sabe???...
  
  Você sabe qual é o exato valor...
  
  ...de um sorriso amigo num momento de tristeza?
  
  ...de um simples olhar prá quem entende?
  
  . de uma flor pequenina quando o romantismo invade?
  
  . do nascer do sol e de sua beleza?
  
  . da luz da lua longe da cidade?
  
  . do poder da prece quando o desespero se estende?
  
  Você sabe qual é o exato valor...
  
  ... de um abraço que aperta?
  
  . de uma lágrima de saudade?
  
  . da atenção de um carinho?
  
  . do dizer a verdade?
  
  . do viver a emoção?
  
  . da sincera amizade?
  
  . de uma palavra simples na hora certa?
  
  Isso alguém consegue definir???
  
  Pois então não fale nada, apenas sinta tudo isso...
  
  Sinta essa vida linda, sempre sorrindo...
  
  Viva com esse compromisso...
  
  Viva sentindo... sentindo de uma forma apaixonada...
  
  Afastando todo e qualquer escudo...
  
  Pois da sensibilidade não dá prá se fugir...

Ser Feliz é

  Ser feliz é..
  Acordar e saber que está atrasado...
  Mas ter certeza de que tem um emprego!
  Ver a caixa do correio cheia de contas...
  Mas receber uma carta do amigo!
  Ter um monte de recados na secretária...
  Mas no meio deles, um que diz: "Tô morrendo de saudades!"
  Ver que no almoço a mãe fez salada de beterraba...
  Mas o prato principal está apetitoso e é o seu preferido!
  Estar num engarrafamento...
  Mas ligar o rádio e ouvir a sua música predileta tocando lembrando de alguém especial!
  Brigar com o cachorro porque ele comeu seu sapato...
  Mas ser recebido por ele com uma festa todos os dias quando você chega em casa!
  Ser feliz é chegar em casa exausto...
  Mas ainda assim ser arrastado pra balada por uma porção de amigos!
  Enfim, ser feliz é ter um monte de problemas, mas ser capaz de
  sorrir com as pequenas coisas do dia-a-dia !!!

Ser Feliz ou Ter Razão?

Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos.

O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair. Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita.

Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.

Ele vira a direita e percebe que estava errado. Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.

Mas ele ainda quer saber: Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.

E ela diz: Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.

Estávamos a beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.

MORAL DA HISTÓRIA

Essa pequena historia foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.

Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independente de tê-la ou não.

Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:

Quero ser feliz ou ter razão? Pense nisso e seja feliz.

Felicidade

"Se tudo na vida é relativo, relativa também é a idéia que cada um faz da felicidade.

Para uns, felicidade é dinheiro no bolso, cerveja na geladeira, roupa nova no armário.

Para outros a felicidade representa o sucesso, a carreira brilhante, o simples fato de se achar importante, (ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim).

Para outros tantos, ser feliz é conhecer o mundo, ter um conhecimento profundo das coisas da terra e do ar.

Mas para mim, ser feliz é diferente. Ser feliz é ser gente, é ter vida, que como dizia o poeta: "é bonita, é bonita, é bonita..."

felicidade é a família reunida, é viver sem chegada, sem partida. É sonhar, é chorar, é sorrir.

Felicidade é viver cercado de amor, é plantar amizade, é o calor do abraço daquele amigo, que mesmo distante, lembrou de dizer: "alô".

Ser feliz, é acordar às cinco da matina, depois de ter ido dormir às três da madrugada, com sono e pra lá de cansado, só pra dar uma pontinha da cama, para o filho dormir.

Ser feliz é ter violetas na janela, é chá de maçã com canela, é pipoca na panela. É um cd bem mela-mela, para esquentar o coração.

Ser feliz é curtir sol radiante, frio aconchegante, chuvinha ou temporal.

Ser feliz é enxergar o outro (e sabe lá quantos outros, que cruzam nossa estrada).

Ser feliz é fazer da vida uma grande aventura, a maior loucura, um enorme prazer.

Ser feliz é ser amigo, mas...

Antes de tudo é ter amigos, exatamente assim, como vocês."

Tudo na vida é relativo

Se tudo na vida é relativo, relativa também é a idéia que cada um faz da felicidade.

Para uns, felicidade é dinheiro no bolso, cerveja na geladeira, roupa nova no armário.

Para outros a felicidade representa o sucesso, a carreira brilhante, o simples fato de se achar importante, (ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim).

Para outros tantos, ser feliz é conhecer o mundo, ter um conhecimento profundo das coisas da terra e do ar.

Mas para mim, ser feliz é diferente. Ser feliz é ser gente, é ter vida, que como dizia o poeta: "é bonita, é bonita, é bonita..."

Felicidade é a família reunida, é viver sem chegada, sem partida. É sonhar, é chorar, é sorrir.

Felicidade é viver cercado de amor, é plantar amizade, é o calor do abraço daquele amigo, que mesmo distante, lembrou de dizer:

"alô".

Ser feliz, é acordar às cinco da matina, depois de ter ido dormir às três da madrugada, com sono e pra lá de cansado, só pra dar uma pontinha da cama, para o filho dormir.

Ser feliz é ter violetas na janela, é chá de maçã com canela, é pipoca na panela. É um cd bem mela-mela, para esquentar o coração.

Ser feliz é curtir sol radiante, frio aconchegante, chuvinha ou temporal.

Ser feliz é enxergar o outro (e sabe lá quantos outros, que cruzam nossa estrada).

Ser feliz é fazer da vida uma grande aventura, a maior loucura, um enorme prazer.

Ser feliz é ser amigo, mas...

Antes de tudo é ter amigos, exatamente assim, como vocês.

Ser livre

Roberto Shinyashiki

Você tem o direito de escolher com quem, e como vai viver. Você pode mudar a sua vida.

Você pode estruturar a sua vida como quiser.

Porque você é livre!

Você é livre para sofrer tudo o que você quiser!

Perceba que sua liberdade lhe dá condições para sofrer tudo o que você uiser.

Com uma simples cara fechada de seu marido resfriado, você pode acabar numa crise conjugal de um mês.

Por causa de uma buzinada no trânsito, você pode se irritar o dia inteiro.

Com a inflação do mês você entra em depressão profunda.

Porque você é livre!

Nada ou ninguém pode impedir você de sofrer tudo o que quiser.

Perceba que nem mesmo muito dinheiro pode impedir você de se sentir pobre.

Nem um grande amor pode impedir você de se sentir mal amado.

Nem muitos amigos podem impedir você de se sentir solitário.

Nem mesmo o sucesso pode impedir você de se sentir fracassado.

Porque você é livre!

Você só vai parar de sofrer quando você quiser!

Perceba que é sua a opção pelo sofrimento.

Algumas pessoas decidem estar no mundo para viver, outras para sofrer.

E pensam que é seu destino sofrer.

Isso é pura ilusão!

Só quando você decidir, você pára de sofrer.

Porque você é livre!"

Seu Maior Tesouro

Diz a lenda que, certa vez, um homem caminhava pela praia numa noite de luacheia. Pensava desta forma:

"Se tivesse uma casa grande, seria feliz". "Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz. Se tivesse uma companheira perfeita, seria feliz".

Nesse momento, tropeçou com uma sacolinha cheia de pedras e começou a jogá-las, uma a uma, no mar, a cada vez que dizia: "seria feliz se tivesse..."

Assim o fez até que a sacolinha ficou com uma só pedrinha, que decidiu guardá-la.

Ao chegar em casa, percebeu que aquela pedrinha tratava-se de um diamante muito valioso.

Você imaginou quantos diamantes jogou no mar, sem parar para pensar?

Quantos de nós vivemos jogando fora nossos preciosos tesouros por estar esperando o que acreditamos ser perfeito ou sonhando e desejando o que não temos, sem dar valor ao que temos perto de nossas mãos?

Olhe ao seu redor e, se você parar para observar, perceberás quão afortunado você é. Muito perto de ti está tua felicidade.

Observe a pedrinha, que pode ser um diamante valioso.

Cada um de nossos dias pode ser considerado um diamante preciso e insubstituível. Depende de nós aproveitá-lo ou lançá-lo ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-lo.

Simplesmente Sublime

© Laila Vaneti

Ás vezes eu me pego pensando em certas coisas. São questões capazes de deixar qualquer pessoa com cara de ponto de interrogação. Afinal de contas, quem somos? Para onde vamos? De onde viemos? Existe, mesmo, a tão falada vida após a morte? Ou será que tudo acaba no dia em que expiramos e fechamos os olhos pela última vez?

Com efeito, essas questões assolam a mente da humanidade desde que o homem percebeu que é um ser com data de validade, embora essa data de validade não venha impressa na testa de ninguém. E como diria o escritor português José Saramago, "Nem tu podes fazer-me todas as perguntas e nem eu posso te dar todas as respostas". (1991).

Por outro lado, existe outra questão bastante engraçada e que, pelo menos para mim, continua sem resposta plausível, muito menos satisfatória. Já repararam como Deus é um cara brincalhão? Pois vejam vocês, estamos em pleno mês de março. Além da Páscoa, que, para os cristãos, é a ressurreição do filho de Deus temos, neste mês, o dia 08, o Dia Internacional da Mulher. E não poderia haver coincidência, se é que há, de fato, coincidências, mais propícia e digna de figurar num artigo.

Quando digo que Deus é um cara brincalhão, o faço justamente por conta da eterna guerra dos sexos. Recentemente, um treinador (agora ex) de futebol de uma conhecida e popular equipe paulistana, disse que a mulher não poderia arbitrar um jogo de tão alto nível, como é o futebol, por ela não ser capaz de acompanhar o ritmo físico, o "torque" dos atletas, que isso era algo "biológico". Pilhérias à parte, já que o técnico é gaúcho, a polêmica sobre quem faz o quê melhor, o homem ou mulher, voltou à baila. E logo neste mês.

Longe de mim querer colocar mais lenha nessa fogueira. Porém, continuo com minha tese de que Deus é brincalhão. Não é de hoje que absurdos como: "a mulher é o sexo frágil", "o homem dirige melhor do que a mulher", "o homem é mais inteligente do que a mulher" são ditas. E por que não dizer, cuspidas, lançadas com violência.

É claro que eu poderia falar na presença cada vez mais constante da mulher no mundo corporativo. Poderia citar o sem número de mulheres inseridas no mundo corporativo, administrando empresas com muita competência. Afinal de contas, segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor, nós representávamos, em 2003, 46% dos empreendedores no país. No entanto, não é o que farei. Poderia, também, falar da força da mulher como professora. No entanto, não é isso que farei. Continuo batendo na tecla de que Deus é brincalhão.

Ora, se Deus não é brincalhão, como explicar a mania que os homens têm de se dizerem mais fortes e mais inteligentes do que as mulheres? Taí o treinador de futebol que não me deixa mentir. Por incrível que pareça, ainda existe esse tipo de pensamento de que a mulher não pode fazer certas coisas, que os homens são melhores. Porém, é sensível a diferença entre a maneira de conduzir certos assuntos. E já que falamos em sensível, nada melhor do que um exemplo prático de sensibilidade.

Ana Cuder é hoje vice-presidente da rede de escolas de inglês CNA, que tem 56% de suas franquias comandadas por mulheres. Sua trajetória profissional começou em 1978 quando ela formou-se em Língua Inglesa e passou a dar aulas.

Sobre as dificuldades que teve pelo caminho até chegar ao cargo que ocupa hoje, Ana fala que foi difícil "impor seus pontos de vista em um mundo essencialmente masculino, em que as mulheres são vistas, por determinado tipo de homem, como inferiores intelectualmente. Ela também afirma que teve dificuldades por ser uma pessoa emotiva. "Talvez tenham me taxado de "chorona", o que sou mesmo, mas desde quando isso afeta minha capacidade intelectual ou meu empenho profissional?", questiona. (disponível em http://www.terra.com.br/mulher/).

Deus, quando resolveu criar os seres humanos, fez uma brincadeira com os homens: colocou neles 23 bilhões de neurônios, enquanto na mulher pôs 4 bilhões a menos. E isso gerou toda uma ilusão de que os machos são inteligentíssimos enquanto que as fêmeas...

Todavia, uma análise mais profunda provará que essa direcionamento não é o mais adequado:

"Mulheres raciocinam em paralelo, avaliam dezenas de variáveis simultaneamente, suas conclusões são do tipo "melhor-pior" ou uma simples sensação visceral de certeza da conclusão. Por isto, dizem que as mulheres são "intuitivas". Elas processam informação mais rapidamente, são mais abrangentes, mais holísticas. Ou seja, mulheres são paralelas, homens são seriais." (disponível em http://www.kanitz.com.br/impublicaveis/paralelas.asp)

Perceberam a brincadeira? Ora, se os homens pensam mais e melhor, por que, então nós processamos informações mais rapidamente. Mistério? Milagre? Obra do acaso?

Nada disso. É Deus, lá em cima, rindo dos homens quando eles se julgam mais inteligentes. E se vocês pararem por alguns segundos, poderão escutar a voz DELE sendo levado pelo vento: "Vocês é que pensam!

Feliz Dia Internacional da Mulher!

Sobre príncipes e sapos

Sempre que respondo a alguém que sou psicanalista, inevitavelmente vem a pergunta: "E o que é a psicanálise?" Os mais sabidos, que j á ouviram ou leram sobre o assunto, dispensam introduções e vão logo ao exame de posições. "E qual é a linha que o senhor segue?" Me dá logo vontade de dizer que prefiro as curvas às retas - no que não estaria sendo infiel ao espírito da psicanálise, onde a curva é sempre o caminho mais curto entre dois pontos. Mas sei que não entenderiam, pois o que querem saber é se sou freudiano, kleiniano, bioniano, junguiano, lacaniano, etc, etc. Acontece que este não é o meu jeito. Preferindo as curvas às retas, sigo o conselho de Guimarães Rosa: só dou respostas para perguntas que ninguém nunca perguntou. E assim, meio num estilo oriental, meio num estilo evangélico, conto uma estória:

"Era uma vez um príncipe de voz maravilhosa que encantava a todas as criaturas que o ouviam. Seu canto era tão belo que seduziu até a bruxa que morava na floresta negra e que por ele também se apaixonou. Mas, diferente de todos os outros, que se sentiam felizes só de ouvir, ela resolveu cantar também. Que lindo dueto faremos, ela pensou. E logo se pôs a cantar. Acontece, entretanto, que bruxas não conseguem cantar afinado. Bastava que ela abrisse a boca para que dela saíssem os sons mais bizarros, que soavam como o coaxar de sapos e rãs. A vaia foi geral. A bruxa se encheu de uma inveja raivosa e lançou contra ele o mais terrível dos feitiços: Se não posso cantar como você canta, farei com que você cante como eu canto. E o príncipe foi transformado num sapo. Envergonhado de sua nova forma ele fugiu e se escondeu no fundo da lagoa, onde moravam os sapos e rãs. Ele ficou em tudo parecido aos batráquios. Menos numa coisa. Continuou a cantar tão bonito quanto sempre cantara. Mas desta vez quem não gostou do canto do novo sapo foram os sapos e as rãs que só sabiam coaxar. O canto novo soava aos seus ouvidos como coisa de outro mundo, que perturbava a concordância de sua monotonia sapal. Severos, advertiram: Quem mora com rãs e sapos tem de coaxar como rãs e sapos. O príncipe-sapo fez cessar o seu canto e não teve alternativas: teve de aprender a coaxar como todos os outros faziam. E tanto repetiu que acabou por se esquecer das canções de outrora. Não, não se esqueceu não... Porque, quando dormia, ele se lembrava e ouvia a música antiga proibida que continuava a se cantar dentro dele. Mas quando ele acordava, se esquecia. Mas não de tudo. Ficava uma saudade indefinível. Saudade, ele não sabia bem de quê. Saudade que lhe dizia que ele estava longe, muito longe do lar..."

Este é o resumo da psicanálise, tal como eu a entendo. É uma estória em que se misturam o amor, a beleza e o feitiço do esquecimento. Decepcionaram-se? Esperavam nomes famosos, conceitos complicados - e ao invés disto eu conto uma estória de fadas. Palavras para fazer as crianças dormirem, dirão. Mas eu acrescento: É para fazer os adultos acordarem ... A psicanálise é uma luta para quebrar o feitiço da palavra má que nos fez adormecer e esquecer a melodia bela. É um ouvir atento de uma canção que só se ouve no intervalo do silêncio do coaxar dos sapos, e que nos chega como pequenos e fugazes fragmentos desconexos. É uma batalha para nos fazer retornar ao nosso destino, inscrito nas funduras do mar da alma.

Li os clássicos. Mas foi pela palavra dos anônimos contadores de estórias de encantamento e no encantamento da palavra dos poetas que a letra morta ficou coisa viva. Melhor do que eu, diz estes segredos do corpo e da alma, Fernando Pessoa. Leia estes versos. Mas leia devagar. Leia de novo. É do nosso mistério que ele fala. É o nosso mistério que ele invoca: Cessa o teu canto! Cessa, que enquanto o ouvi, ouvia uma outra voz como que vindo nos interstícios do brando encanto com que o teu canto vinha até nós. Ouvi-te e ouvi-a no mesmo tempo e diferentes juntas a cantar E a melodia que não havia se agora a lembro faz-me chorar.

E ele pergunta: Foi tua voz encantamento que, sem querer, nesse momento vago acordou um ser qualquer alheio a nós que nos falou?

Será isto? Em nós mora um outro? Nos interstícios do coaxar, uma canção? Que outro é este? Que anjo, ao ergueres a tua voz, sem o saberes, veio baixar sobre esta terra onde a alma erra, e com suas asas soprou as brasas de ignoto lar?

Mora em nós um outro que não se esquece da nossa verdade...

Alguns pensam que psicanálise e poesia são coisas de loucos. Os sapos e as rãs, ao ouvirem as canções do príncipe poeta, só poderiam ter dito: É poeta! É louco! ... E trataram de cura-lo, educando-o para a realidade. Para eles ser normal é coaxar como todos coaxam. Mas a alma, em meio à ruidosa monotonia da vida, continua a ouvir uma voz que vem nos intervalos. Continua a chorar ao ouvir uma melodia que não havia. Continua a ouvir a fala de um estranho que mora em nós, e que nos visita em sonhos.

Continua a ser queimada pelas brasas da saudade de um lar esquecido, do qual estamos exilados.

É bem possível que os sapos e as rãs vivam mais tranqüilos. Para eles todas as questões já estão resolvidas.

Mas existe uma felicidade que só mora na beleza. E esta a gente s ó encontra na melodia que soa, esquecida e reprimida no fundo da alma

Solte a panela

Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.

A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.

Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.

Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.

Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo.

Na verdade, era o calor da tina...

Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.

O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.

Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.

Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.

Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.

O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.

Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.

Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.

Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.

Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.

Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.

Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.

Solte a panela!

Soneto ao Verdadeiro Amigo

Arneyde T. Marcheschi

  Amigo verdadeiro é aquele, que onde há ódio procura semear o amor.
  Amigo verdadeiro é aquele que quando estas triste, te leva um doce sorriso.
  Amigo verdadeiro é aquele que nem sempre concorda com você.
  Amigo verdadeiro é aquele que te faz enxergar a luz, mesmo onde há somente trevas.
  Amigo verdadeiro é aquele que te contesta, aquele que chama sua atenção, quando estás errado... teimando na sua posição de super herói, ou de vitima.
  Amigo verdadeiro é aquele que chora a seu lado, que sorri com você, quedivide as mazelas, que te da colo nas horas necessárias.
  Amigo verdadeiro é você, meu querido(a) amigo(a), que aí do outro lado dessa telinha sempre demonstrou seu carinho por mim, nas minhas horas difíceis e alegres da vida.
  Amigos, sinceros, virtuais, que foram chegando devagar, sem eu conhecer o rosto, mas que me cativaram, com suas suaves palavras seus telefonemas inesperados e tão gostosos, que me fizeram sorrir e chorar de emoção.
  Por isso no dia do amigo, quero lhes dizer o quanto vocês são importantes para mim e oferecer-lhes, o meu mais sincero sorriso, meu abraço carinhoso e meus beijos ternos.
  Amo-os porque vocês são meus amigos para sempre!

Sonho e Pensamento

Autran Dourado

  Nenhum sonho é impossível,
  o pensamento nasce de um sonho,
  o sonho é um pensamento
  que ainda não encontrou a sua forma.

Só porque você dança bem

Só porque você dança bem, não significa que vai ser convidado para o baile

Você é competente naquilo que faz, mas por alguma razão outras pessoas são escolhidas em seu lugar?

Você conhece seu produto melhor do que qualquer outro, mas vendedores aparentemente inexperientes vendem muito mais?

Sua empresa ou departamento está implantando novas estratégias e táticas administrativas, mas uma concorrente, aparentemente menos organizada e frágil, está tomando o mercado e sendo muito mais bem sucedida?

Talvez o seu problema seja o de estar confundindo ficção com realidade. Na ficção que nos contaram, o importante eram as coisas, estratégias, sistemas, produtos, planilhas, crenças.

Na realidade, o importante são as pessoas. Não existe nada sem pessoas.

Não existem vendas - portanto, não existe economia de mercado - não existem casamentos, não existem famílias e, para ser franco, não existe sequer civilização.

Tudo o que você faz, começa e termina em pessoas.

Se você tivesse que passar o resto da sua vida com todas as riquezas do universo... sozinho em uma ilha deserta, de que valeria qualquer sucesso?

Você - e eu - precisamos compartilhar o tempo, a vida e as experiências com outras pessoas. Empresas que se esquecem deste fator, se concentrando somente no balanço do trimestre, acabam soterradas por guerrilheiros dos negócios ou sabotadas por inúmeros funcionários descontentes que, na melhor das hipóteses, entram em "operação padrão".

Você pode ser genial, mas as pessoas gostam de trabalhar com você? (Eu não perguntei se elas gostam de passear com você.

Isso é fácil. Perguntei se elas gostam de trabalhar com você). Seus chefes, subordinados e colegas confiam em você como profissional e gostam de trabalhar com você?

Se apenas uma dessas perguntas tiver como resposta "não", você ficará abaixo de onde pode chegar.

Se não gostam de estar com você, se notam que você as vê somente como um instrumento para gerar vendas, por exemplo), o primeiro vendedor "amigo"que aparecer vai tomar o seu cliente. Para sempre.

Seus funcionários vêem você como um líder ou como um analista, que corta pessoal sem se preocupar com o "moral" das tropas. Alguém em quem não podem confiar?

Agora, deixe-me esclarecer um ponto. Isso não significa que você deva ser "amigo" de todos, ou um bajulador.

Seja você mesmo. Sempre. Dá menos trabalho! Faça o que tem que ser feito. Mas, se você não é parte da solução na empresa, na família, no romance, no clube ou na sociedade, então você é parte do problema. E se este é seu caso, cuidado: problemas não são convidados para subir na empresa.

Problemas não são bem vindos no casamento. Problemas não são eleitos. Problemas são evitados, mesmo que inconscientemente.

Seja a solução, concentrando-se nas pessoas.

O que elas realmente buscam? Do que precisam? O que querem?

Você deve buscar a competência técnica, claro. Mas não precisa ser perfeito como um robô, porque somente pessoas avançam. Robôs a gente constrói, ou desliga. E o único modo de pessoas avançarem com lastro duradouro é quando são apoiadas por outras pessoas.

Você é apoiado por outras pessoas? Em outras palavras, depois da sua competência técnica, os seus relacionamentos são a fonte mais importante para o seu futuro, em todos os níveis.

Seja na carreira, na família ou na sociedade.

Por isso, lembre-se do que disse Michael Leboeuf:

Só porque você dança bem, não significa que vai ser convidado para o baile.

E o baile da vida é bem curto. Curto demais. Não espere a última música para entender isso.

Tudo começa e termina, nas pessoas.

Sorria

Charlie Chaplin

Sorria. Mas não se esconda atrás deste sorriso. Mostre aquilo que você é. Sem medo.

Existem pessoas que sonham. Viva. Tente. Felicidade é o resultado dessa tentativa.

Ame acima de tudo. Ame a tudo e a todos. Deles depende a felicidade completa.

Procure o que há de bom em tudo e em todos. Não faça dos defeitos uma distância e sim, uma aproximação.

Aceite. A vida, as pessoas... Faça delas a sua razão de viver.

Entenda os que pensam diferentemente de você. Não os reprove.

Olhe à sua volta, quantos amigos... Você já tornou alguém feliz? Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?

Não corra... Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.

Sonhe, mas não transforme esse sonho em fuga.

Acredite! Espere! Sempre deve haver uma esperança. Sempre brilhará uma estrela.

Chore! Lute! Faça aquilo que você gosta. Sinta o que há dentro de você.

Ouça... Escute o que as pessoas têm a lhe dizer. É importante.

Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo... Mas não esqueça daqueles que não conseguiram subir a escada da vida.

Descubra aquilo de bom dentro de você. Procure acima de tudo ser gente. Eu também vou tentar.

Sou feliz... Porque você existe!

Sossega, coração! Não desesperes!

Fernando Pessoa

  Sossega, coração! Não desesperes!
  Talvez um dia, para além dos dias,
  Encontres o que queres porque o queres.
  Então, livre de falsas nostalgias,
  Atingirás a perfeição de seres.
  
  Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
  Pobre esperança a de existir somente!
  Como quem passa a mão pelo cabelo
  E em si mesmo se sente diferente,
  Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
  
  Sossega, coração, contudo! Dorme!
  O sossego não quer razão nem causa.
  Quer só a noite plácida e enorme,
  A grande, universal, solente pausa
  Antes que tudo em tudo se transforme.

Sucesso

Nizan Guanaes

Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.

Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.

Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a capela sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.

E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.

A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:

-- Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.

E ela responde:

-- Eu também não, meu filho.

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar, tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho:

Pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.

Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homem. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.

Meu terceiro conselho vem diretamente da bíblia:

"Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito" é exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia:

Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito:

É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio.

Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.

Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos,descobrir continentes e mundos, e, caminhar sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não use "rider", não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse! Eu sabia!

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.

Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 as 8 e mais se for preciso.

Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam.

Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama sucesso.

Ninguém tem a felicidade garantida.

S. Brown

  Ninguém tem a felicidade garantida.
  A vida simplesmente dá tempo e espaço a cada pessoa.
  Depende de cada um enchê-los de alegria."

Tempo

Hoje, ao atender o telefone que insistentemente exigia atenção, o meu mundo desabou.

Entre soluços e lamentos, a voz do outro lado da linha me informava que o meu melhor amigo, meu companheiro de jornada, meu ombro camarada, havia sofrido um grave acidente, vindo a falecer quase que instantaneamente.

Lembro de ter desligado o telefone, e caminhado a passos lentos para meu quarto, meu refúgio particular. As imagens de minha juventude vieram quase que instantaneamente à mente. A faculdade, as bebedeiras, as conversas em volta da lareira até altas horas da noite, os amores não correspondidos, as confidências ao pé do ouvido, as colas, a cumplicidade, os sorrisos....

AHHHHH... os sorrisos.... Como eram fáceis de surgir naquela época.

Lembrei da formatura, de um novo horizonte surgindo... das lágrimas e despedidas, e principalmente, das promessas de novos encontros. Lembro perfeitamente de cada feição do melhor amigo que já tive em toda a vida: em seus olhos a promessa de que eu nunca seria esquecida. E realmente, nunca fui. Perdi a conta das vezes em que ele carinhosamente me ligava quando eu estava no fundo do poço. Ou as mensagens - que nunca respondi - que ele constantemente me enviava, enchendo minha caixa postal eletrônica de esperanças e promessas de um futuro melhor.

Lembro que foi o seu rosto preocupado que vi quando acordei de minha cirurgia para retirada do apêndice. Lembro que foi em seu ombro que chorei a perda de meu amado pai. Foi em seu ouvido que derramei as lamentações do noivado desfeito.

Apesar do esforço para vasculhar minha mente, não consegui me lembrar de uma só vez em que tenha pego o telefone para ligar e dizer a ele o quanto era importante para mim contar com a sua amizade. Afinal, eu era uma pessoa muito ocupada. Eu não tinha tempo.

Não lembro de uma só vez em que me preocupei de procurar um texto edificante e enviar para ele, ou qualquer outro amigo, com o intuito de tornar o seu dia melhor.

Eu não tinha tempo.

Não lembro de ter feito qualquer tipo de surpresa, como aparecer de repente com uma garrafa de vinho e um coração aberto disposto a ouvir.

Eu não tinha tempo.

Não lembro de qualquer dia em que eu estivesse disposta a ouvir os seus problemas.

Eu não tinha tempo.

Acho que eu nunca sequer imaginei que ele tinha problemas. Não me dignei a reparar que constantemente meu amigo passava da conta a bebida. Achava divertido o seu jeito bêbado de ser. Afinal, bêbado ou não ele era uma ótima companhia para mim.

Só agora vejo com clareza o meu egoísmo. Talvez - e este talvez vai me acompanhar eternamente - se eu tivesse saído de meu pedestal egocêntrico e prestado um pouco de atenção e despendido um pouquinho do meu sagrado tempo, meu grande amigo não teria bebido até não agüentar mais e não teria jogado sua vida fora ao perder o controle de um carro que com certeza, não tinha a mínima condição de dirigir. Talvez, ele, que sempre inundou o meu mundo com sua iluminada presença, estivesse se sentindo sozinho. Até mesmo as mensagens engraçadas que ele constantemente deixava em minha secretária eletrônica, poderiam ser seu jeito de pedir ajuda. Aquelas mesmas mensagens que simplesmente apaguei da secretária eletrônica, jamais se apagarão da minha consciência.

Estas indagações que inundam agora o meu ser nunca mais terão resposta. A minha falta de tempo me impediu de responde-las. Agora, lentamente escolho uma roupa preta - digna do meu estado de espírito - e pego o telefone. Aviso o meu chefe de que não irei trabalhar hoje - e quem sabe nem amanhã, nem depois .... -, pois irei tirar o dia para homenagear com meu pranto a uma das pessoas que mais amei nesta vida.

Ao desligar o telefone, com surpresa eu vejo, entre lágrimas e remorsos, de que para isto, para acompanhar durante um dia inteiro o seu corpo sem vida, eu TIVE TEMPO! Descobri que se você não toma as rédeas da tua vida o tempo te engole e te escraviza. Trabalho com o mesmo afinco de sempre, mas somente sou " a profissional" durante o expediente normal. Fora dele, sou um ser humano.

Nunca mais uma mensagem da minha secretária eletrônica ficou sem pelo menos um "oi" de retorno. Procuro constantemente encher a caixa eletrônica dos meus amigos com mensagens de amizade e dias melhores. Escrevo cartões de aniversário e de natal, sempre lembrando às pessoas de como elas são importantes para mim. Abraço constantemente meus irmãos e minha família, pois os laços que nos unem são eternos.

Esses momentos costumam desaparecer com o tempo, e todo o cuidado é pouco. Distribuo sorrisos e abraços a todos que me rodeiam afinal, para que guardá-los? -Enfim... você achou um tempinho para ler este....agora... disponha de outro minuto para mostrar para os seus amigos e familiares que vc. está pensando neles e que eles significam algo....e são importantes na sua vida ! Deixe alguém feliz...hoje...e sempre!!!!!!!!!!!!!

Tem sempre presente

  Tem sempre presente,
  Que a pele se enruga,
  Que o cabelo se torna branco,
  Que os dias se convertem em anos,
  Mas o mais importante não muda!
  
  Tua força interior e tuas convicções
  Não têm idade.
  Teu espírito é o espanador
  De qualquer teia de aranha.
  
  Atrás de cada linha de chegada,
  Há uma de partida.
  Atrás de cada trunfo,
  Há outro desafio.
  Enquanto estiveres vivo,
  Sente-te vivo.
  Se sentes saudades do que fazias,
  Torna a fazê-lo.
  
  Não viva de fotografias amareladas.
  Continua,
  Apesar de todos esperarem que abandones.
  
  Não deixes que se enferruje
  O ferro que há em você.
  
  Faz com que em lugar de pena,
  Te respeitem.
  Quando pelos anos não consigas correr,
  Trota.
  Quando não possas trotar,
  Caminha.
  Quando não possas caminhar,
  Usa bengala.
  Mas Nunca te Detenhas!

Todo mundo, alguém, qualquer um e ninguém

Esta é uma história de quatro pessoas: TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.

Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria.

QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fêz.

ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.

TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.

Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.

Torcida

Liliana Barabino

Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você.

Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina.

Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai.

Estavam torcendo para você nascer perfeito.

Daí continuaram torcendo.

Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo.

O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então?

E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer.

Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel.

Torcia o nariz para o quiabo e a escarola.

Mas torcia por hambúrguer e refrigerante.

Começou a torcer até para um time.

Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.

Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano. Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana.

Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão.

Eles também estavam torcendo para você ser bacana.

Nessas horas, você só torcia para não ter nascido.

E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido.

Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir.

E quando os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso.

Depois começou a torcer pela sua liberdade.

Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua.

Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa.

Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais.

Todo mundo queria era torcer o seu pescoço.

Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro.

Torceu para ser médico, músico, advogado.

Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol.

Seus pais torciam para passar logo essa fase.

No dia do vestibular, uma grande torcida se formou.

Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.

Na faculdade, então, era torcida pra todo lado.

Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina.

E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela.

Primeiro, torceu para ela não ter outro.

Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro. Descobriu que ela torcia igual a você.

E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho.

Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel.

E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida.

Porque, mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele.

Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas. Mas muita gente ainda torce por você!!!

Trabalho

Houve um homem que morreu e se viu em um lugar lindo, rodeado de todo conforto concebível. Um ser vestido inteiramente de branco veio até ele e disse:

— O senhor aqui pode Ter qualquer coisa que desejar; qualquer iguaria, qualquer prazer, qualquer tipo de entretenimento.

O homem ficou encantado, e por vários dias deliciou-se com todos os manjares e deleites que sonhara na Terra. Um dia, porém, entediou-se daquilo tudo e, chamando o atendente de trajes brancos, explicou:

— Estou cansado disso tudo. Preciso de alguma coisa para fazer. Que tipo de trabalho você pode me oferecer?

O atendente de banco sacudiu a cabeça melancolicamente e respondeu:

— Sinto muito, meu senhor. Essa é a única coisa que não podemos lhe oferecer. Não há trabalho aqui.

Ao que o homem retrucou:

— Essa não! Eu poderia bem estar no inferno.

O atendente respondeu com brandura:

— E onde o senhor pensa que está?

Margarete Stevens

Três Atitudes

Você se considera uma pessoa egoísta, orgulhosa, ou é alguém que sempre busca praticar o bem? Talvez a resposta para essa pergunta não seja tão fácil assim, por isso vamos fazer uma análise dessas três atitudes considerando alguns quadros e circunstâncias da vida diária:

Na sociedade: O egoísmo faz o que quer. O orgulho faz como quer. O bem faz o que pode, acima das próprias obrigações.

No trabalho: O egoísmo explora o que acha. O orgulho oprime o que vê. O bem produz incessantemente.

Na equipe: O egoísmo atrai para si. O orgulho pensa em si. O bem serve a todos.

Na amizade: O egoísmo utiliza as situações. O orgulho clama por privilégios. O bem renuncia ao próprio bem.

Na fé: O egoísmo aparenta. O orgulho reclama. O bem ouve.

Na responsabilidade: O egoísmo foge. O orgulho tiraniza. O bem colabora.

Na dor alheia: O egoísmo esquece. O orgulho condena. O bem ampara.

No estudo: O egoísmo finge que sabe. O orgulho não busca saber. O bem aprende sempre, para realizar o melhor.

Considerando essas três atitudes, você poderá avaliar qual é a que mais se destaca nas suas ações diárias.

Fazendo essa análise você poderá responder se é uma pessoa egoísta, orgulhosa ou que age de acordo com o bem.

Com a avaliação em mãos, considere o seguinte: O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios que conduzem ao ví cio, à delinqüência, à desgraça.

O bem é ampla e iluminada avenida que nos leva à conquista das virtudes sublimes e à felicidade suprema que tanto desejamos.

Mas para isso não basta apenas admirar o bem ou divulgá-lo; é preciso, acima de tudo, praticá-lo com todas as forças da alma.

E a decisão entre uma atitude e outra, cabe exclusivamente a cada um de nós.

Não esqueça de que o bem que se faz é o único trabalho que faz bem, e esse serviço em favor dos outros é a caridade única em favor de nós mesmos.

O bem é a alavanca capaz de libertar o homem dos vícios e elevá-lo aos altos planos da harmonia consigo mesmo e com o mundo que o rodeia. Assim, a prática do bem é e sempre será nossa melhor atitude.

Tropeçar e Cair

Aldo Novak

Todos tropeçam e caem, especialmente quando estão caminhando e buscando mudanças -- seu caso. Todos se machucam e sangram, por fora ou por dentro, mesmo quando querem somente viver a vida plenamente -- seu caso. Todos se sentem exaustos, um dia ou outro, e param a caminhada para descansar quando não conseguem dar nem mais um passo -- seu caso.

Seu caso, meu caso e o caso de todos os que estão vivos. Ninguém disse que nossa aventura de viver seria fácil mas, apesar dos tropeços, quedas, dores, tristezas, ferimentos, solidão e exaustão, ainda assim você é mais forte. Mesmo quando derrubado, ou derrubada, você pode levantar e continuar.

Você é mais forte do que suas aparentes limitações e a prova disso é que sente quando algo está limitando sua vida. Se não fosse mais forte, nem notaria. Você é mais forte do que seus ferimentos, razão pela qual busca curar-se o mais rapidamente possível para voltar ao combate na vida, na família, na empresa, na escola ou onde quer que seja necessário o seu retorno. Você é mais forte do que a tristeza porque, no fundo, deseja que ela se vá para dar lugar à alegria e felicidade.

Você é bem mais forte.

Mais forte do que pensam os outros, por melhor que conheçam você. Mais forte do que pensa você, por mais que acredite conhecer-se. Mais forte do que qualquer um sobre a Terra possa achar que você é. Sua força não pode ser medida em aparelhos, não pode ser guardada nem vendida. Ela está ai dentro e só você pode usa-la, quando achar que deve, quando achar que pode, quando achar que vai.

Suas derrotas não são permanentes, como diz Marilyn vos Savant ao afirmar: Ser derrubado é freqüentemente uma condição temporária. Desistir é o que a torna permanente. E você não vai desistir, porque você é mais forte, e sempre será mais forte.

Mostre isso ao mundo hoje e se, por qualquer razão, você tropeçar e cair, lembre-se: você é mais forte. Respire fundo, levante-se e não desista. Desistir é o que torna toda derrota permanente. Levantar-se éi o que torna toda derrota somente mais uma lição em direção ao seu imbatível sucesso.

Tudo é uma questão de escolha

Duas rãs brincavam distraidamente e saltitavam dentro de um curral, de repente num desses saltos caíram ambas num latão cheio de leite, as bordas do latão eram lisas e altas.

Não havia a menor possibilidade de saírem dali mergulhadas no líquido, não havia como impulsionar o corpo e saltar para fora, ao perceber que sua amiga estava quase se afogando a primeira rã disse:

— Não esmoreça, continue batendo os braços, mantenha-se flutuando.

— Não adianta, respondeu a outra, estou exausta. E de que adianta manter-me flutuando se não existe nenhuma maneira de sair daqui..

— Não desista. Mantenha a calma e lute, enquanto há vida, há esperança, continue batendo os braços com toda força.

— Não vale a pena, estou me cansando e não consigo ver comopodemos nos salvar.

Dito isso, parou de se debater, afundou e morreu afogada.

— Não posso desistir, disse a primeira, deve haver uma saída, vou continuar me debatendo, tenho que me manter viva. Debateu-se a noite inteira, e debateu-se tanto dentro do leite que este acabou virando manteiga.

Agora sim. Apoiada sobre uma base sólida bastou descansar um pouquinho, tomar impulso para fora do latão e recomeçar sua vida.

Tudo é uma questão de perseverança, desde que o mundo é mundo os problemas são os mesmos, cada um de nós tem uma maneira diferente de enfrentá-los e essa maneira que vai determinar o sucesso ou fracasso.

Uma Flor Rara

Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem, uma família unida.

O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em algumas áreas.

Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se surgiam problemas, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas para depois.

Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito cara e raríssima, da qual havia um apenas exemplar em todo o mundo.

E disse a ela:

-- Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina! Você terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, ás vezes conversar um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas flores.

A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual.

Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.

Ela chegava em casa, olhava a flor e as flores ainda estavam, lá, não mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas.

Então ela passava direto.

Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu.

Ela chegou em casa e levou um susto!

Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores caídas e suas folhas amarelas.

A jovem chorou muito, e contou a seu pai o que havia acontecido.

Seu pai então respondeu:

-- Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra flor, porque não existe outra igual a essa, ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que o Senhor te deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre florida, sempre perfumada, e se esqueceu de cuidar dela.

Cuide das pessoas que você ama!

Uma Oração Para mim

Rosy Beltrão

  Que eu: Tenha a força de ser eu mesmo, sempre...
  Possa fazer o bem, sem saber o porquê...
  Nunca pense, que esse alguém irá me retribuir...
  Possa ver a luz do dia numa montanha cheia de flores...
  Possa ouvir passarinhos cantando...
  Possa ver a imensidão azul do céu...
  Descubra, brincando, o formato das nuvens...
  Possa valorizar a alma da criança que existe em mim Possa brincar como uma...
  
  Que ao me levantar, enxergue a "Luz" através do sol 
  Que diga com amor, o bom dia de cada dia 
  Que a minha presença seja sentida, amiga
  
  Que eu: Fale sempre o que sinto, como o aroma de absinto, que é leve e encantador 
  Que quando estiver no campo...
  a luz do luar caia sobre meus cabelos 
  Que meu pranto só seja de alegria...
  
  Que eu: Sinta o perfume do orvalho sobre a relva das noites frias de inverno 
  Possa me agasalhar no coração do meu amor quando sentir frio, 
  Esteja ao seu lado nos dias alegres de verão.
  Possa andar na praia e pegar conchinhas.
  
  Que a grandeza do mar seja a energia que recarrega minha alma 
  Que a minha existência faça diferença.
  
  Que minhas palavras sejam amáveis e doces e lembrem os brancos cafezais.
  
  Que sejam ouvidas de forma leve, suave, sublime, como anjos cantando.
  
  Que eu: Possa fazer da minha luz o candeeiro de outros.
  
  Saiba ser sozinha, mesmo na multidão.
  Possa andar descalça, de pés no chão.
  Sinta o calor e frescor da terra molhada com cheiro de chuva.
  Possa entender o amor dos que não sabem demonstrar o amor que sentem.
  Saiba ser desapegada do amor dos que não sabem amar.
  Possa entender que nem todos podem me amar.
  Mas que eu ame a todos, sem distinção, com toda a força e luz do amor= que existe em mim.

Leva-se um minuto na vida ...

  Leva-se um minuto na vida para reparar numa pessoa especial,
  uma  hora para apreciá-la,
  um dia para amá-la,
  e uma vida inteira para esquecê-la!"

Um dia

Mario Quintana

Um dia percebemos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem!

Você não só esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...

Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...

Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...

Um dia percebemos que o comum não nos atrai...

Um dia saberemos que ser classificados como "o bonzinho", não é bom...

Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga, é a que mais pensa em você...

Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

Um dia perceberemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...

Um dia perceberemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde de mais...

Enfim... Um dia descobriremos que apensar de viver quase 100 anos, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo que tem de ser dito...

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

Um trem

A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques; alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.

Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais.

Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível...(até certo ponto).Mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem.

Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.

Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio, outros encontrarão nessa viagem somente tristezas, ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu assento, ninguém sequer os percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante esse trajeto, atravessemos, com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles....só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar. Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, decepções, alegrias, mudanças, muitas mudanças.

Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá. O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades.... acredito que sim, me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste, mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram.....e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.

Ao desembarcarmos desse trem, certamente encontraremos na grande plataforma, as mesmas pessoas dessa e de outras viagens, as quais contribuirão sensivelmente para a nossa evolução, no próximo embarque(quer nos auxiliando,ou nos perturbando).

Portanto, aproveitemos as lições de vida oferecidas nessa viagem, alertando que, se possível, não cultivemos inimizades nesse trem. Mais que isso, procuremos resolver as nossa "pendências" anteriores.

Muita paz.

A verdadeira amizade

A verdadeira amizade está acima de quaisquer valores financeiros.

Todo o dinheiro do mundo não seria suficiente para adquirir uma amizade leal, já que é um sentimento que não está à venda.

E por mais rico que seja um ser humano, ele não será completamente feliz se não contar com, pelo menos, um amigo fiel.

De nada valeria ser a pessoa mais famosa do mundo, se não pudesse contar suas alegrias a um amigo.

De nada adiantaria ter todas as riquezas materiais que o mundo pode oferecer, se não houver uma amizade para compartilhar.

Por outro lado, ainda que a pessoa seja a mais pobre da face da terra, se tiver um amigo verdadeiro, nunca passará necessidade.

Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada das pessoas que se estimam.

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.

A amizade pura é uma flor que nunca morre.

Vida Amarrada

Conta uma velha lenda dos indios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo...

— Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure que estaremos um ao lado do do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

— Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada... Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte... e trazê-- lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo -- continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva! Os jovens se abraçaram com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.

O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...

— E agora o que faremos? - perguntou o jovem - as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue? Ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? -- propôs a jovem. - Não! -- disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre sí pelas patas com essas fitas de couro... quando as tiver bem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...

O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do vôo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-- se até se machucar. E o velho disse:

— Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... Se quiserem que o amor entre vocês perdure... voem juntos... mas jamais amarrados.

A vida

Mário Quintana

  A vida são deveres que nós trouxemos pra fazer em casa.
  Quando se vê já são seis horas!
  Quando se vê, já é sexta-feira...
  Quando se vê, já terminou o ano...
  Quando se vê, passaram-se 50 anos!
  Agora, é tarde demais para ser reprovado...
  
  Se me fosse dada, um dia,
  outra oportunidade,
  eu nem olhava o relógio.
  
  Seguiria sempre em frente
  e iria jogando, pelo caminho,
  a casca dourada e inútil das horas...
  
  Dessa forma eu digo,
  não deixe de fazer algo que gosta devido  a falta de tempo,
  a única falta que terá, será desse tempo,
  que infelizmente não voltará mais.

Vida Ponto Com

Miriam Travassos

Estava toda feliz, acessando a internet, quando meu computador trancou.

Comecei a bater em diversas teclas, liguei e desliguei, disse um nome horrível que eu sei... e nada.

Sentada em frente ao pc, era mesmo uma burra olhando para um palácio.

Foi quando me ocorreu a idéia de pedir uma ajuda a um colega que entende a fundo de eletrônica.

Não o encontrei. Fiquei ali, perdendo tempo e paciência, até que me lembrei de discar para o serviço de suporte do meu provedor.

E tudo foi resolvido.

Pois tirei uma lição desse problema: a vida da gente é nada mais nada menos do que uma internet, interligados todos numa rede onde se cruzam bons contatos, conhecimento, futilidade, violência, pornografia, inutilidade.

E, vez em quando, nos sentimos travados.

Por que há dias em que você se sente off-line.

Sua vida, como um pc, parece haver se trancado, fugindo a seu comando, provocando-lhe a estranha sensação de uma queda de voltagem, de força, deresistência - você ali, impotente, sem entender em que teclas erradas bateu para que acontecesse essa parada súbita.

A primeira e compreensível atitude é interrogar por que não lhe deramum pentium cheio de recursos, evitando que você tivesse que passar uma existência inteira catando milho nas teclas de um micro assim tão sem potência.

Mas, você sabe, é quase impossível trocar o programa que lhe é imposto pelo destino.

À noite, em sua cama, você faz um download nos seus sentimentos.

Nota que há dezenas de tarefas, ainda no rascunho, que você jamais se importou em terminar; centenas de itens que já deveriam ter sido excluídos de sua memória, sua lixeira está repleta de sentimentos negativos ainda não deletados; há mensagens na caixa de entrada que você se recusa a receber e itens enviados que você poderia ter evitado encaminhar.

Perderam-se, para sempre, as linhas de um ideal que você havia traçado,ao programar seu futuro.

E não existe back-up em nossa vida quando se extravia o plano original, não há como recuperar o que foi definitivamente deletado, nem é possível dar backspace no presente.

Desarvorado, você conclui que lhe foge ao controle reter as alegrias e afugentar os sofrimentos: a tecla enter não consegue fazer com que as pequenas conquistas sejam arquivadas para depois repeti-las, nem a tecla escape consegue evitar que os fracassos prossigam sendo impressos a laser e em cores vivas.

Diante da tela em branco, nenhum recurso lhe ocorre.

Exausto por causa de tantas tentativas de acerto, você começa a pensar que é hora de abandonar essa luta em busca de saída:

Não há atalho e nem lhe resta espaço.

Quantos mais reset você dá, tantas vezes se mostra igual o reinício -insistindo em bater nas mesmas teclas, você apenas repete as mesmas tolices.

Que saída você tentará, nesse momento?

O aconselhamento de amigos, o extravasamento de toda a sua fúria, a buscade aperfeiçoamento para entender o problema, a conformidade perante a sua incapacidade de seguir em frente, a depressão?

Não se resolve assim, quando é a nossa existência que se encontra em jogo.

Há um momento em que é preciso estabelecer contato com nosso provedor, quando nos foge à compreensão onde nos quer levar esse intrincado software chamado vida.

E você sabe quem é nosso Bill Gates, em hora dessas.

Melhor, então, acessar o Dono do programa.

Envie um sos urgente e peça-Lhe ajuda.

Ele consegue decodificar as mais complexas linguagens, mas você pode iniciar assim sua mensagem: Pai Nosso que estais no céu...

Conte com uma resposta com absurda agilidade.

Talvez você até continue a julgar-se inapto para tantos comandos, entrejanelas e campos, estilos e modelos, vacilante na escolha de uma ferramenta.

Mas descobre que é sempre possível contatar o próprio autor do soft, que entende a precariedade do seu pc, a pouca capacidade de seu hd, a sua falta de espaço para o armazenamento de tantas amarguras e, mesmo assim, teima em querer vê-lo aperfeiçoar-se a cada dia, sem se deixar vergar ante a complexidade da intrincada operação que é esta vida - de home a end.

... nunca dê pause em sua fé.

A vida é um dever

Mário Quintana

A vida é um dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas.

Quando se vê, já é sexta-feira.

Quando se vê, já terminou o ano.

Quando se vê, passaram 50 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado...

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...

Dessa forma, eu digo: "Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo. A única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais".

Vinte e Quatro Toques

Roberto Shinyashiki

01 - Seja ético. A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.

02 - Estude sempre e muito. A glória pertence àqueles que têm um trabalho especial para oferecer.

03 - Acredite sempre no amor. Não fomos feitos para a solidão. Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado, curta a dor, mas se abra para outro amor.

04 - Seja grato a quem participa de suas conquistas. O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.

05 - Eleve suas expectativas. Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem: "isso não é para nós". Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.

06 - Curta muito a sua companhia. Casamento dá certo para quem não é dependente.

07 - Tenha metas claras. A história da humanidade é cheia de vidas desperdiçadas: amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam carreiras ao sucesso, etc. Ter objetivos evita desperdícios de tempo, energia e dinheiro.

08 - Cuide bem do seu corpo. Alimentação, sono e exercício são fundamentais para uma vida saudável. Seu corpo é seu templo. Gostar da gent e deixa as portas abertas para os outros gostarem também.

09 - Declare o seu amor. Cada vez mais devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor). Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais.

10 - Amplie os seus relacionamentos profissionais. Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.

11 - Seja simples. Retire da sua vida tudo o que lhe dá trabalho e preocupação desnecessários.

12 - Não imite o modelo masculino do sucesso. Os homens fizeram sucesso a custa de solidão e da restrição aos sentimentos. O preço tem sido alto: infartos e suicídios. Sem dúvida, temos mais a aprender com as mulheres do que elas conosco. Preserve a sensibilidade feminina - é mais natural e mais criativa.

13 - Tenha um orientador. Viver sem é decidir na neblina, sabendo que o resultado só será conhecido, quando pouco resta a fazer. Procure alguém de confiança, de preferência mais experiente e mais bem sucedido, para lhe orientar nas decisões, caso precise.

14 - Jogue fora o vício da preocupação. Viver tenso e estressado está virando moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis. Bobagem... defina suas metas, conquiste-as e deixe as neuras para quem gosta delas.

15 - O amor é um jogo cooperativo. Se vocês estão juntos é para jogar no mesmo time.

16 - Tenha amigos vencedores. Aproxime-se de pessoas com alegria de viver.

17 - Diga adeus a quem não o(a) merece. Alimentar relacionamentos que só trazem sofrimento é masoquismo, é atrapalhar sua vida. Não gaste vela com mau defunto. Se você estiver com um marido/mulher que não esteja compartilhando, empreste, venda, alugue, doe... e deixe o espaço livre para um novo amor.

18 - Resolva! A mulher/homem do milênio vai limpar sua vida as situações e os problemas desnecessários.

19 - Aceite o ritmo do amor. Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro viver nas nuvens é o começo de muita frustração.

20 - Celebre as vitórias. Compartilhe o sucesso, mesmo as pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

21 - Perdoe! Se você quer continuar com uma pessoa, enterre o passado para viver feliz. Todo mundo erra, a gente também.

22 - Arrisque! O amor não é para covardes. Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar.

23 - Tenha uma vida espiritual. Conversar com deus é o máximo, especialmente para agradecer. Reze antes de dormir. Faz bem ao sono e a alma. Oração e meditação são fontes de inspiração.

24 - Muita paz, harmonia e amor... sempre!

Uma visão

  Uma visão sem ação é somente um sonho.
  Uma ação sem visão  é apenas um passatempo.
  Uma visão com ação pode transformar o mundo."

Fred Polak

Vivências

  Dentro das minhas malas
  Eu carrego muitas coisas...
  Vivências acumuladas
  Por muitas e muitas jornadas,
  Por trilhas, atalhos, escolhas.
  Algumas delas erradas.
  Tantas dúvidas e incertezas,
  Quantas coisas guardadas.
  Carrego o suor dos amantes,
  O encanto, a paixão e a poesia,
  O sentimento não compartilhado,
  Muitas histórias não terminadas,
  A dor de um amor sofrido.
  Carrego também a saudade
  De amigos, de entes queridos
  Que em algum lugar do passado,
  Seguiram por outros caminhos.
  Dentro das minhas malas
  Eu carrego muitas coisas...
  A armadura, a cicatriz, o conflito.
  A guerreira de olhar cansado,
  O andarilho em busca de abrigo,
  O nobre, o juiz, o bandido,
  A feiticeira, o anjo, a banida.
  Dentro das minhas malas
  Muitas coisas pesadas.
  A aflição, o medo, a espera,
  O arrependimento, a culpa, o pecado,
  A obrigação de desfazer o mal feito
  E desta feita fazer direito.
  A obrigação de reconstruir os meus templos
  Profanados pela ação do tempo.
  Dentro das minhas malas
  Eu carrego muita esperança.
  Carrego a ingênua, a sonhadora, a criança,
  A certeza de reencontrar o inimigo
  E fazer dele um novo amigo.
  Carrego o santo, o mago, o diabo,
  Um sorriso para ser ofertado,
  O carinho do ser apaixonada
  Que muitas vezes adormece cansada,
  Mas amanhece sempre renovada,
  E vai em busca de uma nova morada!

Navegue, descubra tesouros

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles ela.

Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.

Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.

Sonhe com as estrelas, apenas sonhe. Elas só podem brilhar no céu. Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.

Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.

As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.

O sorriso! Esse você deve segurar, não o deixe ir embora, agarre-o!

Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!

Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.

Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela.

Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.

Persiga um sonho, mas não o deixe viver sozinho.

Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.

Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.

Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.

De um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.

Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.

Olhe para o lado, alguém precisa de você.

Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.

Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.

Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.

Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.

Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.

Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!

Se perceber que precisa seguir, siga!

Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.

Se sentir saudades, mate-a.

Se perder um amor, não se perca!

Se achá-lo, segure-o!

Viver

  Viver
  não é preencher o dia-a-dia...
  
  Viver
  é crer em alguma coisa,
  é sonhar com algo belo,
  é acreditar e ter esperanças
  de que o amanhã será melhor...
  
  Viver
  é nunca descansar
  enquanto no mundo houver ódio...
  
  Viver
  é lutar sempre por um ideal,
  é nunca nos darmos por vencidos...
  
  Viver
  é acreditar que não existe nada impossível,
  é lutar para realizar um sonho...
  
  Viver
  é ser cada dia unicamente jovem...

Você é especial

Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de 100 reais. Numa sala, com 200 pessoas ele perguntou: Quem quer esta nota de 100 reais?

Mãos começaram a se erguer. Ele disse: Eu darei esta nota a um de vocês, mas primeiro, deixem me fazer isto! Então ele amassou a nota.

E perguntou, outra vez: Quem ainda quer esta nota? As mãos continuaram erguidas.

Bom - ele disse - e se eu fizer isto? E ele deixou a nota cair no chão e começou a pisà-la e esfregá-la. Depois pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou: E agora? Quem ainda quer esta nota?

Todas as mãos continuaram erguidas.

Meus amigos, vocês todos devem aprender esta lição:

Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda irão querer esta nota, porque ela não perde o valor.

Ela ainda valerá 100 reais. Essa situação também se da conosco.

Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos sujos, por decisões que tomamos e/ou pelas circunstancias que vêm em nossos caminhos. E assim, ficamos nos sentindo desvalorizados, sem importância. Porem, creiam, não importa o que aconteceu ou o que acontecerá, jamais perderemos nosso valor perante o Universo. Quer estejamos sujos, quer estejamos limpos, quer amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos. A nossa valia. O preço de nossas vidas não é pelo que fazemos ou que sabemos, mas pelo que Somos!

Somos especiais... Você é especial. Muito especial...

Jamais se esqueça disso!

Dos quinze aos setenta...

Silvana Duboc

  Senti aos quinze anos
  que a dança do amor jamais mudaria de planos
  Seria sempre daquela maneira corriqueira
  Eu correndo atrás de alguém que não me queria bem.
  
  Aos vinte entendi que não era exatamente assim
  Alguém poderia também correr atrás de mim.
  E eu, superior na dança do amor fingiria não perceber
  Até o instante que ele resolvesse me esquecer.
  
  Aos trinta começaram as decepções, os términos e as desilusões...  As
  lágrimas infinitas, as insônias malditas.
  
  Aos quarenta fui apresentada à traição
  E tive que conviver com essa terrível questão
  Nessa mesma ocasião descobri como era ser trocada
  esquecida e ignorada.
  
  Aos quarenta e cinco procurei com afinco... um novo amor.
  E que dor... foi tão difícil de achar...
  Encontrei almas encantadoras e também destruidoras.
  Almas gêmeas e impostoras
  Mas ninguém ficou comigo
  Terminei no ostracismo.
  
  Aos cinquenta a gente inventa...
  Inventa que é feliz
  Que tem o amor que sempre quiz
  Inventa que se alimenta de paixão
  Que o coração ainda palmita de emoção.
  É talvez aos sessenta, descubra
  que aos quinze fui feliz.
  Que aos trinta tive o que quis
  As noites mal dormidas poderiam ter sido resolvidas.
  Que aos quarenta a traição foi o melhor ingrediente da emoção
  E que nessa época o gostoso era dar o perdão.
  E aos quarenta e cinco, buscar um amor não causou assim tanta dor  É bem
  verdade que foi com dificuldade
  Mas ainda existia na mesma alma
  Uma grande carga de força e vitalidade.
  
  E que aos cinquenta, inventar pode ser gostoso
  Sonhar, delicioso
  Esperar, prazeroso.
  ...mas enfim chegando aos sessenta
  Será que vou descobrir finalmente
  Que a solidão assolou meu coração?
  Que desde os quinze vivi mergulhada na ilusão?
  Como serão os meus setenta então?
  Acho que aos setenta...
  Quem sabe uma nova dança
  a gente inventa.
  
  

Os novos criativos

São aqueles conseguem enxergar, nas atividades cotidianas, aquilo que ninguém viu ainda.

Quinta-feira, 2 de junho, 16h35, palestra de Max Gehringer no primeiro dia da Career Fair. Sala lotada e muitas gargalhadas durante 1h30 de apresentação. Para quem não viu, aí vai uma das tiradas de Mr. Max sobre a comédia que é a vida corporativa:

Quando entrevistava candidatos a emprego na empresa em que trabalhava, adotei o hábito de, no final da conversa, entregar um isqueiro para cada um, como brinde. Dois tipos de resposta acabavam com os candidatos:

-- Obrigado, eu não fumo.

ou

-- Obrigado, como você sabia que eu fumava?

Quem só consegue enxergar num isqueiro uma única finalidade (acender cigarros) tem um sério problema de criatividade. Uma candidata me ganhou na hora em que olhou o isqueirinho e se saiu com essa: "Obrigada, isso aqui vai ser ótimo para lixar as unhas'."

Em resumo, é o seguinte: até em anúncio de emprego para faxineiro se pede alguém criativo. Hoje, isso significa ser capaz de olhar para o que todo mundo está olhando e enxergar algo diferente. Esse olhar diferenciado é para ser exercitado diariamente, nas mais diversas atividades corporativas. Como você pode fazer melhor, mais rápido ou mais barato? Como satisfazer ainda mais o cliente? O criativo de hoje busca essas respostas o tempo todo.

Simplifique

Um professor de Filosofia entra na sala de aula, põe a cadeira em cima da mesa e escreve no quadro: "Provem-me que esta cadeira não existe".

Apressadamente, os alunos começam a escrever longas dissertações sobre o assunto. No entanto, um dos alunos escreve apenas duas palavras na folha e entrega-a ao professor. Este, quando a recebe, não pode deixar de sorrir depois de ler: "Que cadeira?"

Conclusão: Não procure chifres em cabeça de cavalo ou pêlo em ovo. Opte pela simplificação.

O cego de nascença

Era uma vez um cego de nascença. Nunca tinha visto o sol, e perguntava como era este às pessoas que enxergavam. Alguém lhe disse: O sol é como uma bandeja de latão. O cego bateu na bandeja de latão e ouviu o som. Depois, quando ouviu um sino, pensou que fosse o sol. Outra vez, disse-lhe alguém: o sol é como uma vela. O cego apalpou uma vela, e pensou que assim era o formato do sol. A verdade é mais difícil de descrever que o sol; e quando os homens não a conhecem, são exatamente como o cego. Ainda que façais o possível para esclarecê-la por meio de comparações e exemplos, ela ficará tão confusa como a comparação da bandeja de latão e da vela.

Quero ser feliz ou ter razão?

Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos. O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.

Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.

Ele vira a direita e percebe que estava errado. Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde. Mas ele ainda quer saber:

— Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.

E ela diz:

— Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos a beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.

MORAL DA HISTÓRIA

Essa pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão,independente de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:

— Quero ser feliz ou ter razão?

Pense nisso e seja feliz

Saudade

Miguel Falabella

Devemos ter feito algo de muito grave, para sentirmos tanta saudade...

Trancar o dedo numa porta dói.

Bater com o queixo no chão dói.

Torcer o tornozelo dói.

Um tapa, um soco, um pontapé , doem.

Dói bater a cabeça na quina da mesa.

Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.

Saudade de uma cachoeira da infância.

Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.

Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.

Saudade de uma cidade.

Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.

Doem estas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.

Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.

Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar no quarto e ela na sala, sem se verem, mas sabiam-se lá.

Você podia ir para o dentista e ela pra faculdade, mas sabiam-se onde.

Você podia ficar o dia sem vê-la, ela sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor.

Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.

Não saber mais se ela continua fungando num ambiente frio.

Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.

Não saber se ela ainda usa aquela saia.

Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.

Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada.

Se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet, a encontrar a página do Diário Oficial.

Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros.

Se ele continua preferindo Malzebier.

Se ela continua detestando McDonalds.

Se ele continua amando.

Se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos.

Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento.

Não saber como frear as lágrimas diante de uma música.

Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...

É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.

Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.

Saudade é isso que eu estive sentindo enquanto escrevia.

E o que você provavelmente estará sentindo depois que acabar de ler.

Amigas fazem muito bem à saúde !

Um estudo publicado pela Universidade de Los Angeles, Califórnia, indica que a amizade entre mulheres é algo verdadeiramente especial. Descobriu-se, que as amigas contribuem para o fortalecimento da identidade e para projetar nosso futuro. Constituem um remanso, diante de um mundo real, cheio de tempestades e obstáculos.

As amigas ajudam-nos a preencher os vazios emocionais de nossas relações com os homens e ajudam-nos a recordar quem nós somos, realmente. Após 50 anos de investigações, identificou-se que existem substâncias químicas produzidas pelo cérebro que ajudam a criar e manter laços de amizade entre as mulheres. Os pesquisadores, homens em sua maioria, surpreenderam-se com os resultados destes estudos. Quando o hormônio OXITOCINA é liberado como parte da reação das mulheres frente ao stress, elas sentem a necessidade de proteger seus filhos e de agruparem-se com outras mulheres. Quando isso acontece, produz-se uma ainda maior quantidade de oxitocina, que reduz o stress mais agudo e provoca um efeito calmante.

Estas reações não aparecem entre os membros do sexo masculino porque a testosterona, que os homens produzem em altas quantidades, tende a neutralizar os efeitos da oxitocina, enquanto os estrógenos femininos aumentam a produção do hormônio oxitocina.

Após repetidos estudos, demonstrou-se que os laços emocionais existentes entre as mulheres que são amigas verdadeiras e leais, contribuem para a redução dos riscos de doenças ligadas à pressão arterial e ao colesterol. Acredita-se que esta pode ser uma das razões por que as mulheres geralmente vivem mais do que os homens. As mulheres que não estabelecem relações de amizade com outras mulheres não mostram os mesmos resultados em sua saúde.

Assim, ter amigas nos ajuda não somente a viver mais, como também a viver melhor.

O estudo sobre saúde indica que quanto mais amigas tem uma mulher, maior probabilidade ela terá de chegar à velhice sem problemas físicos, levando uma vida plena e saudável. Não contar com amigas próximas pode ser tão prejudicial para a saúde quanto a obesidade, o tabagismo ou o sedentarismo. Neste mesmo estudo, foi observado, também, como as mulheres superam um momento crítico, como a morte do cônjuge e percebeu-se que as mulheres que podiam confiar em suas amigas, reagiram sem doenças graves e recuperaram-se em um lapso de tempo menor do que aquelas que não tinham em quem confiar. O estudo concluiu que a amizade entre as mulheres constitui uma fonte recíproca de força, bem-estar, alegria e saúde!!!!!!!!!!

Nâo é legal saber isso?

Solidão

Fátima Irene Pinto

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...

Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...

Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...

Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...

Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...

Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

Meus Amigos...

Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela cara lavada e a alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.

Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e a outra metade velhice. Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Mau humor

Lula Vieira - publicitário

Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho. Joaquim Ferreira dos Santos, em "O Globo" de domingo, fala do seu profundo preconceito com quem usa "agregar valor". Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.

Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.

Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra "carne", fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão.

Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo "chegar junto", "superar limites", essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez, repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.

Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice. Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão "senhoooorrr" me irrita profundamente.

Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.

Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer? Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber "energia positiva".

Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa.

Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria. E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando "um beijo no coração"?

A lei de Zeca Pagodinho

Nailor Marques Junior

Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias.

Um dia porém um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou- se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: "não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço". Como professor vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz.

Tenho a impressão que ensino no vazio (e sei que não estou só nesse sentimento) porque depois de formados meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos. Parece que quando meus meninos(as) caem no mercado de trabalho a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta e nem se alguém vai ser lesado nesse processo. Aprenderam rindo, mas não querem passar o riso à frente e nem se comovem com o choro alheio. Digo isso, até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades. Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos, é uma total inversão dos valores. Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias e as defendem em sala de aula e na sala de professores e se vangloriam disso. Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas e quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele. "O importante professor é que o cara embolsou milhões", disse-me um; outro: "daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico", todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça. O pior é quando a gente se dá conta que no Brasil é assim mesmo, o que vale é a lei de Gérson: "o importante é levar vantagem em tudo". ( Lei de Gerson...dá para rir...) A pergunta é: É possível, pela lógica, que todo mundo ganhe ? Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder.

A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar placas de trânsito e colocá- las de enfeite no quarto; é trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas; é fraudar propaganda política mostrando realiza ções que nunca foram feitas. a lógica da perpetuação da burrice. Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo. Parafraseando Schopenhauer: "Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior". Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol. Felizmente há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto. A luz é e sempre foi a metáfora da inteligência. No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter. Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros. Acho que o mundo (e, sobretudo, o Brasil) precisa mais de gente honesta do que de literatos, historiadores ou matemáticos.

Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, Dirceus, Dudas, Roriz e todos os que chamam desonestidades flagrantes, de espertezas técnicas, ou o Brasil passa de país do futuro para país do só furo. De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência. De professores, espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham (pouco ou muito) agindo como quem é honesto. A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos. Quem plantar joio, jamais colherá trigo.

Quando reflexões assim são feitas cada um de nós se sente o palhaço perdido no palco das ilusões. A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso.

Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando "bis" e, como todos sabemos, um bis não se despreza. Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo ! bravo ! E vamos todos rindo e afinando o coro do "se eu livrar a minha cara o resto que se dane". Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz: "Esse é o problema... eu sou o palhaço".

Cuidado Ratoeira!

Autor desconhecido

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali.

Ao descobrir que era uma ratoeira, ficou aterrorizado. Correu ao curral da fazenda advertindo a todos: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha disse: - Desculpe-me, Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda. O rato foi até o porco e lhe disse: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!

O porco disse: - Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo, que o senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se então à vaca. A vaca lhe disse: - O que, Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? - Acho que não! Então o rato voltou para seu canto, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.

Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.

Ela voltou com febre. Para amenizar a sua febre, nada melhor que uma canja de galinha. Então, o fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Então, para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. Então, o fazendeiro sacrificou a vaca, para poder alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que: quando existir uma ratoeira, todos corremos risco.

"O problema de um é problema de todos, quando convivemos em equipe."

Inimaginável

Maisa Bacafi

Você chegou, tocou meu ser com a leveza de teu sorriso, arrebatou-me, e s e fez dono de mim...

Meu coração não mais me pertence, é seu, inteiramente!

Se ainda hoje eu o sinto pulsar, pulsa por você, te chamando, sussurrando teu nome por minhas veias, impulsionando em minha vida o ritmo do amor...

Falaram-me do amor, mas nunca me disseram como aconteceria! Ninguém me co ntou que eu deixaria de ser eu mesma, para ser parte de ti, a sua melhor pa rte, a mais pura e intensa...

Não, eu não podia imaginar que amar me transformaria, que eu conheceria a alegria de doar-me completamente...

Que eu renasceria e seria então somente amor, pleno amor...

Amo-te, inteiramente!

Amo seu sorriso de menino..

Amo seu sono tranqüilo...

Amo seu beijo envolvente...

Amo seu abraço apertado...

Amo só ficar do seu lado...

Amo porque agora esta sou eu, e esta é a minha essência...

Se um dia alguém tivesse me falado, me alertado de que eu seria mais voc ê do que eu mesma, talvez eu não acreditasse, é provável que eu rec usasse...

Mas agora que aqui estou.. Agora que conheço o amor, eu mesma o escolheri a, para nortear a minha vida, e tomar conta do meu ser...

Hoje posso me definir com facilidade: sou aquela que te ama, que nos teus s onhos te encanta, quem você chama com carinho, e te faz sentir saudades, sentido-se mesmo sozinho no meio da multidão.. Faço parte da tua vida, melhor dizendo da tua alma, sou a dona do teu coração...

Sei que você me entende, está confuso mas coerente para quem já sabe amar...

Isso tudo é inexplicável, eu diria inimaginável para quem não exper imentar...

Redação

Não sei se ele foi aprovado...

CURRICULUM VITAE

Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei como rosto desfigurado. Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei como espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone, já tomei banho de Chuva e e acabei me viciando. Já roubei beijo, Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo. Já confundi sentimentos, Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais dificeis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar es trelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei a piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um para sempre pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: - Qual sua experiência?

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: - experiência... experiência... Será que ser plantador de sorrisos é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Amizade... O Verdadeiro Amor

Já se falou muito sobre Amor, sobre Amizade, sobre a confusão que muita s vezes se faz entre esses dois sentimentos que, de tão parecidos, chegam realmente a ser confundidos.

Muitas vezes, por querermos muito bem a uma pessoa, julgamos estar amando, quando na verdade o que sentimos é uma profunda amizade.

Bem... na verdade penso que a amizade muitas vezes é um sentimento superi or ao amor, pois não implica em nada mais do que gostarmos de uma pessoa, desinteressadamente.

E, convenhamos, não existe nada melhor do que alguém gostar de nós, independendo de nosso aspecto físico, se somos ricos ou não.

Enfim... gostar, pura e simplesmente...

Apreciar o papo, a companhia...

Nada mais gratificante, descobrir que somos capazes de despertar em outras pessoas sentimentos como

A Amizade.

O grande ídolo das candidatas a Miss Qualquer Coisa

Antigamente, era Antoine du Saint Exupery, com seu badalado Pequeno Príncipe, que era o livro de cabeceira de todas elas, até das que não sabiam ler...

Acontece que nosso querido Saint Exupery não escreveu somente o Pequeno Príncipe. Além de outras obras menos badaladas, também foi autor de frases muito bacanas, como esta:

O verdadeiro amor começa quando nada se espera em troca.

Sem qualquer sombra de dúvida, quando gostamos realmente de alguém, sim plesmente gostamos e não esperamos conseguir qualquer vantagem com isso.

Isso se aplica principalmente com a mais pura expressão de amor, que é a AMIZADE.

Se alguém nos inspira confiança suficiente para que possamos consider á-lo como amigo, devemos estar prontos para partilhar de seus sentimentos.

Dividir suas alegrias e tristezas.

Regozijarmo-nos com suas vitórias e procurarmos consolá-lo em suas derrotas.

Tudo isso, claro, sem esperarmos nada em troca, exceto que essa amizade seja retribuída na mesma proporção, pois qualquer sentimento que seja unilateral não é bom.

Fica impossível gostarmos de quem não aprecia nossa companhia.

Aí passa a ser masoquismo.

Por outro lado, se dedicamos amizade a alguém e esse alguém só está procurando explorar nosso

Sentimento para tirar alguma vantagem, ficamos muito frustrados se descobrirmos que estivemos enganados durante algum tempo, sobre os reais sentimentos desse alguém.

É muito desagradável chegar-se à conclusão de que dedicamos nossa amizade a alguém que só tentava nos prejudicar, ou então que só visa a algum benefício. A falsidade dessas pessoas faz muita gente acabar meio descrente na humanidade... mas não se pode generalizar a esse ponto. Se uma pessoa burlou seus sentimentos, não se esqueça de que existem muitos outros amigos sinceros, prontos para escutá-lo

E confortá-lo.

Enfim, nunca fica muito fácil definir-se a sinceridade dos sentimentos, porque a tendência do ser humano é mascará-los, já que admiti-los, por vezes, se confunde com admissão de fraqueza.

Aliás, esse é outro ponto a ser abordado: Por que para muita gente é tão difícil dizer eu te amo, ou mais simplesmente, eu gosto de você.

Muitas vezes percebemos esse sentimento em outras pessoas, que se recusam a admiti-los publicamente.

Guardam em seu íntimo, e ficam tristes quando não conseguimos advinhá-los.

Por hoje, vamos ficando por aqui, procurando espalhar essa doença chamada AMIZADE para todos. Esperemos que não surja

Nenhum antivírus para combater essa epidemia.

Para tanto,

Sejam Amigos, Tenham Amigos e que Todos Tenhamos um Lindo Dia.

As palavras do meu dicionário

Escritor ou poeta que se preze não devem se limitar apenas a escrever poemas ou a contar histórias, devem inventar uma nova linguagem para traduzir os seus sentimentos e para traduzir-se aos que tentam entender o que dizem.

Conheço muita gente que usa de abreviaturas para dizer o que quer, uns o fazem por preguiça e outros por estilo e isso me inspirou a criar no meu mundo novas palavras para a minha linguagem.

Sublime na língua dos homens pode ser um adjetivo que quer dizer perfeitíssimo, excelente, encantador ou um substantivo masculino que quer dizer o mais alto grau de perfeição, o que há de mais elevado nos sentimentos, nas ações.

Na minha Linguagem Sublime é a mais belas das palavras, é um beijo que nada poderia impedir de acontecer, é um desejo atendido, é um sonho que vira realidade, Sublime para mim é o ato de fechar os olhos e ver melhor com eles fechados do que com eles abertos.

Cativar na língua dos homens é tornar cativo, prender; dominar; escravizar e na minha é seduzir, encantar, sem precisar tornar escravo, é prender sem precisar de grades com um pássaro que a gente tem que é livre para voar e sempre volta sem precisar chamar, no meu dicionário cativar é agradar quem já é dono de mim.

Seduzir na língua dos homens é enganar, corromper, por meio de insinuações ou falsas promessas, fazer cair em erro ou culpa e na minha língua é encantar sem precisar mentir ou enganar, é ligar uma chave no coração e desligar um botão na cabeça, é trazer para o meu mundo quem eu quero amar.

O amor de tão grandioso não tem como abreviar e no máximo dá pra somar, inventei amore, que para os homens é amor em italiano, mas na minha língua é amo de amor mesmo e re de repetir. Assim o re vem no final só para a palavra voltar sempre pro começo, o amor para mim é infinito e repetido, as histórias de amor sempre se repetem comigo.

Tevelo é a minha versão de te vejo logo, amovomaquetu é // amo você mais do que tudo//, talvez isso tudo venha do mundo da minha adolescência onde inventava um alfabeto inteiro só para codificar meus diários ou da língua que inventei para falar com o meu amigo invisível quando era criança. Kaj mi scias, ke am' estas bona afero (Eu sei que o amor é uma coisa boa)

O esperanto é uma idéia maravilhosa, criaram uma língua que pudesse ser falada pelas pessoas de todos os lugares do mundo, nada mais humano que isso, nada mais bonito que isso... e eu querendo inventar uma só minha, que egoísta, né?

Mi parolos nur pri mia viv', Vivo pli gravas ol la rev'(esperanto)

Que te con uomo ie vivire, vid é meor que sonhe(minha língua andr ees)

Quero lhe contar como eu vivi, viver é melhor do que sonhar.

Quando escrevemos algo que sai do nosso pensamento estamos inventando novos significados para velhas palavras, dizemos velhas coisas com novas idéia se à medida que vamos criando um novo texto nos também nos reinventamos como pessoas, se fazer entender é uma arte em qualquer língua seja.

Multe pli ol du grandaj amikoj, Kaj la pacon ene de la kor' (muito mais do que dois grandes amigos em longos anos em busca de paz).

Watashi no nozomu koto wa shiawase de aru koto dêsu (japonês)

Alles der ich Smögen ein glücklich (alemão)

(Tudo o que eu quero é ser feliz)

Como fazer para durar o amor...

Clara Luz

Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia. Num certo ponto, a menina disse:

"Como se faz para manter um amor?"

A mãe olhou para a filha e respondeu:

"Pega num pouco de areia e fecha a mão com força..."

A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava.

"Mamã, mas assim a areia cai!!!"

"Eu sei, agora abre completamente a mão..."

A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.

"Assim também não consigo mantê-la na minha mão!"

A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:

"Agora pega outra vez num pouco de areia e mantenha na mão =3D semi-aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade"

A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento. "É assim que se faz durar um amor..."

Crianças Especiais

No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais.

Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas a escolas comuns.

Em um jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.

Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou ele:

"Onde está a perfeição em meu filho Pedro, se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus?"

Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai.

Mas ele continuou:

"Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança."

Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:

Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol.

Pedro perguntou-me:

— Pai, você acha que eles me deixariam jogar?

Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria no time. Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de time e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:

— Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava.

— Acho que ele pode entrar em nosso time e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada. Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, o time de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três. No final da nona rodada, o time de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar. Um questionamento, porém, veio à minha mente: o time deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e jogar fora a chance de ganhar o jogo?

Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro.

Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão.

Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater.

Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e o perdeu.

Um dos companheiros do time de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.

O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro.

Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro de time balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.

O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo.

Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a em uma curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.

Então todo o mundo começou a gritar:

— Pedro, corra para a primeira base. Corra para a primeira.

Nunca em sua vida ele tinha corrido... Mas saiu em disparada para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado.

Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola.

Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro para fora, pois ele ainda estava correndo.

Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base.

Todo o mundo gritou:

— Corra para a segunda, corra para a segunda base.

Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.

Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:

— Corra para a terceira.

Quando Pedro contornou a terceira base, os meninos de ambos os times correram atrás dele gritando:

— Pedro, corra para a base principal.

Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganhado o jogo para o time dele.

Naquele dia, disse o pai, com lágrimas caindo sobre a face, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!

O fato é verdadeiro e ao mesmo tempo nos causa tanta estranheza!

Entretanto, há pessoas que enviam mil piadas por e-mail e elas se espalham como fogo, mas quando enviamos mensagens sobre algo bom, as pessoas pensam duas vezes antes de compartilhá-las. É preocupante que coisas grotescas, vulgares e obscenas cruzem livremente o ciberespaço, mas se você decidir passar adiante esta mensagem, não a enviará para muitos de sua lista de endereços, porque não está seguro quanto ao que eles acreditam, ou ao que pensarão de você.

Estamos mais preocupados sobre o que as outras pessoas pensam de nós, do que com o que Deus espera de nós. Contudo, tenhamos a certeza que, se quisermos, poderemos transformar nossas vidas e fazer sempre o melhor para todas as pessoas.

O que é a vida?

Madre Teresa de Calcutá

A vida é uma oportunidade use-a
A vida é beleza admire-a
A vida é prazer goze-o
A vida é sonho concretize-o
A vida é desafio aceite-o
A vida é dever cumpra-o
A vida é viagem finalize-a
A vida é um jogo jogue-o
A vida é cara valorize-a
A vida é riqueza proteja-a
A vida é amor prove-o
A vida é um mistério desvende-o
A vida é promessa cobre-a
A vida é sofrimento domine-o
A vida é uma canção cante-a
A vida é luta enfrente-a
A vida é uma tragédia contenha-se
A vida é uma aventura ouse
A vida é viver viva
A vida é felicidade crie-a
Por favor não a desperdice, ela é valiosa.

Bilhete escrito e exposto na parede do escritório de um orfanato das Missionárias da Caridade em Calcutá.

Aprendi

  Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa
  Pela forma como ela lida com três coisas:
  Um dia chuvoso,
  Uma bagagem perdida
  E os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.
  Aprendi que,
  Nao importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais,
  
  Você sentirá falta deles quando partirem.
  Aprendi que saber ganhar a vida nao é a mesma coisa que saber vive-la.
  
  Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.
  Aprendi que viver nao é só receber, é também dar.
  Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir.
  
  Mas se focalizar a atenção na família, nos amigos,
  Nas necessidades dos outros, no trabalho,
  
  Procurando fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
  Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto.
  Aprendi que quando sinto dores, nao preciso ser uma dor para outros.
  Aprendi que diariamente preciso alcançar e tocar alguém.
  As pessoas gostam de um toque humano -
  
  Segurar na mao, receber um abraço afetuoso
  Ou simplesmente um tapinha amigável nas costas.
  Aprendi que ainda tenho muito que aprender.
  
  As pessoas se esquecerão do que você disse.
  Esquecerão o que você fez...
  Mas nunca esquecerão de como você as tratou.

Prece

Rabindranath Tagore

  Esta é a minha prece a Ti, meu Senhor,
  Com raízes em meu coração:
  Dá-me força para sofrer minhas alegrias
  E tristezas.
  Dá-me força para tornar frutífero
  Meu amor em Teu serviço.
  Dá-me força de não fugir nunca ao pobre
  E de não dobrar os joelhos
  Ante o poder insolente.
  Dá-me força para elevar minha mente
  Acima das pequenezas da vida diária.
  E dá-me força para sujeita-la
  =C0 Tua Vontade, com todo amor.
  Não me deixes rogar para pôr-me
  A salvo dos perigos,
  Mas para encara-los sem temor.
  Não me deixes implorar para que
  Se aliviem minhas penas,
  Mas para que meu coração possa vence-las.
  Não me deixes aliados
  No campo de minhas batalhas,
  Mas que possa eu fiar-me
  Em minhas próprias forças.
  Não me deixes que, ansioso temor,
  Deseje salvar-me,
  Mas que obtenha a paciência
  Para ganhar meu reino.
  Conceda-me a graça de que eu
  Não seja covarde,
  Que não só sinta Tua ajuda
  Em minhas vitórias,
  Mas que também possa achar
  A doce pressão
  De Tua mão
  Em meus fracassos.

Eu te Amei

Sara Fuentes

  Eu te amei... mas não valorizaste
  Minha emoção... não sentiste sequer
  O pulsar do meu sensível coração!
  
  Desprezaste sentimentos palpáveis
  Que tocavas com tuas mãos...
  Deitando-os ao chão...
  
  Dei um basta na situação...
  Não forçarei tua volta!
  Cansei de sofrer...
  Irreverente, deste as costas
  =C0s chances que te concedi...
  O que mais querias de mim?
  
  Foste matreiro enquanto
  Eu te interessava...
  Perverso, quando me deixaste
  Sem me dizer um nada...
  

Céu

Cláudya Lessa

Eu estava aqui, toda ocupada...

O telefone toca... era meu filho:

Qualidade de Vida !!

Os cinco mandamentos de Mauricio Hirata, clínico geral

  1. Arrume um espaço na agenda para fazer ginástica, como o horário do almoço

  2. Coma alimentos saudáveis. Se for o caso, leve a comida de casa

  3. Ponha um comedouro para pássaros na janela de sua casa ou apartamento e observe os movimentos dos animais. "É excelente para relaxar"

  4. Não perca muito tempo de seu dia no trânsito. Se você mora longe do trabalho, mude-se para mais perto

  5. Deixe a janela do quarto entreaberta se você tem dificuldade em acordar de manhã. A luz ajuda o cérebro a perceber que já é dia

Os cinco mandamentos de Tânia Rodrigues, nutricionista:

  1. Acostume-se a beber mais água. Deixe uma garrafa de meio litro sobre a mesa de trabalho e outra dentro do carro

  2. Inclua pelo menos três frutas na alimentação diária. Elas garantem quantidades mínimas de vitaminas, fibras e minerais, que ajudam a prevenir diversos tipos de câncer

  3. Não saia de casa sem se alimentar. Se sua refeição for apenas um cafezinho, pelo menos acrescente um pouco de leite à xícara

  4. O jantar deve ser a refeição mais leve do dia. Se você tem mais fome à noite, faça um esforço e coma menos nesse horário.. O corpo se acostumará e você terá mais apetite de manhã

  5. Coma uma pequena porção de algum alimento rico em carboidrato trinta minutos antes das atividades físicas. Isso vai melhorar seu rendimento

Os cinco mandamentos de Hong Jin Pai, acupunturista

  1. Reclamar da vida só causa stress. Em vez de resmungar porque faz frio, vista um agasalho

  2. Passamos a maior parte do dia no trabalho. Por isso, você precisa amar o que faz

  3. Aproveite o trânsito para escutar alguma música de que goste, estudar um idioma ou, se não estiver dirigindo, ler

  4. Seja otimista. Lembre-se de que todas as crises são passageiras

  5. A terceira idade deve ser a melhor fase da vida. Estude, exercite-se e leia. Ficar parado só acelera o envelhecimento

Os dez mandamentos de Nuno Cobra, preparador físico

  1. Durma pelo menos oito horas e tente acordar sem despertador. "Ele é uma agressão ao organismo"

  2. Alimente-se em pequenas quantidades a cada três horas.

  3. Cheire a comida, pegue as folhas com as mãos e mastigue o mais devagar possível

  4. Exerça alguma atividade física pelo menos três vezes por semana. Uma hora de caminhada pode ser praticada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, e é suficiente para obter os benefícios do esporte

  5. Evite ficar nervoso. Em situações de stress, experimente bocejar e espreguiçar

  6. Dedique pelo menos quinze minutos do dia à meditação. Escolha um local silencioso, sente-se numa posição confortável e se esqueça da vida

  7. Tome ao menos dois banhos frios por dia. Esse hábito é energizante

  8. Nenhum tratamento irá funcionar se você não abandonar seus vícios, a começar pelo cigarro

  9. Quando fizer exercícios físicos, concentre-se apenas neles. Não leia enquanto pedala na bicicleta nem ouça música enquanto corre

  10. Preste atenção ao fluxo de ar que entra e sai de seu pulmão e procure respirar mais profundamente

  11. Faça elogios com mais freqüência. Essa tática funciona como um ímã e faz com que todos queiram estar a seu lado.

Prece

Rabindranath Tagore

  Que a minha prece seja,
  Não para ser protegido dos perigos,
  Mas para não ter medo de enfrentá-los.
  
  Que a minha prece seja,
  Não para acalmar a dor,
  Mas para que o coração a conquiste.
  
  Permita que na batalha da vida
  Não procure aliados,
  Mas as minhas próprias forças.
  
  Permita que não implore no meu medo,
  Ansioso por ser salvo,
  Mas que aguarde a paciência para
  Conquistar a minha liberdade.
  
Sir Rabindranath Tagore (1861-1941) foi poeta, contista, dramaturgo e crítico de arte hindu. Nascido em Calcutá, seu pensamento abriu novos caminh os à interpretação do misticismo, procurando atualizar as antigas doutrinas religiosas nacionais. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1913. Suas principais obras poéticas foram O Jardineiro, O Carteiro do Rei e Pássaros Perdidos.

O Segredo da Felicidade

Autor desconhecido

Há muito tempo, em uma terra muito distante, havia um jovem rapaz, filho de um rico mercador, que buscava obstinadamente o segredo da felicidade. Já havia viajado por muitos reinos, falado com muitos sábios, sem, no entanto, desvendar tal questão.

Um dia, após longa viagem pelo deserto, chegou a um belo castelo no alto de uma montanha.

Lá vivia um sábio, que o rapaz ansiava conhecer. Ao entrar em uma sala, viu uma atividade intensa. Mercadores entravam e saíam, pessoas conversavam pelos cantos, uma pequena orquestra tocava melodias suaves. De longe ele avistou o sábio, que conversava calmamente com todos os que o buscavam.

O jovem precisou esperar duas horas até chegar sua vez de ser atendido.

O sábio ouviu-o com atenção, mas lhe disse com serenidade que naquele momento não poderia explicar-lhe qual era o segredo da felicidade. Sugeriu que o rapaz desse um passeio pelo palácio e voltasse dali a duas horas. "Entretanto, quero pedir-lhe um favor." - completou o sábio, entregando-lhe uma colher de chá, na qual pingou duas gotas de óleo. "Enquanto estiver caminhando, carregue essa colher sem deixar o óleo derramar."

O rapaz pôs-se a subir e a descer as escadarias do palácio, mantendo sempre os olhos fixos na colher. Ao fim de duas horas, retornou à presença do sábio.

"E então?" - perguntou o sábio - "você viu as tapeçarias da pérsia que estão na sala de jantar? Viu o jardim que levou dez anos para ser cultivado? Reparou nos belos pergaminhos de minha biblioteca?"

O rapaz, envergonhado, confessou não ter visto nada. Sua única preocupação havia sido não derramar as gotas de óleo que o sábio lhe havia confiado.

"Pois então volte e tente perceber as belezas que adornam minha casa." - disse-lhe o sábio.

Já mais tranqüilo, o rapaz pegou a colher com as duas gotas de óleo e voltou a percorrer o palácio, dessa vez reparando em todas as obras de arte. Viu os jardins, as montanhas ao redor, a delicadeza das flores, atentando a todos os detalhes possíveis. De volta à presença do sábio, relatou pormenorizadamente tudo o que vira.

"E onde estão as duas gotas de óleo que lhe confiei?" - perguntou o sábio.

Olhando para a colher, o rapaz percebeu que as havia derramado.

"Pois este, meu rapaz, é o único conselho que tenho para lhe dar:", disse o sábio, "o segredo da felicidade está em saber admirar as maravilhas do mundo, sem nunca esquecer das duas gotas de óleo na colher."

  M a r t h a
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O que fazer com a saudade?

Texto de Ivo Lima - escritor e professor de filosofia

A saudade sempre estará presente em nossa vida. por mais que queiramos, nunca vamos afastá-la completamente de dentro de nós.

Sentimos saudade de um ente querido que já partiu dessa vida para outra dimensão; temos saudade do amigos (as) de infancia; sentimos saudade de um lugar que era especial para nós; guardamos uma eterna lembrança de alguma coisa que nos marcou profundamente; temos saudade de um amor que foi eterno enquanto durou.

A saudade passeia pelas entranhas de nosso ser e mistura aos nossos sentimentos mais profundos.

A saudade nos faz sonhar acordados e ver na tela do tempo para além da imaginação e acima das aparências.

A saudade faz renascer dentro de nós imagens que nem o tempo, nem o vento e nem a distância conseguem apagar.

A saudade não respeita barreiras, tem a velocidade da luz e a sensação da eternidade.

Por causa da saudade muitas vezes choramos, outras vezes rimos de nós mesmos e também temos a sensação de que, muitas vezes, éramos felizes e não sabiamos.

Se pudessemos arrancariamos de nosso coração a saudade que carregamos de certas coisas e pessoas, porque assim não povoaríamos nossa mente com lembranças que só nós fazem sofrer na contramão do tempo.

Quando a saudade bate forte nos atira pelo alto, nos lança no palco do passado e perdemos o controle de nossa própria imaginação; e quando menos esperamos, damos de cara com lembranças que nos tomam de surpresa como o furor de um vendaval no descampado da vida.

A saudade tambem traz recordação de momentos felizes que passamos, e ai ela nos joga nos braços do contentamento outra vez e sentimos o que vivemos no passado vale a pena. de outra parte, se nós não sentíssemos saudade, nosso passado seria como um livro de páginas arrancadas; nada seria acrescentado das experiências vividas em nosso presente e nem poderíamos usá-las como suporte para ajudar nossas buscas na rota do futuro.

Já que não é possível deixar de sentir saudade, precisamos transformar a saudade que sentimos em motivação para superar os obstáculos que a vida nos coloca no caminho.

Que saudade não seja uma sina maldita, com o qual temos que conviver para o resto da vida, nas que saibamos transformá-la em dádivas para escrevermos no diário de nossa história muitas lições na arte de viver e ser gente.

Que o lado negativo de nossas lembranças não pesem mais na balança de nossos sentimentos.

A saudade é será sempre nossa eterna companheira de viagem. vida e saudade cominham lado a lado. é impossível dissociá-la.

Se não existisse saudade, que gosto a vida teria? a saudade abre lacunas que precisam ser preenchidas com vibrações de esperança, dose de otimismo e com o orvalho da serenidade.

Doenças do Mundo Moderno?

Iraê Carlovich

A rotina, a velocidade das informações, um mundo global cada vez menor, metrópoles com gente solitária, pressão da sociedade, e outros causa s. Quem é que nunca ouviu dizer que a vida atual está deixando muita gente doente? Pois bem, não deixa de ser verdade.

Na verdade muitos problemas que sempre existiram ganham destaque no século XX com ajuda de um dos maiores vilões dos dias de hoje, o famoso stress . Diversos fatores colaboram: preocupações com trabalho, trânsito, barulho, violência... Todos têm seus motivos para, vez ou outra, perder a cabeça.

Diversas doenças começam a se popularizar nestes tempos modernos. Depressão, síndrome do pânico, anorexia (doença na qual a pessoa deixa de comer, muda sua rotina para evitar as refeições e, mesmo perdendo peso rapidamente, continua se enxergando obesa) e bulimia (a pessoa não deix a de comer, mas vomita tudo o que ingere) são os exemplos mais populares. Mas engana-se quem realmente acha que estas doenças são recentes. "Ambas são doenças que existem há muitos séculos", conta o criador de um site para prevenção de anorexia e bulimia, Carlos Peixoto.

Carlos tem uma história trágica. Em 1999, ele perdeu sua filha de 18 anos, morta em decorrência de anorexia combinada com bulimia. Para ele, o estilo de vida levado nas grandes cidades, aliado ao poder exercido pela mídia, é o grande vilão na luta contra estas doenças. "O dia a dia das metrópoles, a competição acirrada entre as pessoas, a insegurança tanto individual quanto profissional, a mídia nos bombardeando que as modelos de sucesso são 'as mulheres mais lindas do mundo', etc. Tudo colabora para que cada vez mais jovens ingressem nessa loucura do emagrecer rápido", acredita.

A influência da mídia em relação a estas doenças ainda é um assunto muito polêmico. Para a psicóloga Virgínia Garrote, "na anor exia esta relação não pode ser estabelecida. Porque esta doença depende de uma força de vontade enorme, muito maior do que a influencia da m ídia. Já com a bulimia, pode haver relação. Porque na bulimia, a pessoa come o quanto quer, depois vai ao banheiro, vomita, e volta a comer.

O fato é que com a mídia influenciando os jovens ou não, estas doenças têm chamado mais atenção nos dias de hoje. Segundo dados da Org anização Mundial de Saúde, a síndrome do pânico, por exemplo, cresce de maneira assustadora e hoje, cerca de 2 a 4% da população mundial sofre do problema.

O pânico ocorre a partir da fobia em níveis exagerados. A partir deste ponto, a pessoa começa a apresentar sintomas físicos como o coração disparado, tontura, atordoamento, náusea, dificuldade de respirar, calafrios ou ondas de calor. O músico Thiago Warzee, de 21 anos, conta qual a sensação de se viver com a síndrome: "O pânico me fazia chorar, o tempo todo. Também sentia uma constante vontade de morrer", diz.

Thiago acredita que o início da síndrome ocorreu logo após a morte de dois familiares muito queridos. " Sofri dois grandes traumas, a morte de minha avó e de meu tio, duas perdas que causaram muito sofrimento. Com isso tive um aumento significativo de ansiedade, e começaram os sintomas do pânico", explica.

O músico afirma que sofreu muito preconceito e acredita que existe muita falta de informação, inclusive dos profissionais." Eu acho que essa reação ocorre porque há muita falta de informação a respeito de doenças psicológicas. Acham que tudo é depressão. Inclusive muitos médicos não entendem o pânico", afirma.

A psicóloga Virgínia Garrote também compartilha da opinião de Thiago." Na verdade há tanta informação, que muitos profissionais acabam classificando tudo como sendo depressão. Além disto, a própria pessoa começa a ler em revistas àqueles testes sobre stress e coisas do tipo, e acha que tem algum daqueles sintomas e começa a se auto-medicar, o que é um grande perigo", explica.

Virgínia acredita que o fato de muitos jovens estarem com sintomas destas doenças, se deve ao fato de que os pais os criaram com muita proteção, prolongaram demais a infância." Isso faz com que o jovem cresça sem garra, ele não passa por todas as fases de transição da vida, com isso, não aprende a superar, a lidar com a frustração. Isso aliado a vida nos tempos modernos pode contribuir para o aumento de jovens que apresentam sintomas de doenças psicológicas", conclui.

Tales e as nove Perguntas

Tales de Mileto, filósofo grego, o mais antigo dos Sete Sábios da Grécia (640 a 550 d. C.), durante parte de sua vida foi um bom comerciante. Após enriquecer, retirou-se dos negócios e pôde dedicar-se aos estudos, adquirindo muitos conhecimentos através de viagens.

Aprende Geometria com sacerdotes egípcios, previu o primeiro eclipse solar no ano de 500 a. C. E determinou a duração do ano. Ainda em vida, foi considerado o pai da Astronomia, da Geometria e da Aritmética.

Em certa ocasião, foi inquirido sobre 9 questões. hei-las, seguidas da resposta de Tales:

  1. Qual a coisa mais velha de todas as coisas?

    Deus, porque ele sempre existiu.

  2. Qual a mais bela de todas as coisas?

    O universo, porque é trabalho de deus.

  3. Qual a maior de todas coisas?

    O espaço, porque ele contém o que foi criado.

  4. Qual a mais constante de todas as coisas?

    A esperança, porque ela permanece nos homens mesmo depois de Terem perdido tudo.

  5. Qual é a melhor de todas as coisas?

    A liberdade, porque sem ela não há nada de bom.

  6. Qual é a rápida de todas as coisas?

    O pensamento, porque em um segundo pode voar para o extremo do universo.

  7. Qual é a mais forte de todas as coisas?

    A necessidade, porque ela faz os homens enfrentarem os perigos da vida.

  8. Qual é a mais fácil de todas as coisas?

    Dar conselhos.

  9. Qual a mais difícil de todas as coisas?

    Conhecer a si mesmo

O Pranto do Deserto

(Desconheço o autor)

Assim que chegou a Marrakesh, o missionário resolveu que passearia todas as Manhãs pelo deserto que ficava nos limites da cidade. Na sua primeira Caminhada, notou um homem deitado nas areias, com a mão acariciando o solo, E o ouvido colado na terra.

"É um louco", disse para si mesmo.

Mas a cena se repetiu todos os dias e, passado um mês, intrigado por aquele comportamento estranho, ele resolveu dirigir-se ao estranho. Com muita dificuldade, já que ainda não falava árabe fluentemente, ajoelhou-se a o seu lado.

-- O que você está fazendo?

-- Faço companhia ao deserto e o consolo por sua solidão e suas lágrimas.

-- Não sabia que o deserto era capaz de chorar.

-- Ele chora todos os dias, porque tem o sonho de tornar-se útil ao homem e transformar-se num imenso jardim, onde se pudesse cultivar cereal, flores e carneiros.

"Quando olho suas areias, imagino as milhões de pessoas no mundo que foram criadas iguais, embora nem sempre o mundo seja justo com todos. As suas Montanhas me ajudam a meditar. Ao ver o sol nascendo no horizonte, minha alma se enche de alegria e me aproximo do Criador."

O missionário deixou o homem e voltou para os seus afazeres diários. Qual Foi sua surpresa, na manhã seguinte, ao encontrá-lo no mesmo lugar e na mesma posição.

-- Você comentou com o deserto tudo que lhe disse? Perguntou.

O homem acenou afirmativamente com a cabeça.

-- E mesmo assim ele continua chorando?

-- Posso escutar cada um de seus soluços. Agora ele chora porque passou milhares de anos pensando que era completamente inútil e desperdiçou todo este tempo blasfemando contra Deus e seu destino.

-- Pois conte para ele que, apesar do ser humano ter uma vida muito mais curta, também passa muitos de seus dias pensando que é inútil. Raramente descobre a razão do seu destino, acha que Deus foi injusto com ele. Quando chega o momento em que, finalmente, algum acontecimento lhe mostra o por quê de ter nascido, acha que é muito tarde para mudar de vida e continu a sofrendo. E como o deserto, culpa-se pelo tempo que perdeu.

-- Não sei se o deserto ouviu, disse o homem. Ele já está acostumado com a dor e não consegue ver as coisas de outra maneira.

-- Então vamos fazer aquilo que eu sempre faço quando sinto que as pesso as perderam a esperança. Vamos rezar. Os dois ajoelharam-se e rezaram um virou-se em direção a Meca porque era muçulmano, o outro colocou as mãos juntas em prece, porque era cristão. Rezaram cada um para o seu Deus, que sempre foi o mesmo Deus, embora as pessoas insistissem em chamá-l o por nomes diferentes.

No dia seguinte, quando o missionário retomou a sua caminhada matinal, o homem não estava mais lá. No lugar onde costumava abraçar a areia, o solo parecia molhado, já que uma pequena fonte tinha nascido. Nos meses que se seguiram, esta fonte cresceu e os habitantes da cidade construíram um poço em torno dela.

Os beduínos chamam o lugar de "poço das lágrimas do deserto" . Dizem que todo Aquele que beber de sua água irá transformar o motivo do seu sofrimento na razão da sua alegria terminará encontrando seu verdadeiro destino.

Alma de Mulher

Autor Desconhecido

  Nada mais contraditório do que ser mulher...
  
  Mulher que pensa com o coração,
  age pela emoção e vence pelo amor.
  
  Que vive milhões de emoções num só dia e
  transmite cada uma delas, num único olhar.
  
  Que cobra de si a perfeição e vive
  arrumando desculpas para os erros, daqueles a quem ama.
  
  Que hospeda no ventre outras almas, dá a luz
  e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que gerou.
  
  Que dá as asas, ensina a voar mas não quer ver partir
  os pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.
  
  Que se enfeita toda e perfuma o leito,
  ainda que seu amor nem perceba mais tais detalhes.
  
  Que como uma dona de poderes mágicos  transforma
  em luz e sorriso as dores que sente na alma, só pra ninguém notar.
  
  E ainda tem que ser forte, pra dar os ombros
  para quem neles precise chorar.
  
  Feliz do homem que por um dia souber,
  entender a alma da mulher !!!

O Amor...

"O amor de quem ama é a maior riqueza desta vida... Um bem espiritual, cujo valor está acima de todos os bens que se possa ter"...

Um bem que, quando verdadeiro, jamais acaba...

O amor cultiva o amor...

O amor faz o amor aumentar, atravessa crises, sobe acima das mais altas montanhas, desce às maiores profundezas da alma...

Percorre de novo as trilhas já percorridas com a graça do perdão e avança por novos caminhos com a luz da esperança...

Ame!

Ame, não porque alguém ama você, mas sim, ame sem esperar nada em troca, a não ser a alegria de amar...

Faça do seu amor um testemunho do amor de Deus, que amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho único!

Ame... com o amor que socorre a quem precisa de ajuda...

Que perdoa a quem precisa de paz...

Que leva esperança a quem precisa de alegria.

Ponha em prática o amor. Esse é a maneira como você pode celebrar de um modo realmente feliz todos os dias do seu viver.

Se, por falta de amor, alguém não entender ou não aceitar o seu amor, continue amando porque o amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo s uporta" e tudo vence. Vença tudo pelo amor, pois a vitória pelo amor é a única vitória digna.

Meditando...

Meditação é a arte de deixarmos nossa mente quieta e descansada.

Quando fisicamente nos sentimos cansados e exaustos, só temos uma coisa e m mente: dormir, relaxar, descansar. Essa é a única maneira que encontramos para nos recuperarmos do cansaço, caso contrário, o estado contínuo de fatiga pode nos levar a profundas dores musculares, cãibras e até mesmo à doença. Por outro lado, nossa mente nunca descansa. Ela se encontra ativa dia e noite. Mesmo durante o sono, ela está funcionando, mandando estímulos para que nosso corpo continue ativo, vivo, ainda que se recuperando da luta diária.

O exercício da Meditação permite que você consiga desacelerar um pouquinho a sua mente. Com a prática, você será capaz de 'parar'o fluxo contínuo de pensamentos por alguns minutos, permitindo que a sua mente descanse, se recupere e se organize. Enquanto isso, as suas funções físicas continuarão trabalhando, harmonicamente, sem a interferência positiva ou negativa da corrente de pensamentos que é capaz de provocar alterações energéticas, físicas, químicas e orgânicas em nosso organismo.

Meditar é se permitir não ter preocupações por alguns segundos ou minutos. É se encontrar despido de todos os pensamentos que o induzem a realização de suas ações diárias

A Tristeza

Se a tristeza vier por qualquer motivo, faça o seguinte:

Evite as sombras que ficaram para trás.

Assopre o pensamento triste,

Deixe escorrer a última lágrima,

E conte até vinte.

Abra então a janela, aquela que dá para o vôo dos pardais, procure a luz que pisca adiante.

Ao encontrá-la, coloque-a dentro do peito, de tal jeito que possa ser notada do lado de fora; acrescente agora uma pitada de poesia, do tipo que passa por nós todos os dias e nem sequer consegue ser notada; aumente o bril ho com toda a intensidade de que um sorriso é capaz.

A felicidade é o seu limite...

E o paraíso é você mesmo quem faz.

Vencedor e perdedor

Quando um vencedor comete um erro, diz:

— Eu errei.

Quando um perdedor comete um erro, diz:

— Não foi minha culpa.

Um vencedor trabalha duro e tem mais tempo.

Um perdedor está sempre "muito ocupado" para fazer o que é necessário.

Um vencedor enfrenta e supera o problema.

Um perdedor da voltas e nunca consegue resolvê-lo.

Um vencedor se compromete.

Um perdedor faz promessas.

Um vencedor diz:

— Eu sou bom, porém não tão bom como gostaria de ser.

Um perdedor diz:

— Eu não sou tão ruim como tantos outros.

Um vencedor escuta, compreende e responde.

Um perdedor somente espera uma oportunidade para falar.

Um vencedor respeita aqueles que são superiores a ele e trata de aprender algo com eles.

Um perdedor resiste àqueles que são superiores a ele e trata de encontrar defeitos.

Um vencedor se sente responsável por algo mais do que somente o seu trabalho.

Um perdedor não colabora e sempre diz:

— Eu somente faço o meu trabalho.

Um vencedor diz:

— Deve haver uma melhor forma de fazer o meu trabalho.

Um perdedor diz:

— Esta é a maneira que sempre fizemos.

Um perdedor guarda a vitória para si mesmo porque não tem tempo ou amigos para compartilhar.

Um vencedor sempre compartilha suas vitórias com seus os amigos.

O que é o Amor ?

Numa sala de aula, havia várias crianças.

Quando uma delas perguntou à professora : Professora, o que é o amor ?

A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera.

Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.

As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse :

Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.

A primeira criança disse : Eu trouxe esta flor, não é linda ?

A segunda criança falou : Eu trouxe esta borboleta.

Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.

A terceira criança completou : Eu trouxe este filhote de passarinho.

Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha ?

E assim as crianças foram se colocando.

Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo.

Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido.

A professora se dirigiu a ela e perguntou :

Meu bem, por que você nada trouxe ?

E a criança timidamente respondeu :

Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume.

Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo.

Vi também a borboleta, leve, colorida.

Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la.

Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho.

Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho.

Como posso mostrar o que trouxe ?

A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos trazer o amor no coração.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Preço do Amor...

Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito.

Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu :

  Cortar a grama do jardim : R$ 3,00
  Por limpar meu quarto esta semana : R$ 1,00
  Por ir ao supermercado em seu lugar : R$ 2,00
  Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia as compras : R$ 2,00
  Por tirar o lixo toda semana : R$ 1,00
  Por ter um boletim com boas notas : R$ 5,00
  Por limpar e varrer o quintal: R$ 2,00
  TOTAL DA DÍVIDA : R$ 16,00

A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa.

Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu :

  Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida - NADA
  Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti - NADA
  Pelos problemas e pelos prantos que me causastes - NADA
  Pelo medo e pelas preocupações que me esperam - NADA
  Por comidas, roupas e brinquedos - NADA
  Por limpar-te o nariz - NADA
  CUSTO TOTAL DE MEU AMOR - NADA

Quando o menino terminou de ler o que sua mãe havia escrito, tinha os olhos cheios de lágrimas.

Olhou nos olhos da mãe e disse : "Eu te Amo, Mamãe !!!"

Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme : "TOTALMENTE PAGO".

Assim somos nos adultos, como crianças, querendo recompensa por boas ações que fazemos. É difícil entender que a melhor recompensa é o AMOR que vem de Deus.

E para sorte nossa é GRÁTIS.

Basta querermos recebe-lo em nossas vidas.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Quatro Velas

Quatro velas estavam queimando calmamente.

O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir o diálogo que travavam.

A primeira disse :

— Eu sou a Paz ! Apesar de minha luz as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar.

E diminuindo devagarzinho, apagou totalmente.

A segunda disse :

— Eu me chamo Fé ! Infelizmente sou muito supérflua.

As pessoas não querem saber de Deus.

Não faz sentido continuar queimando.

Ao terminar sua fala, um vento levemente bateu sobre ela, e esta se apagou.

Baixinho e triste a terceira vela se manifestou :

— Eu sou o Amor ! Não tenho mais forças para queimar.

As pessoas me deixam de lado, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles à sua volta que lhes amam.

E sem esperar apagou-se.

— Que é isto ? Vocês deviam queimar e ficar acesas até o fim.

Dizendo isso começou a chorar.

Então a quarta vela falou :

— Não tenhas medo criança, enquanto eu queimar podemos acender as outras velas, eu sou a Esperança !

A criança com os olhos brilhantes pegou a vela que restava e acendeu todas as outras. "Que a vela da esperança nunca se apague dentro de nós ..."

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Mais Bela Flor

O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho.

Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando me afundar.

E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante se chegou, cansado de brincar.

Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria :

— Veja o que encontrei :

Na sua mão uma flor, e que visão lamentável, pétalas caídas, pouca água ou luz.

Querendo me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei.

Mas ao invés de recuar ele se sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa :

— O cheiro é ótimo, e é bonita também... Por isso a peguei, é sua.

A flor à minha frente estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá.

Então me estendi para pegá-la e respondi :

— O que eu precisava.

Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão.

Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos.

Ouvi minha voz sumir, lágrimas despontaram ao sol enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.

— De nada, ele sorriu.

E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia.

Me sentei e pus-me a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho.

Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente ?

Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão.

Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU.

E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciei cada segundo que é só meu.

E então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela rosa, e sorri enquanto via aquele garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Vivendo e Aprendendo

Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda.

Um dia, seu capataz veio trazer a noticia de que um dos cavalos havia caido num velho poço abandonado.

O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá.

O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação certificando-se que o animal não se machucara.

Mas, pela dificuldade e alto custo de retira-lo do fundo do poço, achou que não valeria a pena investir numa operação de resgate.

Tomou então a difícil decisão : determinou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterra-lo ali mesmo.

E assim foi feito :

Os empregados, comandados pelo capataz, começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo...

Mas, a medida que a terra caia em seu dorso, animal sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo.

Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo a medida que a terra enchia o poço, até que finalmente conseguiu sair.

Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo ao seu dono na fazenda.

Se você estiver "LÁ EMBAIXO", sentindo-se pouco valorizado.

Quando, já certos de seu desaparecimento, os outros jogarem sobre você a terra da incompreensão, da falta de oportunidades e de apoio, lembre-se desse cavalo...

Não aceite a terra que cai sobre você... Sacuda-a e suba sobre ela.

E quanto mais terra, mais você vai subindo..., subindo...,subindo..., aprendendo a sair do poço.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Caixinha

Há certo tempo atrás, um homem castigou sua filhinha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado.

O dinheiro andava escasso naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal.

Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presente a seu pai e disse :

-- Isto é pra você, paizinho !.

Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reação, mas voltou a

-- explodir quando viu que a caixa estava vazia.

Gritou, dizendo :

-- Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa ?

A pequena menina olhou para cima com lágrima nos olhos e disse :

-- Oh, Paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos dentro da caixa. Todos para você, Papai.

O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.

Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali.

De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós humanos temos recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos daqueles que nos amam......

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Assembléia na Carpintaria

Contam que numa carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia.

Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças.

Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.

A causa ? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa.

Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.

A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.

Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho.

Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.

Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.

Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão.

Foi então que o serrote tomou a palavra e disse :

— Senhores ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos.

Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos em nossos pontos fortes.

A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.

Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.

Sentiram alegria pela oportunidade de trabalharem juntos.

Ocorre o mesmo com os seres humanos.

Basta observar e comprovar.

Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.

Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Cavalinho

Certa tarde o paizao saiu para um passeio com as duas filhas, uma de oito e a outra de quatro anos.

Em determinado momento da caminhada, Helena, a filha mais nova, pediu ao pai que a carregasse, pois estava muito cansada para continuar andando.

O pai respondeu que estava também muito fatigado, e diante da resposta, a garotinha começou a choramingar e fazer "corpo mole".

Sem dizer uma só palavra, o pai cortou um pequeno galho de árvore e o entregou à Helena dizendo :

-- Olhe aqui um cavalinho para você montar, filha !

Ele irá ajudá-la a seguir em frente.

A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde tão rápido, que chegou em casa antes dos outros.

Ficou tão encantada com seu cavalo de pau, que foi difícil fazê-la parar de galopar.

A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai como entender a atitude de Helena.

O pai sorriu e respondeu dizendo :

-- Assim é a vida, minha filha.

As vezes a gente está física e mentalmente cansado, certo de que é impossível continuar.

Mas encontramos então um "cavalinho" qualquer que nos dá ânimo outra vez.

Esse cavalinho pode ser um bom livro, um amigo, uma canção... assim, quando você se sentir cansada ou desanimada, lembre-se de que sempre haverá um cavalinho para cada momento, e nunca se deixe levar pela preguiça ou o desânimo.

E Sorria !!!... A mais completa perda de tempo de todos os dias é aquela na qual você não sorriu nem uma vez !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Grandes problemas

Se você estiver enfrentando um grande problema há 3 coisas importantes à recordar.

Primeiramente, recorde que as coisas poderiam sempre ser mais graves.

Em algum lugar no mundo há alguém com um problema muito mais grave que o seu.

Em segundo, pense as coisas boas da vida.

Recorde a sua juventude, a beleza da natureza e o calor do amor.

Por último saiba que sou seu amigo.

Não importa o que acontecer eu sempre estarei contigo.

Que seus dias sejam sempre lindos e brilhantes... e todas suas noites sejam calmas.

A Lição da Borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforcava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.

Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.

Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.

Então o homem decidiu ajudar a borboleta : ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.

A borboleta então saiu facilmente.

Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.

Nada aconteceu !

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas.

Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessario a borboleta para passar atraves da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforco é justamente o que precisamos em nossa vida.

Se Deus nos permitisse passar atraves de nossas vidas sem quaisquer obstaculos, ele nos deixaria aleijados.

Nós não iriamos ser tão fortes como poderiamos ter sido.

Eu pedi Força..................... e recebi Dificuldades para me fazer forte.

Eu pedi Sabedoria.......................... e recebi Problemas para resolver.

Eu pedi Prosperidade... e recebi Cerebro e Musculos para trabalhar.

Eu pedi Coragem.................................... e recebi Perigo para superar.

Eu pedi Amor.............. e recebi pessoas com Problemas para ajudar.

Eu pedi Favores............................................... e recebi Oportunidades.

Eu não recebi nada do que pedi...................... Mas eu recebi tudo de que precisava.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Valor da Bíblia

Há muitos anos, existiu um homem muito rico que no dia do seu aniversário convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes.

Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro.

Em seguida dirigindo-se a eles, explicou o motivo de os haver chamado até ali e, por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta.

Essa foi a pergunta feita :

— O que prefere você receber agora : esta Bíblia ou este valor em dinheiro ?

— Eu gostaria de receber a Bíblia. Respondeu pela ordem o cocheiro.

— Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!

Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão.

Esse pediu-lhe que permanecesse em seu lugar.

Era a vez do jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou :

— Minha mulher está adoentada e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem dúvida, a Bíblia.

Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão.

Agora, pela ordem, falaria a cozinheira, que teve tempo de elaborar bem a sua resposta :

— Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo.

— Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro.

Informou a arrumadeira, em poucas palavras.

Finalmente, chegou a vez do menino de recados.

Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe :

— Certamente você também ira preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz ?

— Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia.

Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro...

Disse o pequeno mensageiro.

Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro.

Virando outras paginas, foi deparando com outros valores em notas.

Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro e envergonhados deixaram o recinto.

A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão : "Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus"

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

As Três Peneiras

Olavo foi transferido de setor.

Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta :

— Chefe o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva.

Disseram que ele... Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe, apartou :

— Espere um pouco Olavo, o que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras ?

— Peneiras ? Que peneiras, chefe ?

— A primeira Olavo, é a da VERDADE.

Você tem certeza que este fato é absolutamente verdadeiro ?

— Não, não tenho não. Como posso saber ? O que sei foi o que me contaram...

Mas eu acho que...

E, novamente Olavo é interrompido pelo chefe.

— Então sua história já vazou a primeira peneira.

Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE.

O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito ?

— Claro que não ! Deus me livre, chefe ! - diz Olavo assustado.

— Então - continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira.

Vamos ver a terceira que é a da NECESSIDADE.

Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou passá-lo adiante ?

— Não, chefe. Passando pelo crivo destas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar - falou Olavo surpreendido...

— Pois é, Olavo. Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras ? - diz o chefe sorrindo e continua :

— Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-se ao crivo dessas três peneiras :

Verdade, Bondade, Necessidade, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque :

PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS,

PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS,

PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Sons Inaudíveis

Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande mestre, com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa.

Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre o mandou sozinho para uma floresta.

Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta.

Retornando ao templo, após um ano, o mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir.

Então disse o príncipe : "Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus..."

E ao terminar o seu relato, o mestre pediu que o príncipe retornasse a floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.

Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu a ordem do mestre, pensando : "não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta..."

Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo... mas não conseguiu distingir nada de novo alem daquilo que havia dito ao mestre.

Porem, certa manha, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes.

E quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam.

Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz.

Pensou : "esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse..."

E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente.

Queria Ter certeza de que estava no caminho certo.

Quando retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir.

Paciente e respeitosamente o príncipe disse :

— Mestre, quando prestei atenção pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite...

O mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:

— Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa.

Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender o que esta errado e atender as reais necessidades de cada um.

A morte de uma relação começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem se atentarem no que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais. É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas que tem o seu valor, pois eh o lado do ser humano...

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Monge e a Prostituta

Vivia um monge nas proximidades do templo de Shiva.

Na casa em frente, morava uma prostituta.

Observando a quantidade de homens que a visitavam, o monge resolveu chamá-la.

— Você é uma grande pecadora, repreendeu-a. Desrespeita a Deus todos os dias e todas as noites.

Será que você não consegue parar e refletir sobre a sua vida depois da morte ?

A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do monge; com sincero arrependimento orou a Deus, implorando perdão.

Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar o seu sustento.

Mas não encontrou nenhum trabalho diferente.

E, após uma semana passando fome, voltou a prostituir-se.

Mas, cada vez que entregava seu corpo a um estranho, rezava ao senhor e pedia perdão.

O monge, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo :

— A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa até o dia da morte dessa pecadora.

E, desde aquele dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta : a cada homem que entrava, colocava uma pedra num monte.

Passado algum tempo, o monge tornou a chamar a prostituta e lhe disse:

— Vê este monte ? Cada pedra dessa representa um dos pecados mortais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências.

Agora torno a dizer : cuidado com as más ações !

A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados.

Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, orando :

— Ó Senhor, quando vossa misericórdia irá me livrar dessa miserável vida que levo ?

Sua prece foi ouvida.

Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e a levou.

Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o monge consigo.

A alma da prostituta subiu imediatamente aos céus, enquanto os demônios levaram o monge ao inferno.

Ao cruzarem no meio do caminho, o monge viu o que estava acontecendo e clamou :

— Oh, Senhor, essa é a tua justiça ? Eu, que passei a minha vida em devoção e pobreza, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao céu !

Ouvindo isso, um dos anjos respondeu :

— São sempre justos os desígnios de Deus.

Você achava que o amor de Deus se resumia a julgar o comportamento do próximo.

Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, essa mulher orava fervorosamente dia e noite.

A alma dela ficou tão leve depois de chorar, que podemos levá-la até o paraíso.

A sua alma ficou tão carregada de pedras, que não conseguimos fazê-la subir até o alto.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Os Três Conselhos

Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior.

Um dia o marido fez a seguinte proposta a esposa :

— Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável.

Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e, enquanto estiver fora, seja fiel a mim, pois eu serei fiel a você.

Assim sendo o jovem saiu.

Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda.

O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito.

Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito.

O pacto seria o seguinte :

— Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o Senhor me dispensa das minhas obrigações.

— Eu não quero receber o meu salário.

Peço que o Senhor o coloque na poupança, até o dia em que eu for embora. - No dia em que eu sair o Senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho.

Tudo combinado.

Aquele jovem trabalhou durante vinte anos, sem férias e sem descanso.

Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse :

— Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa.

O patrão então lhe respondeu :

— Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes, quero lhe fazer uma proposta, tudo bem ?

— Eu lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora ou eu lhe dou três conselhos e não lhe dou o dinheiro e você vai embora.

Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos e se eu lhe der os conselhos eu não lhe dou o dinheiro.

— Vá para o seu quarto, pense e depois me de a resposta.

Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe :

— Quero os três conselhos.

O patrão novamente frisou :

— Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro.

E o empregado respondeu :

— Quero os conselhos.

O patrão então lhe falou :

01) Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida;

02) Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal;

03) Nunca tome decisões em momentos de ódio ou de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.

Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim:

— Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa.

O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava.

Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou :

— Pra onde você vai ?

Ele respondeu :

— vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por esta estrada.

O andarilho disse-lhe então :

— Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que "é dez" e você chega em poucos dias.

O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal.

Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.

Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada, onde pôde hospedar-se.

Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir.

De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor.

Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito.

Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho.

Voltou, deitou-se e dormiu.

Ao amanhecer, após tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido.

O hospedeiro disse :

E você não ficou curioso ? ele disse que não.

No que o hospedeiro respondeu :

— Você é o primeiro hóspede a sair vivo daqui, pois meu filho tem crises de loucura; grita durante a noite e quando o hospede sai, mata-o e enterra-o no quintal.

O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.

Depois de muitos dias e noites de caminhada...

Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa.

Estava anoitecendo , mas ele pôde ver que ela não estava só.

Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos.

Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade.

Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho.

Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão.

Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse :

— Não vou matar minha esposa e nem o seu amante.

Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta.

Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre fui fiel a ela.

Dirigiu-se à porta da casa e bateu.

Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira ao seu pescoço e o abraça afetuosamente.

Ele tenta afastá-la, mas não consegue.

Então com lágrimas nos olhos, lhe diz :

— Eu fui fiel a você e você me traiu...

Ela espantada lhe responde :

Como ? Eu nunca te trai, esperei durante esses vinte anos.

Ele então lhe perguntou :

— E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer ?

E ela lhe disse :

— Aquele homem é nosso filho.

— Quando você foi embora, descobri que estava grávida.

Hoje ele está com vinte anos de idade.

Então o marido entrou, conheceu, abraçou seu filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café.

Sentaram-se para tomá-lo e comer juntos o último pão.

Após a oração de agradecimento, com lágrimas de emoção, ele parte o pão e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação.

Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...

Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará...

Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois...

Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos e não se esqueça também, de CONFIAR (mesmo que a vida muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Consertando o Mundo

Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los.

Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas duvidas.

Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajuda-lo a trabalhar.

O cientista nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar.

Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção.

De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava !

Com o auxilio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo :

— Você gosta de quebra-cabeças ? Então vou lhe dar o mundo para consertar.

Aqui esta o mundo todo quebrado.

Veja se consegue consertá-lo bem direitinho !

Faça tudo sozinho.

Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa.

Algumas horas, depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente :

— Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho !

A princípio o pai não deu credito as palavras do filho.

Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto.

Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança.

Para sua surpresa, o mapa estava completo.

Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares.

Como seria possível ? Como o menino havia sido capaz ?

— Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu ?

— Pai , eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem.

Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui.

Foi ai que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era.

Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A outra Janela

A menina debruçada na janela trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte de seu cão de estimação.

Com pesar observava atenta ao jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras.

A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.

O avô que observava a neta, aproximou-se a envolveu em um abraço e falou-lhe com serenidade :

Triste a cena, não é verdade ?

A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância.

No entanto, o avô que desejava conforta-la chamou-lhe a atenção para outra realidade.

Tomou-lhe pela mão e a conduziu para uma janela opostamente localizada na ampla sala.

Abriu as cortinas e permitiu-a que visse o jardim florido a sua frente e lhe perguntou carinhosamente :

Está vendo aquele pé de rosas amarelas bem ali a frente ?

Lembra que você me ajudou a planta-lo ?

Foi em um dia de sol como hoje que nós dois o plantamos.

Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos e hoje veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas.

A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre umas e outras das tantas rosas de variados matizes que enfeitavam o jardim.

O avô, satisfeito pôr te- la ajudado a superar o momento de dor falou-lhe com afeto :

Veja, minha filha.

A vida nos oferece sempre várias janelas.

Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza sem que possamos alterar o quadro, voltamo-nos para outra e certamente nos deparamos com uma paisagem diferente.

Tantos são os momentos de nossa existência, tantas as oportunidades de aprendizado que nos visitam no dia-a-dia que não vale a pena sofrer diante de quadros que não podemos alterar.

São experiências valiosas da vida, das quais devemos tirar lições oportunas sem nos deixar tragar pelo desespero e revolta que só infelicitam e denotam a falta de confiança em Deus.

A nossa visão do mundo é muito limitada.

Mas Deus tem sempre objetivos nobres e uma proposta de felicidade para nos aguardar após cada dificuldade superada.

Se hoje você está a observar um quadro desolador, lembre-se de que existem tantas outras janelas, com paisagens repletas de promessas de melhores dias.

Não se permita contemplar a janela da dor.

Aproveite a lição e siga em frente com ânimo e disposição.

Agindo assim, o gosto amargo do sofrimento logo cede lugar ao sabor agradável de viver e saber que Deus nos ampara em todos os momentos da nossa vida.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Pé Grande, Coração Maior

Era um dia muito quente.

Todos procuravam algum tipo de refrigério, logo, uma sorveteria parecia ser uma boa opção.

Uma menininha entrou na loja segurando firme seu dinheiro.

Antes que ela dissesse uma palavra,o dono, bravo, disse que ela saísse e lesse a placa na porta, e que ficasse lá fora até calçar um sapato.

Ela saiu vagarosamente.

Um homem grande a seguiu para fora da loja.

Ele a viu ficar na frente da porta e ler a placa : Não entrar descalço.

As lágrimas começaram a rolar pelas suas bochechas.

Então, o homem a chamou.

Eles sentaram na calçada, ele tirou seus sapatos tamanho 45, e os colocou em frente da menininha dizendo, "Aqui, você não vai conseguir andar com eles, mas se você os arrastar até lá dentro poderá pegar o seu sorvete."

Ele levantou a menininha e a calçou. "Não precisa se apressar," ele disse, "eu fico cansado de ficar arrastando os pés dentro dos sapatos, e será bom ficar sentado aqui comendo meu sorvete."

Era impossível não perceber o brilho nos olhos da menininha à medida que ela arrastava os pés até o balcão para fazer seu pedido.

O homem era grande.

Barriga grande, sapatos grandes, mas acima de tudo, tinha um grande coração.

Legalismo mata e faz a vida difícil.

Sensibilidade às necessidades do próximo abençoa.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Flor

Durante algum tempo, em todos os domingos uma pessoa me deu um botão de rosa para colocar na lapela do meu terno.

Como eu sempre recebi a flor pela manhã, realmente nunca pensei muito naquilo.

Foi um belo gesto que apreciei, mas tornou-se rotina.

Contudo, em um domingo, o que eu considerava comum tornou-se muito especial.

Quando eu saía da igreja, um garoto veio em minha direção e disse :

-- Senhor, o que vai fazer com essa flor ?

Em princípio eu não soube do que ele estava falando, mas depois compreendi.

-- Está falando disto ? - perguntei, apontando para a rosa em minha lapela.

-- Sim - respondeu ele. - Gostaria que me desse, se for jogá-la fora.

Então eu sorri, disse-lhe que poderia ficar com a flor e perguntei casualmente o que pretendia fazer com ela.

O garoto, que provavelmente tinha menos de dez anos, ergueu os olhos para mim e respondeu :

-- Vou dá-la para a minha avó. Minha mãe e meu pai se divorciaram no ano passado.

Eu estava morando com a minha mãe, mas quando ela se casou novamente, quis que eu fosse morar com o meu pai.

Morei com ele durante algum tempo, mas ele disse que eu não podia ficar, por isso me mandou ir morar com a minha avó.

Ela é muito boa.

Cozinha para nós dois e cuida de mim.

Tem sido tão boa que eu quero dar-lhe essa linda flor para que fique feliz comigo.

Quando o garotinho terminou, eu mal podia falar.

Meus olhos encheram-se de lágrimas e eu soube que ele tocara nas profundezas da minha alma.

Eu tirei a flor da lapela.

Com a flor na minha mão, olhei para ele e disse :

-- Filho, essa é a coisa mais bonita que eu já ouvi, mas você não pode ficar com esta flor porque não é o suficiente.

Se olhar para o púlpito da igreja, verá um grande buquê de flores.

Famílias diferentes o compram para a igreja todas as semanas.

Por favor, leve aquelas flores para a sua avó, porque ela merece as melhores.

Como se não bastasse a minha emoção, ele proferiu uma última frase da qual sempre me lembrarei :

-- Que dia maravilhoso ! Pedi apenas uma flor, mas recebi um lindo buquê !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Imaginação

Albert Einstein

Um senhor muito rico vai a caça na África e leva consigo um cachorrinho para não se sentir tão só naquelas regiões.

Um dia, já na expedição, o cachorrinho começa a brincar de caçar mariposas e quando se dá conta já está muito longe do grupo do safari.

Nisso vê que vem perto uma pantera correndo em sua direção.

Ao perceber que a pantera irá devorá-lo, pensa rápido no que fazer.

Vê uns ossos de um animal morto e se coloca a mordê-los.

Então, quando a pantera está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:

— "Ah, que delícia esta pantera que acabo de comer !"

A pantera pára bruscamente e sai apavorada correndo do cachorrinho e vai pensando :

— "Que cachorro bravo ! Por pouco não come a mim também !"

Um macaco que estava trepado em uma árvore perto e que havia visto a cena, sai correndo atrás da pantera para lhe contar como ela foi enganada pelo cachorro.

Mas o cachorrinho percebe a manobra do macaco.

O macaco alcança a pantera e lhe conta toda a história.

Então, a pantera furiosa diz :

— "Cachorro maldito ! Me vai pagar ! Agora vamos ver quem come a quem !"

— "Depressa !", disse o macaco."Vamos alcançá-lo"

E saem correndo para buscar o cachorrinho.

O cachorrinho vê que a pantera vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas.

— "Ah, macaco desgraçado ! O que faço agora ?" - Pensou o cachorrinho.

O cachorrinho ao invés de sair correndo, fica de costas como se não estivesse vendo nada, e quando a pantera está a ponto de atacá-lo de novo,o cachorrinho diz :

— "Maldito Macaco preguiçoso ! Faz meia hora que eu o mandei me trazer uma outra pantera e ele ainda não voltou !" "Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento"

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Quadro

Um homem havia pintado um lindo quadro.

No dia de apresentá-lo ao público, convidou todo mundo para vê-lo.

Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, e muita gente, pois o pintor era muito famoso e um grande artista.

Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro.

Houve caloroso aplauso.

Era uma impressionante figura de Jesus batendo suavemente à porta de uma casa.

O Cristo parecia vivo.

Com o ouvido junto à porta, Ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia.

Houve discursos e elogios.

Todos admiravam aquela obra de arte.

Um observador curioso porém, achou uma falha no quadro :

A porta não tinha fechadura.

E foi perguntar ao artista :

-- Sua porta não tem fechadura ! Como se fará para abri-la ?

-- É assim mesmo - respondeu o pintor

-- Esta é a porta do coração humano.

-- Só se abre do lado de dentro.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Águia e as Galinhas

Um camponês criou um filhote de águia junto com suas galinhas.

Tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha.

Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha.

E a águia passou a se portar como se galinha fosse.

Certo dia, passou por sua casa um naturalista, que vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês :

— Isto não é uma galinha, é uma águia !

O camponês retrucou : - Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha !

O naturalista disse : - Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa...

Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos braços e disse :

— Voa, você é uma águia, assuma sua natureza ! - Mas a águia não voou, e o camponês disse :

— Eu não falei que ela agora era uma galinha !

O naturalista disse : - Amanhã, veremos...

No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha.

O naturalista levantou a águia e disse :

— Águia, veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas.

Desperte para sua natureza, e voe como águia que és...

A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no início, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada.

Então, ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou, de vagar, suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no horizonte azul.

Criam as pessoas como se galinhas fossem, porém, elas são águias.

Todos podemos voar, se quisermos.

Voe cada vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar.

Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como as vezes querem que sejamos.

Pois com uma mentalidade de galinha fica mais fácil controlar as pessoas, elas abaixam a cabeça para tudo, com medo.

Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com medo, nunca !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Trem da Vida

Há algum tempo, li um livro que comparava a vida como a uma viagem de trem.

Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco : nossos pais.

Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis...

Mas isso não impede que, durante a viagem pessoas interessantes, e que virão a ser super especiais para nós, embarquem.

Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos !

Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio.

Outros encontram nessa viagem, somente tristezas.

Ainda outros circularão pelo trem, prontos para ajudar a quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o trajeto, atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles...

Só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando esse lugar.

Não importa, é assim a viagem: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...

Porém, jamais retornos.

Façamos essa viagem, então da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando em cada um deles, o que tiverem de melhor; lembrando sempre que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente, precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e com certeza, haverá alguém que nos entenderá.

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem menos aquele que está sentado ao nosso lado.

Fico pensando, se quando descer desse trem, sentirei saudades...

Acredito que sim; separar-me de alguns amigos que fiz nessa viagem, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos.

Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram...

E o que vai deixar-me feliz ........... Será saber que eu colaborei para isso.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Sábio

Certo dia, a Solidão bateu à porta de um grande sábio e ele convidou-a para entrar.

Pouco depois saiu decepcionada, pois descobriu que não podia capturar nada daquele ser bondoso, porque ele nunca estava sozinho; estava sempre acompanhado pelo amor de Deus.

Outro dia, a Ilusão também bateu à porta daquele sábio.

Ele, amorosamente, convidou-a para entrar em sua humilde casa; mas logo depois ela saiu correndo gritando que estava cega, pois o coração dele era tão luminoso de amor que havia ofuscado a própria Ilusão.

Mais adiante , apareceu a Tristeza.

Antes mesmo que ela batesse à porta, o sábio saiu na janela e dirigiu-lhe um sorriso enternecido.

A Tristeza recuou e disse que era engano e foi bater em alguma outra porta que não fosse tão luminosa.

E assim a fama do sábio foi crescendo; a cada dia, novos visitantes chegavam tentando conquistá-lo.

Num dia era o Desespero, no outro a Impaciência; depois vieram a

Mentira, o Ódio, a Culpa e o Engano.

Pura perda de tempo; o sábio convidava todos a entrarem e eles saiam decepcionados com o equilíbrio daquela alma bondosa.

Porém, um dia, a Morte bateu à sua porta e ele também convidou-a para entrar ...

Seus discípulos esperavam que ela saísse correndo a qualquer momento, ofuscada pelo amor do mestre.

Entretanto, tal não aconteceu.

O tempo foi passando e nem ela nem o sábio apareciam.

Cheios de receio, entraram e encontraram o cadáver do mestre estirado no chão.

Ficaram muito tristes e começaram a chorar ao ver que o querido mestre havia partido com a Morte.

Na mesma hora, começaram a entrar na casa, todos os outros servos da

Ignorância que nunca tinham conseguido permanecer naquele recinto; a

Tristeza havia aberto a porta e os mantia lá dentro.

Entram na nossa morada aqueles que convidamos, mas só permanecem conosco, aqueles que encontram ambiente propício para se estabelecerem.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Os Sapos

Havia na Sapolândia três sapinhos que estavam passeando pela floresta.

De repente, caíram numa panela cheia de leite.

Assim que começaram a se debater, todos os outros sapos da Sapolândia foram ver o que estava acontecendo, pois estava uma algazarra na floresta.

Foi aí que morreu o primeiro sapo.

A Sapolândia toda começou a gritar :

— Parem de se debater, é melhor morrer descansado do que se debatendo! - Diziam uns.

— Vão morrer mesmo ! - Diziam outros.

Foi então que morreu o segundo sapinho.

Os demais sapos tentavam, em vão, fazer o terceiro sapinho desistir de se debater.

Mas quanto mais eles falavam, mais o sapinho se debatia.

E foi se debatendo, debatendo e debateu-se tão vigorosamente que, de repente, o leite da panela virou manteiga e o sapinho se salvou.

Espantados com tamanha proeza, os cientistas da Sapolândia foram estudar o sapinho.

Sabe o que descobriram ?

O SAPO ERA SURDO!

Ou seja, não se deixou contaminar pelo negativismo dos outros, porque não podia ouvir; e assim, pode se salvar.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Crer e Confiar

Um certo homem saiu em uma viagem de avião.

Era um homem temente a Deus, e sabia que Deus o protegeria.

Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.

Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água.

Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada.

Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte.

Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas.

Conseguiu derrubar algumas arvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele.

Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas.

Porém significava proteção.

Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.

Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes.

Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca.

Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada.

Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos :

— Deus ! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo ?

O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha.

Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?

Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo :

— Vamos rapaz?

Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo:

— Vamos rapaz, nós viemos te buscar.

— Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui ?

— Ora, amigo ! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro.

O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante.

Os dois entraram no barco e assim o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus entes queridos.

Quantas vezes nossa casa se queima e nós gritamos como aquele homem gritou ?

Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Às vezes, é muito difícil aceitar isto, mas é assim mesmo. É preciso crer e confiar !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Amor, Fartura ou Sucesso ?

Uma mulher saiu de sua casa e viu três homens com longas barbas brancas sentados em frente ao quintal dela.

Ela não os reconheceu.

Ela disse :

— Acho que não os conheço, mas devem estar com fome. Por favor entrem e comam algo.

— O homem da casa está ? Perguntaram.

— Não, ela disse, está fora.

— Então não podemos entrar. Eles responderam.

A noite quando o marido chegou, ela contou-lhe o que aconteceu.

— Vá diga que estou em casa e convide-os a entrar.

A mulher saiu e convidou-os a entrar.

— Não podemos entrar juntos. Responderam.

— Por que isto ? Ela quis saber. Um dos velhos explicou-lhe :

— Seu nome é Fartura. Ele disse apontando um dos seus amigos e mostrando o outro, falou :

— Ele é o Sucesso e eu sou o Amor. E completou :

— Agora vá e discuta com o seu marido qual de nós você quer em sua casa.

A mulher entrou e falou ao marido o que foi dito.

Ele ficou arrebatado e disse :

— Que bom ! Ele disse :

— Neste caso. vamos convidar Fartura. Deixe-o vir e encher nossa casa de fartura.

A esposa discordou :

— Meu querido, por que não convidamos o Sucesso ?

A cunhada deles ouvia do outro canto da casa. Ela apresentou sua sugestão :

— Não seria melhor convidar o Amor ? Nossa casa então estará cheia de amor.

— Atentamos pelo conselho da nossa cunhada - disse o marido para a esposa - Vá lá fora e chame o amor para ser nosso convidado.

A mulher saiu e perguntou aos três homens :

— Qual de vocês é o amor ? Por favor entre e seja nosso convidado.

O amor levantou-se e seguiu em direção à casa.

Os outros dois levantaram-se e seguiram-no.

Surpresa a senhora perguntou-lhes :

— Apenas convidei o Amor, por que vocês entraram ?

Os velhos homens responderam juntos :

— Se você convidasse o Fartura ou o Sucesso, os outros dois esperariam aqui fora, mas se você convidar o Amor, onde ele for iremos com ele.

Onde há amor, há também fartura e sucesso !!!

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Bem mais Precioso

Conta o folclore europeu que há muitos anos atrás um rapaz e uma moça apaixonados, resolveram se casar.

Dinheiro eles quase não tinham, mas nenhum deles ligava para isso.

A confiança mútua era a esperança de um belo futuro, desde que tivessem um ao outro.

Assim, marcaram a data para se unir em corpo e alma.

Antes do casamento, porém, a moça fez um pedido ao noivo :

— Não posso nem imaginar que um dia possamos nos separar.

Mas pode ser que com o tempo um se canse do outro, ou que você se aborreça e me mande de volta para meus pais.

— Quero que você me prometa que, se algum dia isso acontecer, me deixará levar comigo o bem mais precioso que eu tiver então.

O noivo riu, achando bobagem o que ela dizia, mas a moça não ficou satisfeita enquanto ele não fez a promessa por escrito e assinou.

Casaram-se, decididos a melhorar de vida, ambos trabalharam muito e foram recompensados.

Cada novo sucesso os fazia mais determinados a sair da pobreza, e trabalhavam ainda mais.

E o tempo passou e o casal prosperou.

Conquistaram uma situação estável e cada vez mais confortável, e finalmente ficaram ricos.

Mudaram-se para uma ampla casa, fizeram novos amigos e se cercaram dos prazeres da riqueza.

Mas, dedicados em tempo integral aos negócios e aos compromissos sociais, pensavam mais nas coisas do que um no outro.

Discutiam sobre o que comprar, quanto gastar, como aumentar o patrimônio, mas estavam cada vez mais distanciados entre si.

Certo dia, enquanto preparavam uma festa para amigos importantes, discutiram sobre uma bobagem qualquer, e começaram a levantar a voz, a gritar, e chegaram às inevitáveis acusações.

— Você não liga para mim! - gritou o marido

— Só pensa em você, em roupas e jóias.

— Pegue o que achar mais precioso, como prometi, e volte para a casa dos seus pais.

Não há motivo para continuarmos juntos.

A mulher empalideceu e encarou-o com um olhar magoado, como se acabasse de descobrir uma coisa nunca suspeitada.

— Muito bem, disse ela baixinho. Quero mesmo ir embora.

Mas vamos ficar juntos esta noite para receber os amigos que já foram convidados.

Ele concordou.

A noite chegou. Começou a festa, com todo o luxo e a fartura que a riqueza permitia.

Alta madrugada o marido adormeceu, exausto.

Ela então fez com que o levassem com cuidado para a casa dos pais dela e o pusessem na cama.

Quando ele acordou, na manhã seguinte, não entendeu o que tinha acontecido.

Não sabia onde estava e, quando sentou-se na cama para olhar em volta, a mulher aproximou-se e disse-lhe com carinho :

— Querido marido, você prometeu que se algum dia me mandasse embora eu poderia levar comigo o bem mais precioso que tivesse no momento.

— Pois bem, você é e sempre será o meu bem mais precioso.

Quero você mais que tudo na vida, e nem a morte poderá nos separar.

Envolveram-se num abraço de ternura e voltaram para casa mais apaixonados do que nunca.

O egoísmo, muitas vezes, nos turva a visão e nos faz ver as coisas de forma distorcida.

Faz-nos esquecer os verdadeiros valores da vida e buscar coisas que têm valor relativo e passageiro.

Importante que, no dia-a-dia, façamos uma análise e coloquemos na balança os nossos bens mais preciosos e passemos a dar-lhes o devido valor.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A História do Amor

Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da Terra.

O ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez que não suportava mais ficar à toa e a LOUCURA, como sempre louca,propôs -lhe :

-- Vamos brincar de esconce-esconde ?

A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou-lhe :

-- Esconde-esconde ? Como é isso ? É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo.

O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.

A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.

Mas nem todos quiseram participar.

A VERDADE preferiu não esconder-se. Para quê, se no final todos a encontravam?

A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a idéia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar-se.

-- Um,dois, três, quatro...

-- começou a contar a LOUCURA.

A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu tropeçando na primeira pedra do caminho.

A Fé subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.

A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o vôo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE, e assim, acabou escondendo-se em um raio de sol.

O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início, ventilado, cômodo, mas apenas para ele.

A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e o DESEJO, no centro dos vulcões.

O ESQUECIMENTO, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é importante.

Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.

-- Um milhão-contou a LOUCURA, e começou a busca.

A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra.

Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia.

Sentiu-se vibrar o DESEJO nos vulcões.

Em um descuido encontrou a INVEJA, e claro, pôde deduzir onde estava o

TRIUNFO.

EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo.

Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.

De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e, ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA.

A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem se decidir de que lado esconder-se.

E assim foi encontrando todos.

O TALENTO, entre a erva fresca; a ANGÚSTIA, em uma cova escura; a MENTIRA, atrás do arco-íris (não, mentira, ela estava no fundo do oceano);e até o ESQUECIMENTO, pra quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde.

Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local.

A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, embaixo de cada rocha do planeta, e em cima das montanhas.

Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral.

Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos,quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito.

Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.

A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se.

Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.

Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na Terra, O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Regras para ser Feliz

Conta-se que um homem de negócios, após longos anos de trabalho árduo, conseguiu ajuntar significativa fortuna.

Todavia, o grande empresário, apesar de todo o dinheiro que possuía, sentia-se infeliz.

Desejava a felicidade, mas um grande vazio lhe perturbava a alma e as tribulações das horas lhe roubavam a paz.

Um dia, ouviu falar da existência de um velho sábio conhecedor de regras eficientes para quem deseja ser feliz.

O executivo não teve dúvidas.

Muniu-se dos recursos necessário e saiu a procurá-lo.

Após longa e exaustiva busca, chegou ao lugarejo onde residia o tal sábio.

Algumas informações a mais, e lá estava ele, frente a frente com o ancião.

A expectativa era tanta que ele foi direto ao assunto. "Ouvi dizer que o senhor sabe a receita para se conquistar a felicidade, e o que mais desejo é ser feliz, pode me ajudar ?"

Perguntou ansioso.

Bem, respondeu o sábio, na verdade as regras são muito simples.

A primeira delas é prestar atenção.

A segunda, é prestar atenção.

E a terceira e última é prestar muita atenção.

O executivo pensou que ele só podia estar brincando, mas depois de ouvir algumas considerações, foi mudando de idéia.

O ancião falou com sabedoria : "quem presta atenção em tudo o que acontece nos minutos de sua vida, consegue ser feliz."

— Preste atenção no que as pessoas lhe dizem.

Saiba ouvi-las com serenidade, buscando ajudar na medida do possível.

— Ao fazer uma refeição, aproveite bem o momento. Preste atenção nos alimentos que ingere, sinta o seu sabor.

— Preste atenção em tudo à sua volta...

— Olhe com atenção uma noite enluarada, um amanhecer de ouro...

— Contemple, com atenção, um jardim que explode em perfumes e cores...

— Uma cascata estirada sobre a montanha rochosa...

— Observe com atenção um bando multicor de aves cruzando os ares...

Ouça atentamente o canto de um pássaro solitário...

— Preste atenção na chuva que cai abençoando o solo. Imagine os lençóis dágua no subsolo, espalhando fertilidade e vida...

— Detenha-se a observar o trabalho das formigas, sua organização, sua perseverança.

— Acompanhe com atenção o desabrochar de uma rosa... sinta o seu perfume.

— Enfim, observe atentamente os pequenos "nadas" ao seu redor.

— Em pouco tempo você perceberá que há muito mais coisas boas do que ruins, e isso o fará feliz.

Depois de ouvir atentamente os conselhos do velho sábio, o empresário já estava se sentindo mais alegre e disposto a lutar pela felicidade tão almejada.

Pense nisso !

As horas são abençoadas oportunidades de aprendizado e alegria.

Mas, embora elas se repitam incessantemente, os minutos já não são os mesmos e as circunstâncias mudam a cada segundo.

Dessa forma, a cada hora temos sessenta minutos para encontrar motivos de felicidade, basta que prestemos muita atenção em cada um deles, sem esquecer que a nossa atenção deve voltar-se para as coisas realmente positivas.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Uma Gota

Havia uma gota em uma nascente de rio.

Era uma simples gota, nada mais que isso.

Mas em sua insignificância tinha uma utopia, um sonho.

Sonhava em um dia, após vencer a correnteza e chegar ao encontro das águas, virar mar.

Ora, quanta pretensão ! Uma gota, uma simples gota, querendo virar mar...

Era difícil, sabia ela, porém não impossível.

E agarrando-se nesse fio de esperança seguiu o seu curso natural de rio, sempre pensando no dia em que certamente encontraria o oceano.

Desafios foram surgindo : pedras, evaporação, galhos, entre outros obstáculos, mas ela nunca desistia.

Outras gotas que partiram com ela não chegaram ao fim, ficaram pelo caminho.

Esta porém, talvez pela sua persistência, pela fé que tinha, de uma forma ou de outra sabia que um dia chegaria lá; e de fato, chegou.

Venceu todos os obstáculos, chegou ao encontro das águas e finalmente realizou seu grande sonho.

Hoje aquela gota, aquela ínfima gota, é mar.

Graças à sua persistência conseguiu o que era considerado uma utopia, uma pretensão incomensurável.

Não importa, hoje aquela gota é mar.

Você também pode ser mar, só depende de si próprio.

Você pode ser como aquelas gotas que ficaram pelo caminho, ou como a gota que protagonizou esta estória.

Só depende de você!

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Poderia ser Pior

O dia apenas amanhecera e Jorge já se achava a meio caminho da empresa em que trabalhava.

Os passos lentos e o olhar voltado para o chão, demonstravam a tristeza e o desalento de que estava possuído.

Adentrou o local de trabalho alguns minutos antes do horário, e cumprimentou o colega, um tanto desanimado.

Ao perceber a tristeza de Jorge o companheiro lhe perguntou interessado :

— O que aconteceu com você? Seu olhar denuncia sentimentos amargos...

— É verdade. Trago nos ombros o peso da desesperança...

— À minha volta só acontecem desgraças e mais desgraças...

Sinto-me impotente, e penso que sou o homem mais infeliz da face da terra.

— Mas, afinal de contas, o que aconteceu ? - Indagou o colega.

— Ora, meu irmão mais novo contraiu grande dívida e fugiu sem deixar o endereço. Meu cunhado envolveu-se com assaltantes e está atrás das grades.

O companheiro que ouvia atento, observou : mas podia ser pior...

Jorge continuou :

— Minha esposa, levianamente envolveu-se com um rapaz bem mais novo que ela, e abandonou o lar...

— Mas podia ser pior... - Retrucou o colega.

— Meu melhor amigo me traiu, espalhando calúnias a meu respeito...

— No entanto, podia ser pior... - Falou novamente o companheiro.

Jorge não suportou mais ouvir aquela afirmativa e perguntou um tanto irritado :

— Ora, eu já lhe contei tantas desgraças e você só sabe dizer que podia ser pior ?

O que poderia acontecer que fosse pior ?

O amigo respondeu serenamente :

— você falou que o seu irmão tomou um empréstimo e não honrou o compromisso... Que seu cunhado envolveu-se em assaltos... Que sua esposa o traiu... Que seu melhor amigo o caluniou... E eu posso afirmar com segurança que podia ser pior, se fosse você o autor de tantos desatinos...

Jorge um tanto chocado, olhou longamente para o colega e respondeu meio reticente:

— É... Podia mesmo ser pior...

Às vezes nos deparamos com situações que nos deixam tristes, porque sentimos o coração dilacerado pela traição, pela calúnia, ou pelos equívocos dos entes queridos.

Todavia, se já conseguimos permanecer fiéis à nossa própria consciência, poderemos oferecer apoio aos que ainda se debatem nas águas turbulentas dos vícios morais.

Ainda que a navalha da ingratidão nos dilacere o coração...

Ainda que a desgraça dos seres amados comprima nosso coração afetuoso...

Ainda que tenhamos que sorver a taça da calúnia, lembremos o exemplo maior de Jesus, diante da traição do amigo que com ele convivera por longos anos...

Lembremos as lágrimas do Sublime Galileu diante do sofrimento alheio...

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Lâmpada Queimada

Era véspera de Natal.

Em todas as casas havia intensa alegria.

Nas ruas, era grande o movimento.

Pessoas transitavam com pacotes, entrando e saindo de lojas cheias de compradores e vendedores ansiosos.

O homem e a mulher se aproximaram de um restaurante.

A mulher trazia nos olhos o brilho dos que sabem compartilhar alegrias e se sentem felizes com pequenas coisas.

Sorria.

O homem se apresentava carrancudo.

O rosto marcado por rugas de preocupação.

No coração, um tanto de revolta.

Sentaram-se à mesa e, enquanto ela olhava o cardápio, procurando algo simples e gostoso para o lanche, ele começou a reclamar.

Reclamou que as coisas não estavam dando certo.

Ele tinha investido em um determinado produto em sua loja, contando que as vendas fossem excelentes, mas não foram.

O produto não era tão atraente assim.

Ou talvez fosse o preço.

Enfim, o comerciante reclamava e reclamava.

De repente, ele parou de falar.

Observou que sua esposa parecia não estar ouvindo o que ele dizia.

Em verdade, ela estava mesmo era em outra esfera.

Olhava fixamente para uma árvore de natal que enfeitava o balcão do pequeno restaurante.

Sim, ela não estava interessada na sua conversa.

Ele também olhou na mesma direção e, de forma mecânica, comentou : a árvore está bem enfeitada, mas tem uma lâmpada queimada no meio das luzes. É verdade, respondeu a mulher.

Há uma lâmpada queimada.

E você conseguiu vê-la porque está pessimista, meu amor.

Não conseguiu perceber a beleza das dezenas de outras luzes coloridas que acendem e apagam, lançando reflexos no ambiente.

Assim também acontece com a nossa vida.

Você está reclamando da venda do produto que não deu certo e se mostra triste.

Mas está esquecido das dezenas de bênçãos que brilharam durante todo o ano para nós.

Você está fixando seu olhar na única lâmpada que não iluminou nada.

Não há dúvida de que acharemos, no balanço das nossas vidas, diversas ocorrências que nos infelicitam.

Podemos chegar a sentir como se o mundo ruísse sob os nossos pés.

Porém, a maior tristeza que pode se abater sobre a criatura, multiplicando dificuldades para o espírito, é o mau aproveitamento das oportunidades que Deus lhe concede, para evoluir e brilhar.

Meditemos sobre isso e descubramos as centenas de lâmpadas que brilham em nossos caminhos.

Ao lado das dores e problemas que nos atingem as vidas, numerosas são as bênçãos que nos oferece a divindade.

Apliquemo-nos no dom de ver e ouvir o que é bom, belo e positivo.

Contemplemos a noite que se estende sobre a terra e sem nos determos no seu manto escuro, descubramos no brilho das estrelas as milhares de lâmpadas que Deus posicionou no espaço para encher de luz os nossos olhos.

Acostumemo-nos a observar e a ver o bem em toda a parte a fim de que a felicidade nos alcance e possamos sentir a presença do criador, que é amor na sua expressão mais sustentando-nos as vidas.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Lição das Gaivotas

Um enorme transatlântico partiu de movimentado porto rumo a outro continente.

Do convés, os passageiros acenavam lenços e agitavam mãos, em manifestações de adeuses.

No porto, muitas pessoas acenavam igualmente e lançavam beijos ao ar, num misto de antecipada saudade e carinho.

Pouco depois os que se encontravam no convés, ainda observando os que permaneciam em terra, puderam constatar uma nuvem de gaivotas prateadas acompanhando o imenso navio.

O seu vôo atraiu a atenção de quase todos, tanto pela algazarra que promoviam, quanto pelo capricho de suas voltas, ao redor da enorme máquina concebida pelo homem.

Passada uma meia hora de viagem, o tempo se tornou ameaçador.

Ondas de espuma se levantavam ao açoitar dos ventos violentos.

Esboçou-se no firmamento uma tremenda tempestade.

Com suas possantes máquinas, o navio cortava as vagas agitadas e parecia fazê-lo com dificuldade, dada a presença dos elementos da natureza em convulsão.

Um dos poucos viajantes que até então permanecia no tombadilho, contemplou as aves a voejar e as lastimou.

Como podiam elas, com suas asas tão débeis lutar contra o tufão, desamparadas nos céus ?

Elas nada tinham além do próprio corpo para o enfrentar.

Suas asas resistiriam ao vento implacável, se o possante navio, com suas máquinas que representam milhares de cavalos resistia com dificuldade ao tempo torrencial?

De repente, aquele homem que estava tão compadecido das avezinhas do mar, ficou perplexo. É que as pequenas gaivotas, estendendo as asas que Deus lhes deu abandonaram o navio na tempestade e se ergueram acima da tormenta, passando a voar numa região serena dos ares.

E a máquina, representando a ciência humana, prosseguiu na sua luta penosa para resistir à fúria dos elementos.

Em nossas vidas ocorre de forma semelhante.

Quando pretendemos lutar unicamente com nossos próprios meios, encontramos o fustigar dos ventos das dificuldades atrozes, que vergastam a alma e maceram o corpo.

Contudo, se utilizarmos os recursos da oração alcançaremos as possibilidades das asas das gaivotas.

Pelas asas poderosas da prece, o homem pode se elevar acima das tempestades do cotidiano e voar placidamente.

Envolvidos pelas luzes da prece, alcançaremos regiões que o vendaval das paixões inferiores não alcança.

Fortificados pela oração, enfrentaremos o mar agitado dos problemas, a fúria das vicissitudes, e chegaremos ao porto seguro que todos almejamos.

Quando o triunfo nos alcançar ou quando sofrermos aparentes quedas, busquemos Jesus e falemos sem palavras ao Seu coração de Mestre e

Amigo.

Condutor vigilante de nossas almas, Ele assumirá o leme da frágil embarcação das nossas vidas, permitindo-nos singrar o mar agitado das nossas dores, com coragem e segurança.

A medida ideal será sempre orar antes de agir, a fim de evitar que procedamos de forma imprevidente, o que nos conduziria ao desespero e a maior soma de dores.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Um Simples Conselho

Certa vez um jovem muito rico foi procurar um rabi para lhe pedir um conselho.

Toda a fortuna que possuía não era capaz de lhe proporcionar a felicidade tão sonhada.

Falou da sua vida ao rabi e pediu a ajuda.

Aquele homem sábio o conduziu até uma janela e lhe pediu para que olhasse para fora com atenção, e o jovem obedeceu.

— O que você vê através do vidro, meu rapaz?

— Vejo homens que vêm e vão, e um cego pedindo esmolas na rua.

Então o homem lhe mostrou um grande espelho e novamente o interrogou : o que você vê neste espelho ?

Vejo a mim mesmo, disse o jovem prontamente.

— E já não vê os outros, não é verdade ?

E o sábio continuou com suas lições preciosas :

— Observe que a janela e o espelho são feitos da mesma matéria prima : o vidro.

Mas no espelho há uma camada fina de prata colada ao vidro e, por essa razão, você não vê mais do que sua própria pessoa.

Se você se comparar a essas duas espécies de vidro, poderá retirar uma grande lição.

Quando a prata do egoísmo recobre a nossa visão, só temos olhos para nós mesmos e não temos chance de conquistar a felicidade efetiva.

Mas quando olhamos através dos vidros limpos da compaixão, encontramos razão para viver e a felicidade se aproxima.

Por fim, o sábio lhe deu um simples conselho :

— Se quiser ser verdadeiramente feliz, arranque o revestimento de prata que lhe cobre os olhos para poder enxergar e amar aos outros.

Eis a chave para a solução dos seus problemas.

Se você também não está feliz com as respostas que a vida tem lhe oferecido, talvez fosse interessante tentar de outra forma.

Muitas vezes, ficamos olhando somente para a nossa própria imagem e nos esquecemos de que é preciso retirar a camada de prata que nos impede de ver a necessidade à nossa volta.

Quando saímos da concha de egoísmo, percebemos que há muitas pessoas em situação bem mais difícil que a nossa e que dariam tudo para estar em nosso lugar.

E quando estendemos a mão para socorrer o próximo, uma paz incomparável nos invade a alma. É como se Deus nos envolvesse em bênçãos de agradecimento pelo ato de compaixão para com Seus filhos em dificuldades.

Ademais, quem acende a luz da caridade, é sempre o primeiro a beneficiar-se dela.

E a caridade tem muitas maneiras de se apresentar :

Pode ser um sorriso gentil...

Uma palavra que anima e consola...

Um abraço de ternura...

Um aperto de mão...

Um pedaço de pão...

Um minuto de atenção...

Um gesto de carinho...

Uma frase de esperança...

E quem de nós pode dizer que não necessita ou nunca necessitará dessas pequenas coisas ?

"A caridade é o gênio celestial que nos tece asas de luz para a comunhão com o pensamento divino, se soubermos esquecer de nós mesmos para construir a felicidade daqueles que nos estendem as mãos."

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Exemplo Sempre Fala mais Alto

As sandálias do discípulo fizeram um barulho especial nos degraus da escada de pedra que levavam aos porões do velho convento.

Era naquele local que vivia um homem muito sábio.

O jovem empurrou a pesada porta de madeira, entrou e demorou um pouco para acostumar os olhos com a pouca luminosidade.

Finalmente, ele localizou o ancião sentado atrás de uma enorme escrivaninha, tendo um capuz a lhe cobrir parte do rosto.

De forma estranha, apesar do escuro, ele fazia anotações num grande livro, tão velho quanto ele.

O discípulo se aproximou com respeito e perguntou, ansioso pela resposta :

— Mestre, qual o sentido da vida ?

O idoso monge permaneceu em silêncio.

Apenas apontou um pedaço de pano, um trapo grosseiro no chão junto à parede.

Depois apontou seu indicador magro para o alto, para o vidro da janela, cheio de poeira e teias de aranha.

Mais do que depressa, o discípulo pegou o pano, subiu em algumas prateleiras de uma pesada estante forrada de livros.

Conseguiu alcançar a vidraça, começou a esfregá-la com força, retirando a sujeira que impedia a transparência.

O sol inundou o aposento e iluminou com sua luz estranhos objetos, instrumentos raros, dezenas de papiros e pergaminhos com misteriosas anotações.

Cheio de alegria, o jovem declarou :

— Entendi, mestre. Devemos nos livrar de tudo aquilo que não permita o nosso aprendizado.

Buscar retirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões que impedem que a luz do conhecimento nos atinja.

Só então poderemos enxergar as coisas com mais nitidez.

Fez uma reverência e saiu do aposento, a fim de comunicar aos seus amigos o que aprendera.

O velho monge, de rosto enrugado e ainda encoberto pelo largo capuz, sentiu os raios quentes do sol a invadir o quarto com uma claridade a que se desacostumara.

Viu o discípulo se afastando, sorriu levemente e falou :

— Mais importante do que aquilo que alguém mostra é o que o outro enxerga.

Afinal, eu só queria que ele colocasse o pano no lugar de onde caiu.

Pense em como aquilo que você faz todos os dias, está influenciando os outros.

Por isso, aja sempre no bem.

Faça as coisas corretas, começando pelas pequenas coisas como, por exemplo, manter limpa a cidade.

Seja você aquele que não joga papel no chão.

Coloque-o no bolso, na bolsa, num lugarzinho no chão do carro.

Quando passar por uma lixeira, deposite-o ali.

Seja você aquele que respeita os sinais de trânsito.

Não estacione seu carro sobre a calçada.

Não estacione em fila dupla.

Respeite as filas de ônibus, do banco, do supermercado, em qualquer lugar.

Espere a sua vez sem reclamar nem xingar.

Preserve a paz.

Não arranque flores dos jardins públicos, mesmo que seja para plantar em sua casa, em seu jardim.

Preserve o que é de todos.

Enfim, dê o bom exemplo em tudo.

Ao seu lado, sempre haverá uma criança, um jovem, um adulto, alguém enfim que se achará no direito de fazer o que você faz, principalmente se você for alguém que ele respeita, como o pai, a mãe, o professor, o melhor amigo, o político conhecido na cidade.

E lembra-se : "mais importante do que aquilo que alguém mostra é o que o outro enxerga".

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Montanha da Vida

A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha.

Como a vida, ela possui altos e baixos.

Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.

Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado.

Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.

No momento da escalada, o início parece ser fácil.

Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.

Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir.

O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo. À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso.

As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu.

Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas... É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.

Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo.

Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra. É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar.

Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar.

O amigo vem e nos cura os ferimentos.

Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada.

Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.

Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.

Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar.

O que nos salva é o equipamento certo para este momento.

Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.

Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo.

Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.

Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.

Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Grande Diferença

Os alunos residentes estavam reunidos discutindo suas dificuldades.

Todos eram unânimes em afirmar que o maior problema no hospital era o dr. M.

Ninguém gostava daquele médico que tinha a seus cuidados, pacientes portadores de câncer.

Ele era brilhante em seu trabalho mas intolerável no trato pessoal.

Era áspero, arrogante e nunca admitia que alguém falasse que um de seus pacientes iria morrer.

A médica psiquiatra que a tudo escutava, inesperadamente falou :

-- Não se pode ajudar uma outra pessoa sem gostar um pouquinho dela. Há alguém aqui que goste dele?

Depois de muitas caretas, risos e gestos hostis, uma moça ergueu a mão hesitante.

Era uma enfermeira.

-- Vocês não conhecem esse homem, ela começou. Não conhecem a pessoa que ele é. Todas as noites, depois que todos os médicos já se retiraram, ele visita os pacientes. Começa no quarto mais distante do posto de enfermagem e vem seguindo, entrando de quarto em quarto. Quando entra no primeiro, parece seguro, confiante, de cabeça alta. Mas de cada quarto que sai, suas costas vão se curvando mais. Quando sai do último quarto, está arrasado. Sem alegria, esperança ou satisfação por seu trabalho. O que eu mais desejaria é quando ele está assim triste, pousar minha mão no seu ombro, como uma amiga. Mas nunca o fiz porque sou só uma enfermeira e ele é o chefe do departamento de oncologia.

Nos momentos seguintes, todos se uniram e insistiram para que ela se esforçasse e seguisse o impulso do seu coração.

Aquele homem precisava de ajuda.

Uma semana depois, reunidos novamente, a enfermeira entrou sorridente e disse : "consegui."

Na sexta-feira anterior, ela vira o médico sair arrasado do plantão.

Dois dos seus pacientes haviam morrido naquele dia.

Aproximou-se dele e inesperadamente, ele a levou para o seu consultório e desabafou.

Ele falou como sonhava curar seus pacientes, enquanto os seus amigos, da mesma idade que ele, estavam constituindo família.

Sua vida tinha sido aprender uma especialidade.

Agora, ele ocupava uma posição que podia fazer a diferença para a vida dos enfermos.

E, no entanto, todos eles morriam.

Um após outro, todos morriam.

Ele era um homem acabado, vencido.

Quando ouviram essa história, os residentes se deram conta de como todos somos frágeis e necessitados de afeto.

Também de como uma pessoa tem o poder extraordinário de curar outras, apenas tomando coragem e agindo sob o impulso do coração.

Um ano depois, o dr. M. Era outro homem.

Abriu o seu coração às pessoas e redescobriu as maravilhosas qualidades que possuía, o afeto e a compreensão que o haviam motivado a se tornar um médico.

Um gesto, uma atitude, um olhar podem mudar a vida de uma criatura.

Pessoas ásperas, de trato rude, quase sempre estão ocultando as suas mágoas e pesares profundos.

Por vezes, basta um pequeno toque para que elas abram o coração e demonstrem toda a sua fragilidade.

E o que faz a grande diferença na vida de tais pessoas é a demonstração de afeto, que pode ser de um grande amor, de um amigo, de um irmão ou de um colega de trabalho.

Por tudo isso, esteja atento.

Olhe ao redor e descubra se você, com sua atitude, não pode fazer a grande diferença na vida de alguém.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Quanto Custa um Milagre?

Uma garotinha esperta de apenas seis anos de idade, ouviu seus pais conversando sobre seu irmãozinho mais novo.

Tudo que ela sabia era que o menino estava muito doente e que estavam completamente sem dinheiro.

Iriam se mudar para um apartamento num subúrbio, no próximo mês, porque seu pai não tinha recursos para pagar as contas do médico e o aluguel do apartamento.

Somente uma intervenção cirúrgica muito cara poderia salvar o garoto, e não havia ninguém que pudesse emprestar-lhes dinheiro.

A menina ouviu seu pai dizer a sua mãe chorosa, com um sussurro desesperado: somente um milagre poderá salvá-lo.

Ela foi ao seu quarto e puxou o vidro de gelatina de seu esconderijo, no armário.

Despejou todo o dinheiro que tinha no chão e contou-o cuidadosamente, três vezes.

O total tinha que estar exato.

Não havia margem de erro.

Colocou as moedas de volta no vidro com cuidado e fechou a tampa.

Saiu devagarzinho pela porta dos fundos e andou cinco quarteirões até chegar à farmácia.

Esperou pacientemente que o farmacêutico a visse e lhe desse atenção, mas ele estava muito ocupado no momento.

Ela, então, esfregou os pés no chão para fazer barulho, e nada !

Limpou a garganta com o som mais alto que pôde, mas nem assim foi notada.

Por fim, pegou uma moeda e bateu no vidro da porta.

Finalmente foi atendida!

-- O que você quer? perguntou o farmacêutico com voz aborrecida.

-- Estou conversando com meu irmão que chegou de Chicago e que não vejo há séculos, disse ele sem esperar resposta.

-- Bem, eu quero lhe falar sobre meu irmão, respondeu a menina no mesmo tom aborrecido, ele está realmente doente... e eu quero comprar um milagre.

-- Como?, balbuciou o farmacêutico admirado.

-- Ele se chama Andrew e está com alguma coisa muito ruim crescendo dentro de sua cabeça e papai disse que só um milagre poderá salvá-lo. E é por isso que eu estou aqui. Então, quanto custa um milagre?

-- Não vendemos milagres aqui, garotinha. Desculpe, mas não posso ajudá-la, respondeu o farmacêutico, com um tom mais suave.

-- Escute, eu tenho o dinheiro para pagar. Se não for suficiente, conseguirei o resto. Por favor, diga-me quanto custa, insistiu a pequena.

O irmão do farmacêutico era um homem gentil. Deu um passo à frente e perguntou à garota:

-- Que tipo de milagre seu irmão precisa?

-- Não sei, respondeu ela, levantando os olhos para ele. Só sei que ele está muito mal e mamãe diz que precisa ser operado. Como papai não pode pagar, quero usar meu dinheiro.

-- Quanto você tem, perguntou o homem de Chicago. Um dólar e onze centavos, respondeu a menina num sussurro.

-- É tudo que tenho, mas posso conseguir mais se for preciso.

-- Puxa, que coincidência, sorriu o homem. Um dólar e onze centavos!

Exatamente o preço de um milagre para irmãozinhos.

O homem pegou o dinheiro com uma mão e, dando a outra mão à menina, disse :

-- Leve-me até sua casa. Quero ver seu irmão e conhecer seus pais. Quero ver se tenho o tipo de milagre que você precisa.

Aquele senhor gentil era um cirurgião, especializado em Neurocirurgia.

A operação foi feita com sucesso e sem custos.

Alguns meses depois Andrew estava em casa novamente, recuperado.

A mãe e pai comentavam alegremente sobre a seqüência de acontecimentos ocorridos.

-- A cirurgia, murmurou a mãe, foi um milagre real. Gostaria de saber quanto custou!

A menina sorriu.

Ela sabia exatamente quanto custa um milagre...

Um dólar e onze centavos... Mais a fé de uma garotinha...

Não há situação, por pior que seja, que resista ao milagre do amor.

Quando o amor entra em ação, tudo vence e tudo acalma.

Onde o amor se apresenta, foge a dor, se afasta o sofrimento e o egoísmo bate em retirada.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Amor e a Loucura

Há tempos atrás viviam duas crianças, um menino e uma menina, que tinham entre cinco e seis anos de idade.

O menino chamava-se Amor e a menina, Loucura.

O Amor sempre foi uma criança calma, doce e compreensiva.

Já Loucura era emotiva, passional e impulsiva.

Enfim, do tipo que jamais levava desaforo para casa.

Entretanto, com todas as diferenças, as crianças cresciam juntas, inseparáveis, brincando, brigando...

Mas houve um dia em que Amor não estava muito bem e acabou cedendo às provocações de Loucura, com a qual teve uma discussão muito feia.

Ela não deixava nada barato; estava furiosa como nunca com Amor e começou a agredi-lo, não só verbalmente, como de costume.

Ela estava tão descontrolada que o agrediu fisicamente, e antes que pudesse perceber, arrancou os olhos de Amor.

O Amor, sem saber o que fazer, foi chorando contar à sua mãe, a deusa

Afrodite, o que havia acontecido.

Inconsolada, Afrodite foi até Zeus e implorou-lhe que ajudasse seu filho e castigasse Loucura.

Zeus então, ordenou que chamassem a garota para uma conversa séria.

Ao ser interrogada, a menina respondeu como se estivesse com a razão : que Amor havia lhe aborrecido e que fora merecido tudo o que tinha acontecido com ele.

Embora soubesse que não fora justa com o seu amigo, ela, que nunca soube se desculpar, concluiu dizendo que a culpa havia sido de Amor e que não estava nem um pouco arrependida.

Zeus, perplexo com a aparente frieza daquela criança, disse que nada poderia fazer para devolver a visão à Amor, mas ordenou que Loucura fosse condenada a guiá-lo por toda a eternidade, estando sempre junto ao Amor, em cada passo que ele desse.

E até hoje eles caminham juntos : onde quer que o Amor esteja, com ele estará Loucura, quase que fundidos numa só essência.

Tão unidos que, por vezes, não se consegue definir onde termina o Amor e onde começa a Loucura. É também por isso que se usa dizer que o amor é cego.

Mas, isso não é verdade, pois O AMOR TEM OS OLHOS DA LOUCURA.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Todas as Coisas têm Dois Lados

Suponha que lhe aconteceu, o que me aconteceu. Recebi da Espanha um chaveiro de metal.

Já era importante por ser um presente.

Percebendo o peso e a cor, conclui sem pestanejar : É de prata !

Feliz da vida, coloquei nele as chaves do meu carro e passei a desfrutar da pequena jóia.

Acresce que, além do lado liso e brilhante, o outro lado trazia um baixo relevo, que a tornava verdadeira obra de arte.

O prazer com que passei a usá-lo está na origem do que vim a sentir, meses depois.

Certa manhã, fui pegar o chaveirinho de prata na garagem do meu prédio.

Sabe, a necessidade de manobras...E foi então que recebi o choque..

Custei a me recuperar.

Não havia sido roubado, não ! Talvez tenha sido pior.

A parte de trás estava inexplicavelmente des-cas-ca-da !

O amarelo vivo do latão, metal amarelo, acusava uma decepção.

O desapontamento tomou conta de mim.

Fiquei paralisado por alguns momentos.

Aí olhei o lado da frente.

Estava em ordem.

Tive, então, um estalo.

Olhar o lado descascado me causava desprazer, mas eu podia olhar o da frente e continuar gostando dele.

A escolha era minha.

Eu era responsável por me sentir bem ou me sentir mal.

Já que os dois lados eram reais, seria tão honesto preferir olhar mais um lado do que outro.

Eu não estaria mentindo para mim mesmo, se preferisse olhar o lado bem conservado; e me tornaria responsável por me sentir bem.

Comecei a perceber, então, que todas as coisas da vida têm dois lados.

Um lado sombrio, desagradável, penoso.

E outro, claro, luminoso, colorido.

Podia assim escolher, para vantagem minha, o lado que me conservaria sempre no melhor astral.

Por exemplo, o fato de ter furado o pneu do carro, coisa desagradável, é o lado sombrio; mas, pensando bem, isso só acontece com que tem carro ! É o lado luminoso e colorido do mesmíssimo fato.

Você pode se dar ao luxo de ter de trocar o pneu de seu carro de vez em quando, pois, em contrapartida, ele lhe dá prazer e lhe presta serviço no resto do tempo.

Outro exemplo.

Uma chuva inesperada impede você e sua família de saírem para um piquenique, como haviam planejado. É o lado sombrio.

Mas, em compensação, você poderá ter tempo em casa, finalmente, para arrumar aquela torneira pingando ou para assistir a um filme, há muito esperado, no seu vídeo-cassete.

Pode ser o lado luminoso.

Ou, ainda, alguém sofre um pequeno acidente ou contrai uma febre, ficando obrigado a ficar de cama. É o lado sombrio.

O lado luminoso - e quantas vezes acontecido ! - pode ser a experiência de repensar a vida; ou a de cair na conta finalmente de quanto é estimado e visitado pelos parentes e amigos, apesar de ter tido dúvidas, até então.

Um último exemplo.

Seu patrão lhe chama a atenção com freqüência, seus colegas de trabalho costumam ser competitivos e pouco amigos. É o lado sombrio.

Você não se vai acomodar, é claro.

Vai tomar providências cabíveis para que a situação melhore.

Mas, por outro lado, você tem emprego, o que não é para se minimizar.

Quantos gostariam de ter um!

Você poderia objetar em primeiro lugar : Mas, esse não é o jogo da

Polyanna ?

Não é o mesmo que mentir para si mesmo e fazer de conta, como quem esconde o sol com a peneira ?

Desde o início pode ter ficado claro que olhar qualquer dos lados é honesto, e que você é responsável pelo lado que prefere fixar.

Olhando o lado bonito da vida, não está escondendo nada, apenas está preferindo ser feliz. Qual é o mal?

Você ainda poderia dizer : Mas isso é tão difícil!

Será que alguém consegue pensar assim? Eu lhe garanto que é possível.

Vamos concordar também que é difícil. Ora!

O quê não é difícil, quando enfrentado pela primeira vez!

Digitar numa máquina de escrever, dirigir um carro, aprender língua estrangeira, escrever corretamente o português, fazer tricô e qualquer outra coisa no mundo.

Entretanto, seja o que for, você consegue dominar qualquer uma, com duas condições : ter a receita correta e treinar com perseverança.

Então, você também pode descobrir o lado colorido e mais real da sua vida.

Nada o impede.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Amor em Família

Aconteceu enquanto eu esperava por um amigo no aeroporto.

Procurando localizar meu amigo no portão de desembarque, notei um homem que vinha com duas malas.

Ele parou perto de mim para cumprimentar sua família. Primeiro, ele abraçou o filho mais novo (talvez 6 anos de idade).

Eles trocaram um longo e carinhoso abraço.

E então se separaram o suficiente para olhar um ao outro.

Foi quando eu ouvi o pai dizer :

— É tão bom te ver, filho. Eu senti tanta falta de você!

O filho sorriu e, meio acanhado, respondeu suavemente :

— Eu também, papai !

Então o homem se levantou, contemplou os olhos do filho mais velho (talvez 9 ou 10 anos) e disse :

— Você já está um homenzinho. Eu te amo muito, Zach!

E também trocaram um longo e fraterno abraço.

Enquanto isto acontecia, um bebê estava excitada nos braços da mãe.

O homem, segurando delicadamente no queixo da menina, disse :

— Olá minha gatinha !

E pegou a criança suavemente.

Ele a beijou no rosto e a apertou contra o peito.

A pequena menina relaxou imediatamente e simplesmente deitou a cabeça no ombro dele e ficou imóvel em pura satisfação.

Depois ele entregou a filha aos cuidados do mais velho e declarou :

— O melhor por último.

E deu em sua esposa o beijo mais longo e mais apaixonado que eu me lembro de ter visto.

Ele a olhou nos olhos por alguns segundos e então silenciosamente declamou :

— Eu te amo tanto !

Olharam-se nos olhos, enquanto abriam grandes sorrisos segurando-se pelas mãos.

Por um momento eles me pareceram recém casados, mas pela idade das crianças ficava claro que não eram.

Eu senti um incômodo de repente, era como se eu estivesse invadindo algo sagrado e fiquei embasbacado ao ouvir minha própria voz nervosamente perguntar :

— Emocionante ! Quanto tempo os dois tem de casado ?

— São 14 anos. Ele respondeu, sem desviar o olhar do rosto da esposa.

— Bem, então, quanto tempo você esteve fora ?

O homem, finalmente, virou e olhou para mim, ainda irradiando um sorriso jovial.

— Dois dias inteiros !

Dois dias ? Fiquei atordoado.

Pela intensidade da saudação, tinha concluído que ele tivesse se afastado por pelo menos várias semanas, se não meses.

Eu sei que minha expressão me traiu.

Eu disse quase imediatamente, procurando terminar minha intrusão com alguma graça (e voltar a procurar por meu amigo):

— Eu espero que meu casamento seja ainda apaixonado depois de 12 anos!

O homem deixou de sorrir de repente.

Ele me olhou diretamente nos olhos, e com uma expressão séria que até me assustou, respondeu :

— Não espere, amigo... DECIDA !

Então seu sorriso brilhou novamente, me deu um aperto de mão e disse :

— Deus lhe abençoe !

Com isso, viraram-se, ele e a família, e saíram.

Eu ainda estava observando aquela excepcional família caminhando para longe da vista quando meu amigo surgiu e perguntou :

— Ei ! Está olhando o que ?

Sem hesitar eu respondi :

— Meu futuro.

Aqui está a bela lição de que tudo depende de nós e que podemos lutar por um futuro melhor e cheio de amor ao lado da nossa família, acreditamos que tudo é exatamente como a gente quer.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Oportunidades da Vida

Um garoto que nasceu com uma doença que não tinha cura.

Tinha 17 anos e podia morrer a qualquer momento.

Sempre viveu na casa de seus pais, sob o cuidado constante de sua mãe.

Um dia decidiu sair sozinho e, com a permissão da mãe, caminhou pela sua quadra, olhando as vitrines e as pessoas que passavam.

Ao passar pôr uma loja de discos, notou a presença de uma garota, mais ou menos da sua idade, que parecia ser feita de ternura e beleza.

Foi amor a primeira vista.

Abriu a porta e entrou, sem olhar para mais nada que não a sua amada.

Aproximando-se timidamente, chegou ao balcão onde ela estava.

Quando o viu, ela deu-lhe um sorriso e perguntou se podia ajuda-lo em alguma coisa.

Era o sorriso mais lindo que ele já havia visto, e a emoção foi tão forte que ele mal conseguiu dizer que queria comprar um CD.

Pegou o primeiro que encontrou, sem nem olhar de quem era, e disse :

— Esse aqui.

— Quer que embrulhe para presente ?

Perguntou a garota sorrindo ainda mais e ele só mexeu com a cabeça para dizer que sim.

Ela saiu do balcão e voltou, pouco depois, com o CD muito bem embalado.

Ele pegou o pacote e saiu, louco de vontade de ficar por ali, admirando aquela figura divina.

Daquele dia em diante, todos as tardes voltava a loja de discos e comprava um CD qualquer.

Todas as vezes a garota deixava o balcão e voltava com um embrulho cada vez mais bem feito, que ele guardava no closet, sem nem abrir.

Ele estava apaixonado, mas tinha medo da reação dela, e assim, por mais que ela sempre o recebesse com um sorriso doce, não tinha coragem para convida-la para sair e conversar.

Comentou sobre isso com sua mãe e ela o incentivou, muito, a chama-la para sair.

Um dia, ele se encheu de coragem e foi para a loja.

Como todos os dias comprou outro CD e, como sempre, ela foi embrulha-lo.

Quando ela não estava vendo, escondeu um papel com seu nome e telefone no balcão e saiu da loja correndo.

No dia seguinte o telefone tocou e a mãe do jovem atendeu.

Era a garota perguntando por ele.

A mãe, desconsolada, nem perguntou quem era, começou a chorar e disse:

— Então, você não sabe ? Faleceu essa manhã.

Mais tarde, a mãe entrou no quarto do filho, para olhar suas roupas e ficou muito surpresa com a quantidade de CDs, todos embrulhados.

Ficou curiosa e decidiu abrir um deles.

Ao faze-lo, viu cair um pequeno pedaço de papel, onde estava escrito :

— Você é muito simpático, não quer me convidar para sair ? Eu adoraria.

Emocionada, a mãe abriu outro CD e dele também caiu um papel que dizia o mesmo, e assim todos quantos ela abriu traziam uma mensagem de carinho e a esperança de conhecer aquele rapaz.

Assim é a vida : não espere demais para dizer a alguém especial aquilo que você sente.

Diga-o já; amanhã pode ser muito tarde.

Essa mensagem foi escrita para fazer as pessoas refletirem e assim, pouco a pouco, ir mudando sua vida.

Esta mensagem é para dizer que você é muito especial, diga agora a alguém o que ainda não foi dito.

Não deixe para amanhã.

Quem sabe não dá mais tempo.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Os Sentimentos

Era uma vez uma linda ilha, onde moravam os seguintes sentimentos : a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros.

Um dia avisaram a todos o moradores dessa ilha que ela seria inundada.

Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem.

Todos correram e pegaram seus barquinhos, para irem a um morro bem alto.

Só o Amor não se apressou pois queria ficar um pouco mais em sua ilha.

Quando já estava quase afogando, correu para pedir ajuda.

Estava passando a Riqueza e ele disse :

-- Riqueza, me leva com você?

-- Não posso, meu barco está cheio de prata e ouro e você não vai caber.

Passou então a Vaidade e ele pediu :

-- Oh!, Vaidade me leva com você?

-- Não posso, você vai sujar meu barco.

Logo atrás vinha a Tristeza.

-- Tristeza, posso ir com você?

-- Ah... Amor, eu estou tão triste que prefiro ir sozinha.

Passa a Alegria que estava tão alegre que nem ouviu o Amor chamar por ela.

Já desesperado, achando que iria ficar só, o Amor começou a chorar.

Então passou um barquinho onde estava um velhinho e ele disse :

-- Sobe, Amor que eu te levo.

O Amor ficou tão radiante de felicidade, que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho.

Chegando ao morro onde estavam os sentimentos, o Amor perguntou a

Sabedoria :

-- Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe até aqui ?

-- O nome do velhinho é o Tempo.

-- O Tempo ? Mas porque só o Tempo me trouxe até aqui ?

PORQUE SÓ O TEMPO É CAPAZ DE AJUDAR E ENTENDER UM GRANDE AMOR.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Soldado

Esta historia é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa depois de ter lutado no Vietnã.

Ele ligou para seus pais em São Francisco :

-- Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a pedir.

Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo.

-- Claro, eles responderam, nos adoraríamos conhece-lo !!!!

-- Há algo que vocês precisam saber - contínuou o filho - ele foi terrivelmente ferido na luta; ele pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna.

Ele não tem nenhum lugar para ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco.

-- Eu sinto muito em ouvir isso filho, nos talvez possamos ajuda-lo a encontrar um lugar para ele morar.

-- Não, mamãe e papai, eu quero que ele venha morar conosco.

-- Filho, disse o pai, você não sabe o que esta pedindo.

Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós.

Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver.

Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz.

Ele encontrara uma maneira de viver por si mesmo.

Neste momento, o filho bateu o telefone.

Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele.

Alguns dias depois, no entanto, ele receberam um telefonema da policia de São Francisco.

O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio.

A policia acreditava em suicídio.

Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levado para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho.

Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam: o filho deles tinha apenas um braço e uma perna.

Os pais, nesta historia são como muitos de nos.

Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis.

De preferencia, ficamos longe destas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou espertas como nos somos.

Graças a DEUS, ha alguém que não nos trata desta maneira.

Alguém que nos ama com um amor incondicional, que nos acolhe dentro de uma só família.

Esta noite, antes de nos recolhermos, façamos uma pequena prece para que DEUS nos de a força que precisamos para aceitar as pessoas como elas são, e ajudar a todos a compreender aqueles que são diferentes de nos.

Há um milagre chamado AMIZADE, que mora em nosso coração.

Você não sabe como ele acontece ou quando surge.

Mas, você sabe que este sentimento especial aflora e você percebe que a Amizade e o presente mais precioso de Deus.

Amigos são como jóias raras.

Eles fazem você sorrir e lhe encorajam para o sucesso.

Eles nos emprestam um ouvido, compartilham uma palavra de incentivo e estão sempre com o coração aberto para nós.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Último Dia de Vida

Naquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco.

Estava cansado porque na noite anterior fora deitar muito tarde.

Também não havia dormido bem.

Tinha tido um sono agitado.

Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.

Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente.

Não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas.

Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam da lâmina de barbear. "A vida é uma seqüência de dias vazios que precisamos preencher", pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo.

Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem convicção.

Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida.

Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento.

Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos.

Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava ? Isso não bastava ?

Claro que não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo.

Deu a partida e acelerou.

Ligou o rádio, que tocava uma canção antiga do Roberto Carlos, "detalhes tão pequenos de nós dois..."

Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida.

Anos atrás, gostava de assistir ao programa de Roberto Carlos nas tardes de domingo.

Mas isso fazia parte de outra época, quando podia se divertir mais.

Pegou o telefone celular e ligou para sua filha.

Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos.

Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar.

Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa.

Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível.

Quem sabe no próximo final de semana ?

Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço.

Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível.

Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas.

A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.

No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretária trazer um sanduíche e um refrigerante diet.

O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte.

Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde.

Nem observou que tipo de lanche estava mastigando.

Enquanto engolia relacionava os telefones que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou.

Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up.

Mas ele logo concluiu que era um mal-estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar.

Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou à sua mesa. "A vida continua", pensou.

Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir.

Nem tudo saía como ele queria.

Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido.

Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados.

Será que o gerente não conseguia entender isso ?

Saiu para a reunião já meio atrasado.

Não esperou o elevador.

Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus.

Parecia que a garagem estava a quilômetros de distância, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio.

Entrou no carro, deu partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal-estar.

Agora havia uma dor forte no peito.

O ar começou a faltar... a dor foi aumentando... o carro desapareceu... os outros carros também...

Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem.

Era como se o videocassete estivesse rodando em câmara lenta.

Quadro a quadro, ele via esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas que mais gostava.

Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto ?

O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã?

Por que não foi pescar com os amigos no último feriado ?

A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento.

Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.

Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas.

Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto... queria... queria... mas não deu tempo...

Para entender o valor de um ano: pergunte a um estudante que não passou nos exames finais.

Para entender o valor de um mês: pergunte a uma mãe que teve um filho prematuro.

Para entender o valor de uma semana: pergunte ao editor de uma revista semanal.

Para entender o valor de uma hora: pergunte aos apaixonados que estão esperando o momento do encontro.

Para entender o valor de um minuto: pergunte a uma pessoa que perdeu o trem, ônibus ou avião.

Para entender o valor de um segundo: pergunte a uma pessoa que sobreviveu a um acidente.

Para entender o valor de um milisegundo: pergunte a uma pessoa que ganhou uma medalha de prata nas Olimpíadas.

O tempo não espera por ninguém.

Valorize cada momento de sua vida.

Você irá apreciá-los ainda mais se puder dividí-los com alguém especial.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Alfinete e a Agulha (Ninguém é Melhor que Ninguém)

Conta-nos uma antiga parábola que, certo dia, um alfinete e uma agulha encontraram-se numa cesta de costuras.

Estando os dois desocupados, começaram a discutir, porque cada um se considerava melhor e mais importante do que o outro:

— "Afinal, qual é mesmo a sua utilidade ?" disse o alfinete para a agulha. "E como pensa você vencer na vida se não tem cabeça ?"

— "A sua crítica não tem a menor procedência" respondeu a agulha rispidamente. "Responda-me agora: de que te serve a cabeça se não tem olho ? Não é mais importante poder ver ?"

— "Ora, e de que lhe vale seu olho se há sempre um fio impedindo a sua visão ?" retrucou o alfinete.

— "Pois fique sabendo que mesmo tendo um fio atravessando o meu olho, eu ainda posso fazer muito mais do que você."

Enquanto se ocupavam nessa discussão, uma senhora pegou a cesta de costura, desejando coser um pequeno rasgo no tapete.

Enfiou a agulha com linha bem resistente e se pôs a costurar o mais rápido que pôde.

De repente a linha emaranhou-se, formando uma laçada que dificultou o acabamento da costura.

Apressada, a mulher deu um puxão violento que rompeu o olho da agulha.

Tendo que ultimar aquele trabalho, ela amarrou a linha na cabeça do alfinete e conseguiu dar os pontos finais; mas na hora de arrematar, a cabeça do alfinete se desprendeu.

Impaciente com tudo, jogou a agulha e o alfinete na cesta e saiu resmungando.

Ambos estavam enganados: o alfinete e a agulha ! Nenhum dos dois era insubstituível.

Nenhum dos dois era perfeito.

Nenhum dos dois era tão versátil que pudesse julgar-se com o direito de se considerar melhor do que o outro.

"Porque também o corpo não é um membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixará de ser do corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti."

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

As Bananas

Um amigo do viajante resolveu passar algumas semanas num mosteiro do Nepal.

Certa tarde, entrou num dos muitos templos do mosteiro, e encontrou um monge, sorrindo, sentado no altar.

— Por que o senhor sorri ? - perguntou ao monge.

— Porque entendo o significado das bananas - disse o monge, abrindo a bolsa que carregava, e tirando uma banana podre de dentro.

— Esta é a vida que passou e não foi aproveitada no momento certo, agora é tarde demais.

Em seguida, tirou da bolsa uma banana ainda verde.

Mostrou-a e tornou a guardá-la.

— Esta é a vida que ainda não aconteceu, é preciso esperar o momento certo - disse.

Finalmente, tirou uma banana madura, descascou-a, e dividiu-a com meu amigo, dizendo :

— Este é o momento presente.

Saiba vivê-lo sem medo.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Burro

No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de um famoso palácio real, um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das pilhérias dos companheiros de apartamento.

Reparando-lhe o pêlo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se formoso cavalo árabe que se fizera detentor de muitos prêmios, e disse, orgulhoso:

— Triste sina a que recebeste! Não invejas minha posição em corridas?

Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!

— Pudera! - exclamou um potro de fina origem inglesa: como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?

O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente.

Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:

— Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos do bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.

Nisto, admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade:

— Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil, não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas se me constrangem a ultrapassar as obrigações, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.

As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o recinto, em companhia do chefe das cavalariças.

— Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade, informou o monarca, um animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.

O empregado perguntou:

— Não prefere o árabe, Majestade?

— Não, não - falou o soberano, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.

— Não quer o potro inglês?

— De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.

— Não deseja o húngaro?

— Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.

— O jumento espanhol serviria? - insistiu o servidor atencioso.

— De maneira nenhuma. É manhoso e não merece confiança.

Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:

— Onde está meu burro de carga?

O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais.

O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou ajaezá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho ainda criança, para longa viajem.

E ficou tranqüilo, sabendo que poderia colocar toda a sua confiança naquele animal...

Assim também acontece na vida.

Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a servir, sem pensar em si mesmos.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Eco da Vida

Um pequeno garoto e seu Pai caminhavam pelas montanhas.

De repente o garoto cai, se machuca e grita :

— Aai !!!

Para sua surpresa escuta a voz se repetir, em algum lugar da montanha:

— Aai !!!

Curioso, pergunta : - Quem é você ?

Recebe como resposta : - Quem é você ?

Contrariado, grita : - Seu covarde !!!

Escuta como resposta : - Seu covarde !!!

Olha para o pai e pergunta aflito : - O que é isso ?

O Pai sorri e fala : - Meu filho, preste atenção !!!

Então o pai grita em direção a montanha : - Eu admiro você!

A voz responde : - Eu admiro você!

De novo o homem grita : - Você é um campeão !

A voz responde : - Você é um campeão !

O garoto fica espantado sem entender nada.

Então o pai explica :

As pessoas chamam isso de ECO, mas na verdade isso é a VIDA.

Ela lhe dá de volta tudo o que você diz ou faz.

Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações.

Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela.

SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA;

SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO !!!

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Árvore dos Desejos

Uma vez um homem estava viajando e, acidentalmente, entrou no paraíso.

E no conceito indiano de paraíso existem árvores-dos-desejos.

Você simplesmente senta debaixo delas, deseja qualquer coisa e imediatamente seu desejo é realizado - não há intervalo entre o desejo e sua realização.

O homem estava cansado e pegou no sono sob a árvore-dos-desejos.

Quando despertou, estava com muita fome, então disse :

-- Estou com tanta fome, desejaria poder conseguir alguma comida de algum lugar.

E imediatamente apareceu comida vinda do nada - simplesmente uma deliciosa comida flutuando no ar.

Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde a comida viera -quando se está com fome, não se é filósofo.

Começou a comer imediatamente, a comida era tão deliciosa...

Depois, a fome tendo desaparecido, olhou à sua volta.

Agora estava satisfeito.

Outro pensamento surgiu em sua mente :

-- Se ao menos pudesse conseguir algo para beber...

E imediatamente apareceu um excelente vinho.

Bebendo o vinho relaxadamente na brisa fresca do paraiso, sob a sombra da árvore, comecou a pensar :

-- O que está acontecendo ? O que está havendo ? Estou sonhando ou existem espíritos ao redor que estão fazendo truques comigo ?

E espíritos apareceram.

E eram ferozes, horríveis, nauseantes.

Ele começou a tremer e um pensamento surgiu em sua mente :

-- Agora vou ser assassinado, com certeza...!!

E ELE FOI ASSASSINADO.

Esta é uma antiga parábola e de imenso significado.

Sua mente é a árvore-dos-desejos - o que você pensa, mais cedo ou mais tarde, se realiza. Às vezes, o intervalo é tão grande que você se esquece completamente que, de alguma maneira, "desejou" aquilo; então não faz a ligação com a fonte.

Mas se olhar profundamente, perceberá que todos os seus pensamentos, com medos/receios, estão criando você e sua vida.

Eles criam seu inferno ou criam seu paraíso.

Criam seu tormento ou criam sua alegria.

Eles criam o negativo ou criam o positivo...

Todos aqui são mágicos.

E todos estão fiando e tecendo um mundo mágico a seu redor... e aí são apanhados.

A própria aranha é pega em sua própria teia.

Ninguém o está torturando... a não ser você mesmo.

E uma vez que isso seja compreendido, mudanças começam a acontecer.

Então você pode dar a volta, pode mudar seu inferno em paraíso. É simplesmente uma questão de pintá-lo a partir de um ângulo diferente...

A responsabilidade é toda sua.

Seu "paraíso" depende de VOCÊ.

Tenha sempre, muito cuidado com aquilo que deseja,..talvez ele se torne realidade....

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Verdade

Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.

Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.

— Que desgraça, senhor! - exclamou o sábio.

Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade !

— Mas que insolente, gritou o sultão. Como se atreve a dizer tal coisa?!

E ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.

Mandou também que chamassem outro sábio, para interpretar o mesmo sonho.

E o outro sábio disse :

— Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!!! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!

A fisionomia do sultão iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio.

Quando este saía do palácio um cortesão perguntou :

— Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto ele levou chicotadas e você moedas de ouro !

Lembre-se sempre, amigo - respondeu o sábio- tudo depende da maneira de dizer as coisas.

E esse é um dos grandes desafios da humanidade. É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra.

A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz toda a diferença.

A verdade deve ser comparada a uma pedra preciosa.

Se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta.

Mas se a envolvemos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Zé Alegria

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados.

Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições.

Todos que viviam ali trabalhavam na roça do Sinhozinho João, um homem rico e poderoso, que, dono de muitas terras, exigia que todos trabalhassem duro, pagando muito pouco por isso.

Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé Alegria.

Era um jovem agricultor em busca de trabalho.

Recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.

O jovem vendo aquela casa suja e largada, resolveu dar-lhe vida nova.

Pegou uma parte de suas economias, foi até a cidade e comprou algumas latas de tinta.

Chegando à sua casa, cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de colocar flores nos vasos.

Aquela casa limpa e arrumada chamava à atenção de todos que passavam.

O jovem sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, era por isso que tinha esse apelido.

Os outros trabalhadores lhe perguntavam:

— Como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos ?

O jovem olhou bem para os amigos e disse: -Bem, este trabalho, hoje é tudo que eu tenho.

Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele.

Quando aceitei este trabalho, sabia de suas limitações.

Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando.

Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.

Os outros olharam admirados. "Como ele podia pensar assim?"

Afinal, acreditavam ser vítimas das circunstâncias abandonados pelo destino...

O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou à atenção de Sinhozinho, que passou a observar à distância os passos dele.

Um dia Sinhozinho pensou:

— Alguém que cuida com tanto cuidado e carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.

Ele é o único aqui que pensa como eu.

Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.

Sinhozinho foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem um emprego de administrador da fazenda.

O rapaz prontamente aceitou.

Seus amigos agricultores novamente foram perguntar-lhe:

— O que faz algumas pessoas serem bem sucedidas e outras não ?

E ouviram, com atenção, a resposta:

— Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que:

Não existe realidade, existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Velho Problema das Drogas

Recentemente a Rádio Bandeirantes levou ao ar uma série de reportagens sobre o velho problema das drogas.

Vários profissionais da área foram ouvidos e, infelizmente, pelas considerações feitas, ficou entendido que grande parte da responsabilidade pelo uso de drogas na adolescência, recai sobre os ombros dos pais.

O que geralmente acontece, é que os pais não observam algumas noções básicas para se formar um indivíduo consciente das suas responsabilidades e resistente ao apelo das drogas.

Pensando em fazer o melhor, os pais começam por isentar os filhos de qualquer obrigação.

Para poupá-los, executam as tarefas que lhes dizem respeito.

Quando os filhos são pequenos os pais se desdobram para fazer tudo, providenciar tudo para que nada lhes falte e para que não tenham que enfrentar frustrações nem quaisquer dificuldades.

Se pudessem, os pais os poupariam até mesmo das enfermidades, dos pequenos tombos, das dores, dos arranhões...

Quando a criança começa sua jornada na escola, os pais as acompanham e carregam a sua mochila e, alguns, até fazem as lições de casa para poupar possíveis reprimendas de seus mestres.

E assim a criança vai crescendo num mundo de ilusões, pois essa não é a realidade que terão que enfrentar logo mais, quando tiverem que caminhar com as próprias pernas.

Imaginemos alguém que nunca teve oportunidade de dar alguns passos, que sempre foi carregado no colo, que forças terá para se manter de pé?

É evidente que essa criança, quando chegar na adolescência, não terá estrutura nenhuma.

Diante da primeira dificuldade ficará vulnerável como uma flor de estufa aos primeiros golpes do vento.

Ela não aprendeu a suportar frustrações, pois os pais as evitaram o quanto puderam. Ela nunca teve nenhuma responsabilidade a lhe pesar sobre os ombros.

Jamais sofreu uma decepção e sempre teve a razão a seu favor, até mesmo nas pequenas rixas com os amiguinhos da infância.

Crianças criadas assim, não estão preparadas para pensar, nem para sair de dificuldades, nem para resolver problemas. Sempre esperam que alguém resolva tudo por elas, pois essa foi a lição que receberam dos pais ou responsáveis.

Mas, afinal de contas, quem é que pode passar pelo mundo isento de dificuldades?

Isso é impossível, em se tratando do nosso mundo.

E o problema está justamente quando a criança, agora adolescente, sofre seu primeiro solavanco, que pode até não ser tão grave, mas é suficiente para abalar sua estrutura frágil, agora longe do olhar vigilante dos pais.

Psicólogos e psiquiatras, entre outros profissionais que se pronunciaram na referida reportagem, aconselham que os pais evitem que seus filhos venham a usar drogas, dando-lhes uma educação consciente, que prepara o indivíduo para viver no mundo real e não num mundo ilusório por eles idealizado.

É preciso que os pais repensem essa forma de amor sem raciocínio, esse amor permissivo, bajulador e sem consistência. É preciso permitir que os filhos andem com as próprias pernas, amparando-os sempre, mas deixando-os fortalecer os próprios "músculos".

É preciso deixá-los enfrentar pequenas frustrações, como não ganhar o brinquedo igual ao do filho do vizinho, por exemplo. Como não ganhar o álbum de figurinhas que todos os colegas da escola têm.

Educar é a arte de formar os caracteres do educando, e não de deformar.

Assim, se você é pai ou mãe e tem interesse em manter seu filho longe das drogas, pense com carinho a respeito das recomendações que lhe chegam.

E, acima de tudo, doe muito amor e atenção aos seus pequenos, pois quem ama, verdadeiramente, ensina a viver e não faz sombra para impedir o crescimento dos seus amores.

...............................

Se você quer que seu filho tenha os pés no chão, coloque responsabilidades sobre seus ombros.

Se você quer que seu filho resista aos vendavais da existência e ao convite mortal das drogas, permita que ele firme suas raízes bem fundo, mesmo que para isso tenha que se dobrar de vez em quando, como faz a pequena árvore enquanto seu tronco está em formação.

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Irmão Especial

Um amigo meu chamado Paul ganhou um automóvel de presente de seu irmão no Natal.

Na noite de Natal, quando Paul saiu de seu escritório, um menino de rua estava andando em volta do reluzente carro novo, admirando-o.

-- Este carro é seu, senhor ? - ele perguntou.

Paul assentiu.

-- Meu irmão me deu de Natal.

O garoto ficou boquiaberto.

-- Quer dizer que foi um presente de seu irmão e não lhe custou nada?

-- Rapaz, quem me dera... - hesitou ele. É claro que Paul sabia o que ele ia desejar.

Ele ia desejar ter um irmão como aquele.

Mas o que o garoto disse chocou Paul tão completamente que o desarmou.

-- Quem me dera - continuou o garoto - ser um irmão como esse.

Paul olhou o garoto com espanto, e então, impulsivamente, acrescentou:

-- Você gostaria de dar uma volta no meu automóvel?

-- Oh, sim, eu adoraria.

Depois de uma voltinha, o garoto virou-se e, com os olhos incandescentes, disse:

-- O senhor se importaria de passar em frente a minha casa ?

Paul deu um leve sorriso.

Pensou que soubesse o que o rapaz queria.

Ele queria mostrar para os vizinhos que podia chegar em casa num carrão.

Mas Paul estava novamente enganado.

-- Pode parar em frente aqueles dois degraus ? perguntou o garoto.

Ele subiu correndo os degraus.

Então, passados alguns momentos, Paul ouviu-o retornar, mas ele não vinha depressa.

Carregava seu irmãozinho paralítico.

Sentou-o no degrau inferior e depois de fortemente abraça-lo apontou o carro:

-- Ai está ele, amigão, exatamente como eu te contei lá em cima.

O irmão deu o carro a ele de presente de Natal e não lhe custou nem um centavo.

E algum dia eu vou te dar um igualzinho... então você poderá ver com seus próprios olhos, nas vitrines de Natal, todas as coisas bonitas sobre as quais eu venho tentando lhe contar.

Paul saiu do carro e colocou o rapaz no banco da frente.

O irmão mais velho, com os olhos brilhando, entrou atrás dele e os três deram uma volta comemorativa.

Naquela noite, Paul aprendeu que a felicidade maior sentimos quando a proporcionamos a alguém.

Que hoje seja um dia muito especial pra você!

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Se Podes Imaginar, Podes Conseguir...

Autor : Albert Einsten

Certa lenda conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado.

Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação.

De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água.

A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar seu amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:

— Como você fez? É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!

Nesse instante apareceu um ancião e disse:

— Eu sei como ele conseguiu.

Todos perguntaram: -- Como ?

O ancião respondeu:

— Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não poderia fazer...

"Se Podes Imaginar, Podes Conseguir"

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Desperdício da Vida

Carlos Drummond de Andrade

Cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

Céu & Inferno

Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o céu e o inferno.

Foram primeiro ao inferno.

Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas.

Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca.

O sofrimento era grande.

Em seguida, deus levou o homem para conhecer o céu.

Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido.

A diferença é que todos estavam saciados.

Não havia fome, nem sofrimento.

"Eu não compreendo", disse o homem a Deus, "por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?"

Deus sorriu e respondeu:

"Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comidas uns aos outros."

Moral: temos três situações que merecem profunda reflexão:

Egoísmo: as pessoas no "inferno" estavam altamente preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação;

Criatividade: como todos estavam querendo se safar da situação caótica que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema;

Equipe: se tivesse havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.

Conclusão: dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras. O espírito de equipe é essencial para o alcance do sucesso. Uma equipe participativa, homogênea, coesa, vale mais do que um batalhão de pessoas com posicionamentos isolados.

Isso vale para qualquer área de sua vida, especialmente a profissional.

E, lembre sempre:

A alegria faz bem à saúde; estar sempre triste é morrer aos poucos.

Seja bom com os outros

Seja bom com os outros. A distância que você caminha na vida vai depender da sua ternura com os jovens, da sua compaixão com os idosos, sua compreensão com aqueles que lutam, da sua tolerância com os fracos e os fortes. Porque algum dia na vida você poderá ser um deles

George Washington Carver

Apenas compreenda!

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.

Ele se vira para o chinês e pergunta:

— Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?

E o chinês responde:

— Sim, quando o seu vier cheirar as flores!!!

RESPEITAR AS OPÇÕES DO OUTRO, EM QUALQUER ASPECTO, É UMA DAS MAIORES VIRTUDES QUE UM SER HUMANO PODE TER" "AS PESSOAS SÃO DIFERENTES, AGEM DIFERENTE, E PENSAM DIFERENTE. NUNCA JULGUE... APENAS COMPREENDA!!

Deixe a Raiva Secar !

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.

No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.

Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.

Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.

Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.

Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.

Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou :

Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo ?

Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.

Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.

Mas a mãe, com muito carinho ponderou :

Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa ?

Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.

Você lembra o que a vovó falou ?

Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro.

Depois ficava mais fácil limpar.

Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa.

Deixa a raiva secar primeiro.

Depois fica bem mais fácil resolver tudo.

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.

Logo depois alguém tocou a campainha.

Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.

Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando :

Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente ?

Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei.

Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.

Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você.

Espero que voce não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.

Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou.

E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Nunca tome qualquer atitude com raiva.

A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.

Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma situação difícil.

Lembre-se sempre : Deixe a raiva secar !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Fazer a Diferença

Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da quinta série primária e como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.

No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo.

A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.

Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.

A Sra. Teresa deixou a ficha de Ricardo por último.

Mas quando a leu foi grande a sua surpresa.

A professora do primeiro ano escolar de Ricardo havia anotado o seguinte : Ricardo é um menino brilhante e simpático.

Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos.

Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.

A professora do segundo ano escreveu :

Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe, que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos.

A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.

Da professora do terceiro ano constava a anotação seguinte :

A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo.

Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.

A professora do quarto ano escreveu :

Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos.

Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A Sra. Tereza se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada.

Sentiu-se ainda pior quando lembrou dos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de

Ricardo, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.

Lembra-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.

Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.

Naquela ocasião, Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume.

Lembrou-se ainda, que Ricardo lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.

Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Tereza chorou por longo tempo...

Em seguida, decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.

Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava.

E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava.

Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe.

Um ano mais tarde a Sra. Tereza recebeu uma notícia em que Ricardo lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.

Seis anos depois, recebeu outra carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera.

As notícias se repetiram até que um dia, ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.

Mas a história não terminou aqui.

A Sra. Tereza recebeu outra carta, em que Ricardo a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai.

Ela aceitou o convite e no dia do casamento, estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume.

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido :

— "Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença."

Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho :

— "Você está enganado ! Foi você quem me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci."

Mais do que ensinar a ler e escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.

Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor, mostrando que sempre é possível fazer a diferença...

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Empurrão...

A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho.

Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões.

Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair ?

Pensou ela. O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso.

Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes.

E se justamente agora isto não funcionar ?

Ela pensou.

Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento.

Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão.

A águia encheu-se de coragem.

Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida.

Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia.

O empurrão era o menor presente que ela podia oferecer-lhes.

Era seu supremo ato de amor.

Então, um a um, ela os precipitou para o abismo.

E eles voaram! Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia.

São elas que nos empurram para o abismo.

E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos" asas para voar."

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Relógio

O colégio onde eu estudava quando menina, costumava encerrar o ano letivo com um espetáculo teatral.

Eu adorava aquilo, porém nunca fora convidada para participar, o que me trazia uma secreta mágoa.

Quando fiz onze anos avisaram-me que, finalmente iria ter um papel para representar.

Fiquei felicíssima, mas esse estado de espírito durou pouco.

Escolheram uma colega minha para o desempenho principal.

A mim coube uma ponta de pouca importância.

Minha decepção foi imensa.

Voltei para casa em prantos.

Mamãe quis saber o que se passava e ouviu toda a minha história entre lágrimas e soluços.

Sem nada dizer ela foi buscar o bonito relógio de bolso de papai e colocou-o em minhas mãos, dizendo :

-- Que é isso que você está vendo ?

-- Um relógio de ouro com mostrador e ponteiros.

Em seguida mamãe abriu a parte traseira do relógio e repetiu a pergunta :

-- O que você está vendo ?

-- Ora mamãe, aí dentro parece haver centenas de rodinhas e parafusos.

Mamãe me surpreendia, pois aquilo nada tinha a ver com o motivo do meu aborrecimento.

Entretanto, calmamente ela prosseguiu :

-- Este relógio tão necessário ao seu pai e tão bonito seria absolutamente inútil se nele faltasse qualquer parte, mesmo a mais insignificante das rodinhas ou o menor dos parafusos.

Nós nos entrefitamos e no seu olhar calmo e amoroso, eu compreendi que sem que ela precisasse dizer mais nada.

Essa pequana lição tem me ajudado muito a ser mais feliz na vida, aprendi com a máquina daquele relógio quão essenciais são mesmo os deveres mais ingratos e difíceis, que nos cabem a todos.

Não importa que sejamos o mais ínfimo parafuso ou a mais ignorada rodinha, desde que o trabalho, em conjunto, seja para o bem de todos.

E percebi também que se o esforço tiver êxito o que menos importa são os aplausos exteriores.

O que vale mesmo é a paz de espírito do dever cumprido.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Milho Bom

Esta é a história de um fazendeiro que venceu o prêmio "milho-crescido".

Todo ano ele entrava com seu milho na feira e ganhava o maior prêmio.

Uma vez um repórter de jornal o entrevistou e aprendeu algo interessante sobre como ele cultivou o milho.

O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do milho dele com seus vizinhos.

-- Como pode você se dispor a compartilhar sua melhor semente de milho com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano? perguntou o repórter.

-- Por que? - disse o fazendeiro

-- Você não sabe? O vento apanha pólen do milho maduro e o leva através do vento de campo para campo. Se meu vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade de meu milho. Se eu for cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meu vizinhos a cultivar milho bom.

Ele era atento às conectividades da vida.

O milho dele não pode melhorar a menos que o milho do vizinho também melhore.

Assim é também em outras dimensões.

Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz.

Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem.

E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a achar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.

A lição para cada um de nós se formos cultivar milho bom, nós temos que ajudar nossos vizinhos a cultivar milho bom.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Que Conselho Você daria ?

Em uma Faculdade de medicina, certo professor propôs à classe a seguinte situação :

— Baseados nas circunstâncias que vou enumerar, que conselho dariam vocês a certa senhora, grávida do quinto filho ? O marido sofre de sífilis e ela de tuberculose. Seu primeiro filho nasceu cego. O segundo morreu. O terceiro nasceu surdo. O quarto é tuberculoso e ela está pensando seriamente em abortar a quinta gravidez. Que caminho aconselharia tomar?

Com base nestes fatos, a maioria dos alunos concordou em que o aborto seria a melhor alternativa.

O professor, então disse aos alunos:

— Os que disseram sim a idéia do aborto, saibam que acabaram de matar o grande compositor Ludwig Van Beethoven.

Grandes projetos, excelentes idéias, ás vezes são "abortadas " quando asa pessoas envolvidas se vêem diante de situações difíceis.

Tudo, para ser bem feito, leva tempo e exige perseverança, tenacidade e entusiasmo.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Cidade dos Resmungos

Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam.

No verão, resmungavam que estava muito quente.

No inverno, que estava muito frio.

Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair.

Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer.

Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos, os irmãos das irmãs.

Todos tinham um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa.

Um dia chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas.

Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou :

— Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras estão cobertas de florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos. Jamais vi um lugar abençoado por tantas conveniências e tamanha abundância. Por que tanta insatisfação? Aproximem-se, e eu lhes mostrarei o caminho para a felicidade.

Ora, a camisa do mascate estava rasgada e puída.

Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos.

As pessoas riram que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz.

Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e a esticou entre os dois postes na praça da cidade.

Então segurando o cesto diante de si, gritou :

— Povo desta cidade ! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto. Trocarei seus problemas por felicidade !

A multidão se aglomerou ao seu redor.

Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas.

Todo homem, mulher e criança da vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto.

Eles observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda.

Quando ele terminou, havia problemas tremulando em cada polegada da corda, de um extremo a outro.

Então ele disse :

— Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

Todos correram para examinar os problemas.

Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher o menor problema.

Depois de algum tempo a corda estava vazia.

Eis que cada um segurava o mesmíssimo problema que havia colocado no cesto.

Cada pessoa havia escolhido os seu próprio problema, julgando ser ele o menor da corda.

Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo.

E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou reclamar, pensava no mascate e na sua corda mágica.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Cenoura, Ovo ou Café

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela..

Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.

Estava cansada de lutar e combater.

Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.

Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele.

Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto.

Logo as panelas começaram a ferver.

Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café.

Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra..

A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.

Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.

Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela.

Retirou os ovos e os colocou em uma tigela.

Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.

Virando-se para ela, perguntou "Querida, o que você está vendo ?" "Cenouras, ovos e café," ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.

Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.

Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.

Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.

Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.

Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

Ela perguntou humildemente : "O que isto significa, pai ?"

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível.

Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis.

Sua casca fina havia protegido o líquido interior.

Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rigido.

O pó de café, contudo, era incomparável.

Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água. "Qual deles é você?" ele perguntou a sua filha. "Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde ? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?"

E você?

Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força ?

Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável ?

Você teria um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um divórcio ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro ?

Sua casca parece a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis ?

Ou será que você é como o pó de café ?

Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados.

Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.

Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.

Como você lida com a adversidade ?

Você é uma cenoura, um ovo ou café ?

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Verdade e a Parábola

A Verdade visitava os homens; sem roupas e sem adornos, tão nua quanto o seu nome.

E todos os que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo e ninguém lhe dava as boas vindas.

Assim a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.

Numa tarde, muito desolada e triste, encontrou a Parábola que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

— Verdade, porque estás tão abatida ? - perguntou a Parábola.

— Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto !

— Que disparate - riu a Parábola - não é por isso que os homens te evitam.

Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda a parte onde passava era bem vinda.

Então a Parábola falou :

— A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Quatro Esposas

Era uma vez um rei que tinha 4 esposas.

Ele amava a 4ª esposa demais e, por isso, vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras.

Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.

Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos.

Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.

Ele também amava sua 2ª esposa.

Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência.

Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela, para atravessar esses tempos de dificuldade.

A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito Rico e Poderoso, ele e o reino.

Mas ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.

Um dia o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo.

Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou :

— É.... agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, eu ficarei sozinho.....

Então ele perguntou a 4ª esposa :

— Eu te amei tanto, querida. A cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu a amava, cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho ?

— De jeito nenhum! respondeu a 4a esposa e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.

A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.

Tristemente, o rei então perguntou a 3ª esposa:

— Eu também a amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho ?

— Não !!, respondeu a 3ª esposa. A vida é boa demais !!!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo...

O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.

Ele perguntou, então, à 2ª esposa:

— Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia ?

— Sinto muito, mas desta vez, eu não posso fazer, o que você me pede ! Respondeu a 2ª esposa. O máximo que eu posso fazer é enterrar você.

Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei e ele ficou arrasado.

Então uma voz se fez ouvir:

— Eu partirei com você e o seguirei por onde for.

O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida.

Com o coração partido, o rei falou:

— Eu deveria ter cuidado muito melhor de você, enquanto eu ainda podia.

Na Verdade nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas.

Nossa 4ª esposa é o nosso corpo.

Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito ele nos deixará quando morrermos.

Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, a nossa riquezas.

Quando morremos, tudo isso vai para os outros.

Nossa 2ª esposa é nossa família e nossos amigos.

Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.

E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso ego.

Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa onde formos.

Então, Cultive... Fortaleça... Bendiga... Enobreça sua alma agora !! É o maior presente que você pode dar ao mundo...

Deixe-a Brilhar !!!

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Mulher

Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas Lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem . Não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual.... debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada.

Talmud

Mulheres Maduras

Maurício Cintrão

O tempo passa e as mulheres maduras continuam me encantando.

Aliás, o encantamento é cada vez maior.

Essa coisa de menininha bonitinha é para quem tem energia demais para desperdiçar.

Prefiro o manejo racional de recursos.

Mais do que isso, já estou na fase de pensar na preservação das minhas espécies em extinção.

Não sou a Mata Atlântica, e já não tenho aquela lenha toda.

Depois de uma certa idade, a gente deixa de lado o interesse superficial.

Beleza continua sendo fundamental. Mas precisa ter aquele olhar da experiência, da loba.

Precisa ter conteúdo.

E isso só o tempo traz. É por essas e por outras que sou mais a Ana Maria Braga do que a Daniella Cicarelli.

Eu sei, eu sei. Muitos dos meus amigos vão dizer que só falo isso porque estou longe das duas.

Porque, se pudesse escolher, eu preferiria a VJ modeladinha à apresentadora global.

Pois eu reafirmo a escolha.

Na emergência, é a categoria de quem já fez que conta.

Com o charme característico de quem já viveu do bom e do ruim. É uma escolha que não tem a ver apenas com a idade.

Tem a ver com a maneira de enxergar o mundo.

Prefiro a mulher deslumbrante à deslumbrada.

Aquela que define o parceiro pelo faro e não pelo marketing. Por exemplo, que prefira a mim e não ao Leonardo Di Caprio.

E eu tenho a certeza de que não estou sozinho nessa maneira de pensar.

Veja o Gianechinni, por exemplo. Com tanta gatinha dando em cima, ele preferiu a Gaby. Belíssima escolha, aliás.

Menino ajuizado e de bom gosto.

Porque, nesses casos, não é preciso perder tempo explicando nada.

A gente vai lá e ama o amor sem legenda, sem tecla SAP, sem dicionário.

O importante não é a roupa da moda, mas o beijo de entrega. Não interessam as bobaginhas de butique, mas a maneira de abraçar.

Um olhar vale mais do que mil conversas.

Uma conversa vale por uma noite de amor. É difícil de explicar essas sutilezas para a molecadinha.

Imaginem este dinossauro tentando dizer para a gatinha turbinada que é preciso criar um clima, ter luz difusa e muito beijo demorado.

Não funciona, nem fazendo desenhinho. É uma questão hormonal.

Você que é mais jovem, vai entender disso no futuro.

Mulher interessante tem que ter mais de 30, sem limite de idade para continuar em forma. É aquela tiazona de quem você ri agora. É riso histérico de novato diante de uma grande verdade da natureza.

Maurício Cintrão é jornalista e cronista

O Avô e os Lobos

Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça :

-- Deixe-me contar-lhe uma historia. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que 'aprontaram' tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos.

E ele continuou:

-- É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta. Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira ! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma ! Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito.

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou :

-- E qual deles vence, vovô ?

O avô sorriu e respondeu baixinho :

-- Aquele que eu alimento mais frequentemente. É difícil pensar em amar alguém que você não gosta, amar quem o prejudica ou alguém que o ofendeu. Mas por mais que tentemos, ou que queiramos, a verdade é que o ódio corrói nosso espírito, e somos os maiores prejudicados. Pense em como você pode amar a nosso semelhante, não importando o que ele fez, ou qualquer que tenha sido a atitude dele. Afinal, só o amor constrói.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Elegância

Toulouse Lautrec

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam. E quando falam, não ficam a julgar sentindo-se o "dono da verdade".

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Em pessoas que sabem que os mais velhos, muitas vezes, são rabujentos e mesmo assim o tratam com a deferência que merecem.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer...

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição....

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza; atitudes gentis falam mais que mil imagens...

Abrir a porta para alguém? É muito elegante.

Dar o lugar para alguém sentar? É muito elegante.

Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...

Oferecer ajuda? Muito elegante.

Olhar nos olhos ao conversar? Essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras". Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

Paciência

Teilhard de Chardin.

"Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Por muito pouco a madame que parece uma "lady", solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais", e o bem comportado executivo, "o cavalheiro", se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda tumultuar.

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça", aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio viraram novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela Internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos. Pobre de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para a espiritualidade, a paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém que você saiba que é "ansioso demais", onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você? Onde quer chegar? Está correndo tanto para que? Por quem? Seu coração vai agüentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire...Acalme-se... O mundo está apenas na sua primeira volta e com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência".

"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL... SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...".

Viver Como as Flores

— Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.

— Pois viva como as flores, advertiu o mestre!

— Como é viver como as flores, perguntou o discípulo?

— Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.

Lembre-se: Não se aborrecer é uma questão de treino, pois os motivos sempre existirão!

A Alma dos Diferentes

Artur da Távola

Ahhhh, o diferente.... esse ser especial!... Diferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos, em hora, momento e lugar errados para os outros, Que riem de inveja de não serem assim, E de medo de não aguentar, caso um dia venham a ser.

O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição. O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas.

Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias adiadas; esperanças mortas.

Um diferente medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente que não vingou. Os diferentes muito inteligentes, percebem porque os outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro.

Diferente que se preza entende o porquê de quem o agride. Se o diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade. O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores.

O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual, a inveja do comum, o ódio do mediano. O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.

O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais, de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos, por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada em: "Puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um estilo próprio em: "Você não está vendo como todo mundo faz?"

O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.

Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno, agridem e gargalham. É o que engorda mais um pouco; chora onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam. Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria onde o hábito rotiniza. Sofre onde os outros ganham.

Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita empregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar.

Ele aprendeu a superar riso, deboche, escárnio , e consciência dolorosa de que a média é má porque é igual.

Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados, magros demais, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba.

Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos capazes de os sentir e entender. Nossas são moradas são tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes.

Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.

Amanhecer...

Chico Xavier

Quero nascer de novo cada dia que nasce. Quero ser outra vez novo, puro, cristalino.

Quero lavar-me, cada manhã, do homem velho, da poeira velha, das palavras gastas, dos gestos rituais.

Quero reviver a primeira manhã da criação, o primeiro abrir dos olhos para a vida.

Quero que cada manhã, a alma desabroche do sono como a rosa do botão, e surja, como a aurora do oceano, ao sorriso dos teus lábios, ao gesto de tua mão.

Quero me engrinaldar para a festa renovada com que cada dia nos convidas e desdobrar as asas como a águia em demanda do sol.

Quero crer, a cada nova aurora, que esta é a definitiva, a do encontro com a felicidade, a da permanência assegurada, a de teu sim definitivo.

Três Sapos

Se existem três sapos numa folha, e um deles decide pular da folha para a água, quantos sapos restam na folha? Resposta certa: três sapos!

Porque o sapo apenas decidiu pular mas ele não fez isso.

Às vezes, a gente não se parece com o sapo?

Quando decidimos fazer isso, fazer aquilo e no final não fazemos nada?

Na vida temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis, outras difíceis.

Rir é correr o risco de parecer tolo.

Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento.

Expor as idéias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.

Amar é correr o risco de não ser amado.

Viver é correr o risco de morrer.

Ter esperança é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de falhar.

Os riscos precisam ser enfrentados porque o maior fracasso na vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, é nada... Ela pode evitar o sofrimento e a dor mas não aprende, não sente, não muda, não cresce, não vive. É uma escrava que teme a liberdade.

Apenas quem arrisca é livre.

As coisas bonitas na vida

Há coisas bonitas na vida! Sim... Mas, bonitas são as coisas vindas do interior de cada um, as palavras simples, sinceras e significativas.

Bonito é o sorriso que vem de dentro, o brilho dos olhos, o beijo soprado...

Bonito é o dia de sol depois da noite chuvosa ou as noites enluaradas de verão em que quase todos passeiam...

Bonito é procurar estrelas no céu e dar de presente ao amigo, amiga, namorado, neto...

Bonito é achar a poesia do vento, das flores, do mato, dos animais e das crianças.

Bonito é chorar quando sentir vontade e deixar as lágrimas rolarem sem vergonha ou medo de crítica.

Bonito é gostar da vida e se deixar viver de um sonho.

Bonito é ver a realidade da vida, sem nunca ser extremista, e acreditar na beleza de todas as coisas.

Bonito é a gente continuar sendo gente com G maiúsculo em qualquer situação, principalmente nos momentos de dificuldade.

Bonito é você ser você... nesta bonita vida...!!!

Descubra o Amor

Mahatma Gandhi

  Pegue um sorriso
  e doe-o a quem jamais o teve.
  
  Pegue um raio de sol
  e faça-o voar lá onde reina a noite.
  
  Descubra uma fonte
  e faça banhar-se quem vive no lodo.
  
  Pegue uma lágrima
  e ponha-a no rosto de quem jamais chorou.
  
  Pegue a coragem
  e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar.
  
  Descubra a vida
  e narre-a  quem não sabe entendê-la.
  
  Pegue a esperança
  e viva na sua luz.
  
  Pegue a bondade
  e doe-a a quem não sabe doar.
  
  Descubra o amor
  e faça-o conhecer o mundo.

Um dia o Rei teve uma idéia.

Marina Colasanti

Era a primeira da vida toda, e tão maravilhado ficou com aquela idéia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim, correu com Ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos, encontrando-a sempre com igual alegria, linda idéia dele toda azul.

Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.

Foi acordar tateando a coroa e procurando a idéia, para perceber o perigo. Sozinha no seu sono, solta e tão bonita, a idéia poderia ter chamado a atenção de alguém.

Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma idéia: Quem jamais saberia que já tinha dono?

Com a idéia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo. Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou salões, Desceu escadas, subiu degraus, até Chegar ao Corredor das Salas do Tempo.

Portas fechadas, e o silêncio.

Que sala escolher?

Diante de cada porta o Rei parava, pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono.

Abriu. Na sala acolchoada os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se embaraçava em gazes, cortinas e véus pendurados como teias.

Sala de quase escuro, sempre igual. O Rei deitou a idéia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou a porta.

A chave prendeu no pescoço em grossa corrente. E nunca mais mexeu nela.

O tempo correu seus anos. Idéias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos reais Que mentiam a verdade. Apenas, sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade de brincar nos jardins.

Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-lhe que já podia descansar, e o libertaram do manto.

Posta a coroa sobre a almofada, o Rei logo levou a mão à corrente.

— Ninguém mais se ocupa de mim - dizia atravessando salões e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo - ninguém mais me olha. Agora posso buscar minha Linda idéia e guardá-la só para mim.

Abriu a porta, levantou o cortinado.

Na cama de marfim, a idéia dormia azul como naquele dia.

Como naquele dia, jovem, tão jovem, uma idéia menina. E linda. Mas o Rei não era mais o Rei daquele dia.

Entre ele e a idéia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na idéia a mesma graça. Brincar não queria, nem Rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.

Sentado na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha guardado para a maior tristeza.

Depois baixou o cortinado, e deixando a idéia adormecida, fechou para sempre a porta.

A vida não é medida

  A vida não é medida
  pelo número de vêzes
  que você respirou,
  mas pelos momentos
  em que você perdeu o fôlego...
  de amor...,
  de tanto rir...,
  de surpresa...,
  de êxtase...
  e, enfim,
  de felicidade!"

A Coruja e a Águia

Conta uma fábula portuguesa que a coruja encontrou a águia, e disse-lhe:

-- O águia, se vires uns passarinhos muito lindos em um ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá não os coma, que são os meus filhos!

A águia prometeu-lhe que não os comeria; foi voando e encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos filhotes. Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita:

-- O águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-nos todos!

Diz a águia:

-- Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos entendi que não eram esses.

-- Pois eram esses mesmos, disse a coruja.

-- Pois então queixa-te de ti, que é que me enganaste com a tua cegueira.

Essa fábula é atribuída ao surgimento da expressão "mãe coruja "pois aos olhos das mães os filhos são sempre perfeitos e lindos, o coração de uma mãe é o lugar mais seguro do mundo e se precisar até sangra por um filho.

Existe um provérbio Iídiche (Israel) que diz: "Deus sabia que não poderia estar em todos os lugares, então criou as mães.", o provérbio significa que o amor de Deus se manifesta através do amor materno e a dimensão que representa ser mãe é algo tão grandioso que nós como filhos só entendemos o dia em que nos tornamos pais.

Assim hoje quando olho para trás e vejo os erros que cometi posso também ouvir a voz da minha mãe me falando para não fazer ou então para fazer, se ao menos eu tivesse ouvido algumas de suas palavras poderia ter evitado muito dos erros que cometi, mas na época não queria escutar e não tinha a consciência do poder que tinham essas palavras sobre a minha vida.

O lado bom de tudo isso é saber que os erros também são necessários para o nosso crescimento e que muitas vezes a voz da minha mãe se calou, pois sabia que o silêncio também é necessário, pois sabia que muitas vezes é errando que se aprende a acertar, que é chorando que se aprende a sorrir, que é perdendo que se aprende a vencer, que é caindo que se aprende a levantar.

A voz suave da minha mãe que me ninava com suas canções que vinham do coração, a voz firme da minha mãe que brigava comigo porque queria me ver na linha e no caminho certo, a voz carinhosa da minha mãe me dando os melhores conselhos que alguém já me deu, o silêncio de quando ela não estava por perto e tudo que eu mais queria era ouvir novamente a sua voz.

Mãe foi com você que eu aprendi a viver e amar e tudo que eu tenho de melhor em mim é graças a sua dedicação, carinho e amor, mãe obrigado por ter sido o que você sempre foi para mim, uma mãe(não existe outra palavra no universo para descrever), obrigado por me fazer sorrir e chorar, por me fazer crescer e me encontrar.

Sabe qual é a coisa que pode ser uma das mais tristes do mundo?

Uma mãe chorando pelo destino de seus filhos.

E uma das mais belas?

A imensa gratidão que habita o coração de um filho pelo amor de sua mãe.

Por toda a minha vida a sua voz e as suas palavras vão fazer eco na minha consciência e calaram fundo para sempre na minha alma e em todo meu coração.

E quando meus dias na terra acabarem e o meu último pensamento passar pela minha cabeça será em você que irei pensar mãe.

A Deusa do Sal

Conta uma lenda que em uma ilha longínqua vivia uma solitária deusa de sal. Ela era apaixonada pelo mar.

Passava dias, noites, horas na praia observando o balanço de suas ondas, sua Beleza, seu mistério, sua magnitude. Um desejo enorme começou a apossar-se do seu coração: experimentar toda Aquela beleza.

Esse desejo foi aumentando até que um dia a deusa resolveu entrar no mar. Logo que ela colocou os pés no mar, eles sumiram, derreteram-se. Encantada com ele, ela seguiu em frente e suas pernas e coxas desapareceram.

A deusa, entretanto, seguiu adiante, sentindo partes do seu corpo Derretendo-se, até ficar apenas com o rosto do lado de fora.

Uma estrela que observava tudo falou:

— Linda deusa, você vai desaparecer por completo. Daqui a pouco você não mais Existirá.

A água do mar desfazia o rosto da deusa, mas ela respondeu fazendo um esforço:

— Continuarei existindo, porque agora eu sou o mar também.

Para conhecer e experimentar é preciso permitir-se, ir em frente.

Quando isto acontece, a mudança se dá, mudamos.

A deusa mudou transformando-se em mar, fazendo parte dele, passou a ser o mar Que ela tanto admirava da praia.

O mar por sua vez, também se transformou, porque foi salgado pela deusa. Ambos experimentaram a mudança: a deusa e o mar.

desconheço a autoria

O Minuto

  O minuto que você está vivendo agora,
  é o minuto mais importante de sua vida,
  onde quer que você esteja.
  
  Preste atenção ao que está fazendo.
  
  O ontem já lhe fugiu das mãos.
  
  O amanhã ainda não chegou.
  
  Viva o momento presente, porque dele depende todo o seu futuro.
  
  Procure aproveitar ao máximo o momento que está vivendo, tirando todas
  as vantagens que puder, para seu aperfeiçoamento.
  

desconheço a autoria

A pior coisa

Amyr Klink

A pior coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa não é quando seu projeto não dá certo, seu plano de ação não funciona ou quando a sua viagem termina no lugar errado.

O pior é não começar. Esse é o maior naufrágio.

Oração da melhor idade

Senhor, ensina-me a envelhecer!

Convence-me que o mundo não me fará nenhum agravo.

Se me vai tirando as responsabilidades, se não pede mais a minha opinião, escolhem-se outros para ocuparem o meu lugar, tira-me o orgulho da experiência acumulada e de me julgar insubstituível.

Que eu saiba ver com desprendimento, apenas a lei do tempo.

Que descubra nesta transferência de encargos, a renovação de tudo ao meu redor, sob o impulso da Tua "providência".

Faze Senhor, com que eu consiga ser ainda útil nesta Terra, contribuindo com o otimismo e a oração, para a alegria e coragem de quem recebe as responsabilidades.

Que eu viva sem perder o contato humilde e sereno com o mundo da transformação.

Que eu consiga entender a modernização dos tempos.

Que não me lamente do passado, nem do presente, e que não veja no futuro, o vazio.

Que eu saiba fazer dos meus sofrimentos, um instrumento de reparação para as injustiças.

Que o meu afastamento do trabalho produtivo seja tão simples e natural, e que a velhice advenha como um sereno, feliz e luminoso por do sol, com os coloridos dourados e a esperança de ver nascer o próximo dia.

desconheço a autoria

Oração de uma camponesa de Madagascar

  Senhor, dono das panelas e marmitas,
  não posso ser a santa que medita aos Vossos pés.
  Não sei bordar toalhas para o Vosso Altar.
  Então, que eu seja a santa ao pé do meu fogão.
  Que o Vosso amor, acenda a chama que eu acendi
  pela manhã, e me faça calar a vontade de gemer,
  às vezes a minha tristeza.
  Que eu tenha as mãos de Marta,
  mas quero ter também as mãos de Maria.
  Quando eu lavar o chão, lavai,
  Senhor, os meus pecados.
  Quando eu puser na mesa a comida,
  comei também.
  Senhor, junto conosco.
  É ao meu Senhor que eu sirvo,
  servindo as minhas crianças.

Extraído da página 107 do livro "Corações em Luz" de Régis de Morais, Centro Espírita Allan Kardec, Departamento Editorial, Campinas- 1ª Edição- 2003

O Rio que não Gostava de Mudar

Ricardo kelmer

Movimento significa contínua transformação, mudança, aprendizado. Significa evolução. Isso nos faz lembrar da historinha sobre o sentido da vida.

Ela diz que somos todos como o rio que vai descendo, procurando o melhor caminho. Podemos nos enganar muitas vezes mas isso fará parte do aprendizado e não da derrota. Podemos cansar de tudo e, deprimidos, querermos até desistir.

Então, parados, transformamo-nos em lagos, para assim podermos provar a nós mesmos que estamos sozinhos e que o universo ao redor, com sua mania de movimento e transformação, não nos diz respeito e tudo que se dane.

No entanto, começa a cair uma chuvinha irritante que termina nos fazendo transbordar e lá vai o rio descendo novamente, seguindo caminho, inapelavelmente.

O rio, então, muda-se para um lugar onde não chove e ele possa continuar sua reclusão em paz, onde ele possa sofrer sozinho sem ninguém para lhe dar lições de moral. Mas aí, acaba descobrindo que aos poucos está se transformando em vapor, subindo para o céu e virando nuvem. Ele até pensa em aproveitar e seguir como uma nuvem até o pólo sul, onde desceria como neve e ficaria como aquelas montanhas de gelo, solitárias e auto-suficientes.

Mas só de pensar no quanto teria de se transformar, desiste. Além do mais quem garante que até elas não evaporem mesmo com o sol fraco dos pólos?

Achando aquilo tudo o cúmulo da aporrinhação e intromissão, o rio enfim decide esconder-se numa caverna profunda, a mais profunda que houvesse, no centro do planeta, onde enfim pudesse ser um pequeno lago, eternamente tranqüilo e sem ninguém a lhe dar conselhos sobre evolução e transformação.

Foi um esforço tremendo. Teve que primeiro transformar-se em chuva e umedecer bem as rochas, depois penetrá-las e descer por dentro delas, tendo sempre que buscar reforço quando o calor ameaçava estragar tudo. Pensou várias vezes em desistir mas aquilo era sua única saída. Sabia que talvez levasse toda a vida provando sua tese mas valeria a pena. Por fim terminou conseguindo. Virou um lago no fundo da caverna mais profunda.

Mostrou ao mundo que podia ficar deprimido e desistir de tudo, tinha esse direito de não querer seguir em frente, de não querer se transformar. Então, completamente exausto, sorriu satisfeito e morreu. E a morte veio saudar-lhe com todas as honras. Afinal, um rio que dedicou sua vida inteira a se transformar no lago mais distante da mais profunda caverna, e conseguiu, é mesmo um rio bem especial.

Um rio que captou como nenhum outro que a evolução é o sentido da vida.

Moral da história:

Tudo se transforma, cada um a seu modo, ainda que insista em não se transformar. Porque somos a própria evolução.

Texto Extraído do Livro "Quem Apagou a Luz?", de Ricardo Kelmer

O Rouxinol e a Rosa

Era uma vez, um rouxinol que vivia em um jardim.

No jardim havia uma casa, cuja janela se abria todas as manhãs.

Na janela, um jovem, comia pão, olhando as belezas do jardim.

Sempre deixava cair farelos de pão, sobre a janela.

O rouxinol, comia os farelos, acreditando que o jovem os deixava de propósito para ele.

Assim criou um grande afeto, pelo jovem que se importava em alimentá-lo, mesmo com migalhas.

O jovem um dia se apaixonou.

Ao se declarar a sua amada, ela disse que só aceitaria seu amor, se como prova, ele desse a ela, na manhã seguinte, uma rosa vermelha.

O jovem, percorreu todas as floriculturas da cidade, sua busca foi em vão, não encontrou nenhuma rosa para ofertar a sua amada.

Triste, desolado, o jovem foi falar com o jardineiro da casa onde vivia. O jardineiro explicou a ele, que poderia presenteá-la com petúnias, violetas, cravos, menos rosas.

Elas estavam fora de época, era impossível consegui-las, naquela estação.

O rouxinol, que escutara a conversa, ficou penalizado pela desolação do jovem, teria que fazer algo para ajudar seu amigo, a conseguir a flor.

Assim, a ave procurou o deus dos pássaros que assim falou:

— Na verdade, você pode conseguir uma rosa vermelha para teu amigo, mas o sacrifício é grande, e pode custar-lhe a vida!

— Não importa respondeu a ave. O que devo fazer?

— Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira, e ali cantar a noite toda, sem parar, o esforço é muito grande, seu peito pode não agüentar.

— Assim farei, respondeu a ave, é para a felicidade de um amigo!

Quando escureceu, o rouxinol, se emaranhou em meio a uma roseira, que ficava frente a janela do jovem.

Ali, se pôs a cantar, seu canto mais alegre, precisava caprichar na formação da flor.

Um grande espinho, começou a entrar no peito do rouxinol, quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito.

O rouxinol não parou, continuou seu canto, pela felicidade de um amigo, um canto que simbolizava gratidão, amizade. Um canto de doação, mesmo que fosse da própria vida!

Do peito da pobre ave, começou a escorrer sangue, que foi se acumulando sobre o galho da roseira, mas ela não se deteve nem se entristeceu.

Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem se deteve diante da mais linda rosa vermelha, formada pelo sangue da ave, nem questionou o milagre, apenas colheu a rosa.

Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse:

— Que ave estúpida! Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos, pelo menos agora dormirei melhor, sem ter que escutar seu canto chato.

Moral da história:

Cada um dá o que tem no coração, cada um recebe com o coração que tem...

Papel picado, ao Vento

Um senhor, há muito tempo, tanto falou que seu vizinho era ladrão que o rapaz acabou preso! Dias depois, descobriram que era inocente. O rapaz foi solto, e processou o homem.

No tribunal, o velho diz ao juiz: Comentários não causam tanto mal.

E o juiz responde: Escreva os comentários num papel, "depois pique e jogue os pedaços no caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença.

O senhor obedeceu e voltou no dia seguinte. Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem", disse o juiz.

Responde o velho: Não posso fazer isso. O vento deve tê-los espalhado, já não sei onde estão.

Responde o juiz: Da mesma maneira, um simples comentário pode destruir a honra de um homem, a ponto de não podermos consertar o mal.

Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada. Sejamos donos de nossa boca, para não sermos escravos de nossas palavras.

Saudação da Aurora

(Antiga Oração em Sânscrito)

  Cuida bem deste Dia,
  porque é o Dia da própria vida da Vida.
  Neste Dia residem todas as Verdades
  e as Realidades de tua Existência:
  -- a glória da Beleza;
  -- o esplendor da Ação;
  -- a benção do Crescimento.
  Cuida bem deste Dia!
  Pois ontem é apenas um Sonho
  E Amanhã, apenas uma Visão.
  Mas cada Hoje bem vivido
  Torna cada Ontem um Sonho de Felicidade
  E cada Amanhã uma Visão de Esperança.
  Cuida bem, pois, deste Dia.
  Esta é a saudação da Aurora.

A semente

Conta-se que por volta do ano 250 A.C., na China, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

Sabendo disso, resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte e as que se achassem dignas de sua proposta.

Assim, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe. Ao chegar em casa, após relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela resolveu ir a celebração, e indagou incrédula:

-- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.

A filha respondeu:

-- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me faz feliz.

No dia da celebração a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, as mais belas moças, com as mais belas roupas e as mais belas jóias, e com as mais determinadas intenções.

No momento por todas ansiosamente esperado, o príncipe anunciou o desafio:

-- Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor será escolhida minha esposa e futura imperatriz da china.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc.

O tempo passou e a doce jovem, que não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor ela não precisaria se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu onde plantara a sua semente. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe a realização do seu sonho, mas cada vez mais profundo era o seu amor.

Por fim, os seis meses se passaram e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação aquela moça comunicou à sua mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada, estavam lá ela e as demais pretendentes, só que seu vaso estava vazio, e todas as outras pretendentes traziam uma flor, cada uma mais bela do que a outra, e das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente chegou o momento esperado e o príncipe observou o vaso de cada uma das pretendentes demonstrando muito interesse. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica aquela bela jovem, filha da serva do palácio, como sua futura esposa.

As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente, o príncipe esclareceu:

-- Esta jovem foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar minha imperatriz: a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

Se para vencer for necessário ser desonesto, perca. Você será sempre um vencedor.

Desconheço a autoria

A Nevasca

Cris Lacerda

Uma nevasca estava a caminho e os habitantes de um certo lugar procuram recolher-se ao abrigo de seus lares, quando de dentro da janela um homem vê uma roseira carregada de botões.

Ele, intrigado, decide-se ter com ela.

Diz-lhe: - Sua insana, não percebeu que estamos em pleno inverno?

Ela, humildemente responde:

— Que culpa tenho se dentro de mim é sempre primavera?

Só por hoje

Aldo Novak

Você sabe que já passou por momentos muito dolorosos em sua vida, momentos que podem abalar suas crenças, sua lógica, sua fé. Ainda assim você continuou. Apesar das dores, apesar do peso que recaiu sobre seus ombros, apesar dos desapontamentos, você deu um passo depois do outro. E está aqui agora.

Pode não ser o lugar perfeito, mas é a direção que conta. Se você estiver na direção certa, simplesmente continue em frente,por maiores que sejam as tempestades, por mais pesado que seja seu fardo, o sol voltará a brilhar e o oásis surgirá, para descansar. Não desista.

Se estiver no caminho errado, simplesmente mude a direção do seu próximo passo e já o terá corrigido. Sim, apenas um passo em outra direção e você terá ajustado seu curso de vida. Ainda assim, mesmo indo para a direção certa, haverá momentos dolorosos. Neste caso, não importa o que ocorra, lembre-se de se concentrar somente no presente.

Só por hoje.

Soluções não costumam aparecer enquanto o desespero estiver com você. Por isso, esqueça o sentimento de culpa pelos erros passados e nem sequer pense no que o futuro lhe reserva, porque quando o desespero nos cerca, qualquer tentativa de análise do futuro estará contaminada pelo pessimismo, pela cegueira e pela depressão. E, como você será levado a acreditar em um futuro distorcido, falso e ainda mais "pesado" para carregar, é melhor olhar somente para o aqui e o agora. Não seja enganado pelo desespero.

Só por hoje.

Feche as cortinas do amanhã. Feche as cortinas do ontem. Viva um dia de cada vez.

Só por hoje.

Você e eu podemos agüentar qualquer sofrimento, desde que seja só por hoje. Supere qualquer ressentimento, só por hoje. Respire fundo e faça algo positivo e diferente, só por hoje.

Viva. Viva de verdade. Só por hoje.

Tributo ao tempo

"Dizem que a vida é curta, mas não é verdade. A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades.

E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança brincando de esconde-esconde.

Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando nãos: a viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa à qual não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos.

A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador, quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria. E como ela é feita de instantes, não pode e nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos.

Esta mensagem é um TRIBUTO AO TEMPO. Tanto àquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto àquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro. Porque a vida é agora."

Texto extraído do Jornal O Globo 14/09/03

Honestidade - ser livre de engano

A honestidade implica esclarecer as expectativas das pessoas, tornando-as responsáveis, dispondo-se a transmitir tanto as más notícias quanto as boas, dando às pessoas um retorno, sendo firme, previsível e justo. Em suma, nosso comportamento deve ser isento de engano e dedicado à verdade a todo custo. A maioria das pessoas quer saber como são avaliadas pelo líder.

Compromisso - ater-se às suas escolhas

O verdadeiro compromisso envolve o crsecimento do indivíduo e do grupo, juntamente com o aperfeiçoamento constante. O líder comprometido dedica-se ao crescimento e aperfeiçoamento de seus liderados.

O Suficiente Para Ser Feliz

Um pequeno caracol que vivia perto do oceano notou com inveja a grande e bonita concha em que a lagosta vivia.

— Que maravilhoso palácio a lagosta carrega em suas costas! Eu desejaria viver em seu lugar -- lamentou o pequeno caracol.

— Oh, como meus amigos me admirariam nesta concha!

De repente, algo aconteceu. O invejoso caracol viu a lagosta deixar sua concha para desenvolver-se em outra, maior. Ao ver a concha da lagosta, vazia e abandonada na praia, o caracol pensou:

— Agora meu desejo será realizado.

E ele proclamou a todos os seus amigos que agora iria morar em um majestoso palácio. Os pássaros e os animais então assistiram o caracol soltar-se de sua pequena concha e orgulhosamente rastejar para a concha da lagosta. Ele soprou, bufou, tornou a soprar até perder o fôlego esforçando-se para adaptar-se à nova concha. De nada adiantou porque era muito pequeno para ajustar-se dentro da concha da lagosta. Ele só parou de tentar quando se viu completamente exausto. Aquela noite ele morreu porque a concha grande e vazia estava muito fria.

Um velho e sábio corvo disse, então, para os corvos mais jovens:

— Prestem atenção! é este o resultado da inveja. O que vocês têm é o bastante. Sejam vocês mesmos e livrem-se de problemas. É melhor ser um caracol em sua pequena concha confortável do que ser um pequeno caracol em uma concha grande e congelar até a morte.

A Formiguinha Feliz...

Todos os dias, bem cedinho, a Formiga produtiva e feliz chegava ao escritório. Ali transcorria os seus dias, trabalhando e cantarolando uma velha canção de amor.

Era produtiva e feliz, mas nao era supervisionada. O Marimbondo, gerente geral, considerou o fato impossível e criou um cargo de supervisor, no qual colocaram uma Barata com muita experiência.

A primeira preocupação da Barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída, além de preparar belíssimos relatórios.

Bem depressa se fez necessária uma secretaria para ajudar a preparar os relatórios e, portanto, empregaram uma aranhazinha, que organizou os arquivos e se ocupou do telefone. En quanto isso, a Formiga produtiva e feliz trabalhava e trabalhava.

O Marimbondo, gerente geral, estava encantado com os relatórios da Barata, e terminou por pedir também quadros comparativos e gráficos, indicadores de gestao e analise das tendencias. Foi, entao, necessario empregar uma Mosca ajudante do supervisor, e foi preciso um novo computador com impressora colorida.

Logo a Formiga produtiva e feliz parou de cantarolar as suas melodias e comecou a lamentar-se de toda aquela movimentacao de papeis que tinha de ser feita.

O Marimbondo, gerente geral, concluiu, portanto, que era o momento de adotar medidas: criaram a posicao de gestor da area onde a Formiga produtiva e feliz trabalhava.

O cargo foi dado a uma Cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritorio e comprar uma cadeira especial. A nova gestora de area - claro - precisou de um computador novo, e quando se tem mais do que um computador, a Internet se faz necessaria. A nova gestora logo precisou de um assistente (Remora, que ja era sua assistente na empresa anterior) para ajuda-la a preparar o plano estrategico e o orçamento para a area onde trabalhava a Formiga produtiva e feliz.

A Formiga ja nao cantarolava mais, e cada dia se tornava mais irascível. "Precisaremos pagar para que seja feito um estudo sobre o ambiente de trabalho um dia desses", disse a Cigarra. Mas um dia, o gerente geral - ao rever as cifras - se deu conta de que a unidade na qual a Formiga produtiva e feliz trabalhava nao rendia muito mais.

E assim contatou a Coruja, consultora prestigiada, para que fizesse um diagnostico da situacao.

A Coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um relatório brilhante com vários volumes e custo de "vários" milhoes, que concluia:

"Ha muita gente nesta empresa".

E assim ...... , o gerente geral seguiu o conselho da consultora e demitiu a Formiga, por que andava muito desmotivada e aborrecida ......

Agregando Valor à Sua Empresa

Rick Warren

Se você tem investido no mercado de ações, compreende o significado de "valorização". Valorizar significa "elevar o valor". Negócios saudáveis têm muitas formas de bens valorizáveis, mas a mais importante delas, em qualquer ramo, são as pessoas que nela trabalham. Todas as coisas se originam ou recaem sobre a liderança, mas o potencial das pessoas que seguem os líderes também é importante. Pessoas de qualidade produzem mercadorias e serviços de qualidade. Com a capacidade de valorizar seus empregados ou companheiros de trabalho cria-se uma empresa mais valorizada.

Como você valoriza aqueles que trabalham para você ou com você? Mostrando-lhes o seu apreço. Como? O melhor meio de investir em seu negócio é demonstrar a importância das pessoas que trabalham com você, reconhecendo sua contribuição para o sucesso da empresa.

Reconhecimento faz brotar o melhor em nós. Ele nos ajuda a aprender melhor e nos estimula a ser mais produtivos. William James, grande psicólogo, disse: "O princípio mais profundo na natureza humana é o anseio de ser reconhecido." O célebre autor Mark Twain disse certa vez: "Um bom elogio me impulsiona por uns dois meses!"

A Bíblia tem muito a dizer sobre o valor de expressar reconhecimento. Por exemplo, ela diz: "...Animem-se uns aos outros e edifiquem-se uns aos outros" (I Tessalonicenses 5.11). O autor de Hebreus exorta seus leitores a: "Consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras... procuremos encorajar-nos uns aos outros" (10.24-25).

Empreendimentos de sucesso valorizam três coisas nas pessoas:

Reconhecimento efetivo apresenta três características:

Ken Blanchard, popular escritor, locutor e autoridade em administração, diz: "Adote o hábito de surpreender as pessoas fazendo algo certo!" Quanto mais você demonstra reconhecimento pelas pessoas com quem trabalha, mais elas gostarão de você, de sua empresa e do trabalho que lhes é solicitado fazer. Pessoas que se sentem valorizadas e reconhecidas são mais alegres, mais produtivas e mais leais.

A propósito: reconhecimento não é algo que funciona apenas no seu negócio. Funciona também com seu cônjuge e seus filhos. Experimente. Eles irão gostar!

Texto de autoria de Rick Warren, autor do best-seller "The Purpose-Drive Life" (Uma Vida Com Propósito), traduzido em diversas línguas, e no qual analisa a importância de um propósito cuidadoso e claramente expresso para guiar a vida cotidiana. Tradução de Mércia Padovani.

Aos casados

Arthur da Tavola

  Aos casados há muito tempo
  aos que não casaram, aos que vão casar,
  aos que acabaram de casar,
  aos que pensam em se separar,
  ...aos que acabaram de se separar,
  aos que pensam em voltar...
  
  Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado
  uma ótima posição no ranking das virtudes,
  o amor ainda lidera com folga.
  Tudo o que todos querem é amar.
  Encontrar alguém que faça bater forte o coração
  e justifique loucuras.
  Que nos faça entrar em transe, cair de quatro,
  babar na gravata.
  Que nos faça revirar os olhos, rir à toa,
  cantarolar dentro de um ônibus lotado.
  Tem algum médico aí???
  Depois que acaba esta paixão retumbante,
  sobra o que?
  
  O amor.
  Mas não o amor mistificado,
  que muitos julgam ter o poder de fazer levitar.
  O que sobra é o amor que todos conhecemos,
  o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.
  É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
  Não existem vários tipos de amor,
  assim como não existem três tipos de saudades,
  quatro de ódio, seis espécies de inveja.
  O amor é único, como qualquer sentimento,
  seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
  
  A diferença é que, como entre marido
  e mulher não há laços de sangue,
  a sedução tem que ser ininterrupta.
  Por não haver nenhuma garantia de durabilidade,
  qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza,
  e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar
  uma relação que poderia ser eterna.
  Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá.
  Lindo, mas insustentável.
  O sucesso de um casamento
  exige mais do que declarações românticas.
  Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto,
  tem que haver muito mais do que amor,
  e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
  É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.
  Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios.
  Alguma paciência... Amor, só, não basta.
  
  Não pode haver competição. Nem comparações.
  Tem que ter jogo de cintura para acatar regras
  que não foram previamente combinadas.
  Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
  acessos de carência, infantilidades.
  Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.
  
  Tem que haver inteligência.
  Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais,
  rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
  Tem que ter disciplina para educar filhos,
  dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.
  Não adianta, apenas, amar.
  Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio
  tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância,
  vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança.
  Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu,
  fazer de conta que não escutou.
  É preciso entender que união não significa,
  necessariamente, fusão.
  E que amar, 'solamente', não basta.
  
  Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia,
  falta discernimento, pé no chão, racionalidade.
  Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre,
  mas que sozinho não dá conta do recado.
  O amor é grande mas não é dois.
  É preciso convocar uma turma de sentimentos
  para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
  O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
  
  Um bom amor aos que já têm!
  Um bom encontro aos que procuram!
  E felicidades a todos nós!

Ciclos de Vida

Autor desconhecido

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Era uma Vez

Helen Buckley

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande. Uma manhã, a professora disse:

— Hoje nós iremos fazer um desenho.

Que bom!. pensou o menininho. Ele gostava de desenhar leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos

Pegou a sua caixa de lápis-de-cor e começou a desenhar. A professora então disse:

— Esperem, ainda não é hora de começar !

Ela esperou até que todos estivessem prontos.

— Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.

E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul.

A professora disse:

— Esperem ! Vou mostrar como fazer.

E a flor era vermelha com caule verde.

— Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.

O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isso virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com caule verde.

Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:

— Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.

— Que bom ! Pensou o menininho.

Ele gostava de trabalhar com barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar a sua bola de barro.

Então, a professora disse:

— Esperem ! Não é hora de começar !

Ela esperou até que todos estivessem prontos.

— Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.

Que bom! -- pensou o menininho.

Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e manhos. A professora disse:

— Esperem ! Vou mostrar como se faz. Assim, agora vocês podem começar.

E o prato era um prato fundo.

O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostou mais do seu, mas ele não podia dizer isso. Amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.

E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais coisas por si próprio.

Então aconteceu que o menininho teve que mudar de escola. Essa escola era ainda maior que a primeira. Um dia a professora disse:

— Hoje nós vamos fazer um desenho.

Que bom! pensou o menininho e esperou que a professora dissesse o que fazer.

Ela não disse.

Apenas andava pela sala.

Então veio até o menininho e disse:

— Você não quer desenhar ?

— Sim, e o que é que nós vamos fazer ?

— Eu não sei, até que você o faça.

— Como eu posso fazê-lo ?

— Da maneira que você gostar.

— E de que cor ?

— Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber o desenho de cada um ?

— Eu não sei . . .

E então o menininho começou a desenhar uma flor vermelha com o caule verde

Como Nasrudin criou a verdade

Nasrudin (Khawajah Nasr Al-Din)

As leis não fazem com que as pessoas fiquem melhores, disse Nasrudin ao Rei. Elas precisam, antes, praticar certas coisas de maneira a entrar em sintonia com a verdade interior, que se assemelha apenas levemente à verdade aparente.

O Rei, no entanto, decidiu que ele poderia, sim, fazer com que as pessoas observassem a verdade, que poderia fazê-las observar a autenticidade -- e assim o faria.

O acesso a sua cidade dava-se através de uma ponte. Sobre ela, o Rei ordenou que fosse construída uma forca.

Quando os portões foram abertos, na alvorada do dia seguinte, o Chefe da Guarda estava a postos em frente de um pelotão para testar todos os que por ali passassem. Um edital fora imediatamente publicado: "Todos serão interrogados. Aquele que falar a verdade terá seu ingresso na cidade permitido. Caso mentir, será enforcado."

Nasrudin, na ponte entre alguns populares, deu um passo à frente e começou a cruzar a ponte.

— Onde o senhor pensa que vai? perguntou o Chefe da Guarda.

— Estou a caminho da forca -- respondeu Nasradin, calmamente.

— Não acredito no que está dizendo!

— Muito bem, se eu estiver mentindo, pode me enforcar.

— Mas se o enforcarmos por mentir, faremos com que aquilo que disse seja verdade!

— Isso mesmo - respondeu Nasrudin, sentindo-se vitorioso. Agora vocês já sabem o que é a verdade: é apenas a sua verdade.

O Mullá Nasrudin (Khawajah Nasr Al-Din) escreveu, no século XIV em que viveu, histórias onde ele mesmo era personagem. São histórias que atravessaram fronteiras desde sua época, enraizando-se em várias culturas. Elas compõem um imenso conjunto que integra a chamada Tradiçã Sufi, ou o Sufismo, seita religiosa ou de sabedoria de vida, de antiga tradição persa e que se espalha pelo mundo até hoje. Como o budismo e o zen-budismo, o sufismo sempre aliou o (bom) humor com sabedoria.

Céu e inferno íntimos

Conta-se que, certo dia, um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole irascível, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.

-- Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno.

O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse:

-- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável. Além do que, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.

O samurai ficou transtornado. O sangue lhe subiu à cabeça e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva. Com os olhos crispados, empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

-- "Aí começa o inferno", disse-lhe o sábio mansamente.

O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscarra a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno. O ferroz guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento. O velho sábio continuou em silêncio.

Passado algum tempo o samurai, já com o ânimo pacificado, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz.

Percebendo que seu pedido era sincero, o monge, então, lhe falou: "Aí começa o céu".

Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno que podemos construir em nosso próprio íntimo. Tanto o céu quanto o inferno, são estados de ânimo, que nós mesmos escolhemos em nosso dia-a-dia. A cada instante somos mobilizados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno. É como se todos fôssemos portadores de uma caixa invisível, onde houvesse ferramentas e materiais de primeiros socorros. Diante de uma situação inesperada, podemos abri-la e lançar mão de qualquer dos objetos disponíveis em seu interior.

Assim, quando alguém nos ofende, podemos empunhar o martelo da ira ou usar o bálsamo da tolerância. Atacados pela calúnia, podemos usar a foice do revide ou a pomada da autoconfiança. Quando a injúria bater em nossa porta, podemos usar o aguilhão da vingança ou o óleo do perdão. Diante de enfermidade inesperada, podemos lançar mão do ácido corrosivo da revolta ou empunhar o escudo da confiança.

Enfim, surpreendidos pelas mais diversas e infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir fossos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz.

A decisão depende sempre de nós mesmos. Somente de nossa própria vontade decorrerá o nosso estado de ânimo. Portanto, criar portais para o céu ou cavar abismos para o inferno em nosso íntimo, é algo que não depende de ninguém, pois somos os únicos responsáveis.

Pensar

(autor desconhecido)

  A inteligência sem amor, te faz perverso.
  A justiça sem amor, te faz implacável.
  A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
  O êxito sem amor, te faz arrogante.
  A riqueza sem amor, te faz avaro.
  A docilidade sem amor te faz servil.
  A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
  A beleza sem amor, te faz ridículo.
  A autoridade sem amor, te faz tirano.
  O trabalho sem amor, te faz escravo.
  A simplicidade sem amor, te deprecia.
  A oração sem amor, te faz introvertido.
  A lei sem amor, te escraviza.
  A política sem amor, te deixa egoísta.
  A fé sem amor te deixa fanático.
  A cruz sem amor se converte em tortura.
  A vida sem amor... não tem sentido.........

A felicidade virá

Eu preferirei sempre aqueles que sonham...
embora se enganem;
aqueles que esperam...
embora, às vezes, suas esperanças fracassem;
aqueles que apostam na utopia...
embora, em seguida, fiquem no meio do caminho.
Aposto nos que confiam em que
o mundo pode e deve mudar;
naqueles que acreditam que a felicidade virá.
Só daqueles que esperam
será o reino da felicidade.

josé Luis Martín Descalzo, 1930-1991

Jardim da infância

Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo o dia. Estas são as coisas que aprendi lá:

Elogio e Crítica

O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica.

Norman Vincent

Um erro no céu

Certa vez, perguntei para o Ramesh, um de meus mestres na Índia:

-- Por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogadas num copo de água?

Ele simplesmente sorriu e me contou uma história...

Era um sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo falou que ele iria para o céu. Um homem tão bondoso quanto ele somente poderia ir para o Paraíso.

Ir para o céu não era tão importante para aquele homem, mas mesmo assim ele foi até lá. Naquela época, o céu não havia ainda passado por um programa de qualidade total.

A recepção não funcionava muito bem.

A moça que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, lhe orientou para ir ao Inferno.

E no Inferno, você sabe como é. Ninguém exige crachá nem convite, qualquer um que chega é convidado a entrar.

O sujeito entrou lá e foi ficando.

Alguns dias depois, Lúcifer chegou furioso às portas do Paraíso para tomar satisfações com São Pedro:

-- Isto é sacanagem! Nunca imaginei que fosse capaz de uma baixaria como essa. Isso que você está fazendo é puro terrorismo!

Sem saber o motivo de tanta raiva, São Pedro perguntou, surpreso, do que se tratava.

Lúcifer, transtornado, desabafou:

-- Você mandou aquele sujeito para o Inferno e ele está fazendo a maior bagunça lá.

Ele chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas.

Agora, está todo mundo dialogando, se abraçando, se beijando. O inferno está insuportável, parece o Paraíso!

E então fez um apelo:

-- Pedro, por favor, pegue aquele sujeito e traga-o para cá!

Quando Ramesh terminou de contar esta história olhou-me carinhosamente e disse:

-- Viva com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no Inferno, o próprio demônio lhe trará de volta ao Paraíso.

Problemas fazem parte da nossa vida, porém não deixe que eles o transformem numa pessoa amargurada. As crises vão estar sempre se sucedendo e às vezes você não terá escolha.

Sua vida está sensacional e de repente você pode descobrir que uma pessoa amada está doente; que a política econômica do governo mudou; e que infinitas possibilidades de encrencas aparecem.

As crises você não pode escolher, mas pode escolher a maneira de como enfrentá-las.

E, no final, quando os problemas forem resolvidos, mais do que sentir orgulho por ter encontrado as soluções, você terá orgulho de si mesmo.

Encantação da Primavera

Mário Quintana

  Brotam brotinhos na tarde feita
  Só de suspiros:
  O amor é um vírus...
  Apenas o general de bronze continua de bronze!
  O vento desrespeita todos os sinais do tráfego.
  Velhinhos de gravata borboleta
  Sobem e descem como autogiros.
  O guarda de trânsito virou catavento.
  As mulheres são de todas as cores como esses
  manequins expostos nas vitrinas,
  E onde é que estão, me conta, as tuas esperanças
  mortas?!
  Lá vão elas ^Ö tão lindas ^Ö vestidas de verde
  Como Ofélias levadas pelos rios em fora
  Enquanto eu nem me atrevo a olhar para o alto:
  repara se não é
  O Espírito Santo que vem descendo em lento vôo
  E até ele, até Ele, deve estar assim, ^Ö todo irisado
  Como os olhos das crianças, como as maravilhosas
  bolinhas-de-gude!
  

A Gripe Mortal

Imagine que é uma típica tarde de sexta-feira e você está dirigindo em direção à sua casa. Você sintoniza o rádio. O noticiário está falando de coisas de pouca importância. Você ouve que numa cidadezinha distante morreram 3 pessoas de uma gripe, até então, totalmente desconhecida.

Não presta muita atenção ao tal acontecimento e esquece assunto.

Na segunda-feira, quando acorda, escuta que já não são 3, mas 30.000, as pessoas mortas pela tal gripe, nas colinas remotas da Índia. Um grupo do Controle de Doenças dos EUA foi investigar o caso.

Na terça-feira, já é a notícia mais importante, ocupando a primeira página de todos os jornais, pois já não é só na Índia, mas também no Paquistão, Irã e Afeganistão.

Enfim, a notícia se espalha pelo mundo. Estão chamando a doença de "La Influenza Misteriosa", e todos se perguntam: --Que faremos para controlá-la?

Então, uma notícia surpreende a todos: A Europa fecha suas fronteiras.

A França não recebe mais vôos da Índia, nem de outros países dos quais se tenham comentado de casos da tal doença.

Por causa do fechamento das fronteiras, você está ligado em todos os meios de comunicação, para manter-se informado da situação e, de repente, ouve que uma mulher declarou que num dos hospitais da França, um homem está morrendo por causa da tal "Influenza Misteriosa".

Começa o pânico na Europa.

As informações dizem que, quando você contrai o vírus, é questão de uma semana de vida.

Em seguida, as pessoas têm 4 dias de sintomas horríveis e morrem.

A Inglaterra também fecha suas fronteiras, mas já é tarde.

No dia seguinte, o presidente dos EUA fecha também suas fronteiras para Europa e Ásia, para evitar a entrada do vírus país, até que encontrem cura.

No dia seguinte, as pessoas começam a se nas igrejas, em oração pela descoberta da cura, quando, de repente, entra alguém na igreja, aos gritos: - Liguem o rádio! Liguem o rádio! Duas mulheres morreram em Nova York!".

Em questão de horas, parece que a coisa invadiu o mundo inteiro.

Os cientistas continuam trabalhando na descoberta de um antídoto, mas nada funciona.

De repente, vem a notícia esperada:

Conseguiram decifrar o código de DNA do vírus.

É possível fabricar o antídoto!

É preciso, para isso, conseguir sangue de alguém que não tenha sido infectado pelo vírus.

Corre por todo o mundo, a notícia de que as pessoas devem ir aos hospitais fazer análise de seu sangue e doar para a fabricação do antídoto. Você vai de voluntário com toda sua família, juntamente com alguns vizinhos, perguntando-se, o que acontecerá.

Será este o final do mundo?

De repente, o médico sai gritando um nome que leu em seu caderno.

O menor dos seus filhos está ao seu lado, se agarra na sua jaqueta, e lhe diz:

Pai? Esse é meu nome! E antes que você possa raciocinar, estão levando seu filho, e você grita: Esperem!"

E eles respondem: - Tudo está bem! O sangue dele está limpo, e é sangue puro. Achamos que ele tem o sangue que precisamos para o antídoto."

Depois de 5 longos minutos, saem os médicos chorando e rindo ao mesmo tempo.

E é a primeira vez que você vê alguém rindo em uma semana.

O médico mais velho se aproxima de você e diz:

Obrigado, senhor!

O sangue de seu filho é perfeito, está limpo e puro, o antídoto finalmente poderá ser fabricado."

A notícia se espalha por todos os lados. As pessoas estão orando e rindo de felicidade.

Nisso, o médico se aproxima de você e de sua esposa, e diz:

-- Posso falar-lhes um momento? Não sabíamos que o doador seria uma criança e precisamos que o senhor assine uma autorização para usarmos o sangue de seu filho."

Quando você está lendo, percebe que não colocaram a quantidade de sangue que vão usar, e pergunta:

-- Mas, qual a quantidade de sangue que vão usar?"

O sorriso do médico desaparece e ele responde: Não pensávamos que fosse uma criança. Não estávamos preparados...

Precisamos de todo o sangue de seu filho..."

Você não pode acreditar no que ouve e trata de contestar:

-- Mas...mas..."

O médico insiste:

-- O senhor não compreende? Estamos falando da cura para o mundo inteiro! Por favor, assine! Nós precisamos de todo o sangue!"

Você, então, pergunta:

-- Mas vocês não podem fazer-lhe uma transfusão?

E vem a resposta:

-- Se tivéssemos sangue puro, poderíamos.

Assine! Por favor, assine!

Em silêncio, e sem ao menos poder sentir a caneta na mão, você assina.

Perguntam-lhe: " - Quer ver seu filho agora?"

Você caminha na direção da sala de emergência onde se encontra seu filho, que está sentado na cama, e ele diz:

-- Papai!? Mamãe!? O que está acontecendo?"

Você segura na mão dele e fala:

-- Filho,sua mãe e eu lhe amamos muito e jamais permitiríamos que lhe acontecesse algo que não fosse necessário, você entende?"

O médico regressa e diz:

-- Sinto muito senhor, precisamos começar, gente do mundo inteiro está morrendo, o senhor pode sair?"

Nisso, seu filho pergunta:

-- Papai? Mamãe? Por que vocês estão me abandonando?

E na semana seguinte, quando fazem uma cerimônia para honrar o seu filho, algumas pessoas ficam em casa dormindo, e outras não vêm, porque preferem fazer um passeio ou assistir um jogo de futebol na TV.

E outras vêm, mas como se realmente não estivessem se importando. Você tem vontade de parar e gritar:

-- MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SE IMPORTAM COM ISSO?

Talvez isso é o que DEUS nos quer dizer:

-- MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SABEM O QUANTO EU OS AMO?

É curioso como é simples para algumas pessoas debocharem de Deus, e dizer que não entendem como o mundo caminha de mal para pior.

É curioso como acreditamos em tudo aquilo que lemos nos jornais, mas questionamos as palavras de Deus.

É curioso como todos querem ir para o Céu, mas nada fazem para merecê-lo.

É curioso como as pessoas diz em: "Eu creio em Deus!", mas com suas ações, mostram totalmente o contrário.

É curioso como você consegue enviar centenas de piadas através de um correio eletrônico, mas quando recebe uma mensagem a respeito de Deus, pensas duas vezes antes de compartilhá-la com os outros.

É curioso como a luxúria, crua, vulgar e obscena, passa livremente através do espaço, mas a discussão pública de DEUS é suprimida nas escolas e locais de trabalho.

CURIOSO, NÃO É?

É curioso como me preocupo com o que as pessoas pensam de mim, mas não me preocupo com aquilo que DEUS possa pensar de mim.

Depois de terminar de ler esta mensagem, se realmente sentir em seu coração que deve compartilhá-la, envie aos seus amigos.

Talvez eles estejam precisando, exatamente, de uma mensagem como esta.

Pensem nisso...

O humor cura

O riso estimula a produçãode endorfinas, analgésicos naturais do corpo e agentes da sensação de bem-estar que ajudam a aliviar o estresse e a curar doenças. Ao ser diagnosticado como portador de uma doença que afeta a coluna cervical, Norman Cousins ouviu dos médicos que nada podia ser feito para ajudá-lo e que ele sofreria dores horríveis até morrer. Cousins resolveu então se confinar num quarto de hotel com todos os filmes de humor que pôde encontrar-os irmãos Marx, os Três Patetas,etc.

Viu e reviu todos os filmes, vezes sem conta, dando as gargalhadas mais altas e mais intensas que podia. Depois de seis meses dessa terapia do riso, os médicos ficaram atônitos com o que constataram: a doença de Cousins fora completamente curada-simplismente desaparecera! Este espantoso resultado levou à publicação do livro de Cousins, A força curadora da mente, e ao começo de uma intensa pesquisa sobre as funções das endorfinas. As endorfinas são substâncias químicas liberadas pelo cérebro quando rimos. Com uma composição química similar à da morfina e da heroína, ela produz um efeito tranqüilizante sobre o corpo,ao mesmo tempo em que reforça o sistema imunológico.Isso explica porque raramente as pessoas felizes adoecem, e as infelizes e queixosas sempre parecem estar doentes.

  Desvendando os segredos da Linguagem Corporal
  Allan & Barbara Pease
  Página 63

Iniciativa e acabativa

Stephen Kanitz

Isto é um teste de personalidade que poderá alterar a sua vida. Portanto, preste muita atenção.

Iniciativa é a capacidade que todos nós temos de criar, iniciar projetos e conceber novas idéias. Algumas pessoas têm muita iniciativa e outras têm pouca.

Acabativa, é um neologismo que significa a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que iniciaram ou concluir o que outros começaram. É a capacidade de colocar em prática uma idéia e levá-la até o fim.

Os seres humanos podem ser divididos em três grupos, dependendo do grau de iniciativa e acabativa de cada um: os empreendedores, os iniciativos e os acabativos - sem contar os burocratas.

-- Empreendedores são aqueles que têm iniciativa e acabativa. Um seleto grupo que não se contenta em ficar na idéia e vai a campo implantá-la.

-- Iniciativos são criativos, têm mil idéias, mas abominam a rotina necessária para colocá-las em prática. São filósofos, cientistas, professores, intelectuais e a maioria dos economistas. São famosas as histórias de economistas que nunca assinaram uma promissória. Acabativa é o ponto fraco desse grupo.

-- Acabativos são aqueles que gostam de implantar projetos. Sua atenção vai mais para o detalhe do que para a teoria. Não se preocupam com o imenso tédio da repetição do dia-a-dia e não desanimam com as inúmeras frustrações da implantação. Nesse grupo está a maioria dos executivos, empresários, administradores e engenheiros.

Essa singela classificação explica muitas das contradições do mundo moderno.

Empresários descobrem rapidamente que ficar implantando suas próprias idéias é coisa de empreendedor egoísta. Limita o crescimento. Existem mais pessoas com excelentes idéias do que pessoas capazes de implantá-las. É por isso que empresários ficam ricos e intelectuais, professores - entre os quais me incluo - morrem pobres.

Se Bill Gates tivesse se restringido a implantar suas próprias idéias teria parado no Visual Basic. Ele fez fortuna porque foi hábil em implantar as idéias dos outros - dizem as más línguas que até copiou algumas.

Essa classificação explica porque intelectual normalmente odeia empresário, e vice-versa. Há uma enorme injustiça na medida em que os lucros fluem para quem implantou uma idéia, e não para quem a teve. Uma idéia somente no papel é letra morta, inútil para a sociedade como um todo.

Um dos problemas do Brasil é justamente a eterna predominância, em cargos de ministérios, de professores brilhantes e com iniciativa, mas com pouca ou nenhuma acabativa. Para o Brasil começar a dar certo, precisamos procurar valorizar mais os brasileiros com a capacidade de implantar nossas idéias. Tendemos a encarar o acabativo, o administrador, o executivo, o empresário como sendo parte do problema, quando na realidade eles são parte da solução.

Iniciativo almeja ser famoso, acabativo quer ser útil.

Mas a verdade é que a maioria dos intelectuais e iniciativos não tem o estômago para devotar uma vida inteira para fazer dia após dia, digamos bicicletas. O iniciativo vive mudando, testando, procurando coisas novas, e acaba tendo uma vida muito mais rica, mesmo que seja menos rentável.

Por isso, a esquerda intelectual e a direita neoliberal conviverão as turras, quando deveriam unir-se.

Se você tem iniciativa mas não tem acabativa, faça correndo um curso de administração ou tenha como sócio um acabativo. Há um ditado chinês, "Quem sabe e não faz, no fundo, não sabe" - muito apropriado para os dias de hoje.

Se você tem acabativa mas não tem iniciativa, faça um curso de criatividade, estude um pouco de teoria. Empresário que se vangloria de nunca ter estudado não serve de modelo.

No fundo, a esquerda precisa da acabativa da direita, e a direita precisa das iniciativas da esquerda.

Finalmente, se você não tem iniciativa nem tampouco acabativa, só se pode dizer uma coisa: meus pêsames.

  M a r t h a
  martha carrer cruz gabriel 
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Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal:

Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos.

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.

Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave.

Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: "Bem-vindo ao Venetia!"

Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte.

Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira.

Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela!

Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: "Sua marca predileta de café. Bom apetite!" Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe?

De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café.

Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal.

"Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?" Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia.

O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial?

Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje.

Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemos-nos das pessoas.

O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente.

Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante!

Isto vale também para nossas relações pessoais ( namoro, amizade, família, casamento) enfim pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples de nosso dia-a-dia e na maioria das vezes passamos desapercebidos

Boas práticas e as cores

-- Use primeiro o branco da paz. Síntese de todas as cores, a paz deve ser também a sua meta primeira. Procure a harmonia com todas as pessoas que cruzarem seu caminho, eliminando de uma vez por todas a intolerância, a inflexibilidade, a raiva, o ódio, o ressentimento. Antes de buscar a paz mundial, cultive sua paz individual.

-- Agora use o azul da cooperação. Exercite, em todos os seus momentos de interação com o outro, sua vontade de cooperar e ajudar. Certamente os frutos virão em grande quantidade e você se surpreenderá com o apoio que passará a receber de todos que o cercam.

-- Escolha também o laranja da simpatia. Lembre-se de que a primeira impressão que você provoca nas pessoas dura somente alguns segundos, mas permanece no subconsciente delas durante vinte anos. Para isso procure sempre sorrir, olhar sempre nos olhos de seus interlocutores, emitir frases com conteúdo otimista, suavizar a voz, ouvir com respeito, ser cordato, fazer elogios verdadeiros, descobrindo, no outro, pontos positivos.

-- O vermelho, sendo a cor da energia, deve trazer para suas atitudes o bom humor.-- Ninguém consegue conviver com pessoas que estão constantemente reclamando da vida e dando tiros na própria sombra. Não veja os problemas e obstáculos com pessimismo e negatividade. Encare-os como oportunidades para seu crescimento e aprendizado. Passe entusiasmo para todos com quem você se encontrar. Após cada contato, deixe em cada pessoa uma sensação de alegria, prazer e bem-estar.

-- Adote também o verde da empatia. Empatia é saber se colocar no lugar do outro, ver o mundo com a ótica do outro e senti-lo como ele o sente. Ela fará com que você cuide melhor de suas reações, pensando nos efeitos que elas causam em seu semelhante. Antes de escolher qualquer atitude, fazer uma crítica ou comentário, pense na maneira com que eles serão percebidos pelas outras pessoas. Elimine a impulsividade, o orgulho, a vaidade e o egoísmo. Pare de olhar só para o seu próprio umbigo e passe a reparar mais nas necessidades dos outros.

-- O violeta deverá estar presente em suas atitudes quando você resolver adotar a prática do perdão.-- Essa cor representa a transmutação das energias negativas em positivas. Exercite primeiro o autoperdão. Perdoando a si mesmo, eliminando suas culpas e assumindo-se como responsável por sua própria melhoria, você se tornará menos rígido com os defeitos das outras pessoas e mais apto a perdoar o que elas fizerem de negativo com você.

-- Para terminar o seu arco-íris, adote a cortesia, que tem o brilho do amarelo.-- Trate as pessoas com a mesma gentileza e respeito que gostaria de receber. Nunca se esqueça de pequenos gestos. Das palavras mágicas do bem-viver: Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Com licença! Desculpe-me! Por favor! E Muito obrigado!

Procure sempre mostrar para as outras pessoas o seu melhor ângulo.

-- Garanto que para todos será mesmo um grande prazer conhecê-lo!

Cobrança indevida

Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por longa estrada. Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido. Verificaram e descobriram um homem caído. Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próxima ao coração. Tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.

Com muita dificuldade, mestre e discípulo o carregaram para o casebre rústico, onde viviam. Lá trataram do ferimento.

Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca.

Disse também que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio:

— Senhor, muito lhe agradeço por ter salvado a minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.

O mestre olhou fixo para o homem e disse:

— Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.

O homem ficou assustado e disse:

— Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!

Com serenidade, tornou a falar o sábio:

— Se não pode pagar pelo bem que recebeu, com que direito quer cobrar o mal que lhe fizeram?

O homem ficou confuso e o mestre concluiu:

— Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que aconteçam em sua vida, pois a vida pode lhe cobrar tudo de bom que lhe ofereceu.

A Toalha de Mesa

Um novo pastor, recentemente formado, e sua esposa, que foram encarregados de reabrir uma igreja no bairro de Brooklyn, NY. Chegaram no início de outubro, entusiasmados com a oportunidade.

Quando viram a igreja, observaram que havia muitos estragos e um grande trabalho a ser feito. Sem se deixar abater, estabeleceram como meta deixar tudo pronto para o primeiro serviço: o culto de Natal.

Trabalharam sem descanso, consertando o telhado, refazendo o piso, pintando... e, muito antes do Natal, em 18 de dezembro, tudo estava pronto!

Mas, no dia seguinte, 19 de dezembro, desabou uma terrível tempestade que durou por dois dias.

No dia 21, o pastor foi até a igreja. Seu coração doeu... viu que o telhado tinha quebrado e que uma grande área do revestimento de gesso decorado, da parede do santuário, logo atrás do púlpito, havia caído.

O pastor, enquanto limpava o chão, pensava em como resolver a situação.

No caminho de casa, pensando em adiar o culto de Natal, observava as vitrines, enfeitadas para a época, quando notou um bazar beneficente e parou por instantes.

Uma linda toalha de mesa, de crochet, na cor marfim, com um crucifixo delicadamente bordado no centro chamou-lhe a atenção.

Era do tamanho exato para cobrir o estrago atrás do púlpito. Comprou-a e voltou para a igreja.

Começou a nevar. Apressou seus passos e quando chegava à porta da igreja, uma velha senhora vinha correndo em direção contrária tentando pegar o ônibus, o que não conseguiu.

O pastor convidou-a a entrar para esperar pelo próximo, abrigando-se do frio que viria 45 minutos depois.

Ela sentou-se num banco e nem prestava atenção no pastor que já providenciava a instalação da toalha de mesa na parede. Ao terminar, afastou-se e pôde admirar o quanto a toalha era linda e servia perfeitamente para esconder o estrago.

Então, o pastor notou a velha encaminhando-se para ele. Seu rosto estava lívido e perguntou:

— Pastor, onde o senhor encontrou essa toalha de mesa?

O pastor contou a história. A mulher pediu-lhe que examinasse o canto direito inferior para encontrar as iniciais EBG bordadas.

O pastor fez o que a mulher pediu e, intrigado, confirmou.

A mulher disse:

— Essas são as minhas iniciais.

Ela havia feito essa toalha de mesa há 35 anos, na Áustria. Contou que, antes da guerra, ela e seu marido estavam "bem-de-vida". Quando os nazistas invadiram seu país, combinaram fugir: ela iria antes e seu marido a seguiria uma semana depois. Ela foi capturada, trancada numa prisão e nunca mais viu seu marido e sua casa.

O pastor ofereceu a toalha, mas, ela recusou, dizendo que estava num lugar muito apropriado. Insistindo, ofereceu-se para levá-la até sua casa; era o mínimo que poderia fazer. Ela morava em Staten Island e tinha passado o dia no Brooklin para um serviço de faxina.

No dia de Natal a igreja estava quase cheia. Foi um lindo trabalho.

Ao final, o pastor e sua esposa cumprimentaram os fiéis um a um à porta e muitos diziam que retornariam.

Um velho homem, que o pastor reconheceu pela vizinhança, permaneceu sentado, atônito.

O pastor aproximou-se e, antes que dissesse uma palavra, o velho perguntou:

— Onde o senhor conseguiu a toalha de mesa da parede? Ela é idêntica à uma que minha mulher fez, muitos anos atrás, quando vivíamos na Áustria, antes da guerra. Como poderiam existir duas toalhas tão parecidas?

Imediatamente, o pastor entendeu o que tinha acontecido e disse:

— Venha... Eu vou levá-lo a um lugar que o senhor vai gostar muito.

No caminho o velho contou a mesma história da mulher. Ele, antes de poder fugir, também havia sido preso e nunca mais pôde ver sua mulher e sua casa, por 35 anos. Ao chegar à mesma casa onde deixara a mulher, três dias antes, ajudou o velho a subir os três lances de escadas e bateu na porta.

Creio que não há necessidade de se contar o resto da história. Quem disse que Deus não trabalha de maneira misteriosa?

A FELICIDADE VIRÁ

  Eu preferirei sempre aqueles que sonham...
  embora se enganem;
  aqueles que esperam...
  embora, às vezes, suas esperanças fracassem;
  aqueles que apostam na utopia...
  embora, em seguida, fiquem no meio do caminho.
  Aposto nos que confiam em que
  o mundo pode e deve mudar;
  naqueles que acreditam que a felicidade virá.
  Só daqueles que esperam
  será o reino da felicidade.

josé Luis Martín Descalzo, 1930-1991

Carpas, tubarões e golfinhos

Carpas, tubarões e golfinhos vivem nas mesmas águas...

As carpas, com medo da escassez e de serem agredidas, vivem isoladas, escondidas nos cantos.

Não se organizam, não se comunicam, não se auxiliam.

Muitas vezes, morrem pela escassez.

Vivem amedrontadas e infelizes.

Para elas, golfinhos e tubarões são a mesma coisa.

Os tubarões andam desordenadamente por todas as águas.

Abocanham tudo o que vêem pela frente, às vezes até pedaços de navio ou mesmo, de um outro tubarão que foi ferido.

Não são cooperativos, não se comunicam, não se organizam.

Apesar de não se apavorarem, são covardes e facilmente atingidos.

Morrem, muitas vezes, pelo excesso de "qualquer coisa" que ingerem desmesuradamente.

Passam suas vidas agressivos, desequilibrados e insatisfeitos.

Para eles, carpas e golfinhos são a mesma coisa.

Os golfinhos ocupam todas as águas com graça, alegria e vida.

Comem somente quando têm fome e só os peixes pequenos.

São organizados, cooperativos e se comunicam o tempo todo.

São amáveis, sábios e inteligentes.

Somente atacam para defesa própria.

São necessários apenas cinco golfinhos para se defenderem de noventa tubarões.

Ao se verem ameaçados, se organizam de uma forma que, um grupo distrai alguns tubarões, enquanto um dos golfinhos dá um bote certeiro no peito de um tubarão que, por ter respiração frágil morre.

Ou então, mordem um tubarão que sangra e logo começa a ser devorado pelos outros tubarões.

Com isso, os golfinhos podem escapar.

Vivem uma vida longa, saudável e feliz. Para eles, carpas e tubarões são completamente diferentes.

Tomemos cuidado com aqueles que se assemelham a tubarões.

Devemos evitá-los - mas, quando não pudermos, não devemos temê-los. e jamais imitá-los.

Vamos ajudar as carpas, para que sejam integradas ao mundo.

Vamos imitar os golfinhos, que são cooperativos, amigos, alegres, ativos, organizados, atentos, observadores, não gananciosos, comunicativos, criativos, vivendo uma vida tranqüila e feliz........

Navegue

Fernando Pessoa

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.

Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.

Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.

Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.

Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.

Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.

As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.

O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!

Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!

Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.

Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega

à parte alguma sem ela.

Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.

Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.

Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.

Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.

Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.

Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.

Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.

Olhe para o lado, alguém precisa de você.

Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.

Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.

Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.

Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.

Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.

Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!

Se perceber que precisa seguir, siga!

Se estiver tudo errado, comece novamente.

Se estiver tudo certo, continue.

Se sentir saudades, mate-a.

Se perder um amor, não se perca!

Se achá-lo, segure-o!

"Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada".

Invisíveis, mas não ausentes

Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.

Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação, o genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.

Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:

"A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa.

"Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?

"Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.

"O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra, coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.

"Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.

"Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?

"Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo, de que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?

"A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta terra.

"O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só vêem a noite.

"A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.

"Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.

"A morte é uma continuação. Para além das sombras, estendes-se o brilho da eternidade.

"As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.

"O ponto de reunião é no infinito.

"Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.

"Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito."

O que Faz o Balão Subir

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse.

Para atrair compradores, o homem deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares.

Estava ali perto um menino negro.

Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.

Todos foram subindo até sumirem de vista.

O menino, de olhar atento, seguia a cada um.

Ficava imaginando mil coisas... Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.

Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou :

— Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros ?

O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse :

— Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Aladim e a Lâmpada Maravilhosa

Aladim caminhava por uma viela estreita e escura quando um cálido brilho no chão chamou sua atenção.

Aproximando-se, viu que era uma lâmpada.

Estava a olhá-la por vários ângulos quando viu sob a poeira algo que parecia ser algum escrito.

Passou a mão no local e subitamente uma grande luz branca começou a surgir do bico da lâmpada.

Aladim assustou-se e deixou cair a lâmpada, enquanto uma grande forma humana masculina ia se formando no espaço antes vazio.

Ao invés de terminar em pés, suas pernas se afunilavam na direção do bico da lâmpada.

A forma algo fantasmagórica flutuava envolta por uma aura oscilante.

Antes que Aladim pudesse sequer avaliar a situação, a forma disse com voz grave e firme :

— Sou o Gênio da Lâmpada, e você tem direito a um desejo.

Recobrando-se, Aladim compreendeu logo a situação e, sem questionar porque era um só desejo, já ia dizendo algo quando o Gênio continuou :

— Mas há três condições.

Três condições ? Onde já se viu gênio ter condições para atender desejos ?

Aladim continuou ouvindo.

— Primeira condição : o que quer que você deseje, deve se realizar antes em sua mente.

Aladim já ia perguntar o que isto queria dizer, mas o Gênio não deixou :

— Segunda condição : o que quer que você deseje, deve desejar integralmente, sem conflitos.

Desta vez Aladim esperou.

— Terceira condição : o que quer você deseje, deve ser capaz de continuar desejando para continuar a ter.

Aladim, ansioso por dizer logo o que queria, fez o primeiro desejo assim que pôde falar :

— Eu quero um milhão de dólares !

— Já se imaginou tendo um milhão de dólares ?

Aladim agora entendera o que queria dizer a primeira condição.

Na mesma hora vieram à sua mente imagens de si mesmo nadando em dinheiro, comprando muitas coisas, Mas ao se imaginar, questionou-se se teria que compartilhar parte do dinheiro com pobres ou outras pessoas.

Aí entendeu a segunda condição, e percebeu que seu desejo não poderia ser atendido.

Aladim então buscou então algum desejo que poderia ter sem conflitos.

Pensou, pensou, buscou e por fim disse ao Gênio :

— Senhor Gênio, eu quero uma companheira bela, sábia e carinhosa.

Aladim tinha se imaginado com uma mulher assim e sentiu que aquilo ele queria de verdade, sem qualquer conflito.

O Gênio fez um gesto e de sua mão saiu um feixe de luz esverdeada na direção do coração de Aladim.

Este teve uma alucinação, como um sonho, de estar vivendo com uma mulher bela, sábia e carinhosa por vários anos.

E viu-se então enjoado, não a queria mais depois de tanto tempo.

Voltando à realidade, Aladim lembrou-se das cenas e viu que aquele desejo também não poderia ser atendido.

Entristeceu-se, pensando que jamais poderia querer e continuar querendo algo sem conflitos.

Algo aparentemente aconteceu.

O rosto de Aladim iluminou-se, e ele se empertigou todo para dizer ao

Gênio que já sabia o que queria.

— Sim? O Gênio foi lacônico. Aladim completou, em um só fôlego :

— Eu desejo que você me dê a capacidade de realizar os desejos que eu imaginar em minha mente sem conflitos !

Final 1

O Gênio estendeu uma das mãos e, projetando um jato de luz multicolorida em Aladim, transformou-o em um Gênio da Lâmpada.

Final 2

Algo inesperado aconteceu : o Gênio foi se soltando da lâmpada, formaram-se duas pernas completas no seu corpo e ele desceu devagar até finalmente apoiar-se no chão, em frente a Aladim, que o olhava com um ar interrogador.

— Obrigado, disse o Gênio, sorridente.

Estava escrito que eu seria libertado quando alguém pedisse algo que já tivesse !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Terra em Miniatura

Se pudéssemos reduzir a população da Terra à uma pequena aldeia de exatamente 100 habitantes, mantendo as proporções existentes atualmente, sería algo assim :

Dos 100 Habitantes, haveriam :

  57 asiáticos
  21 europeus
  =4 pessoas do hemisfério oeste (tanto norte como sul)=
  8 africanos
  52 seriam mulheres
  48 homens
  70 não seriam brancos
  30 seriam brancos
  70 não cristãos
  30 cristãos
  89 heterossexuais
  11 homossexuais confessos
  6 pessoas possuiriam 59% da riqueza de toda a aldeia e os 6 
  (sim, 6 de 6) seriam norte-americanos.
  Das 100 pessoas, 80 viveriam em condições subhumanas.
  70 não saberiam ler
  50 sofreriam de desnutrição
  1 pessoa estaria a ponto de morrer
  1 bebê estaria prestes a nascer
  Só 1 (sim, só 1) teria educação universitária=

Nesta aldeia haveria só 1 pessoa que possuiria um computador.

Ao analizar nosso mundo desta perspectiva tão reduzida é quando se faz mais premente a necessidade de aceitação, entendimento e educação.

Agora pense...

Se você levantou esta manhã com mais saúde que doenças, então você tem mais sorte que os milhões de pessoas que não sobreviverão nesta semana.

Se você nunca experimentou os perigos da guerra, a solidão de estar preso, a agonia de ser torturado ou a aflição da fome, então está melhor do que 500 milhões de pessoas.

Se você pode ir à sua igreja sem medo de ser humilhado, preso, torturado ou morto... Então você é mais afortunado que 3.000 milhões (3.000.000.000) de pessoas no mundo.

Se você tem comida na geladeira, roupa no armario, um teto sobre sua cabeça e um lugar onde dormir, você é mais rico que 75% da população mundial.

Se você guarda dinheiro no banco, na carteira e tem algumas moedas em um cofrinho... já está entre os 8% mais ricos deste mundo.

Se teus pais ainda estão vivos e unidos... Você é uma pessoa MUITO rara.

Se você leu esta mensagem, acaba de receber uma dupla benção : alguém estava pensando em você e, mais ainda, tem melhor sorte que mais de 2.000.000.000 de pessoas neste mundo que não sabem, sequer, ler.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Corvo Cobiçoso

Era uma vez uma linda pomba que costumava viver em um ninho perto de uma cozinha.

Os cozinheiros gostavam muito dela e freqüentemente lhe davam grãos.

Ela gostava do lugar e tinha uma boa vida.

Um dia, um corvo viu a pomba e percebeu como ela estava recebendo ótimas refeições da cozinha.

Então, numa ocasião o corvo fez amizade com a pomba, e sob o pretexto de amizade, de alguma forma conseguiu fazer com que a pomba dividisse o seu ninho com ele.

A pomba então lhe disse que poderiam passar o tempo juntos discutindo política, religião, etc., mas que em se tratando de comida cada um teria seu meio próprio.

Dessa forma ela sugeriu que o corvo buscasse sua própria comida.

Mas o corvo estava impaciente e sua única razão para fazer amizade com a pomba era pela comida.

Ele queria carne e tudo o que a pomba ganhava da cozinha eram grãos.

Ela não podia esperar mais e finalmente decidiu visitar a cozinha diretamente para obter comida.

Assim pensando, ela furtivamente se arrastou pela chaminé abaixo e entrou na cozinha.

Ela sentiu o cheiro de um peixe temperado que estava numa panela.

Cobiçoso, ele adiantou-se e tentou pegar o peixe, porém ao fazer isto ele tropeçou numa concha de sopa e fez um barulho.

Isto alertou o cozinheiro que estava na sala vizinha e apanhou o corvo e o matou.

Moral da história :

A cobiça paralisa a Inteligência.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

As Codornas

Há tempos, um bando de mais de mil codornas habitava uma floresta da Índia.

Viviam felizes, mas temiam enormemente seu inimigo, o apanhador de codornas.

Ele imitava seu chamado e, quando se reuniam para atendê-lo, jogava sobre elas uma enorme rede e as levava numa cesta para vender.

Mas uma das codornas era muito sábia e disse : "Irmãs ! Elaborei um plano muito bom.

No futuro, assim que o caçador jogar a rede, cada uma de nós enfiará a cabeça por dentro de uma malha e todas alcançaremos vôo juntas, levando-a conosco.

Depois de tomarmos uma boa distância, deixaremos cair a rede num espinheiro e fugiremos".

Todas concordaram com o plano.

No dia seguinte, quando o caçador jogou a rede, todas juntas a içaram conforme a sábia codorna havia instruído, jogaram-na sobre um espinheiro e fugiram.

Enquanto o caçador tentava retirar a rede de cima do espinheiro, escureceu e ele teve de voltar para casa.

Isso aconteceu durante várias tentativas, até que afinal a mulher do caçador se aborreceu e indagou. "Por que você nunca mais conseguiu pegar nenhuma codorna ?"

O caçador respondeu : "O problema é que todas as aves estão trabalhando juntas, ajudando-se entre si.

Se ao menos elas começassem a discutir, eu teria tempo de pegá-las."

Dias depois, uma das codornas acidentalmente esbarrou na cabeça de uma das irmãs quando pousaram para ciscar o chão. "Quem esbarrou na minha cabeça ?", perguntou raivosamente a codorna ferida. "Não se aborreça. Não tive a intenção de esbarrar em você", disse a primeira.

Mas a irmã agredida continuou a discutir : "Eu sustentei todo o peso da rede ! Você não ajudou nem um pouquinho !", gritou.

A primeira então se aborreceu e em pouco tempo estavam todas envolvidas na disputa.

Foi quando o caçador percebeu a sua chance.

Imitou o chamado das codornas e jogou a rede sobre as que se aproximaram.

Elas ainda estavam contando vantagem e discutindo, e não se ajudaram a içar a rede.

Portanto, o caçador ergueu-a sozinho e enfiou as codornas dentro da cesta.

Enquanto isto, a sábia codorna reuniu as amigas e juntas voaram para bem longe, pois ela sabia que discussões dão origem a infortúnios.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

É preciso saber dizer...

Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.

A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro : é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.

Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata : é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.

E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro.

Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto.

Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.

Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.

O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse : pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.

Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo :

— O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.

Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada.

Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.

A resposta do marido foi curta, mas precisa :

— Ela tem de ficar boa.

Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta.

O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.

Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.

O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa :

— Querida, eu vou fazer você ficar boa.

— Por que ? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.

— Porque você representa muito para mim. Você é a minha vida !

Houve uma pausa.

O pulso dela bateu mais depressa.

Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.

— Você nunca me disse isso.

— Estou dizendo agora.

Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.

Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse.

As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida. É importante saber dizer : amo você!

O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor. É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.

A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.

Quem diz ao outro : eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

Não Basta amar o outro.

É preciso que ele saiba que é amado !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Saberes Diferentes

Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro.

Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.

Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro :

— Companheiro, você entende de leis ?

— Não. - Responde o barqueiro.

E o advogado compadecido :

— É pena, você perdeu metade da vida !

A professora muito social entra na conversa :

— Seu barqueiro, você sabe ler e escrever ?

— Também não. - Responde o remador.

— Que pena ! - Condói-se a mestra - Você perdeu metade da vida !

Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.

O canoeiro preocupado pergunta :

— Vocês sabem nadar ?

— Não ! - Responderam eles rapidamente.

— Então é pena - Conclui o barqueiro - Vocês perderam toda a vida !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Filosofia Ocupacional

Um professor de filosofia parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e encheu-o com pedras de uns 2 cm de diâmetro.

Então perguntou aos alunos se o vidro estava cheio.

Eles concordaram que estava.

Então o professor pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos e o jogou dentro do vidro agitando-o levemente.

Os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras.

Ele então perguntou novamente se o vidro estava cheio.

Os alunos concordaram : agora sim, estava cheio.

Então o professor pegou uma caixa com areia e despejou-a dentro do vidro preenchendo o restante.

— Agora, disse o Professor, eu quero que vocês entendam que isto simboliza a sua vida :

As pedras são as coisas importantes : sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a sua vida.

Os pedregulhos são as outras coisas que importam, como o seu emprego, sua casa, seu carro.

A areia representa o resto. As coisas pequenas.

Se vocês colocarem a areia primeiro no vidro, não haverá mais espaço para os pedregulhos e as pedras.

O mesmo vale para a sua vida.

Cuidem das pedras primeiro.

Das coisas que realmente importam.

Estabeleçam suas prioridades.

O resto é só areia !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Arrogância (História Verídica)

O diálogo abaixo é verídico e foi travado em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.

Os americanos começaram na maciota :

— Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.

Os canadenses responderam prontamente :

— Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.

O capitão americano irritou-se :

— Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.

Mas o canadense insistiu :

— Não. Mude o SEU curso atual.

A situação foi se agravando.

O capitão americano berrou ao microfone :

— ESTE É O PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTRÓIERES, TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE, UM, CINCO, GRAUS NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NAVIO.

E o canadense respondeu :

— Aqui é um farol, câmbio !

Às vezes a nossa arrogância nos faz cegos...

Quantas vezes criticamos a ação dos outros, quantas vezes exigimos mudanças de comportamento nas pessoas que vivem perto de nós, quando na verdade nós é que deveríamos mudar o nosso rumo...

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Quando meus dedos crescerão novamente ? (História Verídica)

Um homem saiu de casa para admirar seu novíssimo caminhão. ara sua surpresa, encontrou seu filho de três anos alegremente martelando a pintura brilhante.

O homem correu até a criança, tomou-lhe o martelo e martelou as mãos do pequeno menino como uma forma de castigo.

Quando o pai se tranquilizou, levou a criança ao hospital.

Embora o doutor desesperadamente tentasse poupar os ossos esmagados, ele teve que amputar os dedos das mãos do menino.

Quando o menino acordou da cirurgia e viu o curativo, ele disse inocentemente :

"Papai, eu sinto muito por seu caminhão".

Então ele perguntou :

"Mas quando meus dedos voltarão a crescer ?"

O pai foi para casa e cometeu suicídio.

Pense nesta história e da próxima vez que você vir alguém derramar o leite sobre a mesa de jantar ou quando ouvir o bebê chorando insistentemente.

Pense primeiro antes de perder a paciência com alguém que te ama.

Caminhões podem ser consertados.

Ossos quebrados e sentimentos feridos frequentemente não podem.

Nós, muito frequentemente, não reconhecemos a diferença entre a pessoa e o desempenho.

Pessoas cometem erros.

Somos autorizados a cometer erros.

Mas as ações tomadas durante um acesso de raiva nos assombrará sempre...

Sejamos prudentes e conscientes !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Dando Valor...

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua :

-- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece.

Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal ?

Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu : "Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão." "A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.

-- Nem pense mais nisso, disse o homem.

-- Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha ! Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás da miragem de falsos tesouros.

Valorize o que você tem, os amigos que estão perto de você, o emprego que Deus lhe deu, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, etc.

Esses são os seus verdadeiros tesouros.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Duplo Silêncio (Lenda Judaica)

Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador.

Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno.

Até que um dia, chegou a grande colheita.

Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos.

Cada um seguiu o seu rumo. À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou : "Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice.

Eles me ajudarão no fim da minha vida.

O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo.

Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu".

Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu.

Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando : "Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar.

As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter".

Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro.

O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer.

Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente.

Olharam-se espantados.

Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção.

Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Menina do Vestido Azul

Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita.

Acontece que essa menina freqüentava as aulas da escolinha local no mais lamentável estado: suas roupas eram tão velhas que seu professor resolveu dar-lhe um vestido novo.

Assim raciocinou o mestre: "é uma pena que uma aluna tão encantadora venha às aulas desarrumada desse jeito. Talvez, com algum sacrifício, eu pudesse comprar para ela um vestido azul."

Quando a garota ganhou a roupa nova, sua mãe não achou razoável que, com aquele traje tão bonito, a filha continuasse a ir ao colégio suja como sempre, e começou a dar-lhe banho todos os dias, antes das aulas.

Ao fim de uma semana, disse o pai:

"Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar um pouco a casa, enquanto eu, nas horas vagas, vou dando uma pintura nas paredes, consertando a cerca, plantando um jardim?"

E assim fez o humilde casal.

Até que sua casa ficou muito mais bonita que todas as casas da rua e os vizinhos se envergonharam e se puseram também a reformar suas residências.

Desse modo, todo o bairro melhorava a olhos vistos, quando por isso passou um político que, bem impressionado, disse:

"É lamentável que gente tão esforçada não receba nenhuma ajuda do governo".

E dali saiu para ir falar com o prefeito, que o autorizou a organizar uma comissão para estudar que melhoramentos eram necessários ao bairro.

Dessa primeira comissão surgiram muitas outras e hoje, por todo o país, elas ajudaram os bairros pobres a se reconstruírem.

E pensar que tudo começou com um vestido azul.

Não era intenção daquele simples professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse os bairros abandonados de todo o país.

Mas ele fez o que podia, ele deu a sua parte, ele fez o primeiro movimento, do qual se desencadeou toda aquela transformação. É difícil reconstruir um bairro, mas é possível dar um vestido azul.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Círculo da Tolerância

Um famoso senhor com poder de decisão, gritou com um diretor da sua empresa, porque estava com ódio naquele momento.

O diretor, chegando em casa, gritou com sua esposa, acusando-a de que estava gastando demais, porque havia um bom e farto almoço à mesa.

Sua esposa gritou com a empregada que quebrou um prato.

A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara.

O cachorrinho saiu correndo, e mordeu uma senhora que ia passando pela rua, porque estava atrapalhando sua saída pelo portão.

Essa senhora foi à farmácia para tomar vacina e fazer um curativo, e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada.

O farmacêutico, chegando à casa, gritou com sua mãe, porque o jantar não estava do seu agrado.

Sua mãe, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou-lhe seus cabelos e beijou-o na testa, dizendo-lhe :

"Filho querido, prometo-lhe que amanhã farei os seus doces favoritos. Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da sua cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você descanse em paz. Amanhã você vai sentir-se melhor."

E abençoou-o, retirando-se e deixando-o sozinho com os seus pensamentos.

Naquele momento, rompeu-se o círculo do ódio, porque esbarrou-se com a tolerância a doçura, o perdão e o amor.

Faça você o mesmo.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Fazendo diferente

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de banana.

Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançaram um jato de água fria nos que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.

Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.

A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram.

Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiamo, da surra ao novato.

Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato.

Um quarto e, finalmente, o o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria : "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Lembranças

Um velho sábio chinês estava caminhando por um campo de neve, quando viu uma mulher chorando.

Dirigiu-se a ela e perguntou :

— Porque choras ?

— Porque me lembro do passado, da minha juventude, da beleza que via no espelho... Deus foi cruel comigo por me fazer lembrar.

Ele sabia que, ao recordar a primavera da minha vida, eu sofreria e acabaria chorando.

O sábio, então, em silêncio ficou contemplando o campo de neve, com o olhar fixo em determinado ponto...

A mulher, intrigada com aquela atitude, parou de chorar e perguntou :

— O que estás vendo aí ?

— Eu vejo um campo florido, disse o sábio. Deus foi generoso comigo por me fazer lembrar.

Ele sabia que, no inverno, eu poderia sempre recordar a primavera e sorrir.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Purgatório e o Paraíso

A um rabino muito justo foi permitido que visitasse o purgatório (Gehena) e o paraíso (GanEden).

Primeiramente foi levado ao purgatório, de onde provinham os gritos mais horrendos dos rostos mais angustiados que já virá.

Estavam todos sentados numa grande mesa.

Sobre ela, se viam iguarias, comidas das mais deliciosas que se possa imaginar, com a prataria e a louça mais maravilhosa que jamais se vira.

Não entendendo porque sofriam tanto, o rabino prestou mais atenção e viu que seus cotovelos estavam invertidos, de tal forma que não podiam dobrar os braços e levar aquelas delícias às suas bocas.

O rabino foi levado ao paraíso, onde se ouvia deliciosas gargalhadas e onde reinava um clima de festa.

Porém, ao observar, para sua surpresa, encontrou o mesmo ambiente : todos sentados à mesma mesa que vira no purgatório, contendo as mesmas iguarias, as mesmas louças e os mesmos cotovelos invertidos.

Mas ali havia um detalhe muito especial : cada um levava a comida à boca do outro.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Pontos de Vista

Uma vez uma companhia enviou um vendedor de sapatos a uma cidade na África aonde ele nunca tinha vendido.

Ele era um dos vendedores mais antigos e experientes, e esperavam grandes resultados.

Logo após sua chegada à Africa, o vendedor escreveu para a companhia dizendo :

— É melhor vocês me chamarem de volta. Aqui ninguém usa sapatos.

Foi chamado de volta.

A companhia decidiu então enviar um outro vendedor que não possuía muita experiência, mas era dotado de grande entusiasmo.

A companhia achava que ele seria capaz de vender alguns pares de sapatos.

Pouco depois de sua chegada ele enviou um telegrama urgente para a firma dizendo :

— Por favor, enviem todos os sapatos disponíveis. Aqui ninguém usa sapatos!

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

As Duas Sementes

Na primavera, uma jovem senhora semeou o seu jardim.

Duas sementes acabaram sendo enterradas uma ao lado da outra.

A primeira semente disse para segunda :

— Pensa como será divertido, vamos crescer nossas raízes fundo no solo e quando elas estiverem fortes, nós vamos brotar da terra e nos tornar lindas flores para todo mundo ver e admirar !

A segunda semente ouviu mas estava preocupada.

— Isso parece legal, ela disse, mas a terra não está muito fria? Eu estou com medo de estender minhas raízes nela. E se alguma coisa der errado e eu não me tornar muito bonita ? Então a senhora pode não gostar de mim, eu estou com medo.

A primeira semente, no entanto, não estava intimidada.

Ela empurrou suas raízes para baixo na terra e começou a crescer.

Quando suas raízes estavam fortes o suficiente, ela emergiu do solo como uma linda flor.

A senhora inclinou-se cuidadosamente para ela e orgulhosamente mostrou a flor perfumada para todos os seus amigos.

Mas enquanto isso a outra semente permanecia dormente.

— "Vamos lá", a flor dizia todo o dia para a sua amiga, está quente e maravilhoso aqui em cima, no sol!

A segunda semente estava muito impressionada, mas permanecia amedrontada e com insegurança empurrou uma raiz no solo.

— "Ai", ela disse. Essa terra ainda está ainda muito fria e dura pra mim. Eu não gosto dela. Eu prefiro ficar aqui na minha própria concha onde estou segura e confortável. Há muito tempo par se tornar uma flor.

Nada que a primeira semente dissesse mudava a mente da segunda.

Então, um dia quando a senhora estava fora um pássaro faminto voou no jardim, ele ciscava o solo procurando algo para comer.

A segunda semente que estava logo abaixo da superfície estava com muito medo de ser comida.

Mas aquele era seu dia de sorte.

Um gato pulou do peitoril da janela e espantou o pássaro.

A semente suspirou de alívio !

E neste momento tomou uma importante decisão :

— É uma tolice desperdiçar meu curto tempo aqui na terra, ela disse. Eu vou seguir as minhas esperanças e sonhos de mudança em vez de meus medos. Então, sem outro pensamento, a segunda semente começou a espalhar as suas raízes e também cresceu e se tornou uma linda flor.

Perguntas-Guia :

Você segue seus sonhos e esperanças ou segue seus medos ?

Você já teve uma experiência em que você teve que enfrentar seus medos para crescer ?

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Porta Negra

Era uma vez um país das Mil e uma Noites.

Neste país, havia um Rei que era muito polêmico por causa de seus atos.

Ele pegava os prisioneiros de guerra e levava para uma enorme sala.

Os prisioneiros eram enfileirados no centro da sala e o Rei gritava, dizendo :

— Eu vou dar uma chance para vocês. Olhem para o canto direito da sala.

Ao olharem, os prisioneiros viam alguns soldados armados de arco e flechas, prontos para ação.

— Agora, - continuava o Rei - Olhem para o canto esquerdo.

Ao olharem, todos os presos notavam que havia uma horrível Porta Negra de aspecto gigantesco.

Crânios humanos serviam como decoração e a maçaneta era a mão de um cadáver.

Algo horripilante só de imaginar, quanto mais para ver.

O Rei se posicionava no centro da sala e gritava :

— Agora escolham : o que vocês querem ?

Morrerem cravados de flechas ou abrirem rapidamente aquela Porta Negra e entrarem lá dentro enquanto tranco vocês ?

Agora decidam, vocês têm livre arbítrio, escolham....

Todos os prisioneiros tinham o mesmo comportamento : na hora da decisão, eles chegavam perto da horrível Porta Negra de mais de quatro metros de altura, olhavam para os desenhos de caveiras, sangue humano, esqueletos, aspecto infernal, coisas escritas do tipo : "Viva a Morte", etc...e decidiam :

"Quero morrer flechado"...

Um a um, todos agiam assim: olhavam para a Porta Negra e para os arqueiros da Morte e diziam para o Rei :

— Prefiro ser atravessado por flechas a abrir essa Porta Negra a ser trancado lá dentro.

Milhares optaram pelo que estavam vendo : a morte feia pelas flechas.

Mas, um dia, a guerra acabou.

Passado algum tempo, um daqueles soldados do "Pelotão da Flechada" estava varrendo a enorme sala quando eis que surge o Rei.

O soldado com toda reverência e meio sem jeito, perguntou :

— Sabe, ó grande Rei, eu sempre tive uma curiosidade, não se zangue com minha pergunta, mas... o que tem além daquela Porta Negra ?

O Rei respondeu :

— Lembra que eu dava aos prisioneiros duas escolhas ?

Pois bem, vá e abra a Porta Negra.

O soldado, trêmulo, virou cautelosamente a maçaneta e sentiu um raio puro de sol beijar o chão feio da enorme sala.

Abriu mais um pouquinho a porta e mais luz e um gostoso cheiro de verde inundaram o local.

O soldado notou que a Porta Negra abria para um caminho que apontava para a grande estrada.

Foi aí que o soldado foi perceber : a Porta Negra dava para a.... LIBERDADE !!!!!

Todos nós temos uma Porta Negra dentro da mente.

Para uns, a Porta Negra é o medo do desconhecido.

Para outros, é uma pessoa difícil.

Quem sabe até uma frustração qualquer, do tipo : Medo de se entregar (a alguém ou a alguma coisa).

Medo de se relacionar ou Medo de viver um grande (e triste) amor ou

Medo de ser rejeitado ou

Medo de inovar ou

Medo de mudar ou

Medo de voar mais alto.

Para alguns, a Porta Negra é a incerteza que a falta de preparo atemoriza.

Ou uma trava imaginária que as inseguranças da vida fabricaram durante a educação.

Mas, se você pode perder, você também pode vencer.

Se der um passo além do medo, você vai encontrar o raio de sol entrando em sua vida.

Abra essa PORTA NEGRA e deixe o sol inundar você...

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Verdade, a Mentira, o Fogo e a Água (Lenda Etíope)

Há muito tempo, a Verdade, a Mentira, o Fogo e a Água estavam viajando e chegaram a um rebanho de gado.

Discutiram o assunto e chegaram à conclusão de que seria melhor dividir o rebanho em quatro partes iguais para que cada um pudesse levar consigo uma quantidade igual de animais.

Mas a Mentira era gananciosa e arquitetou um plano para ficar com uma parte maior.

-- Ouça o meu conselho - sussurou ela, puxando a Água para um canto.

-- O Fogo está planejando queimar toda a relva e as árvores das suas margens para conduzir seu gado pelas planícies e ficar com os animais para si.

Se eu fosse você, acabaria com ele logo agora, e assim repartiríamos a parte dele entre nós.

A Água foi tola o suficiente para acatar o conselho da Mentira e lançou-se sobre o Fogo, apagando-o.

E a Mentira dirigiu-se em seguida para a Verdade, sussurando-lhe :

-- Veja só o que fez a Água ! Acabou com o Fogo para ficar com o gado dele. Não deveríamos associar-nos a alguém assim. Deveríamos pegar todo o gado e partir para as montanhas.

A Verdade acreditou nas palavras da Mentira e concordou com seu plano.

E, juntas, levaram o gado para as montanhas.

-- Esperem por mim - disse a Água, correndo no se encalço, mas é claro que não conseguiu correr morro acima.

E foi deixada para trás, no vale.

Ao chegarem no topo da montanha mais alta, a Mentira virou-se para a Verdade e pôs-se a rir.

-- Consegui enganá-la, sua idiota ! - disse ela, soltando uma risada estridente.

-- Agora você vai me dar todo o gado e será minha escrava, ou eu a destruirei.

-- Ora essa ! Você me enganou - admitiu a Verdade. Mas eu jamais serei sua escrava.

E as duas brigaram; e enquanto se batiam, os trovões ecoavam pelas montanhas.

As duas se agrediram como o quê, mas nenhuma conseguiu destruir a outra.

Acabaram decidindo chamar o Vento para decidir quem seria a vencedora da disputa.

E o Vento subiu a montanha a todo velocidade, e escutou o que ambas tinham a dizer.

E por fim falou:

-- Não me cabe apontar a vencedora.

A Verdade e a Mentira estão fadadas à disputa. Às vezes, a Verdade ganhará; outras vezes a Mentira prevalecerá; neste caso, a Verdade deverá se erguer e tornar a lutar.

Até o fim do mundo, a Verdade deverá combater a Mentira e jamais buscar o descanso ou baixar a guarda; caso contrário, será aniquilada para sempre.

Assim é que a Verdade e a Mentira continuam lutando até hoje.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Pedra no Caminho

Conta-se a lenda de um rei que viveu num país além-mar há muitos anos.

Ele era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo.

Freqüentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.

— Nada de bom pode vir a uma nação - dizia ele - cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.

Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio.

Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.

Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que ele levava para moagem na usina.

— Quem já viu tamanho descuido? - disse ele contrariadamente, enquanto desviava sua parelha e contornava a pedra. Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada ?

E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.

Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada.

A longa pluma do seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia à sua cintura.

Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra.

O soldado não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento.

Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado uma pedra imensa na estrada.

Então, ele também se afastou, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.

Assim correu o dia.

Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém a tocava.

Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou.

Era muito trabalhadora, e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho.

Mas disse a si mesma :

"Já está quase escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra à noite e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho."

E tentou arrastar dali a pedra.

Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar.

Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra.

Ergueu a caixa.

Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa.

Havia na tampa os seguintes dizeres : "Esta caixa pertence a quem retirar a pedra."

Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.

A filha do moleiro foi para casa com o coração feliz.

Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torno do local na estrada onde a pedra estava.

Revolveram o pó da estrada com os pés, na esperança de encontrar um pedaço de ouro.

— Meus amigos - disse o rei - com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam.

A decepção é normalmente o preço da preguiça.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Por favor, por favor

Havia uma vez uma pequena expressão chamada "Por Favor" que morava na boca de um garotinho.

Os Por Favor moram na boca de todo mundo, ainda que as pessoas se esqueçam com freqüência que eles estão ali.

Mas para ficarem forte e felizes, todos os Por Favor devem ser tirados das bocas de vez em quando, para tomar um pouco de ar.

Sabe, eles são como peixinhos de aquário, que sobem à tona para respirar.

O Por Favor do qual irei falar morava na boca de um menino chamado

Duda.

Só uma vez, em muito tempo, o tal Por Favor teve oportunidade de sair; pois Duda, lamento dizer; era um menininho muito malcriado; que quase nunca se lembrava de dizer "Por Favor".

-- Dê-me um pedaço de pão ! Quero água !

Dê-me aquele livro ! - era deste jeito que ele pedia as coisas.

Seus pais ficavam muito tristes com isso.

Já o coitado do Por Favor ficava na ponta da língua do menino, aguardando uma oportunidade para sair.

Estava cada dia mais fraco.

Duda tinha um irmão mais velho, chamado João.

Tinha quase dez anos; e era tão educado quanto Duda era malcriado.

Por isso, o seu Por Favor recebia muito ar e era forte e bem-disposto.

Um dia, no café da manhã, o Por Favor de Duda sentiu que precisava tomar ar, mesmo que para isso tivesse de fugir.

Foi o que fez - fugiu da boca de Duda, e inspirou longamente.

Depois, arrastou-se pela mesa e pulou para a boca de João.

O Por Favor que morava lá ficou muito zangado.

-- Saia ! - ele gritou. - Aqui não é o seu lugar ! Esta boca é minha !

-- Eu sei - respondeu o Por Favor de Duda.

-- Eu moro na boca do irmão do seu senhor.

Mas, meu Deus ! Não sou feliz lá.

Eu nunca sou usado. Nunca recebo ar puro !

Pensei que você me deixaria ficar aqui por um dia ou dois, até eu me sentir mais forte.

-- Mas é lógico - disse gentilmente o outro Por Favor.

-- Eu compreendo. Fique; quando o meu senhor me utilizar, sairemos juntos.

Ele é bom, e eu tenho certeza de que não se importará em dizer "por favor" duas vezes.

Fique o tempo que desejar.

Ao meio-dia, no almoço, João quis um pouco de manteiga e falou assim :

-- Papai, pode me passar a manteiga, por favor - por favor ?

-- Pois não -, disse o pai.

-- Mas por que tanta polidez ?

João não respondeu.

Voltou-se para a mãe, e disse :

-- Mamãe, dê-me um bolinho, por favor - por favor ?

A mãe sorriu.

-- Vou lhe dar o bolinho, querido; mas porque você diz "por favor" duas vezes ?

-- Eu não sei -, respondeu João.

-- As palavras apenas saem.

Tita, por favor - por favor, me dê um pouco d'água !

Nesse momento, João ficou um pouco assustado.

-- Tudo bem -, disse o pai.

-- Não há problema nenhum.

Mas não se deve dizer tanto "por favor" neste mundo.

Enquanto isso, o pequeno Duda continuara gritando daquele seu jeito mal-educado :

-- Quero um ovo !

Quero um pouco de leite !

Me dá uma colher ! - Mas, então, ele parou e escutou o irmão.

Achou que seria engraçado falar como João; por isso, começou :

-- Mamãe, dê-me um bolinho, m-m-m ?

Ele estava tentando dizer "por favor" - mas como ?

Ele não sabia que o seu pequenino Por Favor estava sentado na boca de

João.

Tentou outra vez, pedindo a manteiga :

-- Manteiga, passe a manteiga, m-m-m ?

E só conseguiu dizer isto.

A coisa continuou o dia inteiro, e todos ficaram imaginando o que havia de errado com os dois meninos.

Quando anoiteceu, ambos estavam muito cansados, e Duda estava tão aborrecido que a mãe os mandou mais cedo para cama.

Mas na manhã seguinte, logo que se sentaram para o café, o Por Favor de Duda correu de volta para casa.

Ele tinha tomado tanto ar puro no dia anterior que estava se sentindo bastante forte e feliz.

E, no momento seguinte, ele foi outra vez arejado quando Duda falou :

-- Papai, por favor, corte a minha laranja !

Meu Deus ! A expressão saiu fácil, fácil !

Soava tão bem como quando João a pronunciava e João estava falando somente um "por favor" naquela manhã.

E daquele dia em diante, o pequeno Duda tornou-se tão educado quanto o irmão.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Amor e Sonhos

Conta a lenda que uma jovem mariposa de corpo frágil e alma sensível voava ao sabor do vento certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante e se apaixonou.

Voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor, mas a mãe lhe disse friamente :

— Que bobagem! As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno delas.

Procure um poste ou um abajur e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.

Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta e pensava:

— Que maravilha poder sonhar !

Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante e demonstrar seu amor.

Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal.

Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando à estrela, então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor.

Esperava com ansiedade que a noite descesse e, quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.

Sua mãe ficava cada vez mais furiosa e dizia :

— Estou muito decepcionada com a minha filha ! Todas as suas irmãs e primas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpada ! Você devia deixar de lado esses sonhos inúteis e arranjar um amor que possa atingir.

A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa.

Mas, no fundo como, aliás, sempre acontece ficou marcada pelas palavras da mãe e achou que ela tinha razão.

Por algum tempo, tentou esquecer a estrela, mas seu coração não conseguia esquecer a estrela e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.

Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas, quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza.

Entretanto, à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção a tudo que via à sua volta.

Lá do alto podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas e irmãs já tinham encontrado um amor, mas, ao ver as montanhas, os oceanos e as nuvens que mudavam de forma a cada minuto, a mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.

Muito tempo depois resolveu voltar à sua casa e aí soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs e primas tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas pelo amor que julgavam fácil.

A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo que, às vezes, os amores difíceis e impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles amores fáceis e que estão ao alcance de nossas mãos.

Com esta lenda aprendemos duas coisas: valorizar o amor e lutar pelos nossos sonhos, porque sabemos que é a realização deles que nos faz feliz e lembremos "o mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar, e correr o risco de viver seus sonhos".

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Idosa

Vinte anos atrás, eu ganhava a vida como motorista de táxi.

Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar.

Nenhuma tocou-me mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite, era Agosto.

Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolinhos, de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade.

Quando eu cheguei às 2:30 da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo.

Assim, fui até a porta e bati.

"Um minuto", respondeu uma voz débil e idosa.

Uma octogenária pequenina apareceu.

Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon.

Toda a mobília estava coberta por lençóis.

Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis.

Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, ela ficou agradecendo minha ajuda.

Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu :

— O Senhor poderia ir pelo centro da cidade ?

— Não é o trajeto mais curto, alertei-a prontamente.

— Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um asilo de velhos.

Eu olhei pelo retrovisor.

Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando.

— Eu não tenho mais família, continuou. O médico diz que tenho pouco tempo.

Eu, disfarçadamente, desliguei o taxímetro e perguntei :

— Qual o caminho que a Senhora deseja que eu tome ?

Nas duas horas seguintes, nós dirigimos pela cidade.

Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista.

Nós passamos pelas cercanias em que ela e o esposo tinham vivido como recém-casados; em outro, hoje um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha.

De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina - ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada.

Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente:

— Eu estou cansada. Vamos agora!

Viajamos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado.

Chegamos a uma casa de repouso.

Dois atendentes caminharam até o táxi, assim que ele parou.

Eu abri a mala do carro e levei a pequena valise para a porta.

A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas.

— Quanto lhe devo? ela perguntou, pegando a bolsa.

— Nada, respondi.

— Você tem que ganhar a vida, meu jovem.

— Há outros passageiros, respondi.

Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço.

Ela me envolveu comovidamente.

— Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria. Obrigada.

Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada.

Atrás de mim uma porta foi fechada.

Era o som do término de uma vida.

Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida.

Nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos.

Todavia, os pequenos momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância. "AS PESSOAS PODEM NÃO LEMBRAR EXATAMENTE O QUE VOCÊ FEZ, OU O QUE VOCÊ DISSE, MAS ELAS SEMPRE LEMBRARÃO DE COMO VOCÊ AS FEZ SENTIR".

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Faça a sua parte

Em um certo lugar do Oriente, um Rei resolveu criar um lago diferente para as pessoas do seu povoado.

Ele quis criar um lago de leite. Então pediu para que cada um de seus súditos levasse apenas um copo de leite; com a cooperação de todos, o lago seria preenchido.

O Rei muito entusiasmado esperou até a manhã seguinte para ver o seu lago de leite.

Mas, tal foi a sua surpresa no outro dia pela manhã quando viu o lago cheio de água e não de leite.

Consultou o seu conselheiro que o informou, que as pessoas do povoado tiveram todas o mesmo pensamento :

NO MEIO DE TANTO COPO DE LEITE, SE SÓ O MEU FOR DE ÁGUA, NINGUÉM VAI NOTAR...

Pense nisto !

É por isso que estamos nessa situação , onde todos por comodismo esperam pelos outros ! "O bem que não fazes, já é o próprio mal que estás a fazer". ( Paulo Tarso)

Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, o seria só por desonestidade ! - "Sêneca"

Não espere pelo leite dos outros para encher o lago da vida, participe com sua parte !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Guardião

Certo dia num mosteiro, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto.

O Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela.

O Mestre, com muita tranqüilidade, falou :

-- Assumirá o posto o primeiro que resolver o problema que vou apresentar.

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e disse apenas :

-- Aqui está o problema !

Todos ficaram olhando a cena : o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro.

O que representaria ?! O que fazer ?! Qual o enigma ?!

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre,os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ... ZAPT ... destruiu tudo com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse :

-- Você será o novo Guardião do Castelo.

Não importa qual o problema.

Nem que seja algo lindíssimo.

Se for um problema, precisa ser eliminado.

Um problema é um problema.

Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou.

Por mais lindo que seja ou, tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem que ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes.

Espaço esse indispensável para recriar a vida.

Existe um provérbio que diz :

"Para você beber vinho numa taça cheia de chá é necessário primeiro jogar o chá fora para, então, beber o vinho".

Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários, até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em seu coração.

O passado serve como lição, como experiência, como referência.

Serve para ser relembrado e não revivido.

Use as experiências do passado no presente, para construir o seu futuro.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Uma Carta de Amor

Em uma noite qualquer em um hospital qualquer, Célia que aguardava, ansiosamente, notícias de seu filho Joel, pulou da cadeira quando viu o cirurgião chegar e perguntou :

"Como está meu filho ? Ele vai ficar bem ?"

O cirurgião disse :

"Sinto muito, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, mas não podemos evitar."

Célia então falou :

"Por que as crianças tem câncer ? Será que Deus não se preocupa com elas ?

Onde estava Deus quando meu filho precisou dele ?"

O cirurgião disse :

"A enfermeira sairá para lhe deixar uns minutos com o corpo de seu filho antes de o levarem para a Universidade."

Mas Célia preferiu que a enfermeira a acompanhasse enquanto se despedia de seu filho.

Passou a mão no seu cabelo, e aí então a enfermeira perguntou se ela queria guardar alguns fios de seu cabelo.

Célia aceitou e a enfermeira cortou uma mecha e colocou em uma bolsinha de plástico e deu a Célia.

Aí Célia explicou à enfermeira :

"Foi idéia de Joel doar o corpo à Universidade para ser estudado.

Disse que poderia ser útil a alguém. Era o que ele desejava.

Eu, a princípio me neguei, mas ele me disse :"

"Mamãe, eu não o usarei depois que morrer, e talvez ajude uma criança a desfrutar de um dia mais ao lado de sua Mãe."

"Meu Joel tinha um coração de ouro, sempre pensava nos outros e desejava ajudá-los como pudesse."

Aí então Célia saiu do Hospital Infantil pela última vez, depois de ter permanecido por lá nos últimos seis meses.

Colocou a bolsa com os pertences de Joel no assento do carro, junto à ela.

Foi difícil dirigir de volta para casa, e mais difícil ainda foi entrar na casa vazia.

Levou a bolsa ao quarto de Joel e colocou os carrinhos de miniatura e todas suas demais coisas como ele gostava.

Sentou na cama de Joel e chorou até dormir, abraçando o pequeno travesseiro dele.

Acordou cerca de meia-noite, junto a ela, havia uma folha de papel dobrada.

Célia abriu e era uma carta que dizia :

"Querida Mamãe, Sei que você deve sentir minha falta mas não pense que eu te esqueci ou que deixei de te amar só porque não estou aí para dizer TE AMO.

Pensarei em você cada dia mamãe e cada dia te amarei ainda mais.

Algum dia voltaremos a nos ver.

Se você quiser adotar um menino para que não fiques tão sozinha, ele poderá ficar no meu quarto e brincar com todas as minhas coisas.

Se quiser uma menina, provavelmente ela não gostará das mesmas coisas que os meninos gostam portanto a senhora terá que comprar bonecas e outras coisas de meninas, nesse caso a senhora poderá doar os minhas coisas para outro menino.

Não fique triste quando pensar em mim, estou num lugar grandioso.

Meus avós vieram me receber quando cheguei, me mostraram um pouco daqui deste maravilhoso lugar, mas levarei muito tempo para ver tudo.

Os anjos são muito amigos e me encanta vê-los voar.

Jesus não se parece com as imagens que vi dele, mas soube que era ele assim que o vi.

Jesus me levou para ver Deus !! E, acredite, mamãe !

E eu me sentei no colo dele e falei com ele como se eu fosse alguém importante.

Eu disse à Deus que queria te escrever uma carta, para me despedir e acalmá-la, mesmo sabendo que não era permitido.

Deus me deu papel e sua caneta pessoal para que eu pudesse escrever esta carta.

Acho que se chama Gabriel o anjo que a deixará cair para você.

Deus me disse para responder o que você perguntou :

"Onde estava ele quando eu precisei ?" Deus disse :

"No mesmo lugar de quando Jesus estava na cruz.

Estava justo aí, como Deus sempre está com todos os seus filhos."

Esta noite estarei na mesa com Jesus para o jantar.

Sei que a comida será fabulosa.

Ah! quase esqueci de dizer... Não sinto mais nenhuma dor, o câncer foi embora.

Estou feliz porque eu já não conseguia mais suportar tanta dor e como Deus não podia me ver sofrendo daquela maneira, aí enviou o Anjo da Misericórdia para me levar.

O Anjo me disse que eu era uma entrega especial, foi como cheguei aqui."

Assinado com Amor :

Deus, Jesus e Eu.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Um Louco Amor

Quando eu a conheci tinha 16 anos.

Fomos apresentados numa festa, por um "carinha" que se dizia meu amigo.

Foi amor a primeira vista.

Ela me enlouquecia.

Nosso amor chegou a um ponto, que já não conseguia viver sem ela.

Mas era um amor proibido.

Meus pais não aceitaram.

Fui repreendido na escola e passamos a nos encontrar escondidos.

Mas aí não deu mais, fiquei louco.

Eu a queria, mas não a tinha.

Eu não podia permitir que me afastassem dela.

Eu a amava : bati o carro, quebrei tudo dentro de casa e quase matei a minha irmã.

Estava louco, precisava dela.

Hoje tenho 39 anos; estou internado em um hospital, sou inútil e vou morrer abandonado pelos meus pais, amigos e por ela.

Seu nome ?

Cocaína.

Devo a ela meu amor, minha vida, minha destruição e minha morte.

Freddie Mercury, Desabafo antes de morrer de AIDS

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Anel

Venho aqui , professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada.

Me dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar ?

O que posso fazer para que me valorizem mais ?

O professor, sem olha-lo, disse :

-- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa falou :

-- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.

C...Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse :

-- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro.

Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores.

Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.

Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou.

O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos.

Entrou na casa e disse :

-- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

-- Importante o que disse meu jovem, contestou sorridente.

-- Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel ? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar.

O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse :

-- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

-- 58 MOEDAS DE OURO !!! Exclamou o jovem.

-- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que ocorreu.

-- Senta. Disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou disse :

-- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert.

Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor ???

E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

-- Todos somos como esta jóia : Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Mudanças

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar encontraram na portaria um cartaz enorme no qual estava escrito :

"Faleceu ontem a pessoa que impedia seu crescimento na Empresa". Você está convidado para o velório na quadra de esportes.

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas, depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando seu crescimento na empresa.

A agitação na quadra de esportes era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.

Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava :

— Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?

— Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco.

Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.

Pois bem, no visor do caixão havia um espelho... e cada um via a si mesmo...

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: Você mesmo!

Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida;

Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida e;

Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.

SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA,

QUANDO SEUS PAIS MUDAM, SUA VIDA MUDA QUANDO VOCÊ MUDA!

VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Amizade...

Um filho perguntou a mãe :

— Mãe, posso ir no hospital ver meu amigo ? Ele está doente !

A mãe responde com uma pergunta :

— Claro, mas o que ele tem ?

O filho com a cabeça baixa, diz :

— Tumor no cérebro.

A mãe furiosa diz :

— E você quer ir lá pra quê ? Vê-lo morrer ?

O filho lhe da as costas e vai... Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar... dizendo :

— Aí mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente !

A mãe com raiva :

— E agora ?! Tá feliz ?! Valeu apena ter visto aquela cena ?!

Uma última lágrima caiu de seus olhos e acompanhado de um sorriso, ele disse :

— Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer...

EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA !!!

A amizade não se resume só nas horas boas, de alegria, e de festa...

Amigo, é para todas as horas, boas ou ruins, tristes ou felizes !!!

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Papel e a Tinta

Fábula de Leonardo Da Vinci

Certo dia, uma folha de papel que estava em cima de uma mesa, junto com outras folhas exatamente iguais a ela, viu-se coberta de sinais. Uma pena, molhada de tinta preta, havia escrito uma porção de palavras em toda a folha.

— Será que você não podia ter me poupado desta humilhação? - disse a folha de papel, furiosa, para a tinta.

— Espere!, respondeu a tinta. Eu não estraguei você. Eu cobri você de palavras. Agora você não é mais uma folha de papel, mas sim uma mensagem. Você é a guardiã do pensamento humano. Você se transformou num documento precioso.

Pouco depois, alguém foi arrumar a mesa e apanhou as folhas de papel para jogá-las na lareira. Subitamente, reparou na folha escrita com tinta. Então, jogou fora todas as outras, e guardou apenas a que continha uma mensagem.

  M a r t h a
  martha carrer cruz gabriel
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Neuróbica: Dicas para escapar do ALZHEIMER

Autor desconhecido

Trocar de mão para escovar os dentes é bom para o cérebro. O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes, contrariando a rotina e obrigando à estimulação do cérebro, é uma nova técnica para melhorar a concentração, treinando a criatividade e inteligência e, assim, realizando um exercício de NEURÓBICA.

Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.

Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que a NEURÓBICA, a "aeróbica dos neurônios", é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro.

Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro. Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios "cerebrais" que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa.

O desafio da Neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:

A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, invente, faça alguma coisa diferente e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!

Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?

  M a r t h a
  martha carrer cruz gabriel
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Um Som por um Perfume

Um pobre viajante parou ao meio-dia para descansar à sombra de uma frondosa árvore.

Ele viera de muito longe e sobrara apenas um pedaço de pão para almoçar.

Do outro lado da estrada, havia um quiosque com tentadores pastéis e bolos; o viajante se deliciava sentindo as fragrâncias que flutuavam pelo ar, enquanto mascava seu pedacinho de pão dormido.

Ao se levantar para seguir caminho, o padeiro subitamente saiu correndo do quiosque, atravessou a estrada e agarrou-o pelo colarinho.

— Espere aí ! - gritou o padeiro. - Você tem que pagar pelos bolos !

— Que é isso ? - protestou o espantado viajante. - Eu nem encostei nos seus bolos !

— Seu ladrão ! - berrava o padeiro. - É perfeitamente óbvio que você aproveitou seu próprio pão dormido bem melhor, só sentindo os cheirinhos deliciosos da minha padaria.

Você não sai daqui enquanto não me pagar pelo que levou. Eu não trabalho à toa não, camarada !

Uma multidão se juntou e instou para que levasse o caso ao juiz local, um velho muito sábio.

O juiz ouviu os argumentos, pensou bastante e depois ditou a sentença.

— Você está certo - disse ao padeiro. - Este viajante saboreou os frutos do seu trabalho.

E julgo que o perfume dos seus bolos vale três moedas de ouro.

— Isso é um absurdo ! Objetou o viajante. - Além disso, gastei meu dinheiro todo na viagem. Não tenho mais nem um centavo.

— Ah... - disse o juiz. - Neste caso, vou ajudá-lo.

Tirou três moedas de ouro do próprio bolso, e o padeiro logo avançou para pegar.

— Ainda não - disse o juiz. - Você diz que esse viajante meramente sentiu o cheiro dos seus bolos, não é ?

— É isso mesmo - respondeu o padeiro.

— Mas ele não engoliu nem um pedacinho ?

— Já lhe disse que não.

— Nem provou nem um pastel ?

— Não !

— Nem encostou nas tortas ?

— Não !

— Então, já que ele consumiu apenas o perfume, você será pago apenas com som.

Abra os ouvidos para receber o que você merece.

O sábio juiz jogou as moedas de uma mão para outra, fazendo-as retinir bem perto das gananciosas orelhas do padeiro.

— Se ao menos você tivesse a bondade de ajudar esse pobre homem em viagem - disse o juiz -, você até ganharia recompensas em ouro, no Céu.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Tese de Guerdjef

Tese de um pensador russo chamado Guerdjef, que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver.

Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal".

Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade interna. Ei-las:

  1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

  2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

  3. Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

  4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

  5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

  6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

  7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

  8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

  9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

  10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

  11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

  12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

  13. É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.

  14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

  15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

  16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

  17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

  18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

  19. Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!

  20. E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:

VOCÊ É O QUE SE FIZER SER!

A Tartaruga Tagarela

Era uma vez uma tartaruga que vivia num lago com dois patos, muito seus amigos.

Ela adorava a companhia deles e conversava até cansar. A tartaruga gostava muito de falar.

Tinha sempre algo a dizer e gostava de se ouvir dizendo qualquer coisa.

Passaram muitos anos nessa feliz convivência, mas uma longa seca acabou por esvaziar o lago.

Os dois patos viram que não podiam continuar morando ali e resolveram voar para outra região mais úmida.

E foram dizer adeus à tartaruga.

— Oh, não, não me deixem! Suplicou a tartaruga. - Levem-me com vocês, senão eu morro !

— Mas você não sabe voar ! - disseram os patos. - Como é que vamos levá-la ?

— Levem-me com vocês ! Eu quero ir com vocês ! - gritava a tartaruga.

Os patos ficaram com tanta pena que, por fim, tiveram uma idéia.

— Pensamos num jeito que deve dar certo - disseram - se você conseguir ficar quieta um longo tempo.

Cada um de nós vai morder uma das pontas de uma vara e você morde no meio.

Assim, podemos voar bem alto, levando você conosco.

Mas cuidado : lembre-se de não falar ! Se abrir a boca, estará perdida.

A tartaruga prometeu não dizer palavra, nem mexer a boca; estava agradecidíssima !

Os patos trouxeram uma vara curta bem forte e morderam as pontas; a tartaruga abocanhou bem firme no meio.

Então os patos alçaram vôo, suavemente, e foram-se embora levando a silenciosa carga.

Quando passaram por cima das árvores, a tartaruga quis dizer : "Como estamos alto !" Mas lembrou-se de ficar quieta.

Quando passaram pelo campanário da igreja, ela quis perguntar : "O que é aquilo que brilha tanto ?"

Mas lembrou-se a tempo de ficar calada.

Quando passaram sobre a praça da aldeia, as pessoas olharam para cima, muito espantadas.

— Olhem os patos carregando uma tartaruga ! - gritavam. E todos correram para ver.

A tartaruga bem quis dizer : "E o que é que vocês tem com isso ?"; mas não disse nada. Ela escutou as pessoas dizendo :

— Não é engraçado ? Não é esquisito ? Olhem! Vejam!

E começou a ficar zangada; mas ficou de boca fechada. Depois, as pessoas começaram a rir :

— Vocês já viram coisa mais ridícula ? - zombavam.

E aí a tartaruga não agüentou mais. Abriu a boca e gritou :

— Fiquem quietos, seus bobalhões...!

Mas, antes que terminasse, já estava caída no chão. E acabou-se a tartaruga tagarela.

Há momentos na vida que é melhor ficar de boca fechada.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Os Cegos e o Elefante

Era uma vez seis cegos à beira de uma estrada.

Um dia, lá do fundo de sua escuridão, eles ouviram um alvoroço e perguntaram o que era.

Era um elefante passando e a multidão tumultuada atrás dele.

Os cegos não sabiam o que era um elefante e quiseram conhecê-lo.

Então o guia parou o animal e os cegos começaram a examiná-lo :

Apalparam, apalparam...Terminado o exame, os cegos começaram a conversar :

Puxa ! Que animal esquisito ! Parece uma coluna coberta de pêlos !

Você está doido ? Coluna que nada ! Elefante é um enorme abano, isto sim!

Qual abano, colega ! Você parece cego ! Elefante é uma espada que quase me feriu !

Nada de espada e nem de abano, nem de coluna. Elefante é uma corda, eu até puxei.

De jeito nenhum! Elefante é uma enorme serpente que se enrola.

Mas quanta invencionice ! Então eu não vi bem ? Elefante é uma grande montanha que se mexe.

E lá ficaram os seis cegos, à beira da estrada, discutindo partes do elefante.

O tom da discussão foi crescendo, até que começaram a brigar, com tanta eficiência quanto quem não enxerga pode brigar, cada um querendo convencer os outros que sua percepção era a correta.

Bem, um não participou da briga, porque estava imaginando se podia registrar os direitos da descoberta e calculando quanto podia ganhar com aquilo.

A certa altura, um dos cegos levou uma pancada na cabeça, a lente dos seus óculos escuros se quebrou ferindo seu olho esquerdo e, por algum desses mistérios da vida, ele recuperou a visão daquele olho.

E vendo, olhou, e olhando, viu o elefante, compreendendo imediatamente tudo.

Dirigiu-se então aos outros para explicar que estavam errados, ele estava vendo e sabia como era o elefante.

Buscou as melhores palavras que pudessem descrever o que vira, mas eles não acreditaram, e acabaram unidos para debochar e rir dele.

Morais da história :

Em terra de cego, quem tem um olho anda vendo coisas.

Quando algo é percebido como verdade, o que é diferente parece mentira.

Problemas comuns unem.

Se você for falar sobre um bicho para uma pessoa que nunca viu um, melhor fazer com que ela o veja primeiro.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Parábola da Felicidade

Após uma caminhada exaustiva pelo campo, os quatro amigos sentaram à beira do caminho, embaixo da sombra da velha maqueira.

Era ela a única árvore numa plantação de melancias.

Era como se representasse, com dignidade a espécie das árvores, num planeta onde alguns humanos não importam em destruí-las em nome de um progresso duvidoso.

Aquele era o local preferido dos rapazes - jacas e melancias à vontade ! Aquele dia era especial... terminaram o curso e, provavelmente, seria a última vez que caminhariam juntos.

Embora nem admitissem, estavam conscientes do momento e não perceberam o estranho brilho pairando sobre a copa da jaqueira.

Não fiquem tristes, nós nos veremos novamente...

Os amigos se entreolharam, espantados.

Quem disse isso ? perguntou Eduardo, intrigado.

A voz era suave e nem parecida com nenhum deles.

-- Ouvi! confirmou Pedro.

-- Parece que veio lá de cima.

-- Também escutei! disse Silas.

-- Estranho! comentou Antônio. Acho que pegamos sol demais pelo caminho.

-- Ei! exclamou Silas. Vocês estão notando uma luz estranha no alto da árvore ?

Todos olharam para cima.

-- É verdade. Vai ver é um disco voador!

Escutaram a voz novamente :

-- Não é brincadeira! Eu posso atender um pedido de cada um de vocês para que sejam felizes...

O susto foi grande. Uma árvore falante! Árvores não falam! Ou falam ?

O conhecimento científico, impõe-se de maneira preponderante, de tal forma que acabamos por crer apenas no que conseguimos pesar, medir, reduzir, ao mesmo tempo que passamos a recusar tudo o que não se enquadre nesses experimentos científicos.

-- Vo... você é um tipo de árvore da felicidade ? perguntou Antônio.

-- Não importa agora. Façam logo seus pedidos...

-- Quero ser o homem mais rico do mundo! falou Antônio, superando os instantes de incredulidade.

Ninguém consegue ser feliz sem dinheiro. Silas pediu :

-- Quero ser o homem mais amado do mundo, já que dinheiro não traz felicidade.

Eduardo falou :

-- Eu quero ser muito inteligente! E também jovem! Mocidade e inteligência são, sem dúvida, as maiores felicidades.

Pedro pediu :

-- Eu quero ser o homem mais famoso, com glória.

E todos riram.

Rapidamente a copa da jaqueira mudou de cor, soltou estranho zunido e, por fim, subiu velozmente para o céu, deixando um rastro luminoso e os quatro amigos boquiabertos.

O tempo passou...

Cada um seguiu seu caminho.

Conforme pediram, seus desejos foram realizados, embora não tivessem conseguido a tão ansiada felicidade...

Antônio tornou-se o homem mais rico, graças a uma estranha sorte no mundo dos negócios.

Acumulara fortuna, mas a riqueza só lhe trouxe problemas.

Nunca tinha certeza se as pessoas que conviviam ao seu redor estavam interessadas nele ou na sua fortuna, e por isso ia se tornando taciturno, entediado, egoísta, isolando-se de todos.

Só saía protegido por guarda-costas, por medo de seqüestros.

Silas, por sua vez, era muito amado.

Ainda que fizesse as piores maldades, seus fanáticos admiradores sorriam para ele e lhe adoravam. Mas sentia-se muito só.

Não fazia diferença como tratava as pessoas : o resultado era o mesmo.

Tinha muitas mulheres, mas não amava nenhuma.

O amor das pessoas, sem que fizesse nada para conquistá-lo, tornou-o cruel e perverso.

Sentia prazer em maltratar as pessoas. Eduardo permanecia jovem e inteligente.

Era requisitado para palestras pelo mundo todo. Governantes solicitavam sua sabedoria.

Mas era infeliz e solitário. Era alvo constante da inveja das pessoas.

Coisas simples como sair à rua ou ter amigos, era impossível agora.

Vivia recluso, por evitar os jornalistas e a milhares de convites para apresentações em público.

Antônio, Silas e Pedro viam a morte como libertadora de tanta infelicidade e frustração.

Para Eduardo, sempre jovem, pensava ele mesmo dar fim a sua vida infeliz. 1990... 1996... 2000... 2003... 2008...Embora nunca mais tivessem se encontrado depois daquele dia, os quatro mantinham o hábito de olhar o céu em noites estreladas, à procura de um estranho brilho esverdeado.

Um dia, os quatro largaram tudo e fugiram. Viram-se novamente no local da velha jaqueira.

-- Fomos enganados. Mas o que podemos fazer agora ? E choraram, abraçados um ao outro.

-- Foram vocês que escolheram assim!

-- A voz! Maldita! Maldita! Você nos enganou com sua conversa de felicidade! esbravejou Pedro.

-- Vocês se enganaram. Todos sempre se enganam, quando acham que para ser feliz é preciso alguma condição como dinheiro, inteligência, mocidade, amor ou glória...

-- Pelo amor de Deus! Filosofia barata não! Já estou farto de conselhos! falou Antônio.

Você prometeu felicidade, mas hoje, olhe para nós : somos os homens mais infelizes do mundo!

-- Vocês quiseram ser felizes. Fizeram seus pedidos e foram atendidos.

Mas esqueceram que a FELICIDADE NÃO PODE SER POSSUÍDA...

TEM QUE SER CONQUISTADA, ASSIM COMO O AMOR E A LIBERDADE.

Cada pessoa sobre a Terra é um ser único e imprevisível. Não existem fórmulas ou soluções que sirvam para todos.

Cada um precisa escolher o seu próprio caminho e o seu jeito de caminhar!

Vocês terão uma nova oportunidade...

-- E como será essa nova oportunidade ? perguntou Pedro.

Mas não ouviram resposta. De novo o rastro prateado confundiu-se com o brilho das estrelas.

-- Já é noite! surpreendeu-se Silas. Mas como ? Será que cochilamos os quatro ao mesmo tempo ?

Eram novamente jovens, ainda cansados pela caminhada, a última que faziam como internos do colégio.

-- Engraçado... aconteceu alguma coisa que não consigo me lembrar...disse Antônio.

Os quatro levantaram-se e já iam pôr-se a caminho, quando Antônio percebeu um pedaço de papel esverdeado pregado na jaqueira.

-- Um bilhete! E é para nós! verificou Silas. Ninguém sabia quem tinha deixado aquilo.

Estava escrito...

Ninguém precisa de riqueza, poder, fama, mocidade, inteligência, ou qualquer outra coisa para ser feliz.

A felicidade não pode ser comprada.

Ela é fruto de nosso compromisso com a paz, a justiça, a alegria, o equilíbrio entre os seres do planeta, pois não é só a nossa felicidade que importa, mas a dos que virão depois de nós e de nossos filhos.

Ser feliz é isso : aproveitar intensamente este presente cotidiano A

VIDA - vivê-la plenamente e permitir que os outros também façam o mesmo.

Afinal, vivemos um dia de cada vez e quem deixa seu tempo presente preocupado com o que ainda não aconteceu ou angustiado pelo que já passou, perde a oportunidade de ser feliz AQUI E AGORA e, um dia, sem que se saiba quando, será tarde para voltar atrás.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Mala de Viagem

Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra.

Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas.

Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.

Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou :

-- Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande ?

-- É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.

Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.

Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou :

-- Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada ?

-- Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.

Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves.

Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias.

E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.

Qual era na verdade o problema dele ? A pedra e a abóbora ?

Não.

Era a falta de consciência da existência delas.

Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado.

Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber.

Não é de se estranhar que estejam tão cansadas !

O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um homem e que roubam as suas energias ?

a. Pensamentos negativos.

b. Culpar e acusar outras pessoas.

c. Pemitir que impressões tenebrosas descansem na mente.

d. Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não poderiam ter evitado.

e. Auto-piedade.

f. Acreditar que não existe saída.

Todo mundo tem o seu tipo de carga especial, que rouba energia.

Quanto mais cedo começarmos a descarregá-la, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Caminho

Um dia, um bezerro precisou atravessar a floresta virgem para voltar a seu pasto.

Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas...

No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta.

Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta.

Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho : entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praquejando, até com um pouco de razão...

Mas não faziam nada para mudar a trilha.

Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em, no máximo, uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.

Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade.

Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro... centenas de anos antes...

Os homens tem a tendência de seguir como cegos por trilhas feitas por pessoas inexperientes, e se esforçam de sol a sol a repetir o que os outros já fizeram.

Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único... Sem se atrever a mudá-lo.

Muitas vezes nos chamam de ousados, chatos, cri-cri, metidos, etc. pois temos ousado por caminhos novos, pois quando nos falam que devemos seguir aquele caminho pois todos estão indo por ali e não sentimos paz no coração, buscamos a resposta do alto, os conselhos de

Deus e através Dele, por Ele e com Ele à nossa frente seguimos novos desafios.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Aranha

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo.

O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira :

"Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem !!!"

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.

A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.

O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado :

— "Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha."

— "Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar..."

Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.

Estavam os malfeitores entrando na trilha, na qual ele se encontrava esperando apenas a morte.

Quando passaram em frente da trilha o homem escutou :

— "Vamos, entremos nesta trilha !"

— "Não, não está vendo que tem até teia de aranha !? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas".

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível. Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus, como sempre, em sua SABEDORIA e BONDADE infinita, dá a cada Ser, tão só o que é necessário para sua subsistência, e somente espera que tenhamos confiança n'Ele para Seu Poder, Glória e Proteção se manifeste de forma JUSTA e PERFEITA.

Faça vc, algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.

Que nesta nova semana possamos entender as coisas de Deus e o que Ele tem feito em nossas vidas !!!!!

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Cobrador

Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por uma longa estrada.

Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido.

Verificaram e descobriram, caído, um homem.

Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próximo ao coração.

O homem tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.

Com muita dificuldade, mestre e discípulo carregaram o homem para o casebre rústico, onde trataram do ferimento.

Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca.

Disse que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse.

Disposto a partir, o homem disse ao sábio :

— Senhor, muito lhe agradeço por ter salvo minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.

O mestre olhou fixo para o homem e disse :

— Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.

O homem ficou assustado e disse :

— Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor !

— Se não podes pagar pelo bem que recebestes, com que direito queres cobrar o mal que lhe fizeram ?

O homem ficou confuso e o mestre concluiu :

— Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve.

Não faça cobrança pelas coisas ruins que te aconteçam nessa vida, pois essa vida pode lhe cobrar tudo que você deve.

E com certeza você vai pagar muito mais caro.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Jogue fora suas batatas

O professor pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula.

Ele pediu para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa.

Algumas das bolsas ficaram muito pesadas.

A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a bolsa com batatas.

Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo.

O incômodo de carregar a bolsa, a cada momento, mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.

Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter a dor, a bronca e a negatividade.

Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria.

Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.

Portanto, jogue fora suas "batatas"...

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Pense duas vezes

Uma antiga lenda Índia, diz-nos que um dia um homem achou um ovo de águia e que o depositou num ninho de "galinhas do campo" para crescer com elas.

Toda a sua vida, a águia fez o que uma galinha faz normalmente.

Procurava na terra os insectos e comida.

Carcarejava como uma galinha. Voava só algum metros, e era uma nuvem de penas.

De toda a maneira é assim que voam as galinhas.

Os anos passaram. E a águia envelheceu.

Um dia, ela viu um magnifico pássaro a voar no céu sem nuvens.

Levantava-se com estilo, com a magnitude das suas asas.

"Que belo pássaro !" diz a águia aos vizinhos. "O que é ?"

"É uma águia, o rei dos pássaros", diz a galinha.

"Mas não vale a pena pensares nisso. Nunca serás uma águia."

Assim ficou a águia, e não voltou a pensar duas vezes.

Morreu a pensar que era uma galinha.

Já pensou que podia ser, Você, uma galinha do campo ?

Pense duas vezes.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Castelo de Areia

Num dia de verão, estava na praia, observando duas crianças brincando na areia.

Elas trabalhavam muito, construindo um castelo de areia, com torres, passarelas e passagens internas.

Quando estavam quase acabando, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo à um monte de areia e espuma.

Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa.

Em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água. Sorrindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo...

Compreendi que havia recebido uma importante lição :

Gastamos muito tempo de nossas vidas construindo alguma coisa.

E mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir o que levamos tanto tempo para construir.

Mas quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar, será capaz de dar uma reviravolta !!!

Tudo é feito de areia.

Só o que permanece é o nosso relacionamento com as outras pessoas.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Qual cavalo você prefere ?

Joãozinho, 12 anos.

Montado em um cavalo de aluguel em Campos do Jordão.

Desesperado porque o cavalo se negava a andar um pouco mais rápido, chamou o dono do cavalo e disse: prefiro um cavalo que eu tenha que segurar, a este que eu tenho que bater para que ele ande.

Ouvi pensativo aquela reclamação do Joãozinho.

Não será também assim numa empresa ?

Sem querer comparar pessoas a cavalos, mas fazendo uma simples analogia, vejo que todos preferimos colaboradores que precisamos segurar aos que precisamos fazer andar. É preferível ter gente em nossa empresa que faça, vá, corra riscos, erre, a ter pessoas que ficam paradas, eternamente esperando ordens, apáticas.

O desespero do Joãozinho me fez lembrar inúmeros empresários e dirigentes empresariais tendo que lutar para que seus companheiros andem, façam, proponham, assumam, corram riscos.

Outro dia mesmo assisti a um presidente de empresa frente a um conselho de acionistas tendo que ouvir :

Você é o responsável! Contrate novas pessoas; treine as atuais; reorganize e reestruture; mas faça!

Cumpra suas metas! Apresente os resultados com os quais você se comprometeu perante os acionistas.

Enfim, assuma! Cometa erros, mas não fique esperando que as coisas aconteçam.

Elas só acontecerão se você fizer acontecer.

Terminada a reunião, após a saída do presidente executivo, os conselheiros-acionistas comentavam: É preferível ter um executivo que erre a um que tenha medo de fazer.

Ou seja, a mesma reclamação do Joãozinho com o seu cavalo lento e preguiçoso.

Assim, em todos os níveis, é preciso que todas as pessoas compreendam esta lição.

Se você vir alguma coisa errada com um produto de sua empresa chame a atenção; fale!

Se você souber de alguma coisa que possa comprometer a relação de sua empresa com o mercado chame a atenção; fale!

E se você tem o poder de agir; aja ! Não fique esperando.

Corra riscos para defender a sua marca, o seu cliente, o seu produto, a sua empresa.

Muitos poderão reclamar de você.

Mas, acredite, no final, tendo você honestidade de princípios na sua atuação e tomando as atitudes corretas, você será reconhecido por quem realmente interessa.

Nesta semana, pense em qual cavalo você prefere ?

E pense qual tipo de cavalo é você ?

Você é dos que andam, galopam, fazem acontecer ou dos que precisam ser empurrados para a ação ou puxados para que andem ?

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Coma os Morangos !!!

Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore.

Em cima do barranco, havia um urso imenso querendo devorá-lo.

O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente.

Embaixo, prontas para engoli-lo quando caísse, estavam nada mais nada menos do que seis onças tremendamente famintas.

Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando.

Abaixava depressa a cabeça para não perde-la na sua boca.

Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas de seu pé.

As onças embaixo querendo come-lo, e o urso em cima querendo devora-lo.

Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol.

Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango.

Quando pode olha-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza.

Então, levou o morango a boca e se deliciou com o sabor doce e suculento.

Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso.

Talvez você me pergunte: "Mas, e o urso ?" Dane-se o urso e coma os morangos!

E as onças ? Azar das onças, coma os morangos ! As vezes, você esta em sua casa no final de semana com seus filhos e amigos, comendo um churrasco.

Percebendo seu mau humor, seuesposa(o) lhe diz:

— Meu bem, relaxe e aproveite o domingo !

E você, chateado(a), responde:

— Como posso curtir o domingo se amanhã vai ter um monte de ursos querendo me pegar na empresa ?

Relaxe e viva um dia por vez :

Coma o morango. Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.

Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças, arrancar nossos pés. Isso faz parte da vida, é importante saber comer os morangos, sempre.

A gente não pode deixar de come-los só porque existem ursos e onças.

Você pode argumentar: Eu tenho muitos problemas para resolver.

Problemas não impedem ninguém de ser feliz.

O fato de seu chefe ser um chato não é motivo para você deixar de gostar de seu trabalho.

O fato de sua mulher estar com tensão pré-menstrual não os impede de tomar sorvete juntos.

O fato do seu filho ir mal na escola não e razão para não dar um passeio pelo campo.

Coma o morango, não deixe que ele escape.

Poderá não haver outra oportunidade para experimentar algo tão saboroso.

Saboreie os bons momentos. Sempre existirão ursos, onças e morangos.

Eles fazem parte da vida.

Mas o importante é saber aproveitar o morango, porque o urso e a onça não dão tempo para aproveitar.

Coma o morango quando ele aparecer. Não deixe para depois.

O melhor momento para ser feliz é agora. O futuro é ilusão que sempre será diferente do que imaginamos.

As pessoas vem o sucesso como uma miragem.

Como aquela historia da cenoura pendurada na frente do burro que nunca a alcança.

As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram felicidade.

Então, continuam avançando e inventam outras metas que também não as tornam felizes.

Vivem esperando o dia em que alcançarão algo que as deixarão felizes.

Elas esquecem que a felicidade e construída todos os dias.

A felicidade não e algo que você vai conquistar fora de você.

A felicidade é algo que vive dentro de você, de seu coração.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Vidro ou Diamante

Um homem esperava para atravessar uma avenida quando um brilho na grama em que pisava chamou sua atenção.

Deu uma olhada sem se abaixar e pensou "Deve ser um caco de vidro" e foi embora.

Mais tarde outro homem na mesma situação percebeu o brilho, abaixou-se, pegou a pedra meio suja e viu que era talhada como um lindo diamante.

Parecia mesmo um diamante enviando raios luminosos com as cores do arco-íris quando colocado ao sol.

O homem pensou "Puxa, será um diamante? Desse tamanho? Perdido aqui? Como veio parar aqui? Talvez eu devesse levar a um joalheiro pra ver ser é mesmo.

Olhava e olhava e de repente disse a si mesmo: "Que idiota eu sou, imagina se isso é um diamante, só pode ser um vidro talhado em forma de diamante que caiu de algum anel de bijuteria. Porque um cara como eu iria achar um diamante ? E se eu levar a um joalheiro ainda vou ter que agüentar a gozação do homem por eu ter achado que podia ser um diamante... Ha...logo eu ia achar um diamante assim... perdido numa grama...logo eu...

E assim pensando jogou de novo a pedra na grama e atravessou a avenida até meio triste pela sua pouca sorte.

No dia seguinte outro homem passando pelo mesmo lugar viu a pedra, atraído pelo seu brilho.

"Que beleza de pedra" ele pensou ! "Parece um diamante, talvez até seja um diamante, mas também pode ser apenas um pedaço de vidro imitando um diamante...

O melhor que tenho a fazer é leva-la a um joalheiro e pedir uma avaliação." E colocou a pedra no bolso.

Tendo levado-a para avaliação mais tarde descobriu ser um verdadeiro diamante, de muitos quilates e com uma lapidação especial.

Era uma pedra muito valiosa ! Realmente especial e o homem ficou muito feliz com a sua boa sorte !

Na nossa vida as vezes encontramos pessoas que são como esse diamante...valiosas!

Pena que nem sempre nos damos o tempo para avalia-las confiando na nossa primeira, e muitas vezes errônea, impressão, ou simplesmente achando que nunca tivemos sorte, então, porque aquela pessoa apareceria justamente pra nós ?

Pense nisso !

Dê-se uma chance !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Pensar

Mário Quintana

A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.

Albatroz

Em 1901, Máximo Gorki escreveu este belo poema sentindo o tempo que vivia. A palavra albatroz (burieviestnik) em russo pode ser traduzida como mensageiro (viéstnik) da tempestade (buria), por ser ele o único animal que sai alegremente a voar e sente-se perfeitamente à vontade em meio a qualquer tormenta. A mensagem é clara: no meio do caos, não devemos temer as tempestades, mas voar com elas e contribuir para que elas transformem efetivamente o mundo!

  Sobre a superfície cinzenta do mar,
  O vento reúne
  Pesadas nuvens.
  Semelhante a um raio negro,
  Entre as nuvens e o mar,
  Paira orgulhoso o albatroz,
  Mensageiro da tempestade.
  E ora são as asas tocando as ondas,
  Ora é uma flecha rasgando as nuvens,
  Ele grita.
  E as nuvens escutam a alegria
  No ousado grito do pássaro.
  Nesse grito - sede de tempestade!
  Nesse grito - as nuvens escutam a fúria,
  A chama da paixão,
  A confiança na Vitória.
  As gaivotas gemem diante da tempestade,
  Gemem e lançam-se ao mar,
  Para lá no fundo esconderem
  O pavor da tempestade.
  E os mergulhões também gemem.
  A eles, mergulhões,
  É inacessível a delícia da luta pela vida:
  O barulho do trovão os amedronta...
  O tolo pingüim, timidamente
  Esconde seu corpo obeso entre as rochas...
  Apenas o orgulhoso albatroz voa,
  Ousado e livre sobre a espuma cinzenta do mar.
  Tonitroa o trovão.
  As ondas gemem na espuma da fúria.
  E discutem com o vento.
  Eis que o vento
  Abraça uma porção de ondas
  Com força e lança-as
  Com maldade selvagem nas rochas,
  Espalhando-as como a poeira,
  Respingando uma noite de esmeraldas.
  O albatroz paira a gritar
  Como um raio negro,
  Rompendo as nuvens como uma flecha,
  Levantando espuma com suas asas.
  Ei-lo voando rápido como um demônio;
  Orgulhoso e negro demônio da tempestade;
  Ri das nuvens, soluça de alegria!
  Ele - sensível demônio -
  Há muito vem escutando
  Cansaço na fúria do trovão.
  Tem certeza de que as nuvens não escondem,
  Não, não escondem...
  Uiva o vento... Ribomba o trovão...
  Sobre o abismo do mar,
  Um monte de nuvens pesadas
  Brilham como centelhas.
  O mar pega as flechas de relâmpagos
  E as apaga em sua voragem.
  Parecem cobras de fogo.
  Os reflexos desses raios,
  Rastejando sobre o mar e desaparecendo.
  _ Tempestade!
  Breve rebentará a tempestade!
  Esse corajoso albatroz
  Paira altivo entre os raios
  E sobre o mar furiosamente urrando
  Então grita o profeta da Vitória:
  QUE MAIS FORTE ARREBENTE A TEMPESTADE!"

Água de Remanso

Thiago de Mello

  Cismo o sereno silêncio:
  sou: estou humanamente
  em paz comigo: ternura.
  
  Paz que dói, de tanta .
  Mas orvalho. Em seu bojo
  estou e vou, como sou.
  
  Ternura: maneira funda.
  Cristalina do meu ser.
  Água de remanso, mansa
  brisa, luz de amanhecer.
  
  Nunca é a mágoa mordendo..
  Jamais a turva esquivança,
  apego ao cinzento, ao úmido,
  a concha que aquece na alma
  uma brasa de malogro.
  
  É ter o gosto da vida,
  amar o festivo, e o claro,
  é achar doçura nos lances
  mais triviais de cada dia.
  
  Pode também ser tristeza:
  tranqüilo na solidão macia.
  Apaziguado comigo,
  meu ser me sabe: e me finca
  no fulcro vivo da vida.
  
  Sou: estou e canto.

Para a vida

Um pequeno barco de peixes aporta numa vilazinha da costa mexicana.

Um turista americano cumprimenta o pescador mexicano pela qualidade do pescado e pergunta quanto tempo ele levou para pegar aquela quantidade de peixes.

— Não muito tempo, respondeu o mexicano.

— Bom, então por que você não ficou mais tempo no mar e pegou mais peixes? , perguntou o americano.

O mexicano explicou que aquela quantidade bastava para atender às suas necessidades e as da família.

Aí o americano pergunta, - Mas o que você faz com o resto do seu tempo?

— Eu durmo até tarde, brinco com meus filhos, descanso com minha esposa... À noite eu vou até a vila ver meus amigos, tomar umas bebidas, tocar violão, cantar umas músicas... eu tenho uma vida completa.

O americano interrompe:

— Eu tenho um MBA em Tecnologia da Informação, da UCLA e posso te ajudar. Comece a passar mais tempo pescando todos os dias. Aí você pode vender todo o peixe extra que conseguir pescar. Com o dinheiro extra, você compra um barco maior. Com a receita extra que o barco maior vai trazer, você pode comprar um segundo e um terceiro barco, e assim por diante até possuir uma frota de pesqueiros. Ao invés de vender seu peixe para um atravessador, negocie diretamente com as fábricas de beneficiamento ou quem sabe pode até abrir sua própria indústria de beneficiamento. Aí você pode deixar esta vila e ir morar na Cidade do México, Los Angeles ou até mesmo em Nova Iorque! De lá você toca seu imenso empreendimento!

— Quanto tempo isso iria levar?, perguntou o mexicano.

— Uns vinte, quem sabe vinte e cinco anos, responde o americano.

— E depois?

— E depois? Aí é que começa a ficar bom, responde o americano - quando seu negócio começar a crescer de verdade, você abre o capital e faz milhões!!!

— Milhões? Sério? E depois disso?

— Depois disso você se aposenta e vai morar numa vilazinha da costa mexicana, dorme até tarde, pega uns peixinhos, descansa ao lado da esposa, brinca com seus filhos e passa as noites se divertindo com os amigos...

Muitas vezes a fome de crescer impede que a gente perceba que já tem o que precisa.

Portas

Quando uma porta se fecha, outra se abre. Freqüentemente ficamos lamentando pela porta que se fechou, a ponto de impedirmos que vejamos a porta que se abriu.

As Quatro Questões de Allen

Aldo Novak

Para ter sucesso verdadeiro, faça quatro perguntas para si mesmo: Por

que? Por que não? Por que não eu? Por que não agora? - James Allen

Por que...? Encontre a razão mais profunda e verdadeira para algo, e essa razão manterá você vivo em um mundo de sonânbulos. Entenda as razões e os motivos verdadeiros, antes de tomar uma decisão. Pergunte-se todo o tempo: "por que devo fazer essa coisa, e não aquela? " Entenda o que se passa dentro de você. Entenda os motivos mais profundos pelos quais algo deve ser feito em sua empresa ou departamento, em sua comunidade, sua equipe ou família. Por que...?. Enquanto você não tiver esclarecido isso para si próprio, as razões sempre serão frágeis e você poderá ser derrubado, ou derrubada, muito facilmente. Por que quero me casar com ela? Por que quero mudar de carreira? Por que temos que mudar este produto? Por que quero este diploma?. Enfim, encontre uma razão e apegue-se a ela.

Por que não? O que impede você de fazer isso? Na maioria das vezes, demoramos demais para fazer algo, simplesmente porque novas idéias fazem a gente assumir que, se não foi feito antes, provavelmente não deve ser feito. Será? Procure os motivos para não fazer algo. Muitas vezes, você vai descobrir que não existe motivo real algum para não fazer isso. Então... por que não? Pense, e responda: Por que não romper? Por que não fundar essa empresa? Por que não escrever este livro? Por que não ter filhos? Por que não procurar outro emprego? Por que não fazer este curso? Por que não dar aquele telefonema? Por que não arriscar? Pergunte-se sempre: Por que não?

Por que não eu? Se alguém tem que fazer algo, você pode ser este alguém. Inúmeras vezes, encontramos a razão para que algo seja feito e, ao perguntarmos "por que não?", vemos que nada impede que seja feito. A próxima pergunta lógica: por que não eu? Sim, talvez você seja exatamente a pessoa que deva começar isso. Alguém tem que escrever este livro: por que não você? Alguém tem que propor este produto: por que não você? Alguém que que defender esta idéia na câmara ou no senado: por que não você? Alguém tem que reconciliar a família: por que não você? Alguém tem que dar o primeiro passo: por que não você?

Por que não agora? As vezes, o melhor momento para começar algo é... Imediatamente. Se algo tem que ser feito, se não há razão sólida para que este algo não seja feito e se você mesmo pode fazer isso, então vem a última pergunta: Por que não fazer isso agora? Tantas vezes na vida, nós passamos pelas primeiras três perguntas e, então, fazemos de conta que somos eternos... Que podemos fazer aquilo em algum momento no futuro, quando... tivermos o diploma... os filhos tiverem crescido... a aposentadoria chegar... P A R E. Isso é apenas uma armadilha do lado temeroso de sua mente. Não espere o dia perfeito. O dia perfeito é hoje. Se não hoje... quando?

Siga o conselho de James Allen: "para ter sucesso verdadeiro, faça quatro perguntas para si mesmo: Por que? Por que não? Por que não eu? Por que não agora?

O que mais o surpreende na humanidade?

Uma Vez Perguntaram a um Velho Mestre:

-- O que mais o surpreende na humanidade?

E ele respondeu:

-- Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o Dinheiro para recuperar a saúde, por pensarem ansiosamente no futuro Esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem No futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem Vivido.

A Loucura

A loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa.

Todos os convidados foram. Após o café, a loucura propôs:

— Vamos brincar de esconde-esconde?

— Esconde-esconde? O que é isso? - perguntou a curiosidade.

— Esconde-esconde é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês se escondem.

Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.

Todos aceitaram, menos o medo e a preguiça.

1,2,3,... - a loucura começou a contar.

A pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer. A timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A alegria correu para o meio do jardim.

Já a tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder.

A inveja acompanhou o triunfo e se escondeu perto dele debaixo de uma pedra.

A loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo. O desespero ficou desesperado ao ver que a loucura já estava no noventa e nove.

Cem! - gritou a loucura. - vou começar a procurar...

A primeira a aparecer foi a curiosidade, já que não agüentava mais querendo saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o lado, a loucura viu a dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder.

E assim foram aparecendo a alegria, a tristeza, a timidez...

Quando estavam todos reunidos, a curiosidade perguntou:

— Onde está o amor?

Ninguém o tinha visto. A loucura começou a procurá-lo.

Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do amor a parecer.

Procurando por todos os lados, a loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente...

Era o amor, gritando por ter furado o olho com um espinho. A loucura não sabia o que fazer.

Pediu desculpas, implorou pelo perdão do amor e até prometeu segui-lo para sempre.

O amor aceitou as desculpas.

Hoje, o amor é cego e a loucura o acompanha sempre.

Raízes profundas...

Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo"hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa.

Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias.

O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.

Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer.

Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava.

Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.

Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima.

Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo.

Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries.

Disse-me ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas.

Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho.

Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei.

Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência.

Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes.

Meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho!

O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno.

Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda.

Que efeito curioso, pensei eu...

As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto, o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.

Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos.

Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido.

Freqüentemente, oro por eles.

Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis:

"Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"...

Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações.

Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos.

Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais.

Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar.

Portanto, pretendo mudar minhas orações.

Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida não é muito fácil.

Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.

Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe!

//Desconheço o autor //

Sonhos

Gabriel Chalita

  A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis;
  e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos. 
  
  A presença dos sonhos faz de idosos, jovens; 
  e a ausência de sonhos faz dos jovens, idosos.
  
  Uma mente saudável deveria ser uma usina de sonhos. 
  Pois os sonhos oxigenam a inteligência e 
  irrigam a vida de prazer e sentido.

Esperança

Mário Quintana

  Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
  Vive uma louca chamada Esperança
  E ela pensa que quando todas as sirenas
  Todas as buzinas
  Todos os reco-recos tocarem
  Atira-se
  E
  -- ó delicioso vôo!
  Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
  Outra vez criança...
  E em torno dela indagará o povo:
  -- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
  E ela lhes dirá
  (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
  Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
  -- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
  

40 anos de preconceito

Texto complementar do livro PROPAGANDA É ISSO AÍ! © 2004 Editora Atlas.

Zeca Martins

O texto a seguir não fala especificamente de Propaganda, mas imagino que mostre com argumentos contundentes uma situação em que o preconceito mata a criatividade humana; no caso, comprometendo toda a criatividade potencial disponível em parcela indispensável da força de trabalho.
A criatividade, como já vimos, é, no final das contas, a principal matéria-prima da Propaganda. Então, o texto acaba sendo pertinente aos propósitos de muito daquilo de que este livro trata.
Como será fácil notar, foi escrito com outra intenção (e para publicação em outro lugar); mesmo assim, creio que o leitor poderá se beneficiar com alguns dos pontos de vista aí contidos, extrapolando algumas idéias para melhorar seu dia-a-dia.

A mais brilhante definição de preconceito de que já soube veio-me de Voltaire, em seu Dicionário Filosófico: "preconceito é uma opinião sem julgamento", ou seja, adquirimos uma opinião qualquer, não verificamos sua razão de ser e passamos a acreditar naquilo, simplesmente. Voltaire disse isto por volta de 1760. Passados mais uns cento e oitenta anos, em meados do século vinte Einstein lastimou que "hoje, infelizmente, é mais fácil partir um átomo ao meio do que quebrar um preconceito". Pois, somando-se as coisas, conclui-se que preconceito deve realmente ser algo indestrutível, ou perto disso.

Tão indestrutível, que o preconceito dos nazistas contra os judeus ainda perdura no coração de muita gente, mesmo após tanta propaganda contrária. E dos judeus contra os árabes, e dos árabes contra os judeus, e dos brancos contra os negros, e dos negros contra os brancos, e dos que são contra os mulatos, contra os cafusos, os mamelucos, os letrados, os iletrados, as mulheres, os homens, os advogados, os políticos, os publicitários, os jornalistas, os nordestinos, os açougueiros, os torneiros-mecânicos (sim, porque, sem dúvida, haverá alguém cultivando preconceitos contra açougueiros e torneiros-mecânicos), os velhos, as crianças, os gays e o escambau. Existe preconceito até contra o escambau.

Assim como não tem fronteiras e nem escolhe raça, faixa etária ou sexo, o preconceito também não escolhe porta-vozes ou causas. Ele existe dentro de todos nós, tem diferentes intensidades. Não tem função nem propósito. Apenas existe, desde que o ambiente seja favorável ao desenvolvimento de um raciocínio qualquer, um sofisma destes capazes de fazer-nos acreditar no ilógico. Algo como a prestidigitação. Nada além de opiniões sem julgamento.

Nunca vi alguma pesquisa sobre onde o preconceito ocorre com maior ou menor incidência. Talvez os americanos, que adoram pesquisar de tudo, já a tenham feito, mas nunca ouvi falar dela. Mas também não é difícil concluir que o preconceito não é privilégio de um ou outro segmento da população. Nada disso. Ele existe em todo lugar, em todo tempo, em todo tudo! Tem em casa, tem no futebol, tem nas estações de trem.

E tem, claro, nas empresas; porque existem pessoas nas empresas. E pessoas são a única condição ambiental indispensável para a reprodução do preconceito. Nos últimos anos surgiu, por exemplo, uma espécie de preconceito no meio empresarial,